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Programa de pesquisa que favorece o leite em MS completa 17 anos

Com foco na formação e treinamento de acadêmicos dos cursos de agrárias e biológicas, a iniciativa busca desenvolver um perfil profissional que se destaque na assistência técnica a produtores de leite de origem familiar, especialmente em assentamentos rurais

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O Programa de Capacitação Técnica Aplicada à Pecuária Leiteira, conhecido como Programa Rio de Leite, é uma das principais ações de extensão da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), e em 2021 completa seus 17 anos. Com foco na formação e treinamento de acadêmicos dos cursos de agrárias e biológicas, a iniciativa busca desenvolver um perfil profissional que se destaque na assistência técnica a produtores de leite de origem familiar, especialmente em assentamentos rurais.

Segundo o professor Marcus Vinícius, coordenador do Programa Rio de Leite, os resultados obtidos nesses 17 anos foram benéficos e cumpriram com o objetivo de capacitar. “Formamos mais de 100 profissionais, com perfil técnico, para atuarem na cadeia produtiva do leite, em Mato Grosso do Sul. Parte dos alunos egressos, optaram pela pós-graduação em pecuária leiteira, e outros estão atuando diretamente como extensionistas, como profissionais liberais ou em órgãos governamentais de assistência técnica, como a Agraer e Senar/MS”, ressalta.

O coordenador ainda destaca que o programa resultou na publicação de diversos artigos científicos. “Centenas de produtores também foram capacitados por meio de palestras, workshops, dias de campo e cursos ministrados pelos professores envolvidos. Em termos de produção de conhecimento científico podemos citar a publicação de 4 Livros, 2 boletins técnicos, 35 monografias e 185 resumos/artigos científicos”.

Ainda segundo o professor Marcus Vinícius, o sucesso do Rio de Leite ocorre em função da grande experiência e do alto grau de especialização dos professores que coordenam o Programa, bem como da infraestrutura existente no Campo Demonstrativo de Produção Zootécnica em Bovinocultura de Leite, inserido no campus da UEMS em Aquidauana. Neste local, de 75 hectares, os alunos ainda têm a oportunidade de aprender, na prática, todos os manejos relativos à atividade pecuária de leite.

O programa é coordenado por uma equipe de professores, com caráter multidisciplinar, do Curso de Zootecnia da UEMS, localizado na Unidade Universitária de Aquidauana e conta com apoio da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

 

Premiações

O reconhecimento da metodologia de trabalho do Rio de Leite ocorreu inicialmente com a obtenção do 1º lugar na categoria “Tecnologia e Produção” do prêmio Cidadania Sem Fronteiras (2009), do Instituto da Cidadania Brasil, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia e a Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social.

Em 2010, veio a Moção de Louvor concedida pela Prefeitura Municipal de Aquidauana, ato que se repetiu em 2012. No ano seguinte, o Rio de Leite foi um dos premiados no IX Prêmio Sul-Mato-Grossense de Gestão Pública, concedido pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.

Em 2015, a Câmara Municipal de Aquidauana concedeu o título de Cidadão Aquidauanense ao professor Marcus Vinícius, pelos serviços prestados junto aos produtores de leite da cidade. Em maio de 2019 a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul, em comemoração à Semana Sul-Mato-Grossense do Leite, concedeu o Diploma de Honra ao Mérito ao Programa, em reconhecimento a sua dedicação e relevantes serviços prestados ao trabalho na promoção de ações de mobilização e conscientização da importância do leite, do fortalecimento da classe produtora e no respectivo crescimento e desenvolvimento econômico da pecuária leiteira no Estado.

Além das prefeituras e das universidades, o programa recebe apoio de entidades como Agraer, Sebrae/MS, Senar/MS e Semagro.

Fonte: Assessoria Semagro

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IAT aplica 8,1 mil multas por crimes ambientais em 2025 no Paraná

Valor recolhido pelo Estado com as infrações é repassado integralmente ao Fundo Estadual do Meio Ambiente.

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Foto: IAT

O Governo do Estado, por meio do Instituto Água e Terra (IAT), aplicou 8.184 multas por crimes ambientais no Paraná em 2025. O valor representa uma queda de 14,7% em relação às 9.602 multas aplicadas em 2024, reforçando a eficácia do trabalho desenvolvido pelo IAT no combate ao desmatamento criminoso no Estado. Os dados do Sistema de Informações Ambientais (SIA) do IAT revelam ainda que o valor total em autuações foi de R$ 231 milhões em 2025.

