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Produtores rurais e consumidores contam com novo canal de comunicação
Projeto de cooperação técnica é desenvolvido no Centro-Oeste de Minas Gerais e promove a aplicação de resultados de pesquisas da Embrapa em fazendas da região. A partir da análise de demandas locais, são identificadas tecnologias relevantes para melhorias nas propriedades.

O avanço das tecnologias digitais também chegou ao ambiente rural, trazendo desafios e oportunidades para o desenvolvimento sustentável. Nesse contexto, o projeto de cooperação técnica entre a Embrapa e o Sicoob Credinacional apresenta mais uma estratégia para os produtores atendidos: a plataforma Agromoderna. “É uma plataforma que surge para conectar o produtor com o mercado e para informar aos consumidores a qualidade, a segurança, a origem e a sustentabilidade dos produtos, bem como os modelos de negócios focados na agricultura com boas práticas agrícolas (BPAs)”, explica o agrônomo da Embrapa Milho e Sorgo e coordenador do trabalho, Sinval Lopes.
O projeto de cooperação técnica, que é desenvolvido no Centro-Oeste de Minas Gerais, promove a aplicação de resultados de pesquisas da Embrapa em fazendas da região. A partir da análise de demandas locais, são identificadas tecnologias relevantes para melhorias nas propriedades. E, com o apoio da instituição financeira, o projeto busca auxiliar os produtores no desenvolvimento de sistemas de produção integrados, visando a aplicação adequada do crédito rural. “O projeto desenvolve atividades que têm por objetivo auxiliar os associados a superar o desafio do setor produtivo, que é manter ou acelerar a taxa de eficiência e eficácia, gerando resultados econômicos positivos e crescentes. Para isso, a hábil utilização dos fatores de produção, a identificação de oportunidades de negócios, a produtividade e as vantagens competitivas são imprescindíveis”, menciona Sinval.
A fim de contribuir com esse propósito, a Agromoderna reúne diversas informações sobre tecnologias agropecuárias sustentáveis e casos de sucesso de produtores atendidos pelo projeto.
O presidente do Conselho Administrativo do Sicoob Credinacional, Arthur de Andrade, explica que as instituições parceiras entenderam que era necessário criar um canal de comunicação que pudesse ser um instrumento de consulta, após perceberem os bons resultados colhidos com a disseminação do conhecimento produzido pela Embrapa Milho e Sorgo no Centro-Oeste Mineiro. “Diante desse desafio, Sinval Lopes apresentou como alternativa a criação de um site, onde pudesse ser contada a história da cooperação técnica, suas fases, seus parceiros e resultados obtidos. Com muito orgulho, podemos contar atualmente com documentos técnicos produzidos nessa parceria que são objeto de larga consulta por pesquisadores do mundo todo. Esperamos que o site possa colaborar com a disseminação do conhecimento e com o aumento da produtividade do agronegócio, trazendo mais qualidade de vida, renda e riqueza ao nosso país”, salienta Arthur.
Um fator importante são as exigências do mercado consumidor dos produtos agrícolas. Cada vez mais, o mercado busca produtores que utilizem sistemas produtivos mais sustentáveis, que façam uso de práticas mitigadoras de gases de efeito estufa, promovam maior acumulação de carbono no solo e aumentem a eficiência de insumos químicos e especialmente biológicos.
Segundo Vinícius Guimarães, coordenador do escritório da Embrapa em território europeu, Labex Europa, os mercados compradores querem saber se o Brasil está produzindo com aspectos mínimos de qualidade, maximizando índices produtivos e principalmente atentando-se para os aspectos sociais, ambientais e corporativos. “Os mercados internacionais de forma geral são muito exigentes em termos de práticas agrícolas, uso de insumos como agroquímicos e materiais geneticamente modificados. O mercado da Europa quer garantias de que os produtos comprados estejam de acordo com critérios mínimos de qualidade. Esses critérios podem ser bastante restritivos, e o Brasil será continuamente cobrado a utilizar tecnologias que recuperem áreas pouco produtivas ou degradadas e a utilizar sistemas de produção que sejam capazes de maximizar a eficiência de insumos”, expõe Guimarães.
Ele alerta para a necessidade de que o Brasil avance na direção de sistemas cada vez menos emissores de gases de efeito estufa, não somente para atender o mercado consumidor, mas principalmente para garantir a longevidade dos sistemas produtivos.
Sinval Lopes lembra que, desde a sua fundação, a Embrapa trabalha com inteligência competitiva e enxerga nas tecnologias da informação o potencial para a transformação digital, que agora é realidade no campo. “As tendências da Agricultura 5.0 estão sendo utilizadas para conectar o setor produtivo com o consumidor final, possibilitando ao produtor mostrar os novos modelos de trabalho e de negócio. Nesse contexto, com a plataforma Agromoderna, pretende-se realocar melhores margens de lucro ao fornecedor e menor preço ao consumidor final com produtos de melhor qualidade”, conclui o agrônomo.

