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Produtores que contrataram seguro rural ou Proagro devem respeitar calendário de semeadura e Zarc para plantio da soja

Calendário de semeadura considera parâmetros fitossanitários e faz parte da estratégia para o manejo da Ferrugem Asiática da Soja

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Divulgação/Cleverson Bege

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou na segunda-feira (13) a Portaria nº 394, que estabelece os calendários de semeadura de soja em nível nacional para fins de atendimento ao Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja.  A publicação revoga a Portaria nº 389, de 1º de setembro de 2021, e estabelece que os períodos de semeadura poderão ser alterados, mediante solicitação fundamentada dos órgãos estaduais de defesa sanitária vegetal.

O calendário de semeadura, definido pela Secretaria de Defesa Agropecuária, considera parâmetros estritamente fitossanitários, portanto, com objetivos diferentes do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Assim, os produtores rurais que contratam o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) devem respeitar tanto as datas de semeadura estabelecidos pela SDA, por estado, quanto do Zarc, por município, sempre cumprindo com a data mais restritiva.

Produtores que não contratam seguro e Proagro podem seguir apenas data de semeadura da Portaria SDA nº 394, de 2021, porém é recomendável a adoção também das datas do Zarc, para reduzir as chances de perdas por efeitos climáticos.

O Zarc, publicado por meio de portarias pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Mapa, é utilizado em sua integralidade para enquadramento do Proagro e para o PSR. Os agricultores são obrigados a seguir as indicações do Zarc para ter acesso aos benefícios do Proagro e do PSR.

O zoneamento também é considerado, por muitas instituições financeiras para a concessão de financiamentos do crédito rural, pois possibilita ao produtor acesso aos instrumentos de mitigação de riscos da produção, que servem de garantia nas operações de financiamento do crédito rural.

As janelas de plantio do Zarc da soja para safra 2021/2022 serão mantidas conforme as publicações realizadas em 12 de maio deste ano, mas o produtor deve estar atento a algumas informações.

Metodologia do Zarc

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) é um instrumento técnico-científico que visa indicar a melhor época de plantio das culturas, para cada município, correlacionada ao ciclo das cultivares e ao tipo de solo, conforme sua capacidade de retenção de água, levando em consideração séries agroclimáticas históricas e análise de probabilidades, com o objetivo de minimizar as chances de adversidades climáticas coincidirem com a fase mais sensível das culturas.

A metodologia para elaboração do Zarc vigente da soja, safra 2021/2022, levou em conta elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da planta e consequentemente na produção da cultura, tais como: temperatura, chuva, umidade relativa do ar, água disponível no solo e demanda hídrica.

Além dos aspectos fisiológicos e climáticos, também foram considerados, no momento da realização dos estudos, os aspectos fitossanitários, que na época eram preconizados pelas agências de defesa estaduais. Períodos de vazio sanitário e calendários de semeadura foram utilizados para limitar as indicações de datas de plantio do Zarc.

Diferenças de datas de semeadura da soja entre as portarias Zarc e a Portaria SDA nº 394, de 2021

Desde 1996, o Zarc apresenta as janelas de semeadura por município de cada estado e por decêndio (período de 10 dias), de forma a simplificar a comunicação e uso das informações. Já o calendário de semeadura divulgado na Portaria SDA nº 394, de 2021 é apresentado por estado e por dia do mês, podendo ocorrer diferença de alguns dias entre um calendário e o outro. Tal fato acontece quando o calendário da SDA especifica um dia diferente do início de um decêndio das portarias do Zarc.

São Paulo e Mato Grosso do Sul são exemplos de estados cujos Zarc, para alguns municípios, indicam o plantio a partir de 11 de setembro, enquanto a Portaria SDA nº 394, de 2021 inicia a partir de 16 de setembro. Nesses estados, o produtor deve seguir a data de semeadura do dia 16 de setembro. Dessa forma, o produtor deve sempre observar a data de semeadura da SDA.

No Paraná, outro exemplo, a data de início de plantio coincide, 11 de setembro, mas a data do final de plantio difere. Para produtores que contratam seguro ou Proagro, a data final de plantio prevista no calendário do Zarc, em alguns municípios, é 31 de dezembro, e em outros municípios, anterior a essa data. Porém, caso não seja lavoura vinculada ao Proagro e ao seguro, o produtor tem janela de plantio estabelecida até 31 de janeiro para todo o estado na Portaria SDA nº 394, de 2021.

