Bovinos / Grãos / Máquinas
Produtores têm até 07 de junho para atualizar rebanhos em São Paulo
Campanha da Defesa Agropecuária exige que produtores declarem todas as espécies presentes nas propriedades; medida substitui vacinação contra febre aftosa.

Está em vigor no Estado de São Paulo, desde 1º de maio, a terceira Campanha de Atualização de Rebanhos após o fim da obrigatoriedade da vacinação contra a febre aftosa. A medida, coordenada pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), determina que os produtores rurais atualizem, até o dia 07 de junho, as informações de todos os animais presentes em suas propriedades.

A campanha é obrigatória e abrange todas as espécies, não apenas bovídeos. Devem ser declarados búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes, colmeias de abelhas, bicho-da-seda e outros animais aquáticos. A declaração é condição para emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento necessário para o transporte legal de animais no estado.
A atualização pode ser feita diretamente pelo sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE), disponível na internet. Também é possível realizar a declaração pessoalmente nas Unidades da Defesa Agropecuária ou por e-mail, mediante o envio do formulário disponível no site oficial da SAA.
De acordo com Luiz Henrique Barrochelo, médico-veterinário e coordenador da Defesa Agropecuária, a atualização cadastral é uma ferramenta essencial para a manutenção da sanidade animal no estado. “É por meio dessas informações que conseguimos monitorar os rebanhos paulistas com eficácia. Além disso, serve como base para a identificação rápida e o controle de eventuais surtos de doenças que podem causar prejuízos econômicos ao setor”, afirma.
A exigência de atualização cadastral surgiu com a retirada da vacina contra febre aftosa, uma vez que o Estado busca manter seu status sanitário por meio de medidas de vigilância e controle mais eficientes.

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Prêmio nacional coloca Oeste do Paraná entre as referências em queijos artesanais
Região conquistou 53 medalhas na 9ª edição do Prêmio Queijo Brasil. Resultado evidencia avanço tecnológico da produção regional e o fortalecimento das agroindústrias participantes do Projeto de Queijos Finos.

A produção de queijos artesanais do Oeste do Paraná foi um dos destaques da 9ª edição do Prêmio Queijo Brasil, uma das principais competições nacionais voltadas aos produtos lácteos artesanais. Somando os resultados obtidos pelo Biopark e pelas agroindústrias participantes do Projeto de Queijos Finos, a região conquistou 53 medalhas entre 75 produtos inscritos, desempenho que reforça o avanço técnico da cadeia leiteira regional.

Foto: Divulgação
Entre os premiados estão os queijos Origem, Granatoo e Tomme Negro D’Oeste, desenvolvidos pelo Laboratório de Queijos Finos do Biopark, que receberam medalha de ouro. Das 19 tecnologias apresentadas pela instituição no concurso, 15 foram premiadas.
Segundo a gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) do Biopark, Carolina Trombini, o resultado representa um novo patamar para o trabalho desenvolvido pela instituição. “Nas edições de 2024 e 2025 do evento, os queijos desenvolvidos no Biopark conquistaram 12 medalhas em cada ano e isso já demonstrava a qualidade e a consistência do trabalho realizado. Mas neste ano conseguimos superar essa marca e alcançar um novo recorde: o maior número conquistado pelo Biopark Educação em uma única edição da premiação”, afirma.

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Além dos produtos desenvolvidos pelo Biopark, as queijarias participantes do Projeto de Queijos Finos conquistaram 38 medalhas com receitas próprias. O desempenho evidencia o amadurecimento das agroindústrias que receberam apoio técnico ao longo do processo de desenvolvimento dos produtos.
O projeto atende pequenas e médias propriedades rurais e oferece consultoria em todas as etapas da produção, desde a avaliação da qualidade do leite e a adequação das queijarias até a transferência de tecnologias, acompanhamento da fabricação, desenvolvimento de embalagens e orientação para inserção no mercado.
De acordo com a pesquisadora Nayara Leontino Scherpinski, responsável pelo acompanhamento das propriedades, o trabalho vai além da fabricação dos queijos. “O trabalho começa muito antes da produção do queijo. Cada propriedade passa por um diagnóstico técnico, avaliação da qualidade do leite, orientação sobre a estrutura da queijaria e acompanhamento durante todo o processo de implementação da tecnologia, até que o produtor domine completamente a produção”, explica.
Outro destaque da premiação foi a conquista da Manteiga Ghee Santo Expedito, eleita o Melhor Produto Lácteo do