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Alunos de curso técnico aprendem mais sobre força do cooperativismo
Grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi.

Estudantes do Sudoeste do Paraná vivenciaram, recentemente, uma imersão prática no cooperativismo e na agroindústria durante visita técnica ao Espaço Impulso, estrutura instalada no parque onde anualmente é realizado o Show Rural Coopavel, um dos maiores eventos técnicos de difusão de inovações para o agronegócio no mundo.
O grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi. Os visitantes são estudantes do curso Técnico em Cooperativismo e tiveram a oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre o modelo que sustenta grande parte do desenvolvimento econômico regional.
Durante a recepção, Dilvo Grolli apresentou um panorama do cooperativismo, destacando sua relevância no Oeste do Paraná e no Brasil, além de compartilhar orientações e conselhos aos jovens, com idades entre 15 e 17 anos. Segundo Dilvo, a região Oeste concentra cinco das 20 maiores cooperativas agropecuárias do País. Juntas, essas organizações são responsáveis por cerca de cem mil empregos diretos e reúnem mais de 85 mil produtores rurais associados.
Visita técnica
A programação incluiu ainda visita à unidade industrial do moinho de trigo da cooperativa. No local, os alunos foram recebidos pelo gerente Cláudio Medes e puderam acompanhar de perto o funcionamento de uma agroindústria, observando desde processos produtivos até os rigorosos protocolos de segurança alimentar, como o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual e o controle de acesso às áreas industriais.
A experiência também reforçou a conexão entre teoria e prática, permitindo aos estudantes compreenderem a complexidade e a responsabilidade envolvidas na produção de alimentos. “Todos apreciamos muito a visita e os conhecimentos compartilhados”, disse um dos professores que acompanhou a comitiva de Dois Vizinhos durante a visita técnica a Cascavel.
Referência
O Colégio Coopermundi, instituição onde os alunos estudam, tem trajetória marcada pela inovação no ensino e pelo cooperativismo. A instituição teve origem em 1982, quando as irmãs da Congregação de Nossa Senhora Imaculada Conceição iniciaram um trabalho educacional em Dois Vizinhos, com a fundação do Colégio Regina Mundi, sob coordenação da irmã Mectilde Maria Bonatti.
Ao longo dos anos, a escola passou por transformações importantes. Em 1992, a gestão foi assumida pelo Centro Pastoral, Educacional e Assistencial Dom Carlos (C.P.E.A.), de Palmas. Já em 1997, pais, professores e funcionários assumiram a condução da instituição, dando origem à Coopermundi (Cooperativa de Educação e Cultura Regina Mundi).
Atualmente, o Coopermundi é referência em educação na região Sudoeste do Paraná, atendendo alunos desde o pré-maternal até o pré-vestibular, com utilização do Sistema Positivo de Ensino. Em 2025, a instituição celebra 43 anos de história, 28 deles dedicados ao cooperativismo educacional, consolidando-se como uma das três cooperativas de ensino do Estado.
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Paraná define calendário do vazio sanitário da soja para a safra 2026/2027
Medida estabelece três períodos regionais e busca conter a ferrugem asiática nas lavouras do estado.

Os períodos do vazio sanitário da Soja no Paraná foram definidos, de acordo com a Portaria nº 1.579/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que estabelece o calendário nacional para a safra 2026/2027. Durante o vazio sanitário, é obrigatória a ausência total de plantas vivas de soja nas lavouras, incluindo plantas voluntárias (tigueras). A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas da cultura, capaz de provocar perdas significativas na produção.
O Paraná possui três janelas distintas de vazio sanitário, conforme a regionalização agrícola, divididas em três macrorregiões. A Região 1 engloba os municípios do Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral paranaense, com vazio programado entre 21 de junho a 19 de setembro de 2026, ficando autorizada a semeadura entre 20 de setembro de 2026 e 20 de janeiro de 2027.