Dessa forma, produtores que contratam seguro ou Proagro devem respeitar o calendário de semeadura tanto da SDA, por estado, quanto do Zarc, por município, sempre cumprindo com a data mais restritiva, como no exemplo acima de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná. Produtores que não contratam seguro e Proagro podem seguir a data de semeadura da Portaria SDA nº 394, de 2021.

Novos estudos de Zarc de soja

Conforme previsto na Portaria MAPA nº 412, de 30 de dezembro de 2020, que estabelece as regras para alterações de zoneamentos vigentes, não há prazo para realização de novos estudos de risco climático, para safra 2021/2022, nem condições viáveis para a adequação do Zarc à Portaria SDA nº 394, de 2021 pelos seguintes motivos: a) tempo insuficiente para realização dos estudos de avaliação de risco para as janelas estendidas ou novas janelas de plantio; b) a maior parte das operações e contratos de seguro rural e Proagro já foram contratadas com base no Zarc divulgado em maio.

Dessa forma, uma nova avalição do Zarc da soja, em âmbito nacional, será realizada e divulgada no primeiro semestre de 2022. O objetivo será quantificar os níveis de riscos climáticos que serão referência do Zarc soja para a safra 2022/2023, dentro das janelas consideradas viáveis, do ponto de vista fitossanitário, pela Portaria SDA nº 394, de 2021.

Fonte: Mapa

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Curso Técnico em Zootecnia inicia nova turma em Seara e fortalece a formação para o agronegócio

Formação gratuita da Rede e-Tec Brasil, oferecida pelo Sistema Faesc/Senar/Sindicatos, busca qualificar profissionais para atuar na produção rural.

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Alunos do Curso Técnico em Zootecnia de Seara e lideranças comemoram o início das aulas - Foto Divulgação

O Polo de Seara promoveu, no último sábado (07), a aula inaugural do Curso Técnico em Zootecnia, formação gratuita voltada à qualificação de profissionais para atuar com eficiência, inovação e sustentabilidade na produção rural. A iniciativa integra a Rede e-Tec Brasil e é oferecida pelo Sistema Faesc/Senar/Sindicatos em Santa Catarina.

A proposta do curso é aliar conteúdos teóricos, atividades práticas e experiências de campo, o que é essencial para uma formação alinhada às demandas do setor agropecuário. O presidente do Sindicato Rural de Seara, Valdemar Zanluchi, destacou o sucesso da iniciativa desde a implantação no município. Também ressaltou a qualidade do corpo docente e enfatizou que, ao final dos dois anos, os participantes terão conquistado uma qualificação capaz de ampliar oportunidades profissionais e contribuir para o desenvolvimento das propriedades rurais e das empresas do setor agropecuário.

O superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, enfatizou que a formação técnica proporciona uma base sólida de conhecimento aos alunos. Também frisou que o curso vai além do aprendizado em sala de aula ao possibilitar a construção de vínculos, troca de experiências e contato com profissionais e lideranças do setor, ampliando a visão dos participantes sobre o agronegócio.

O prefeito de Seara, Beto Gonçalves, que participou da abertura acompanhado pelo secretário de Agricultura, Renato Tumelero, enfatizou a importância do Curso Técnico para o município e reforçou o apoio do Poder Público local a ações de qualificação profissional. De acordo com ele, Seara é um município com forte ligação com o agronegócio e iniciativas que incentivam o acesso ao conhecimento são fundamentais, especialmente para jovens que estão assumindo ou pretendem atuar nas propriedades rurais.

Também estiveram presentes o supervisor regional do Senar/SC, Helder Jorge Barbosa, outras lideranças e a equipe do polo de Seara.

Curso em zootecnia

Totalmente gratuito, o curso é oferecido na modalidade presencial híbrida (80% da carga horária acontece presencialmente e 20% acontece a distância). Há certificação intermediária ao longo do percurso formativo e diploma com validade nacional, emitido conforme a legislação educacional.

De acordo com o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, a formação tem contribuído para que jovens e adultos do meio rural atuem com excelência na produção, no manejo e na gestão pecuária.  Ele ressaltou, ainda, que Santa Catarina conta com 17 polos de formação técnica no Estado e, além do Curso Técnico em Zootecnia, são oferecidas as seguintes formações: Técnico em Agricultura; Técnico em Agronegócio; Técnico em Florestas e Técnico em Fruticultura.

