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“Produtos plant based não são de origem animal e não podem ser chamados de carne”, defende ASSOCON
Carne é o que nós produzimos”, defende a Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon)

“É preciso esclarecer aos consumidores. Produtos plant based não são carne bovina e não podem usar o termo ‘carne’. Carne é o que nós produzimos”, defende a Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon), que sugeriu o tema na pauta da reunião da Câmara Setorial da Carne Bovina, que aconteceu no final de julho na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em Brasília (DF).
“A Assocon espera que o MAPA assuma essa luta, ajudando a explicar que produtos plant based não são de origem animal e, portanto, não podem ser chamados de carne. Isso só é possível com o apoio do MAPA”, destaca Mauricio Veloso, presidente da Assocon.
Além disso, a entidade reforçou seu posicionamento e pilares, em que defende os interesses da pecuária intensiva, sendo um elo da cadeia produtiva e agente de transformação e agregação de valor. A Assocon incentiva o aumento contínuo da qualidade e da eficiência de produção, alinhando-se a demandas de mercado cada vez mais exigentes e antecipando oportunidades aos confinadores e à pecuária intensiva como um todo, transformando os desafios do mercado em valiosas estratégias de crescimento.
A Assocon esteve representada na reunião da Câmara Setorial da Carne Bovina pela Coordenadora Técnica e de Projetos Juliane Gomes.

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Produtor rural pode deixar de ser responsável por poda perto da rede elétrica
Projeto de lei avança na Alep e atribui função às concessionárias de energia.

A responsabilidade pelo manejo de vegetação próxima às redes de energia elétrica dentro das propriedades rurais vai passar para as concessionárias. Isso porque, na terça-feira (14), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) concedeu parecer positivo para o Projeto de Lei (PL) 189/2026. A nova regra altera a Lei Estadual 20.081/2019, que obriga produtores rurais a realizarem o manejo de árvores (nativas e exóticas) num raio de 15 metros das linhas e redes de distribuição de energia. A medida atende um pleito do Sistema Faep, corrigindo uma distorção que gera insegurança no meio rural.
“A lei em vigor traz insegurança para os nossos produtores rurais, que não têm as técnicas, conhecimentos e equipamentos para realizar esse trabalho de poda da vegetação perto das redes de distribuição. A alteração da legislação é fundamental para atribuir a responsabilidade deste trabalho às concessionárias de energia”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
O projeto de Lei 189/2026, de autoria dos deputados estaduais Hussein Bakri, Alexandre Curi, Fábio Oliveira, Moacyr Fadel e Evandro Araújo, esclarece que a responsabilidade pela poda, manejo e supressão de árvores (nativas ou exóticas) em um raio de até 15 metros das redes de distribuição passa a ser das concessionárias de energia. A matéria segue para votação no plenário da Alep, podendo ser aprovada ainda em abril.
Desde o início do ano, o Sistema Faep vinha se posicionando contra a medida, considerada injusta e arriscada. Isso porque o serviço exige conhecimento técnico e envolve riscos à saúde do produtor. Além disso, muitos agricultores já estavam sendo notificados extrajudicialmente pela Copel Distribuição para realizar a limpeza das áreas.
“Essa mudança é fruto do trabalho da entidade, em parceria com os sindicatos rurais, comprovando que sempre estamos vigilantes para defender os interesses dos nossos produtores rurais”, reforça Meneguette.
Conforme Resolução 1.000/2021 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a poda ou supressão de árvores em áreas rurais é responsabilidade da distribuidora. Além disso, o manejo de vegetação nativa exige licenciamento ambiental específico, emitido por órgão responsável.
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Inscrições para o 28º Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer estão abertas
Interessados devem se inscrever por meio das entidades representativas da agricultura familiar ou nos escritórios da Emater/RS-Ascar.