Foto: Gilson Abreu
A Região 2 engloba os municípios localizados no Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste, com período de vazio de 2 de junho a 31 de agosto, enquanto o plantio pode ser realizado de 1º de setembro a 31 de dezembro. A medida na Região 3, representada pelo Sudoeste paranaense, acontece entre 12 de junho e 10 de setembro deste ano e o período de semeadura permitida entre 11 de setembro de 2026 até 10 de janeiro de 2027.
O chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) reforça que o cumprimento dos prazos é essencial para garantir a sanidade das lavouras e evitar a disseminação da doença entre as regiões produtoras. “A prática do vazio sanitário da soja beneficia o agricultor, que terá maior controle da doença, utilizando menos aplicações de fungicidas”, afirma. “Além disso, a prática contribui na manutenção da eficácia desses produtos para o controle da ferrugem”, afirma o engenheiro agrônomo.

Foto: Camila Roberta Javorski Ueno/Adapar
A fiscalização é realizada em todo o Estado, e o descumprimento das normas pode acarretar em diversos sanções aos produtores. Além disso, o respeito ao calendário de semeadura contribui para o melhor planejamento da safra, favorecendo o manejo fitossanitário e a eficiência produtiva. A colaboração dos produtores é indispensável para o sucesso das estratégias de defesa agropecuária.
Para maiores informações, os produtores podem entrar em contato com escritórios locais da agência ou pelos canais oficiais da instituição.
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Produção de grãos atinge maior nível da série histórica do IBGE em 2026
Soja lidera crescimento e reforça tendência de recorde na safra nacional.

A estimativa de março de 2026 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas atingiu 348,4 milhões de toneladas, 0,7% maior que a obtida em 2025 quando atingiu 346,1 milhões de toneladas, um crescimento de 2,3 milhões de toneladas. Em relação ao mês anterior, houve aumento de 4,3 milhões de toneladas (1,2%). Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado na última teça-feira (14) pelo IBGE.
O arroz, o milho e a soja, que são os três principais produtos deste grupo, representaram 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve crescimentos de 1,0% na área a ser colhida da soja; de 3,3% na do milho; e de 7,0% na do sorgo, ocorrendo declínios de 6,9% na do algodão herbáceo (em caroço); de 10,1% na do arroz em casca; e de 3,3% na do feijão.

Foto: Shutterstock
Já na área a ser colhida, ocorreu o aumento de 1,6 milhão de hectares frente a área colhida em 2025, crescimento anual de 2,0%, correspondendo a 83,2 milhões de hectares. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou aumento de 265 837 hectares (0,3%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de março de 2026 é recorde da série histórica do IBGE.
“A estimativa de março é recorde da série histórica do IBGE. Com o aumento mensal de produção em todos os estados da região Centro-Oeste. Porém, chama atenção a queda na safra do Rio Grande do Sul, que sofreu com falta de chuvas e altas temperaturas nos meses de janeiro e fevereiro. Apesar da queda, comparado com 2025, a safra gaúcha é 34,6% superior”, Carlos Barradas, apontou o gerente do LSPA.
Mato Grosso mantém liderança na produção de grãos
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (7,1%) e a Nordeste (5,6%); e negativas para a Centro-Oeste (-2,3%), a Sudeste (-1,9%) e a Norte (-3,2%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção: a Norte (0,3%), a Centro-Oeste (3,9%) e a Nordeste (1,3%). Na Sudeste houve estabilidade (0,0%), enquanto a Sul apresentou declínio (-2,9%).
Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,0%, seguido pelo Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,8% do total.
Soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026

Foto: Divulgação/Aprosoja MT
A estimativa da produção de soja alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 173,7 milhões de toneladas, aumento de 0,3% em relação ao mês anterior e de 4,6% maior em comparação à quantidade obtida no ano anterior. A área cultivada deve crescer 1,0% e alcançar 48,3 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio, de 3 603 kg/ha, deve crescer 3,6% em relação ao ano anterior.
“As projeções indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das Unidades da Federação produtoras e pela recuperação parcial da safra gaúcha”, destaca o gerente do LSPA, Carlos Barradas.
O Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, estimou uma produção de 50,5 milhões de toneladas, aumentos de 4,1% em relação ao estimado em fevereiro e de 0,7% em relação ao volume colhido no ano anterior. O Mato Grosso do Sul aguarda uma produção de 15,6 milhões de toneladas, crescimentos de 4,5% em relação a fevereiro. O Paraná, com uma produção de 22,1 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do País, com declínio de 0,9% em relação ao mês anterior. O Rio Grande do Sul estimou uma produção de 18,4 milhões de toneladas, declínio de 11,5% em relação ao mês anterior. Em Santa Catarina, a produção deve alcançar 3,1 milhões de toneladas, aumento de 1,0% em relação ao mês anterior.



