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Programa Duas Safras terá seminário voltado para indústria de alimentação animal
O público-alvo são gestores, nutricionistas e técnicos de suprimentos da indústria de alimentação animal, de cooperativas e de empresas de fomento de produção de grãos, assistência técnica e extensão rural.

Com o propósito de discutir formas de mitigar os impactos do déficit de milho por intermédio do uso de cereais de inverno na formulação de rações de suínos e aves, a Embrapa, por meio das Unidades Descentralizadas Suínos, Aves e Trigo, e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Rio Grande do Sul (Senar – RS) estão organizando o “Seminário duas safras: cereais de inverno na alimentação de suínos e aves”. O encontro ocorre no próximo dia 14 de março, em Porto Alegre (RS), no auditório Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), no período da tarde.
A iniciativa, de acordo com o chefe geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe, tem como foco a apresentação de dados atuais de P&D, além da retrospectiva e perspectivas futuras para o Programa Duas Safras. “Esse programa somente repercutirá na indústria se oferta e demanda estiverem encadeadas. E, esse encontro envolve o setor produtivo de cereais de inverno no Rio Grande do Sul e a indústria de alimentação animal para conversar e alinhar os próximos passos”, comentou ele.
A programação está organizada em quatro momentos, além da abertura que será pelo superintendente do Senar/RS, Eduardo Condorelli, sobre “Conjuntura: Programa Duas Safras”, na qual o palestrante trará uma retrospectiva e perspectivas futuras. O painel 1 abordará “Pesquisa: valor nutricional do trigo, triticale e cevada para a alimentação de suínos e aves” e tem como palestrantes os pesquisadores da Embrapa Suínos e Aves Teresinha Bertol e Jorge Ludke, com moderação do chefe geral Everton Krabbe. O foco será a apresentação de resultados sobre o potencial de substituição do milho por cereais de inverno na alimentação de suínos e aves.
Já o painel 2 será sobre “Competitividade” e trará o debate sobre “Cereais de inverno no contexto da produção de baixo carbono”, com o pesquisador e chefe Transferência de Tecnologia da Embrapa Trigo, Giovani Faé, e a “Importância dos cereais de inverno nos sistemas de produção”, com Geomar Corassa, da Cooperativa Central Gaúcha Ltda (CCGL). A moderação será do chefe geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemanski.
O terceiro painel da programação será sobre “Indústria da Proteína Animal” com a coordenação do presidente do Sindirações, Ariovaldo Zani. As apresentações serão sobre os “Gargalos para o uso dos cereais de inverno na alimentação animal”, com Francisco Camino, do Sindirações, e “Casos de Sucesso no uso de cereais de inverno na nutrição animal”, com Roges Pagnusatt, da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Encerrando a programação, ocorre o painel “Agenda futura: cereais de inverno como substitutivos ao milho na visão dos coordenadores dos painéis”.
O seminário integra o Programa Duas Safras e é uma realização da Embrapa e Senar/RS, com promoção da Farsul, ABPA, Federarroz, Asgav, Acergs, Aprosoja, Sips, Apassul, Acsurs, FecoAgro/RS, Ocergs, Sindag, Sindirações e BSbios. O encontro tem ainda o apoio institucional do governo do Rio Grande do Sul e o patrocínio da Corteva Agriscience.

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Seapi abre inscrições para Salão de Iniciação Científica com foco em bioinsumos e inovação no agro
Evento será realizado de forma online nos dias 23 e 24 de setembro e receberá trabalhos de estudantes, pesquisadores e servidores nas áreas animal, vegetal e de desenvolvimento rural.

Estão abertas as inscrições para o 15º Salão de Iniciação Científica e de Inovação Tecnológica (Sicit), promovido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA). O evento será realizado nos dias 23 e 24 de setembro, em formato totalmente online, com transmissão pelo canal do DDPA no YouTube.
A programação inclui também o 10º Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa 2026. Durante os dois dias serão apresentados resultados de estudos nas áreas de produção animal, produção vegetal e desenvolvimento rural. A abertura do evento terá como tema “Bioinsumos: Legislação e Aplicações na Agropecuária”.