Fonte: Assessoria Sistema Faesc/Senar
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Produtividade da soja no Rio Grande do Sul fica abaixo da média nacional, aponta especialista

Avaliação foi apresentada durante o 36º Fórum Nacional da Soja, realizado na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque.

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Foto: Shutterstock

A produtividade da soja no Rio Grande do Sul tem ficado abaixo da média registrada em outros estados brasileiros, sobretudo nos últimos cinco anos. A avaliação foi apresentada nesta terça-feira (10) pelo fundador da Veeries e especialista em inteligência de mercado para o agronegócio, Marcos Rubin, durante o 36º Fórum Nacional da Soja, realizado no Auditório Central da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). O evento integrou a programação técnica da 26ª edição da Expodireto Cotrijal e reuniu especialistas para discutir competitividade, cenário produtivo e perspectivas para as cadeias da soja e do milho.

Na palestra “2026: O Novo Ciclo da Soja e do Milho: entre safras recordes e mudanças na demanda”, Rubin apresentou números e ferramentas voltados à análise do mercado agrícola. Ele exibiu dados sobre o desempenho da soja nos últimos anos e apontou que a produtividade gaúcha tem ficado abaixo da média observada em outros estados. Segundo Rubin, fatores climáticos têm contribuído para esse cenário. “Além do clima tem sobrado menos dinheiro para investir em novas safras”, ressaltou.

Guillermo Dawson Jr: “O momento da soja é uma preocupação constante que vai desde o clima até questões comerciais, em um contexto mundial de guerras” – Fotos: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective/Divulgação

Durante a apresentação, Rubin também chamou atenção para o potencial da produção de biocombustíveis a partir de grãos como alternativa para ampliar a demanda por soja. “A nova China para o Brasil é a geração de biodiesel. No Brasil, existe um mercado interno considerável para comercialização de biodiesel. A gente tem uma oportunidade gigantesca. Então, se aplicarmos o biocombustível no futuro, ele vai ser o principal responsável pelo crescimento da demanda de soja no Brasil nos próximos anos”, concluiu.

Rubin apresentou ainda gráficos comparativos sobre a evolução da produção de soja no cenário internacional. Segundo ele, o Brasil ampliou significativamente sua produção nos últimos 10 anos na comparação com os Estados Unidos. Sobre as perspectivas futuras, o especialista afirmou que começa a enxergar sinais mais positivos para o segundo semestre, mas destacou fatores de incerteza no cenário internacional. “Eu acho que existem fatores imponderáveis como as consequências da guerra Estados Unidos-Irã. Tem um fator que não é benéfico nessa questão da guerra, que é o fertilizante. A gente não sabe por quanto tempo, mas os preços já subiram”, constatou.

Além da análise de mercado, o fórum também abordou desafios relacionados à infraestrutura e à logística para o agronegócio brasileiro. A programação incluiu a palestra “Da adversidade à vantagem competitiva: o novo ciclo estratégico do TERMASA”, apresentada pelo vice-presidente da Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL) e dos terminais portuários Termasa-Tergrasa, Guillermo Dawson Jr.

Marcos Rubin: “Além do clima tem sobrado menos dinheiro para investir em novas safras”

Durante a apresentação, Dawson Jr. abordou o papel da infraestrutura portuária e da logística integrada na competitividade do agronegócio brasileiro. “O momento da soja é uma preocupação constante que vai desde o clima até questões comerciais, em um contexto mundial de guerras. Nos cabe dar as melhores condições de infraestrutura logística para que a soja possa ingressar nos mercados”, afirmou.

O dirigente também destacou a trajetória dos terminais Termasa-Tergrasa, localizados no Porto de Rio Grande. Segundo ele, o empreendimento surgiu no final dos anos 1960 a partir de uma iniciativa de cooperativistas que buscavam alternativas para o escoamento da produção de grãos. O terminal tornou-se o primeiro terminal graneleiro do país em 1972. Atualmente, o Termasa passa por reconstrução, com investimento de R$ 600 milhões, após um acidente envolvendo um navio. As obras devem se estender até outubro de 2026.

