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Professores e pesquisadores debatem o futuro da agricultura sustentável
Alta produtividade com soluções biológicas foi um dos temas centrais

Equilíbrio entre alta produtividade e preservação ambiental. Essa é a meta da agricultura sustentável, que cresce, ano a ano, no Brasil por conta da maior conscientização dos produtores rurais e também devido à forte demanda dos consumidores finais por produtos naturais.
De acordo com interessante estudo da Spark Inteligência Estratégica, o segmento de biolagarticidas aumentou 113% no Brasil no período 2020-2021, comprovando a ascensão do mercado de biológicos.
Dentro deste contexto, cada vez mais evidente no agronegócio brasileiro, foi realizado o evento Pheras Provivi, que reuniu renomados professores e pesquisadores de importantes instituições do Brasil um grupo com 45 dos maiores especialistas em Manejo comportamental de pragas.
Com o objetivo de discutir os melhores caminhos para a sustentabilidade na agricultura, a iniciativa, realizada pela Provivi, startup de biotecnologia que desenvolve soluções de feromônios para manejar insetos-praga, permitiu constante troca de ideias e informações com foco em inovação permanente da agricultura brasileira.
Renomados professores e pesquisadores
Um dos profissionais presentes foi o experiente professor Geraldo Papa, da Unesp Ilha Solteira, que afirmou ver no evento uma oportunidade para ampliar a criação dos feromônios para controle de pragas. “Essa não é uma tecnologia já pronta, consolidada, está em desenvolvimento. O evento vai servir como brainstorming para captar ideias que serão colocadas em prática depois”, disse. Segundo o professor, a Provivi teve papel importante na expansão do uso de feromônios no agro. “Há muito tempo vem se trabalhando com isso, mas era utilizado para monitoramento. O que melhorou muito com a Provivi é que agora feromônios podem ser utilizados em larga escala”, pontuou.
A pesquisadora Lucia Vivan, da Fundação MT, afirmou que os produtores rurais têm buscado outras formas de manejo de pragas, incluindo produtos biológicos que atuam no comportamento dos insetos. Assim, o evento Pheras Provivi foi uma oportunidade para sanar dúvidas e apresentar novas demandas. “O mais importante são as discussões geradas. Hoje conseguimos gerar conclusões que levam ao melhor conhecimento do produto”, opinou.
De acordo com a professora Regiane Cristina de Oliveira, da Unesp Botucatu, o evento teve êxito ao reunir especialistas de diferentes regiões do país para discutir o uso de produtos biológicos no manejo de pragas. “Estamos no teto da produtividade, o potencial genético das plantas está sendo explorado quase na sua totalidade. O que fazer se não conseguimos produzir mais? Diminuímos o prejuízo causado pelos insetos”, explicou. A professora afirmou que a solução Pherogen, da Provivi, se destaca justamente por atrapalhar a comunicação dos insetos e reduzir perdas no cultivo. “Com essa mudança vamos passar a vender experiências agrícolas para o mercado externo, não apenas commodities”, afirmou.
Manejo Sustentável de Pragas
O evento Pheras Provivi contou com a presença da equipe altamente qualificada da Provivi.
Alexandre Develey, líder da Provivi no Brasil, destacou que o evento reuniu importantes referências do agro brasileiro para debater a agricultura sustentável. “Para a Provivi, que está em fase de pré-lançamento, certamente é a chave do sucesso estar em um evento com tanto conhecimento e informação, levando a tecnologia dos feromônios já para a próxima safra de algodão”, disse.
Para Tederson Galvan, diretor técnico da Provivi Brasil e Argentina, o evento foi importante para entender melhor as demandas do mercado. “Nos reunimos com grandes profissionais do país. É fundamental para termos a opinião e o feedback deles. Até mesmo para comparar o valor do nosso produto com o valor das outras ferramentas que estão disponíveis”, pontuou.
Por meio de ações como esse evento, produtores e pesquisadores conseguem desenvolver as técnicas mais inovadoras de cultivo de plantas sem agredir o meio-ambiente. O sucesso do Pheras Provivi é sinal de que a agricultura no Brasil está cada vez mais sustentável, focada em saúde pública e responsabilidade social.