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Paraná. Além dos produtos desenvolvidos com apoio do projeto, diversas agroindústrias também receberam medalhas com queijos autorais e outros derivados lácteos.
Para o pesquisador e mestre queijeiro Kennidy de Bortoli, o desempenho demonstra a evolução técnica alcançada pelos produtores da região. “Eu não estou surpreso com esse resultado, porque conheço a capacidade desses produtores. Mas estou profundamente impressionado. Inscrever 75 produtos e conquistar 53 medalhas é um feito gigantesco. Este reconhecimento confirma que estamos no caminho certo e valoriza todo o cuidado que essas famílias têm com a qualidade do leite, dos queijos e de cada etapa da produção”, destaca.
Com o resultado, o Oeste do Paraná amplia sua presença entre as principais regiões produtoras de queijos artesanais do país. As premiações também refletem o investimento em qualificação, inovação e agregação de valor à produção leiteira, fatores que têm contribuído para diversificar a renda das propriedades rurais e fortalecer o desenvolvimento de produtos com identidade regional.
Medalhas de queijos projeto de queijos finos: 15
Ouro
- Queijo Origem – Queijaria Flor da Terra
- Queijo Granatoo – Queijos Ludwig
- Queijo Tomme Negro D’Oeste – Produtos Elis
Prata
- Queijo Deleite – Queijaria Flor da Terra
- Queijo Entardecer D’Oeste – Queijaria Flor da Terra
- Queijo tipo Brie – Queijaria Flor da Terra
- Queijo tipo Cheddar Inglês – Queijos Ludwig
- Queijo tipo Abondance – Produtos Elis
- Queijo Tomme Negro D’Oeste – Vila Belli
- Queijo tipo Bel Paese – Granja Santo Expedito
- Queijo Jack Joss – Sítio Della Pasqua
- Queijo Luar – Queijos Stein
- Queijo tipo Edam – Queijos Stein
Bronze
- Queijo Nostra Terra – Queijaria Flor da Terra
- Queijo tipo Morbier Café – Queijaria Atani
Medalhas de produtos lácteos autorais dos produtores associados ao queijos finos: 38
Ouro
- Queijo Coalho com Ervas Finas – Queijaria Meu Propósito
- Manteiga – Queijaria Meu Propósito
- Queijo Parmareal – Queijos Ludwig
- Manteiga Ghee Santo Expedito – Granja Santo Expedito
- Queijo Malte – Granja Santo Expedito
- Queijo Coalho – Sítio Della Pasqua
- Queijo José – Queijaria Meu Propósito
Prata
- Queijo Mulato – Produtos Elis
- Queijo Coalho Com Alho – Queijaria Meu Propósito
- Queijo Coalho Com Chimichurri – Queijaria Meu Propósito
- Queijo Coalho Com Orégano – Queijaria Meu Propósito
- Queijo Da Motta – Queijaria Meu Propósito
- Queijo Colonial – Queijos Stein
- Queijo tipo Coalho – Queijos Stein
- Queijo Defumado – Granja Santo Expedito
- Manteiga Sem Sal – Granja Santo Expedito
- Manteiga Temperada – Granja Santo Expedito
- Queijo Ouro Branco – Granja Santo Expedito
- Queijo com Ervas Finas – Granja Santo Expedito
- Queijo maturado com café – Granja Santo Expedito
- Queijo maturado Mito Brasileiro – Granja Santo Expedito
- Queijo na Graspa – Granja Santo Expedito
- Queijo Pérola Negra de São Camilo – Granja Santo Expedito
- Doce de Leite – Sitio Della Pasqua
- Doce de leite com Café – Sitio Della Pasqua
- Queijo Coalho Condimentado – Sítio Della Pasqua
- Queijo Donna Rossi – Atani
- Queijo Lamour – Atani
Bronze
- Iogurte com Abacaxi – Produtos Elis
- Queijo Colonial – Vila Belli
- Doce de Leite – Queijaria Meu Propósito
- Manteiga com Sal – Queijaria Meu Propósito
- Queijo Bordô – Queijaria Meu Propósito
- Queijo Coalho Com Pimenta Calabresa – Queijaria Meu Propósito
- Queijo Colonial com Ervas Finas – Queijos Ludwig
- Doce De Leite Pastoso – Granja Santo Expedito
- Queijo Maturado Mito Do Brasil – Granja Santo Expedito
- Queijo Tipo Comté – Granja Santo Expedito
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Entidades defendem que regras da União Europeia não sejam incorporadas à pecuária brasileira
Em nota conjunta, organizações afirmam que exigências comerciais de mercados específicos não devem ser incorporadas à legislação nacional e defendem que decisões regulatórias sejam baseadas em critérios técnicos e científicos.