Na abertura do fórum, o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Paulo Pires, destacou a importância do evento, que chega à 36ª edição e ocorre pelo 26º ano consecutivo dentro da Expodireto Cotrijal. “Eu acho que a questão mais importante do Fórum da Soja é a interação. Nós temos basicamente representantes de cooperativas, de empresas, do sistema financeiro e é nesse contexto que temos uma seleção muito grande de debates no sentido convergente para solucionar os problemas”, ressaltou.

O 36º Fórum Nacional da Soja é promovido conjuntamente pela FecoAgro/RS, Cotrijal e CCGL, com apoio do Sistema Ocergs/Sescoop-RS.

Fonte: Assessoria FecoAgro/RS
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Cooperativismo movimenta mais de R$ 100 bilhões por ano em Santa Catarina

Tema foi destaque na primeira reunião de 2026 da Frencoop, que reuniu deputados e dirigentes de cooperativas em Florianópolis.

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Foto: Shutterstock

Na noite de segunda-feira (09), em Florianópolis, a a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) realizou a primeira reunião de 2026, durante o encontro de integração entre entidades e poderes públicos com a Organização das Cooperativas de Santa Catarina (Ocesc).

Santa Catarina é considerado o estado mais cooperativista do Brasil. Cerca de quatro milhões de catarinenses estão associados a pelo menos uma cooperativa, número que representa mais da metade da população.

A importância desse sistema também se reflete na atuação do Parlamento catarinense. A Alesc  mantém há mais de três décadas a Frencoop, que atua na defesa e no fortalecimento do setor.

O cooperativismo responde por aproximadamente 12% do PIB catarinense e por cerca de 70% das exportações do estado, movimentando mais de R$ 100 bilhões por ano e gerando milhares de empregos e oportunidades.

Importância econômica do cooperativismo

O coordenador da frente parlamentar, deputado José  Milton Scheffer (PP), destacou a relevância econômica e social do setor para Santa Catarina.

José Milton Scheffer

Deputado José Milton Scheffer: “O sistema cooperativista catarinense é muito pujante e dinâmico e tem grande importância para o desenvolvimento social e econômico do estado”

“O sistema cooperativista catarinense é muito pujante e dinâmico e tem grande importância para o desenvolvimento social e econômico do estado. Na Assembleia temos uma frente parlamentar com 12 deputados que trabalham diretamente em pautas ligadas ao cooperativismo. Já aprovamos leis de incentivo, como a legislação de apoio ao cooperativismo de energia elétrica e subsídios fiscais. Agora acompanhamos com atenção a reforma tributária e outros temas que podem impactar o setor.”

Segundo o parlamentar, além da geração de empregos, o modelo cooperativista permite que pequenos produtores se organizem e tenham acesso a mercado e crédito. “As cooperativas movimentam mais de R$ 100 bilhões por ano em Santa Catarina e arrecadam cerca de R$ 8 bilhões em impostos estaduais. Muitas vezes pequenos agricultores só conseguem comercializar seus produtos por meio das cooperativas. O cooperativismo é estruturante para a economia catarinense.”

Mauro de Nadal

Deputado Mauro de Nadal: “A frente existe justamente para fortalecer o cooperativismo e fazer essa ligação entre o Parlamento e as cooperativas catarinenses”

Para o deputado Mauro De Nadal (MDB), a Frencoop cumpre um papel fundamental ao aproximar o Parlamento das demandas do setor produtivo.

“A frente existe justamente para fortalecer o cooperativismo e fazer essa ligação entre o Parlamento e as cooperativas catarinenses. Essa aproximação nos permite defender projetos que fortalecem o agronegócio e ajudam a garantir que o agricultor seja valorizado dentro de toda a cadeia produtiva.”

Integração entre cooperativas e Parlamento

O presidente da Ocesc, Vanir Zanatta, ressaltou que o encontro também tem o objetivo de aproximar dirigentes das cooperativas dos parlamentares. “Mais de 50% da população catarinense está ligada a alguma cooperativa. Aqui reunimos cerca de 130 presidentes de cooperativas para dialogar com os deputados. Essa integração é importante para apresentar demandas e fortalecer essa parceria que já vem trazendo bons resultados para o estado.”