Segundo o gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, Alvaro Cesar de Góes, os números refletem os esforços do Estado em combater o desmatamento ilegal e outros crimes ambientais. “Desde 2022, o IAT vem reduzindo de forma significativa a supressão de vegetação nativa no Estado. E com esse trabalho de monitoramento e fiscalização já realizado, e que atualmente ainda vem sendo executado pelo órgão ambiental, a tendência é de redução do número de autos de infração ambiental”, diz.

O valor recolhido pelo Estado com as infrações é repassado integralmente ao Fundo Estadual do Meio Ambiente. A reserva financeira tem como finalidade financiar planos, programas ou projetos que objetivem o controle, a preservação, a conservação e a recuperação do meio ambiente, conforme a Lei Estadual 12.945/2000.

Um dos casos, por exemplo, aconteceu em Cruz Machado. O IAT multou em R$ 25 mil a prefeitura pela utilização irregular de equipamentos do município para a prática de crimes ambientais em Área de Proteção Permanente (APP). Foram dois Autos de Infração Ambiental (AIA) emitidos pelo escritório regional do órgão em União da Vitória contra o município: danificar área de APP de 1.800 metros quadrados mediante movimentação do solo (R$ 5 mil) e depositar resíduos e rejeitos também em local de proteção (R$ 20 mil).

Vigilância

Por meio da vigilância, o Paraná conseguiu reduzir em 64,9% a supressão ilegal da Mata Atlântica entre 2023 e 2024. De acordo com levantamento da Plataforma MapBiomas, vinculada ao Observatório do Clima, a área desmatada caiu de 1.230 hectares em 2023 para 432 hectares em 2024. O estudo também aponta que 75% dos municípios paranaenses ampliaram suas áreas de mata nativa entre 2019 e 2023, enquanto 71% registraram desmatamento zero em 2024.

Dados do próprio IAT também apontam que o Paraná reduziu em 95,2% o desmatamento ilegal da Mata Atlântica entre 2021 e 2024, de 6.939 hectares para 329 hectares. No mesmo período, o número de Autos de Infração Ambiental (AIAs) ligados a crimes contra a flora aumentou em 65%, passando de 3.183 para 5.252.

Em outubro de 2025 o Governo do Estado reforçou o compromisso com  ações de fiscalização e monitoramento ambiental do IAT, entregando 50 caminhonetes novas e renovando o contrato de locação de um novo helicóptero. Os investimentos somam R$ 63 milhões.

Para o diretor-presidente do IAT, Everton Souza, os novos investimentos refletem o reconhecimento ao trabalho das equipes de campo e o fortalecimento das ações de fiscalização ambiental no Estado. “Isso é uma demonstração de respeito ao trabalho dos nossos fiscais, que atuam em todas as regiões do Paraná combatendo o desmatamento ilegal, o descarte irregular de resíduos e outras infrações ambientais. Com melhores condições de deslocamento e equipamentos adequados, vamos ampliar a presença do Estado em todo o território paranaense”, afirma.

Como ajudar

A denúncia é a melhor forma de contribuir para minimizar cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna silvestres. Quem pratica o desmatamento ilegal está sujeito a penalidades administrativas previstas na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e no Decreto Federal nº 6.514/08 (Condutas Infracionais ao Meio Ambiente). O responsável também pode responder a processo por crime ambiental.

O principal canal do Batalhão Ambiental é o Disque-Denúncia 181, o qual possibilita que seja feita uma análise e verificação in loco de todas as informações recebidas do cidadão.

No IAT, a denúncia deve ser registrada junto ao serviço de Ouvidoria, disponível no Fale Conosco, ou nos escritórios regionais. É importante informar a localização e os acontecimentos de forma objetiva e precisa. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem realizar o atendimento.

Fonte: AEN-PR
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Notícias Ciclo 2025/26

Oferta global de trigo se recompõe e reduz risco de escassez

Com alta de 5% na produção global, os estoques voltam a crescer, enquanto o avanço da oferta na Argentina e na União Europeia ajuda a equilibrar o mercado, mesmo diante da dependência brasileira de importações e da forte presença da Rússia nas exportações.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O mercado global de trigo entrou no ciclo 2025/26 com um quadro de recomposição de estoques, segundo o relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) analisado pela Consultoria Agro Itaú BBA. A produção mundial foi revisada para 842 milhões de toneladas, crescimento de 5% em relação à temporada anterior.

