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Produtores são peça-chave para manter o Paraná livre de febre aftosa

Campanha de Atualização de Rebanho reforça compromisso com a sanidade animal e abre portas para novos mercados.

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Foto: Shutterstock

Um evento realizado pelo Governo do Paraná na quinta-feira (08), por meio do Sistema Estadual de Agricultura (Seagri), reforçou a importância e o compromisso dos produtores com a Campanha de Atualização de Rebanho 2025, com foco na manutenção da sanidade e do reconhecimento do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação. O evento aconteceu na Fazenda Santa Nice, em Amaporã, no Noroeste do Estado. A campanha iniciou em 1º de maio em todo o Paraná.

Fotos: Alanis Moura Barbosa/SEAB

A Fazenda Santa Nice foi escolhida por ser uma propriedade familiar referência na seleção de gado nelore Puro de Origem (PO) desde 1944, tendo como base avaliações genéticas, histórico produtivo e padrão racial. O evento reuniu cerca de 200 pessoas, entre produtores, prefeitos, deputados e secretários municipais da agricultura da região.

O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, participou do evento e destacou a importância da união entre o Governo e os produtores para o sucesso da campanha. “Estamos aqui em conjunto entre produtores, prefeitos, deputados e servidores do Estado para fazer acontecer. Sem esta união nós não seríamos capazes de manter o Paraná com o nível de sanidade em que ele se encontra e como exemplo para os outros estados”, disse.

Segundo o presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Martins, manter o status do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação é essencial neste momento. Ele acrescentou que, ainda neste mês de maio, ocorrerá uma assembleia da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em que serão anunciados os países livres de febre aftosa sem vacinação, incluindo o Brasil.

Martins afirma que, como consequência, o trânsito animal no país ficará mais fácil. “O Brasil será declarado livre de febre aftosa sem vacinação, em consequência, o trânsito de animais no país poderá ser feito de qualquer estado para qualquer estado, principalmente na questão de bovinos. Em relação aos suínos, ainda deve haver alguma restrição”, explicou.

De acordo com dados da Adapar, em sete dias de campanha, 4,4%, ou 8.118 produtores do total de 184.743, fizeram a atualização.

Campanha

A Campanha de Atualização dos Rebanhos do Paraná de 2025 começou em 1º de maio e se estenderá até 30 de junho. A atualização é obrigatória para todos os produtores rurais com animais de produção de qualquer espécie sob sua guarda. Aqueles que não cumprirem a exigência ficarão impedidos de obter a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento que permite a movimentação de animais entre propriedades e para abate nos frigoríficos.

A GTA somente será emitida após a atualização de todas as espécies animais existentes na propriedade (bovinos, búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho da seda).

Segundo o presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Martins, manter o status do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação é essencial neste momento. Ele acrescentou que, ainda neste mês de maio, ocorrerá uma assembleia da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em que serão anunciados os países livres de febre aftosa sem vacinação, incluindo o Brasil.

Martins afirma que, como consequência, o trânsito animal no país ficará mais fácil. “O Brasil será declarado livre de febre aftosa sem vacinação, em consequência, o trânsito de animais no país poderá ser feito de qualquer estado para qualquer estado, principalmente na questão de bovinos. Em relação aos suínos, ainda deve haver alguma restrição”, explicou.

Área livre

O Paraná foi reconhecido internacionalmente como Área Livre de Febre Aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em 27 de maio de 2021. Como compromisso do Estado, há a necessidade de se fazer o cadastro de todos os animais uma vez por ano, durante os meses de maio e junho. A mais recente conquista resultado deste status foi o anúncio, semana passada, de que o Chile passará a comprar carne suína do Paraná.

Fonte: Assessoria Agência Estadual de Notícias

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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