Avicultura
Produtos comerciais a base de parede celular de levedura melhoram desempenho de frangos de corte com baixo desafio sanitário
Para a manutenção dos altos índices de performance, associasse a necessidade de adição de outras substâncias que mantenham o desempenho e a saúde das aves. Produtos prebióticos, a base de parede celular de levedura, mostram-se eficazes para avicultura tanto de corte como de postura.

Por Marcio Oro, médico-veterinário, pós-graduado em Ciência Avícola e coordenador técnico regional de Aditivos da Phileo by Lesaffre; e Marcos Aronovich, zootecnista PhD e gerente de Serviços Técnicos Brasil da Phileo by Lesaffre.
A parede celular da levedura Saccharomyces cerevisiae (PCSc) é um prebiótico que tem despertado um grande interesse devido ao seu potencial de utilização em rações animais. Produtos à base de parede celular de levedura têm sido utilizados como aditivos melhoradores do desempenho, proporcionando benefícios aos animais, especialmente em sistemas de produção em que seja necessária a redução dos antimicrobianos. Nestes casos, para a manutenção dos altos índices de performance, associasse a necessidade de adição de outras substâncias que mantenham o desempenho e a saúde das aves. Produtos prebióticos, a base de parede celular de levedura, mostram-se eficazes para avicultura tanto de corte como de postura.
Pesquisa conduzida na Universidade Federal de Lavras em 2020, no Centro de Pesquisa em Tecnologia Avícola (CPTA/Ufla) para avaliação de três produtos comerciais obtiveram resultados diferentes. As principais diferenças com relação a um produto denominado Premium, de fermentação primária, proveniente de uma cepa específica, produzido de forma padronizada e controlada desde o seu início até a sua finalização.
Foram utilizados pintos de corte machos de uma linhagem comercial com 1 dia até os 42 dias de idade, no sistema convencional de cama, com maravalha nova com 8 cm de espessura. O manejo foi seguido conforme as designações específicas da linhagem. A ração foi fornecida na forma farelada em comedouros tubulares, sendo ad libitum ração e água (bebedouros tipo nipple) durante todo o período experimental.
Ao final da fase de criação das aves, os dados foram analisados mediante análise de variância (Anova), utilizando o pacote computacional Sisvar (2016) sendo utilizado o teste de SNK (Student-Newman-Keuls) ao nível de 5% de probabilidade para comparação das médias dos tratamentos experimentais.
Os resultados de consumo de ração, ganho de peso e conversão alimentar, podem ser observados na tabela 1.

Para o ganho de peso foi observado que o tratamento controle negativo, sem inclusão de AMD, proporcionou o menor ganho de peso (P<0,05). A suplementação com a Parede Premium proporcionou maior ganho de peso em relação aos demais tratamentos.
Para a conversão alimentar foi observado que a suplementação da Parede Premium possibilitou melhor índice de conversão comparado aos demais tratamentos.
“A escolha de um produto premium pode levar ao sucesso de seu criatório”
Os resultados de ganho médio diário (GMD, g), viabilidade criatória (VC, %) e índice de eficiência produtiva (IEP), podem ser observados na tabela 2.

Houve efeito (P<0,05) sobre o GMD e VC dos frangos de corte. Para o GMD foi observado que o tratamento controle negativo, sem inclusão de AMD, proporcionou o menor ganho de peso dos frangos de corte. A suplementação com a Parede Premium a dieta proporcionou um melhor GMD.Para a VC foi observado que o tratamento controle negativo proporcionou o menor valor (P<0,05), sendo o maior encontrado com a suplementação da Parede Premium a dieta dos animais (P>0,05).
Com relação aos valores de IEP, os maiores valores foram observados para a suplementação com a Parede Premium.
Conclusões
Os aditivos melhoradores de desempenho devem ser suplementados às dietas para frangos de corte, pois as aves analisadas sem a adição de equilibradores da microbiota intestinal apresentaram resultados insatisfatórios de desempenho, como ganho de peso, viabilidade criatória, índice de eficiência produtiva e conversão alimentar.
A suplementação com Parede Celular de Levedura Premium, mesmo em condições de baixo desafio sanitário, demonstrou-se eficaz em promover melhores índices zootécnicos em comparação aos demais produtos analisados.

Avicultura Editorial
O Nordeste avícola já não cabe no rodapé
Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.
Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.
A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.
Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.




