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Profissionais são capacitados com boas práticas de manejo durante o carregamento de aves
Para garantir o bem-estar dos frangos e reduzir as perdas de qualidade, geradas por problemas como contusões, hematomas, fraturas e mortalidade, a Cooperativa Central Aurora Alimentos em parceria com a FAI do Brasil e o Sebrae/SC, criou o Programa de Boas Práticas de Manejo durante o Carregamento de Aves.
O carregamento de aves, também conhecido como fase de apanhe ou pega, é uma das etapas mais importantes durante o processo de produção de frangos. Isso porque nesse estágio de pré-abate, todo o cuidado para criar o animal pode ser comprometido tanto do ponto de vista econômico quanto do ponto de vista ético com relação ao bem-estar das aves.
Neste sentido, foi elaborada uma capacitação prática de carregamento de aves do Brasil. Com o apoio do Sebrae/SC, o treinamento que inicialmente era teórico passou por uma readequação e atualmente também conta com atividades práticas desenvolvidas no interior dos aviários no carregamento dos frangos.
Durante o treinamento teórico, as equipes aprendem a importância do bem-estar dos frangos, a forma correta de pegar e colocar as aves dentro das caixas e como solucionar problemas que possam encontrar durante o trabalho. A capacitação contempla a identificação de problemas inerentes ao processo e como solucionar falhas dentro das equipes que possam comprometer o frango e o produto final. A parte teórica é realizada de forma clara e objetiva explorando, no conteúdo do treinamento, a realidade dos próprios participantes.
Na etapa prática, os colaboradores são estimulados a realizar as atividades de apanhe para observar as diferenças entre as formas de pegar uma ave e as várias maneiras de manusear as caixas. No local é realizado o manejo durante uma carga do carregamento e todo processo é realizado da melhor alternativa possível, do momento em que as caixas são retiradas do caminhão até o carregamento das caixas cheias de frangos. Todas as etapas são abordadas e o operador passa a compreender que um manejo calmo, adequado e eficiente é mais rápido e mais fácil de ser realizado.
Para o zootecnista da FAI do Brasil e responsável pelos treinamentos das equipes, Victor Lima, o objetivo da capacitação é conscientizar os colaboradores de carregamento de frango que as boas práticas durante o manejo fazem a diferença para as aves, a produção e o próprio colaborador. O profissional precisa compreender que é uma peça-chave do processo e que as boas práticas de manejo são uma ferramenta para melhorar o trabalho que realiza diariamente, ressalta.
RESULTADOS
O Departamento de Apoio Agropecuário da Cooperativa Central Aurora Alimentos, conta com uma área exclusiva de profissionais responsáveis pelo bem-estar dos animais, e nessa parceria, o programa capacitou 100% dos colaboradores envolvidos com o processo de carregamento de frangos, por meio de 17 treinamentos teóricos e 59 capacitações práticas.
Atualmente a cooperativa conta com duas empresas terceirizadas, Desincete e Quality, que realizam o carregamento de aves. A intenção é que com a capacitação das equipes ocorra uma padronização da fase de carregamento e uma conscientização sobre a importância do bem-estar dos animais nessa etapa. A profissionalização das equipes é fundamental para garantir a qualidade e se adequar às novas exigências durante o processo.
Segundo a equipe do Departamento de Apoio Agropecuário, a missão da Aurora é valorizar a qualidade de vida no campo e da cidade por meio da produção de alimentos de excelência, sendo que o treinamento e a sensibilização dos funcionários e dos técnicos são as formas mais rápidas de se atingir esse objetivo. Além do treinamento de carregamento de aves, outras atividades merecem destaque no departamento, pois anualmente são realizadas capacitações de abate humanitário nas unidades de aves e suínos para equipes envolvidas no manejo dos animais e cursos de boas práticas com os motoristas responsáveis pelo transporte dos animais vivos.
EXIGÊNCIA
No mercado é possível identificar consumidores que estão atentos com as boas práticas pecuárias, em especial o bem-estar animal. Hoje já existem auditorias nacionais e internacionais específicas de bem-estar animal durante todo o processo de produção e antecipar possíveis exigências em relação ao processo de produção permite mais tempo para a empresa adequar todo o seu sistema.
Fonte: Ass. da Aurora

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo
Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.
Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.
A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.
Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.
O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”
Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.
Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.
O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.
A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare
Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.
Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.
Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.
A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.
Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri
O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.
Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.
Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira
Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.
A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.
Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.
