Avicultura
Produtores reciclam conhecimento durante 3º Dia do Avicultor O Presente Rural
Realizado em parceria com a Lar Cooperativa Agroindustrial e com o apoio do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), o 3º Dia do Avicultor O Presente Rural reuniu cerca de 200 produtores.

“É um evento que engrandece a nossa cadeia, agrega informações sobre o que fazemos na prática todos os dias e reúne quem de fato faz o manejo no campo. O Dia do Avicultor não só fortalece o trabalho dos produtores, como enaltece nosso papel no setor e nos coloca em posição de protagonistas da avicultura, tamanha a importância e a responsabilidade que nos é conferida para produzir carne e ovos aos consumidores brasileiros e do mundo afora”, enaltece a produtora Carla Rieger, que participou de todas as edições do Dia do Avicultor O Presente Rural.
Realizado em parceria com a Lar Cooperativa Agroindustrial e com o apoio do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), o 3º Dia do Avicultor O Presente Rural reuniu cerca de 200 produtores no dia 24 de agosto em Marechal Cândido Rondon, PR, e outras centenas de pessoas acompanharam a transmissão pelos canais de O Presente Rural no Facebook e no YouTube, que está disponível on demand para assistir quando e onde quiser.
Cooperada da Lar há cinco anos, Carla gerencia uma granja com 50 mil aves de corte e supervisiona quatro núcleos de produção de ovos férteis em sua propriedade, situada na cidade de Pato Bragado, PR. Ela destaca o trabalho da cadeia avícola e ressalta que o reconhecimento ao avicultor não deve se limitar apenas ao dia 28 de agosto. “O Dia do Avicultor acontece todos os dias, porque esse processo de biosseguridade, sanidade, manejo, cuidados com a água, nutrição, ambiência, dentre outros, é parte fundamental do nosso trabalho e se faz ainda mais importante neste momento, que vivemos na iminência da Influenza aviária, que ainda o país segue livre da doença em granjas comerciais, e para continuar assim depende de cada produtor fazer o seu trabalho bem feito”, salienta Carla.
O evento que celebra os protagonistas da avicultura brasileira proporcionou um encontro enriquecedor, repleto de insights sobre o papel fundamental do produtor de aves na cadeia produtiva. Temas de extrema relevância, como o uso eficiente da água, manejo nos dias iniciais de produção, estratégias de biosseguridade e as tendências do mercado de commodities foram minuciosamente explorados.
Para a comunidade avícola, o evento transcende a mera comemoração ao Dia do Avicultor, celebrado em 28 de agosto, ao se configurar como uma oportunidade ímpar para compartilhar saberes, aprimorar práticas avícolas e promover um intercâmbio de informações e experiências.

Fundador da Editora O Presente, jornalista Arno Kunzler
O fundador da Editora O Presente, jornalista Arno Kunzler, disse que além de homenagear os produtores pelo seu trabalho, o Dia do Avicultor é também uma oportunidade para que se desenvolvam como administradores de suas propriedades. “Ouvimos especialistas, trocamos ideias, expomos problemas e apontamos soluções. Esse é o objetivo central do nosso evento, que reside em facilitar a troca de conhecimento ao promover uma maior aproximação entre produtores e os demais elos da cadeia”, afirmou, acrescentando: “Que sejamos eternos otimistas com o Brasil, acreditando no agronegócio e certos que teremos novas demandas, novas necessidades e novas oportunidades que nos permitirão prosperar e expandir”.
Com 131 propriedades e 207 produtores no sistema de integração da Copagril Cooperativa Agroindustrial, o diretor secretário Ademir Griep destacou a importância da intercooperação com a Lar, responsável pelo abate das aves dos seus 408 aviários. “Essa intercooperação tem alcançado resultados expressivos e traz mais segurança aos avicultores. Agradecemos a cada produtor que é parceiro da Copagril pela confiança depositada na cooperativa, pois sabemos da importância que temos para Marechal Cândido Rondon e para os municípios em que estamos inseridos. Parabéns aos avicultores!”, frisou Griep.

Presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues
Por sua vez, o presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues, enalteceu a iniciativa e o compromisso do jornal O Presente Rural em promover um evento dedicado exclusivamente aos avicultores. “O Presente Rural se caracteriza como um órgão de imprensa que tem uma enorme credibilidade e representa muito bem o setor. É reconhecido não só no Paraná, como em todo Brasil. Uma mídia especializada, que conhece profundamente o setor e ao fazer este evento, dedicado ao avicultor, demonstra o cuidado e a importância da cadeia produtiva, de vocês produtores que estão no campo dia após dia produzindo, para o agronegócio brasileiro”, reconheceu.
Enquanto o presidente do Sindiavipar, Roberto Kaefer, abordou o potencial de crescimento do setor avícola. “O maior cliente do frango brasileiro é a China. Mais de 50% da população mundial está no continente asiático, o que mostra o grande potencial que temos para crescer e exportar cada vez mais nosso produto para essa região. E caso ganharmos o caminho do Pacífico vamos economizar milhões de dólares do nosso setor em logística, porque vamos encurtar a distância para entregar nosso produto”, exaltou.
Referência
A expectativa é que o Dia do Avicultor O Presente Rural se consolide como um marco na avicultura nacional com seu formato único, fortalecendo o setor e promovendo o aprimoramento contínuo das práticas avícolas. Além disso, o evento representa uma oportunidade única para unir toda a comunidade avícola, criando laços entre produtores, fornecedores e especialistas do setor.
Família na avicultura

Ilésio Luiz Hammes com seu filho Junior, avicultores no Distrito de Novo Sarandi, no município de Toledo, PR
Com uma experiência de mais de três décadas na avicultura de corte e hoje trabalhando ao lado dos filhos Junior e Michel, o Ilésio Luiz Hammes possui nove aviários com 220 mil aves alojadas por ciclo de produção em sua propriedade no Distrito de Novo Sarandi, no município em Toledo, na região Oeste do Paraná. Ele fala com entusiasmo da satisfação de participar pela terceira vez do evento que celebra e enaltece o trabalho dos avicultores. “É sempre uma grande satisfação poder participar deste evento promovido pelo jornal O Presente Rural, que nos ensina sobre as tendências de mercado, tecnologias que podemos aplicar na granja para melhorar a eficiência das aves, as diferentes linhagens e como fazer o manejo correto da água e das aves. Fico muito feliz de ser convidado e de poder junto com meu filho Junior aprender um pouco mais da nossa atividade, para que possamos melhorar ainda mais o que já fazemos”, ressalta Hammes. “Sempre é muito bom participar de eventos como este, que nos ajudam enquanto produtores a nos desenvolvermos a cada dia. Saímos desse evento com mais conhecimento, novos aprendizados e com muito menos dúvidas”, complementou Junior Luiz Hammes, que se aposentou dos gramados e há 10 anos divide o dia a dia no trabalho com o pai e o irmão.
Na propriedade de 95 hectares, a família Hammes diversifica suas atividades com piscicultura e produção de grãos. “Já tínhamos a área para produção de grãos e há dois anos vimos a necessidade de explorar melhor um terreno que sempre ficava com água empossada, foi quando decidimos instalar os tanques escavados e agregar a piscicultura nas nossas atividades, ampliando dessa forma a nossa fonte de renda”, explica a patriarca da família Hammes.
Desde que iniciou na atividade, Hammes conta que seu desejo era ter seus filhos dando continuidade ao seu legado e se diz orgulhoso por dividir o dia a dia do trabalho no campo com eles. “Sou muito grato pelos dois filhos que tenho. Desde quando ingressei na avicultura meu objetivo era que pudesse trabalhar com meus filhos. É um prazer no dia a dia ver eles trabalhando e eu ainda podendo repassar alguns conhecimentos que tenho”, exalta. “É muito bom dividir o dia a dia com meu pai, vez ou outra tem aquele puxão de orelha, mas gosto muito de trabalhar com ele”, disse Junior, caindo na gargalhada.
Patrocinadores
Além da parceria com a Lar e o Sindiavipar, o Dia do Avicultor O Presente Rural contou com o apoio de patrocinadores que desempenham um papel fundamental para viabilizar a realização do evento. Na cota diamante ADM, American Nutrients, Boehringer Ingelheim e Cobb; ouro AncoFit, Aviagen, BTA, Huverpharma e Inobram; prata Anpario, Hubbard, Imeve, Oligo e Suiaves. E o coffee break teve patrocínio da Sicredi Aliança PR/SP.
Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse acesse gratuitamente a edição digital Avicultura Corte e Postura. Boa leitura!

