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Produtores rurais alemães visitam Sindicato Rural e suinocultor em Guarapuava

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Um grupo de cerca de 40 alemães, em um giro por regiões rurais no Paraguai e no Brasil, conheceu na quarta-feira (22), em Guarapuava, uma agropecuária que surpreendeu pela tecnificação. A programação dos visitantes – produtores rurais e funcionários de uma instituição do estado da Baviera que incentiva a produção agrícola – começou no Sindicato Rural de Guarapuava, onde o objetivo foi ter uma primeira visão sobre o campo no Brasil. Para a entidade, foi a oportunidade de apresentar um quadro sobre as possibilidades e os desafios atuais da agropecuária no País. 
                No anfiteatro, o grupo foi recepcionado pelo presidente do Sindicato Rural, Rodolpho Luiz Werneck Botelho. O vice presidente, Anton Gora apresentou o Sistema Federação da Agricultura do Paraná (FAEP) e ressaltou o papel da instituição de representar os interesses dos produtores rurais do Estado. 
                Em seguida, Botelho enfocou a agropecuária na região, mostrando como exemplo concreto o sistema produtivo de suas propriedades. Em números, o dirigente destacou manejo e rotação de culturas como milho e soja e a criação de bovinos. Ele abordou ainda a legislação ambiental para propriedades rurais e sublinhou que a logística, no país, ainda precisa se tornar mais eficiente e competitiva. 
                À tarde, os visitantes alemães seguiram para a propriedade rural do produtor Manfred Majowski, para conhecer seu sistema de produção e manejo de suinocultura. Após apresentação de dados realizada pelo proprietário e pela veterinária Hildegardt Stecher Teixeira, o grupo percorreu a fazenda para ver também o maquinário utilizado e os campos de soja e milho. 
                Entre os visitantes alemães, o agrônomo Ludwig Sagmeister, diretor do Bureau para Alimentação, Agricultura e Florestas da Baviera, explicou que o objetivo da viagem ao Brasil é realizar visitas técnicas. “Os participantes são em sua maior parte produtores rurais. Alguns vêm do setor do agronegócio, como um empresário que comercializa e dá assistência técnica a instalações para produção de biogás”, detalhou. “Tudo nos interessa, porque os participantes têm atividades rurais muito diferentes entre si, agricultura, suinocultura, produção de leite, outros têm produção de biogás, ou são prestadores de serviço em colheita”, completou. 
                Também da Baviera, Rupert Lindelmeier, produtor de milho grão e flores de corte, disse que considerou a visita interessante: “É um outro mundo, totalmente diferente: outra dimensão das áreas agrícolas, outras condições climáticas, uma nova visão das coisas”. Lindelmeier, acrescentou que seu interesse foi ampliar os horizontes e conhecer também outras pessoas, no grupo. 
                Para o produtor rural Manfred Majowski, que já recebeu outros grupos de agricultores na propriedade, o contato com os alemães foi uma nova oportunidade de mostrar a realidade local: “Fiquei surpreso, porque eles demonstraram um interesse muito grande. Foram muitas perguntas. Creio que entenderam o sistema, tanto da produção agrícola quanto da suinocultura e dos biodigestores”. Ainda conforme destacou Majowski, receber grupos de produtores é, para os anfitriões, também uma forma de trocar ideias e conhecimentos sobre a situação de outros locais do Brasil e do mundo, abrindo espaço para intercâmbio e amizade.  

Fonte: Ass. Imprensa do Sind. de Guarapuava

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Notícias Para o produtor

Custos de produção de aves e suínos aumentaram em 2018

Apenas os custos com a nutrição subiram 11,65% nos 12 meses de 2018

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Arquivo/OP Rural

Apesar de os custos de produção de frangos de corte calculados pela CIAS, a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa terem se mantido estáveis em dezembro de 2018 (218,06 pontos, ante 218,05 em novembro), acumularam uma alta de 14,21% durante todo o ano passado.

 Apenas os custos com a nutrição subiram 11,65% nos 12 meses de 2018. O gasto com a alimentação das aves representa 69% do total dos custos de produção dos frangos. Em seguida, as maiores altas em 2018 ficaram com os itens pinto de um dia (2,18%), custo de capital (0,18%) e depreciação (0,16%).

O custo de produção do quilo do frango de corte vivo também se manteve estável em dezembro, encerrando o ano em R$ 2,82 no Paraná, valor calculado a partir dos resultados em aviário tipo climatizado em pressão positiva.

Já o ICPSuíno caiu pelo terceiro mês consecutivo, chegando aos 219,49 pontos em dezembro, -1,34% em relação a novembro de 2018 (222,47 pontos). No ano, os custos de produção de suínos subiram 9,85%, influenciados principalmente pela alimentação dos animais, que teve um aumento de 9,68%.

O custo por quilo vivo de suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina caiu para R$ 3,84 em dezembro (o menor valor desde março de 2018). 

Os índices de custos de produção foram criados em 2011 pela equipe de socioeconomia da Embrapa Suínos e Aves e Conab. Santa Catarina e Paraná são usados como estados referência nos cálculos por serem os maiores produtores nacionais de suínos e de frangos de corte, respectivamente.

Fonte: Embrapa Suínos e Aves
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Notícias Mercado

Desaquecimento de negócios pressiona valores da carne de frango

Vendas da carne de frango estão desaquecidas, como é tipicamente observado em início de ano

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Arquivo/OP Rural

Colaboradores do Cepea afirmam que as vendas da carne de frango estão desaquecidas, como é tipicamente observado em início de ano. Assim, as cotações do produto, especialmente do congelado, estão em queda na maior parte das regiões acompanhadas. Na Grande São Paulo, o preço do frango inteiro congelado recuou 0,6% frente a dezembro, com média de R$ 4,37/kg na parcial deste ano (até 17 de janeiro).

Quanto à carne resfriada, por outro lado, foram observadas variações distintas na primeira quinzena de janeiro dentre as regiões pesquisadas pelo Cepea. No comparativo com janeiro/18, porém, os preços atuais estão significativamente mais elevados, em termos nominais.

Fonte: Cepea
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Notícias Ovos

Poder de compra do avicultor inicia 2019 em queda

Quantidade de cereal que o produtor consegue comprar com a venda dos ovos brancos é a menor desde 2013

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Domicio Faustino

De acordo com pesquisadores do Cepea, a oferta elevada, que segue pressionando as cotações dos ovos, tem impactado negativamente o poder de compra do avicultor de postura paulista frente aos principais insumos utilizados na alimentação das poedeiras, o milho e o farelo de soja.

Na parcial deste mês, a quantidade de cereal que o produtor consegue comprar com a venda dos ovos brancos é a menor de toda a série do Cepea, iniciada em maio/13. Já sobre a quantidade do derivado da soja, é a menor desde dezembro/13.

Fonte: Cepea
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