Foto: Divulgação

Entre os principais destaques está a Argentina, cuja produção foi elevada de 24 para 28 milhões de toneladas, resultado de ganhos expressivos de produtividade. O avanço fortalece a capacidade exportadora do país, com embarques estimados em 16 milhões de toneladas, ampliando a oferta para mercados tradicionais da América do Sul e Norte da África.

Na União Europeia, a produção foi mantida em 144 milhões de toneladas, número significativamente superior ao ciclo anterior, marcado por perdas climáticas. A recuperação europeia ajuda a equilibrar o mercado, mesmo com a Rússia mantendo suas exportações em 44 milhões de toneladas, sem alterações em relação ao relatório anterior.

O Brasil teve a produção revisada levemente para cima, de 7,7 para 8 milhões de toneladas, mas segue altamente dependente de importações, estimadas em 7,3 milhões de toneladas, sobretudo da Argentina. Apesar da melhora de produtividade, a redução de área limita uma expansão mais significativa da oferta doméstica.

Os estoques finais globais foram ajustados para 278 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior, elevando a relação estoque/consumo para 34%. A China continua concentrando grande parte desses estoques, com uma relação estoque/consumo superior a 80%, enquanto outros países operam com margens mais estreitas.

Foto: Divulgação/Freepik

No conjunto, o balanço de trigo indica um mercado mais bem abastecido, com menor risco de choques de oferta no curto prazo. Ainda assim, o fluxo das exportações russas e eventuais adversidades climáticas seguem como variáveis-chave para a formação de preços ao longo de 2026.

Fonte: O Presente Rural
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Show Tecnológico Copercampos completa 30 anos e amplia programação para quatro dias

Edição de 2026 será realizada de 24 a 27 de fevereiro e aposta em inovação vitrines técnicas e expectativa de R$ 350 milhões em negócios no agronegócio catarinense.

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Foto: Divulgação/Copercampos

Em seu marco de três décadas, o Show Tecnológico Copercampos está renovado: a 30ª edição será realizada de 24 a 27 de fevereiro, no Campo Demonstrativo da cooperativa, e traz como principal novidade a ampliação do evento para quatro dias, ante os três dias das edições anteriores. A mudança foi pensada para ganhar ritmo, aumentar as oportunidades de negócios e dar mais tempo para que agricultores e profissionais acompanhem vitrines técnicas, demonstrações e debates.

Reconhecido como uma das maiores vitrines do agronegócio catarinense, o Show Tecnológico tem na inovação, no conhecimento e na transferência de tecnologia seu principal propósito. Nas áreas de demonstração — que replicam práticas de campo com recomendações técnicas — produtores encontrarão soluções para elevar produtividade, reduzir custos e aprimorar gestão. A programação combina vitrines vegetais e pecuárias, estandes de fornecedores e uma grade de palestras e painéis com pesquisadores, consultores e empresas de tecnologia agro.

A organização espera receber mais de 21 mil visitantes ao longo dos quatro dias e manter o ritmo de negócios que transformou o evento em um motor econômico regional. Mais de 200 expositores ocuparão espaços para demonstrar máquinas, implementos agropecuários e veículos, por exemplo.

Em termos econômicos, a projeção é ambiciosa: a expectativa de movimentação chega à casa dos R$ 350 milhões em negócios envolvendo máquinas e insumos — reflexo do interesse por investimentos em equipamentos e tecnologias que aumentem a eficiência produtiva. O volume potencial de negócios confirma o papel do evento como ponto de encontro entre demanda agrícola e oferta de soluções financeiras e comerciais.

“Para produtores, a ampliação para quatro dias representa também ganho em conteúdo: mais tempo para participar de palestras técnicas, visitar as vitrines com calma e aprofundar negociações com fornecedores e instituições de crédito. Do ponto de vista do expositor, a mudança amplia janelas de demonstração e contato, fator importante para fechar contratos de maior monta — especialmente em máquinas e implementos”, ressalta o Gerente de Assistência Técnica e coordenador do evento, Fabrício Jardin Hennigen.

A 30ª edição chega em um momento de aceleração tecnológica do campo, quando automação, agricultura de precisão, soluções sustentáveis e serviços digitais ganham espaço nas propriedades. O Show Tecnológico Copercampos pretende não só mostrar essas tecnologias, mas traduzir seu uso prático para o agricultor, destacando retorno econômico, adequação técnica e caminhos para implementação.

Fonte: Assessoria Copercampos
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