Um grupo de 14 entidades representativas da pecuária brasileira divulgou uma nota conjunta manifestando-se contra uma eventual incorporação, à legislação nacional, de exigências da União Europeia relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal. Na avaliação das organizações, regras adotadas por um mercado importador não devem se transformar em obrigações para toda a cadeia pecuária do país.
As entidades afirmam que defendem o uso responsável de antimicrobianos, desde que baseado em critérios técnicos, científicos e nas normas estabelecidas pelas autoridades sanitárias brasileiras. Segundo a nota, o Brasil possui um sistema oficial de controle sanitário consolidado, que garante a utilização desses produtos de forma segura e alinhada aos padrões internacionais.

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O documento destaca ainda que os antimicrobianos autorizados pelo Codex Alimentarius, referência internacional reconhecida pela Organização Mundial do Comércio (OMC), continuam sendo ferramentas importantes para a produção pecuária. Conforme as entidades, quando empregados de forma responsável, esses produtos contribuem para a saúde e o bem-estar animal, melhoram a eficiência alimentar e favorecem o desempenho dos rebanhos.
Na avaliação do grupo, restringir tecnologias reconhecidas internacionalmente sem respaldo científico pode reduzir a competitividade da pecuária brasileira e comprometer a eficiência dos sistemas de produção.
Exigências restritas aos mercados de destino
As organizações defendem que as exigências estabelecidas por países importadores sejam cumpridas apenas pelos

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produtores e empresas que optarem por comercializar com esses mercados.
Segundo a nota, transformar essas exigências em regras de alcance nacional imporia custos, limitações operacionais e aumento da burocracia para produtores voltados ao mercado interno ou para países que adotam critérios diferentes.
As entidades também afirmam que essa medida abriria um precedente para que futuras exigências externas, inclusive relacionadas a aspectos ambientais ou produtivos, passassem a influenciar a formulação das políticas públicas brasileiras.

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Para o grupo, esse cenário poderia comprometer a soberania regulatória do país, a segurança jurídica e a competitividade de um dos principais segmentos do agronegócio.
Defesa de debate técnico
No documento, as entidades defendem que qualquer alteração na regulamentação brasileira seja amplamente discutida e fundamentada em evidências científicas, avaliação de riscos e na realidade da produção pecuária nacional.
O grupo também ressalta que a construção de novas regras deve considerar os impactos sobre toda a cadeia produtiva, especialmente para pequenos produtores.
As organizações afirmam apoiar a ampliação da presença da pecuária brasileira nos mercados internacionais e