A presidente executiva da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a catarinense Tânia Zanella, destacou que o cooperativismo tem papel central no desenvolvimento regional. “A cada três catarinenses, um é cooperativista. Santa Catarina mostra como o cooperativismo transforma realidades e melhora a vida das pessoas. Essa parceria com o Parlamento é fundamental, porque as cooperativas também dependem de políticas públicas e de um ambiente regulatório adequado para continuar crescendo.”

O secretário de Estado da Agricultura, Admir Dalla Cort, reforçou que o modelo cooperativista garante segurança e estabilidade ao produtor rural. “O cooperativismo é essencial para o desenvolvimento econômico de Santa Catarina. Ele fortalece o produtor rural, organiza a produção e contribui para que o estado, mesmo sendo pequeno em território, tenha uma produção extremamente forte.”

Fabiano da Luz

Deputado Fabiano da Luz: “O cooperativismo é a base do nosso desenvolvimento agrícola”

Para o deputado Fabiano da Luz (PT), a relação entre cooperativas e poder público é estratégica para garantir competitividade ao setor agrícola. “O cooperativismo é a base do nosso desenvolvimento agrícola. Ele garante acesso a crédito, assistência técnica e segurança na comercialização da produção. O papel do poder público é justamente dar suporte às demandas desse setor.”

Já o deputado Altair Silva (PP) destacou a origem do movimento cooperativista no meio rural.

Altair Silva

Deputado Altair Silva: “O cooperativismo nasceu da agricultura e continua sendo um dos pilares do movimento econômico catarinense”

“O cooperativismo nasceu da agricultura e continua sendo um dos pilares do movimento econômico catarinense. A presença da Assembleia nesse diálogo reforça o compromisso com o desenvolvimento do estado.”

O deputado Napoleão Bernardes (PSD) destacou que a atuação da frente parlamentar vai além do setor produtivo e impacta diretamente o desenvolvimento do estado.

“As frentes parlamentares são instrumentos para defender pontos de vista importantes para a comunidade e para a sociedade. O cooperativismo é uma mola propulsora do desenvolvimento de Santa Catarina. É um modelo econômico justo, porque reúne desenvolvimento econômico, social e humano. Por isso, a frente parlamentar em defesa do cooperativismo é também uma frente em defesa do desenvolvimento e da prosperidade de Santa Catarina.”

Napoleão Bernardes

Deputado Napoleão Bernardes: “As frentes parlamentares são instrumentos para defender pontos de vista importantes para a comunidade e para a sociedade”

O deputado Pepê Collaço (PP) ressaltou que o cooperativismo tem papel histórico na formação econômica do estado.

“Em Santa Catarina temos uma bancada muito forte que defende esse setor. O cooperativismo foi fundamental para forjar o nosso estado, formado em grande parte por pequenas e médias cidades e pela agricultura familiar. O sistema cooperativo potencializa a produção e mantém o homem no campo. Ao longo da nossa história, esse setor contribuiu muito para o crescimento e o desenvolvimento de Santa Catarina.”

Crise da cebola

Pepê Collaço

Deputado Pepê Collaço: “Em Santa Catarina temos uma bancada muito forte que defende esse setor”

Entre as preocupações do setor está a situação enfrentada pelos produtores de cebola em Santa Catarina. Oscilações de preços e aumento nos custos de produção têm reduzido a rentabilidade dos agricultores. O tema tem mobilizado cooperativas e parlamentares em busca de medidas que garantam maior equilíbrio de mercado e proteção ao produtor catarinense.

Dificuldades no setor do arroz

A cadeia produtiva do arroz também enfrenta desafios, especialmente relacionados à competitividade e aos custos de produção. Cooperativas e produtores defendem políticas de apoio e mecanismos que garantam condições mais justas de comercialização para manter a atividade viável no estado.

Desafios para a produção de leite

O setor leiteiro vive um cenário de instabilidade causado pela variação de preços e pelo aumento dos custos de produção. Nos últimos anos, produtores têm cobrado medidas de apoio e políticas que garantam maior previsibilidade ao mercado e sustentação para a atividade.

Reforma tributária preocupa cooperativas

Outro tema acompanhado de perto pelo setor é a reforma tributária em discussão no país. Cooperativas e parlamentares avaliam possíveis impactos das mudanças no sistema de arrecadação, especialmente sobre a competitividade do agronegócio e das organizações cooperativistas.

Fonte: Assessoria Alesc
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