Avicultura
Avicultura de postura começa 2026 sob pressão dos custos
Poder de compra do produtor cai pelo sétimo mês seguido frente ao farelo de soja.

O poder de compra do avicultor de postura em relação aos principais insumos da atividade – milho e farelo de soja – segue em trajetória de queda em janeiro, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com o Centro de Pesquisas, a relação de troca entre os ovos e o milho recua de forma contínua desde setembro de 2025, atingindo em janeiro o menor patamar real desde março de 2022.
Em relação ao farelo de soja, a perda de poder de compra é ainda mais prolongada: o movimento de baixa já se estende por sete meses consecutivos, com o indicador alcançando, neste início de ano, o nível mais baixo em termos reais desde fevereiro de 2023.
Mesmo com alguma reação nos preços dos ovos ao final da primeira quinzena de janeiro, os dados do Cepea indicam que a média mensal permanece inferior à registrada em dezembro. No mesmo intervalo, o milho apresentou desvalorização menos intensa, enquanto o farelo de soja acumulou alta.
Avicultura
Declaração de biosseguridade avícola deve ser enviada até 31 de janeiro em Goiás
Agrodefesa reforça que o documento é obrigatório e integra as ações de prevenção à influenza aviária no estado.

Produtores rurais e responsáveis técnicos por estabelecimentos comerciais avícolas devem estar atentos ao prazo para envio da Declaração de Biosseguridade à Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). A data-limite para o cumprimento da obrigação é 31 de janeiro. O documento deve ser preenchido e inserido no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). A medida faz parte de um conjunto de ações adotadas para prevenção e mitigação de risco da influenza aviária de alta patogenicidade (gripe aviária).
Para o diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, a cooperação entre o setor produtivo e o serviço oficial é fundamental para preservar o status sanitário de Goiás no momento em que a doença avança na Europa, com 42 surtos confirmados em 14 dias, e que o estado de Mato Grosso trabalha na contenção de um foco detectado em aves de subsistência. “Manter Goiás livre da influenza aviária e da doença de Newcastle requer trabalho conjunto. A exigência da Declaração de Biosseguridade reforça as ações preventivas e assegura que as granjas avícolas estejam alinhadas às normas da Agrodefesa e às diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)”, destaca.