O período para as agroindústrias familiares realizarem as inscrições para a 28ª Feira da Agricultura Familiar da 49ª Expointer começa nesta semana e se estende até o dia 24 de abril. Neste ano, a feira ocorrerá de 29 de agosto a 6 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.
Os empreendimentos devem se inscrever por meio de entidades representativas da agricultura familiar, como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul e a Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (Emater/RS-Ascar), vinculadas à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), além da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag/RS), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf/RS) e da Via Campesina.
O secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, afirma que o Pavilhão da Agricultura Familiar da Expointer representa muito mais do que um espaço de comercialização. “O espaço da agricultura familiar na Expointer é um ambiente de valorização do trabalho, da identidade e da cultura dos nossos produtores. Ali, promovemos a abertura de mercados, ampliamos oportunidades e conectamos o campo com a cidade. A verdadeira inovação está na tradição: são produtos que carregam história, conhecimentos passados de geração em geração e um compromisso genuíno com a qualidade. É isso que fortalece a agricultura familiar e impulsiona o desenvolvimento do nosso Estado”, analisou Paim.
Para participar, as agroindústrias devem estar incluídas no Programa Estadual da Agroindústria Familiar (Peaf), com regularização ambiental, sanitária e tributária. No processo de inscrição, o empreendedor deverá apresentar também o extrato do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e licenciamento sanitário válido e atualizado.
Esta será a 28ª edição do Pavilhão da Agricultura Familiar (PAF) na Expointer. No ano passado, o espaço alcançou R$ 13.637.634,00 em vendas, resultado que representou crescimento de 25,81% em relação ao ano anterior. O desempenho reforça a confiança do público na qualidade dos produtos e a consolidação da agricultura familiar como vetor de desenvolvimento sustentável.
O Pavilhão da Agricultura Familiar na Expointer tem como organizadores a SDR, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a Emater/RS-Ascar, a Fetag/RS, a Fetraf/RS e a Via Campesina.
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Setor agropecuário apresenta demandas para o Plano Safra 2026/2027
Encontro da CNA reuniu representantes para tratar de investimento, custeio e gestão de risco.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, no dia 07 de abril, uma reunião em Linhares para discutir propostas da região Sudeste para o Plano Safra 2026/2027.
O encontro reuniu produtores rurais, lideranças e representantes de federações e sindicatos com foco nas principais demandas do setor agropecuário. Entre os temas debatidos estiveram o crédito rural, políticas de apoio à comercialização e instrumentos de gestão de risco.
Representando o setor avícola e suinícola do Espírito Santo, participou o diretor executivo da AVES e da ASES, Nélio Hand.
Durante a reunião, os participantes apontaram o aumento das exigências e garantias para a contratação de crédito rural como um dos principais entraves enfrentados pelos produtores. Segundo relatos, houve redução nos limites de crédito e maior rigor por parte das instituições financeiras.
A alienação fiduciária também foi destacada como fator que dificulta o acesso aos financiamentos, especialmente para produtores que já possuem propriedades vinculadas a operações anteriores. A limitação de garantias tem impactado a capacidade de investimento e a continuidade das atividades no campo.
Além disso, foram discutidas propostas relacionadas às linhas de custeio e investimento, incluindo programas como Pronaf, Renovagro, Proirriga e o Programa de Construção e Ampliação de Armazenagem (PCA).
A reunião faz parte de uma série de encontros promovidos pela CNA em diferentes regiões do país para reunir contribuições do setor produtivo. As propostas serão consolidadas em um documento que servirá de base para as negociações com o governo federal sobre o próximo Plano Safra.
De acordo com Nélio Hand, as discussões reforçaram a necessidade de políticas que considerem as particularidades regionais e ampliem o acesso ao crédito rural. Ele também destacou a importância de reduzir a burocracia para facilitar o acesso dos produtores aos recursos disponíveis.
A participação das entidades reforça a atuação conjunta na defesa dos interesses do setor e na construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da agropecuária capixaba.