Foto: Matheus Flalanga
As inscrições são gratuitas. Podem submeter trabalhos bolsistas regularmente matriculados em instituições de ensino superior que desenvolvam atividades de pesquisa e inovação tecnológica. Os participantes deverão encaminhar um resumo e realizar apresentação oral, gravada previamente, conforme as vagas disponíveis.
Os resumos devem ser enviados pela plataforma Even3 até 24 de agosto, seguindo o modelo previsto no edital. A divulgação dos trabalhos aprovados está prevista para 08 de setembro, enquanto o prazo para envio dos vídeos das apresentações encerra em 13 de setembro. Serão aceitos apenas resumos com resultados parciais, preliminares ou finais de pesquisas.
O evento também é aberto ao público interessado. As inscrições para ouvintes permanecem disponíveis até 22 de setembro, véspera do início da programação.

Foto: Divulgação
Segundo a Seapi, o Salão de Iniciação Científica, o Workshop de Pós-Graduação e a Mostra de Pesquisa têm como objetivo ampliar o espaço para apresentação de pesquisas desenvolvidas por estudantes do ensino médio, graduação e pós-graduação, além de pesquisadores e servidores da secretaria.
A iniciativa também busca estimular o interesse pela pesquisa científica, incentivar o desenvolvimento de produtos e processos inovadores e promover a geração e a transferência de conhecimento e de novas tecnologias para a agropecuária gaúcha.
Para mais informações, incrições e edital clique aqui.
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Governo atualiza preços mínimos para as safras 2026/27 e 2027
Novos valores servirão de referência para as operações da PGPM e abrangem leite, milho, soja, sorgo e outras culturas de verão e produtos regionais.

O governo federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (13) a Portaria nº 934, que atualiza os preços mínimos dos produtos de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. Definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), os novos valores servirão de referência para as operações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), mecanismo que assegura remuneração mínima aos produtores quando os preços de mercado ficam abaixo do piso estabelecido.

Foto: Shutterstock
Entre os principais produtos contemplados estão leite, milho, soja e sorgo, culturas de grande relevância para a agropecuária brasileira. Os preços mínimos também foram fixados para algodão, arroz, feijão, mandioca e seus derivados, cacau, borracha natural cultivada, caroço de algodão, juta/malva e outros produtos regionais.
A vigência dos preços mínimos varia entre julho de 2026 e junho de 2028, conforme o produto.
A portaria também estabelece os preços mínimos para sementes de culturas de verão e regionais das safras 2026/27 e 2027. Estão incluídas sementes de algodão, arroz, feijão, juta/malva, milho, soja e sorgo, com vigência entre novembro de 2026 e junho de 2028.
O que é a PGPM?
A Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) é um instrumento de apoio à comercialização agrícola. Por meio dela, o governo estabelece preços de referência para diversos produtos agropecuários, buscando reduzir os impactos das oscilações de mercado sobre a renda dos produtores.
As propostas de preços mínimos são elaboradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com base nos custos de produção e nas condições dos mercados interno e externo, conforme determina o Decreto-Lei nº 79/1966. Os valores são posteriormente aprovados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
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Colheita de milho fica abaixo da média de 5 safras
Cepea aponta baixa liquidez no mercado spot e compradores aguardam maior oferta da segunda safra.

As cotações do milho continuam firmes em boa parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o mercado spot segue com baixa liquidez, influenciado pelo ritmo das negociações entre vendedores e compradores.
De acordo com o Cepea, muitos produtores priorizam os trabalhos de campo neste período, enquanto os compradores permanecem cautelosos e aguardam o avanço da colheita da segunda safra, que deve ampliar a oferta do cereal. As altas registradas nas cotações internacionais também contribuem para sustentar os preços no mercado interno.

O Centro de Pesquisas informa que, embora fossem esperadas quedas nas cotações durante o período de colheita, as condições climáticas reduziram temporariamente a oferta de milho. A colheita da segunda safra segue em ritmo semelhante ao registrado no ano passado, mas permanece abaixo da média das últimas cinco safras.
Outro fator apontado pelo Cepea é a valorização da soja, que levou parte dos produtores a priorizar a comercialização da oleaginosa, adiando as vendas de milho à espera de melhores oportunidades de mercado.
Para as próximas semanas, o Cepea destaca que a previsão de menor volume de chuvas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste deve favorecer o avanço da colheita. Com isso, os produtores poderão avaliar com maior precisão a produtividade da segunda safra, considerando os impactos das geadas no Paraná, da seca em Goiás e das condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras em Mato Grosso.