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reconhecem a necessidade de atender às exigências sanitárias dos países importadores quando houver interesse comercial. No entanto, defendem que essas exigências permaneçam restritas às cadeias destinadas a esses mercados, sem alterar o marco regulatório aplicável a toda a produção nacional.
Ao final da nota, as entidades reiteram confiança no sistema brasileiro de defesa agropecuária e conclamam o governo federal, o Congresso Nacional e o setor produtivo a preservar a soberania regulatória, a segurança jurídica e a competitividade da pecuária brasileira, mantendo as decisões sobre a produção nacional fundamentadas em critérios técnicos e científicos.
A manifestação foi assinada por entidades representativas da pecuária de diferentes regiões do país, entre elas Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Associação dos Pecuaristas de Rondônia (Apron), União Nacional da Pecuária (Unapec), Sociedade Rural Brasileira (SRB), Associação Nacional dos Confinadores (Assocon), Associação dos Criadores do Pará (Acripará), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (Abeg), Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), Associação dos Criadores de Nelore de Mato Grosso (ACNMT), Associação Grupo Pecuária Brasil (GPB) e Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável (MBPS).
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Saiba o que mudou na pecuária de Mato Grosso para 45% dos bovinos serem abatidos com até 24 meses
Participação de animais jovens no abate atingiu o maior nível da série histórica, enquanto caiu a presença de bovinos acima de 36 meses, reflexo dos investimentos em genética, nutrição e manejo.

A pecuária de corte de Mato Grosso passou por uma mudança significativa no perfil dos animais enviados aos frigoríficos. No primeiro semestre de 2026, 45% dos bovinos abatidos no Estado tinham até 24 meses de idade, o maior percentual registrado desde o início da série histórica, em 2006.

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Os dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram uma redução expressiva no tempo necessário para os animais atingirem condições de abate. Há duas décadas, em 2006, apenas 2% dos bovinos abatidos no Estado tinham menos de dois anos. No mesmo período, a participação dos animais com mais de 36 meses caiu de 65% para 22%.
A mudança está relacionada ao avanço de tecnologias aplicadas dentro das propriedades, com maior adoção de melhoramento genético, estratégias nutricionais, manejo de pastagens e ferramentas de gestão da produção. Com ciclos mais curtos, os pecuaristas conseguem aumentar o giro do capital investido e produzir mais carne utilizando a mesma área.

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Segundo o diretor de projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, a redução da idade de abate é um dos principais indicadores da evolução da pecuária estadual. “A redução da idade de abate é um dos principais indicadores da evolução da pecuária mato-grossense. Ela mostra que o produtor investiu em tecnologia, melhoramento genético, manejo e nutrição para produzir mais carne em menos tempo”, avalia.
Mais animais jovens no frigorífico
A mudança no perfil dos bovinos também acompanha o desempenho da produção em Mato Grosso. No primeiro semestre de 2026, o Estado registrou o abate de 3,65 milhões de animais, aumento de 3,58% em relação ao mesmo período de 2025.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelos machos, cujo volume de abate aumentou 13,05%. Já o envio de

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fêmeas aos frigoríficos caiu 4,26%, movimento associado à retenção de matrizes por parte dos pecuaristas para ampliar os rebanhos.
Além do impacto econômico, o abate de animais mais jovens também é apontado como um indicador de eficiência produtiva. Um ciclo mais curto reduz o tempo de permanência do bovino na propriedade, melhora o aproveitamento dos recursos disponíveis e contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa por quilo de carne produzida. “Além dos ganhos econômicos, especialistas apontam que animais abatidos mais jovens também contribuem para uma pecuária mais sustentável. Com um ciclo produtivo mais curto, o bovino permanece menos tempo na propriedade, utiliza os recursos naturais de forma mais eficiente e reduz a emissão de gases de efeito estufa por quilograma de carne produzida, indicador cada vez mais valorizado pelos mercados internacionais”, destaca Bruno de Jesus Andrade.
A mudança observada em Mato Grosso reflete uma estratégia de intensificação da produção, com foco em elevar a produtividade por animal e por área, mantendo a competitividade da carne produzida no Estado nos mercados interno e externo.