(Foto: Leonardo Wen)
A declaração é obrigatória e deve ser elaborada pelo médico-veterinário responsável técnico (RT) do estabelecimento, que responde pela execução dos controles higiênico-sanitários dos plantéis. O não cumprimento dessa exigência pode acarretar sanções aos RT´s por falta ética, conforme prevê o Código de Ética do Médico-Veterinário, estabelecido por meio da Resolução 1.138/2016 do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFVM). Já os estabelecimentos podem sofrer bloqueio no registro cadastral, resultando na proibição da emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA).
Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola da Agrodefesa, Silvânia Andrade Reis, a biosseguridade é a adoção de um conjunto de medidas e procedimentos operacionais para prevenir, controlar e limitar a exposição das aves contidas em um sistema produtivo a agentes causadores de doenças. “O Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA) do Mapa possui normas técnicas para registro, fiscalização e controle dos estabelecimentos avícolas comerciais. A Agrodefesa busca assegurar o cumprimento da legislação brasileira e prevenir a entrada de doenças nos plantéis goianos e prejuízos à economia do estado”, explica.
Como realizar
O modelo da Declaração de Biosseguridade está disponível no site da Agrodefesa, na página do Programa Estadual de Sanidade Avícola (Pesa). O documento deve ser preenchido pelo médico-veterinário responsável técnico e inserido no Sidago até 31 de janeiro de 2026. Além da declaração, é necessário inserir o Registro de Estabelecimentos Comerciais Avícolas.
Entre as exigências a serem cumpridas pelos estabelecimentos avícolas goianos estão: telas com malha até 2,54cm; cercas no mínimo a 5 metros do galpão; arco de desinfecção presente; controle de visitas com livro e placas de restrição; limpeza de área ao redor da granja; plano de capacitação de pessoal em execução; movimentação acobertada por GTA; presença apenas de uma espécie e aptidão (carne/ovo); ausência de árvores frutíferas ao redor dos núcleos/galpões; e plano de contingência para emergência sanitária, que pode estar no memorial descritivo.
Avicultura
Trabalho sanitário no Rio Grande do Sul garante retomada das exportações de frango para a China
Ações do Programa Estadual de Sanidade Avícola incluíram 1.846 fiscalizações em 2025, vigilância ativa e rápida contenção de focos de influenza aviária, reforçando a confiança internacional no status sanitário do Estado.

O anúncio recente de que a China reabriu o mercado à carne do frango no Rio Grande do Sul é reflexo de um intensivo trabalho conduzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Programa Estadual de Sanidade Avícola. Em 2025, a pasta realizou 1.846 fiscalizações de biosseguridade em granjas avícolas do estado, além de conter focos de influenza aviária (H5N1) identificados em Montenegro e Sapucaia do Sul.
“Desde o registro dos primeiros casos de influenza aviária na América do Sul em 2022, a Agricultura intensificou todas as ações direcionadas à prevenção e detecção precoce da doença, investindo na preparação para o enfrentamento em caso de ocorrência de focos”, destaca a coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola, Ananda Kowalski.
Em 2025, foram realizados 138 atendimentos de casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa em aves, dos quais 51 tiveram amostras coletadas, por terem sido enquadrados como casos prováveis. Foram detectados os três focos de influenza aviária registrados em 2025: numa granja avícola de reprodução em Montenegro, no Zoológico de Sapucaia do Sul e em ave silvestre em Montenegro.
“A pronta atuação na contingência do foco de Montenegro, primeiro caso no Brasil de influenza aviária em granja avícola, com a rápida retomada da condição sanitária do país, são reflexos de toda a preparação feita pela Secretaria. Isso foi destacado pelas missões internacionais que auditaram o Rio Grande do Sul”, pontua a coordenadora.
Ao longo do ano, também foram realizadas coletas de amostras para vigilância ativa de influenza aviária e doença de Newcastle, tanto em granjas avícolas como em criações de aves de fundo de quintal. Foram coletadas 5.655 amostras de aves comerciais e 513 amostras de aves de substência, analisadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária no Rio Grande do Sul e em Campinas, São Paulo. Não houve detecção de influenza aviária nem de doença de Newcastle.
“A vigilância ativa é um dos componentes do Plano de Vigilância para influenza aviária e doença de Newcastle do Ministério da Agricultura, sendo conduzida em ciclos, anualmente, pelos órgãos executores de sanidade agropecuária, como a Seapi”, explica Ananda.
Para este ano, as ações de fiscalização de biosseguridade e de vigilância seguem sendo prioridade. O novo ciclo de vigilância ativa em avicultura industrial e em aves de subsitência, que está sendo executado desde novembro de 2025, tem previsão para conclusão em junho de 2026.