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Mapa realiza operação para verificar regularidade da aviação agrícola no Maranhão
Ação mobilizou auditores e técnicos para checar registro de operadores, cumprimento das normas e aplicação aérea de agrotóxicos.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou, entre os dias 02 e 05 de março, uma operação de fiscalização voltada à aviação agrícola e ao uso de agrotóxicos no Maranhão. A ação ocorreu em 19 municípios e contou com o apoio da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED-MA).
A iniciativa teve como foco verificar a regularidade de propriedades rurais e de operadores aeroagrícolas, especialmente quanto à obrigatoriedade de registro junto ao Mapa e ao cumprimento das normas que disciplinam a aplicação aérea de agrotóxicos.
Segundo a chefe da Divisão de Aviação Agrícola do Mapa, Uéllen Duarte, a força-tarefa concentrou esforços na identificação de operadores de drones sem registro no Ministério, além do atendimento a denúncias sobre possíveis irregularidades praticadas por esses operadores.
Além das ações em campo, a programação incluiu reuniões com entidades representativas de produtores e comunidades rurais, com o objetivo de prestar esclarecimentos e reforçar orientações sobre as exigências legais aplicáveis à atividade.
Como resultado das ações, foram lavrados pelo Mapa 33 Termos de Fiscalização, 26 Intimações e 6 Autos de Infração. Em decorrência das intimações, o número de Autos de Infração poderá aumentar. Os responsáveis poderão responder a penalidades administrativas previstas na Lei nº 14.515/2022, incluindo multas que podem chegar a até 150 mil reais.
A operação mobilizou sete auditores fiscais federais agropecuários e três técnicos do Mapa, de diferentes unidades da Federação, além de diversos fiscais da AGED-MA.
A fiscalização da aviação agrícola integra as ações permanentes do Mapa para assegurar o uso regular de insumos agropecuários e a conformidade das operações no campo.
Para mais informações sobre a legislação e orientações relativas à aviação agrícola, acesse clicando aqui.
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Participação feminina cresce e fortalece a gestão no agronegócio
Iniciativas do Sistema Faesc/Senar e dos Sindicatos Rurais ampliam capacitação e oportunidades para mulheres no campo.

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é um momento para reconhecer a força, a dedicação e o protagonismo feminino em todos os setores da sociedade. Cada vez mais, elas se destacam em atividades operacionais e também em elevados cargos de gestão e pesquisa, demonstrando competência, liderança e capacidade de inovação.
Assim como em outros setores, no agronegócio, esse protagonismo também cresce a cada ano. As mulheres estão cada vez mais em evidência, seja na lida diária nas propriedades rurais, na gestão dos negócios familiares, nas entidades e instituições do setor ou no empreendedorismo no campo. A participação feminina no setor agropecuário cresce de forma expressiva nas mais diversas atividades, abrangendo todos os segmentos do agronegócio. Gradualmente, elas assumem novas funções, ampliam sua presença e quebram paradigmas em atividades historicamente dominadas pelo público masculino.

Foto: Shutterstock
Nesse contexto, o Sistema Faesc/Senar (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e os Sindicatos Rurais têm investido de forma consistente na capacitação feminina, reconhecendo a importância do papel das mulheres para o desenvolvimento rural. Entre as ações desenvolvidas está o Programa Mulheres do Agro, que oferece inúmeras oportunidades de capacitação pensadas especialmente para quem faz a diferença no meio rural todos os dias.
Para divulgar a lista de capacitações, o Sistema também conta com o Catálogo Rosa, que reúne uma série de treinamentos voltados a incentivar a autonomia, ampliar o conhecimento e fortalecer o protagonismo das mulheres no campo. Diversas áreas estão contempladas como atividades de apoio agrossilvipastoril, agroindústria, silvicultura, pecuária, agricultura, aquicultura, entre outras.
A assessora jurídica sindical da Faesc e representante catarinense na Comissão Nacional de Mulheres do Agro da CNA, Andreia Barbieri Zanluchi, ressalta que os relatos das participantes têm sido extremamente positivos e motivam o Sistema Faesc/Senar a aperfeiçoar continuamente as ações voltadas ao público feminino. Segundo ela, mulheres com diferentes formações e trajetórias têm participado das capacitações e destacado a importância desses treinamentos para fortalecer sua atuação nas atividades das propriedades rurais.

Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), José Zeferino Pedrozo: “Elas têm assumido funções estratégicas, contribuindo com inovação, organização da gestão e compromisso com práticas cada vez mais sustentáveis no campo”
Andreia também comenta que, fora das porteiras das propriedades, muitas mulheres vêm desempenhando um trabalho expressivo para o agronegócio catarinense, seja na área de pesquisa, no empreendedorismo ou à frente de entidades e órgãos ligados ao setor. “Ao analisar esse cenário, observamos que há mulheres contribuindo diretamente para os resultados econômicos conquistados pelo setor no Estado e isso é motivo de orgulho para todos nós”.
O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destaca que a presença feminina nas propriedades rurais tem crescido de forma expressiva nos últimos anos. “Elas têm assumido funções estratégicas, contribuindo com inovação, organização da gestão e compromisso com práticas cada vez mais sustentáveis no campo. Como representantes do setor produtivo, temos a responsabilidade de valorizar e incentivar esse avanço com aumento do acesso à qualificação e à profissionalização. Investir na formação das mulheres rurais é fundamental para garantir mais autonomia, oportunidades e liderança feminina. Isso fortalece o campo e impulsiona o crescimento sustentável do agronegócio”.
Para saber mais sobre os treinamentos do Programa Mulheres do Agro procure o Sindicato Rural da sua região.
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Aprosoja MT distribui bandeiras do Brasil a produtores e reforça identidade do agro
Com sete anos de atuação, o projeto Pátria no Campo já alcançou milhares de propriedades rurais em todo o estado.

O projeto Pátria no Campo, da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), leva aos produtores rurais a bandeira do Brasil como símbolo de patriotismo e amor à nação. Com sete anos, o projeto já distribuiu mais de 15,5 mil bandeiras aos produtores rurais, refletindo o comprometimento de um setor que sustenta a economia estadual.
No interior do estado, o verde e amarelo está presente em muitos ambientes, principalmente nas lavouras na fase da dessecação da soja, momento em que os horizontes se pintam com as cores do Brasil. Agora, com o projeto, também é possível avistar de longe a representação das riquezas de um país que preserva as matas e as águas.
O delegado do núcleo de Tapurah, Rodrigo Martelli, recebeu a bandeira do Brasil na propriedade e destacou que tem muito orgulho de honrar um símbolo representativo da luta dos brasileiros. Ele contou que o amor pelo ofício, repassado pelo pai, só cresceu com o tempo.

Foto: Aprosoja MT
“Eu tenho muito orgulho de ser produtor rural, que vem de uma história de sucessão do meu pai. Tenho muito amor pela terra, vemos como a natureza é bela. Colocamos uma semente e ela nos dá tantos frutos. Sou formado em agronomia, então nós criamos ainda mais amor pela terra, pela agricultura, pelas culturas que temos e por tudo que plantamos”, disse.
Assim como Rodrigo, o produtor rural de Porto dos Gaúchos, Peterson Piovezan Staniszewski, também recebeu um exemplar e contou sobre o símbolo da bandeira do Brasil na vida dele. Piovezan ainda destacou que o produtor rural representa a força do país que produz todos os tipos de alimentos.
“Eu tenho muito orgulho de receber essa bandeira, ela representa tudo que lutamos, representa a fé, a perseverança, o amor pela produção, por fazer parte desse processo de produzir. O Brasil é o nosso país do coração, é o país com vocação para o agro, vocação para a produção e eu sinto muito orgulho de fazer parte desse processo de alimentar o mundo”, afirmou.
Também orgulhoso pela representação da bandeira, em Nova Mutum, o produtor rural Luiz Alberto Oliveira descreveu o sentimento de ser brasileiro e o orgulho de carregar no dia a dia os valores de quem acredita no futuro do país. “Eu me sinto muito orgulhoso de ser brasileiro, trabalhar nessa pátria e lutar pelo meu país. Nós temos que ter amor ao Brasil, que é um país lindo, e incentivar os jovens de hoje em dia que ainda vale a pena amar o Brasil”, disse.
Através desse projeto, a Aprosoja MT estimula nos produtores o amor e o orgulho pela pátria. A bandeira hasteada consolida a posição de Mato Grosso como o terceiro maior produtor de soja e milho do mundo. Cada produtor que a hasteia em sua propriedade carrega a dedicação de uma vida no campo.
Para participar do projeto, basta o associado solicitar aos supervisores de cada núcleo ou via Canal do Produtor pelo número (65) 3027-8100.



