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Avicultura Tecnologia no campo

Produtores modernizam aviário e colhem resultados já no primeiro lote

Família que optou por adotar novas tecnologias no aviário percebeu diferença de produção logo nos primeiros lotes

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Na última década, o segmento avícola conquistou uma fantástica evolução genética, nutricional e tecnológica no que se refere aos equipamentos disponíveis para aviários. Assim, a ave ampliou sua capacidade de desempenho, foi aumentando o potencial nutricional da alimentação produzida e os equipamentos disponíveis no mercado estão muito mais automatizados, permitindo melhor controle de ambiência.

Por outro lado, as estruturas de muitos aviários permanecem sendo as mesmas de 10 anos atrás ou mais. Diante disso, constata-se uma necessidade latente de modernização dos galpões, já que eles tendem a depreciar, perdendo sua efetividade em vários aspectos que interferem nos resultados dos lotes. Ao longo do tempo, as estruturas tendem a perder suas condições de controle da ambiência (temperatura, umidade relativa, qualidade do ar), o que reflete na sanidade, conforto térmico e consumo de ração.

Uma alternativa para retomar a qualidade da estrutura é realizar a reforma do aviário, atitude adotada pelo produtor integrado da Cooperativa Copagril, Valmor Ademir Escher, em conjunto com a esposa Marli e os filhos Rafael e Fernando. A propriedade da família fica na Linha Ajuricaba, em Marechal Cândido Rondon, PR, onde estão instalados dois aviários: um deles já era no sistema dark house e o outro era modelo convencional. Com a necessidade da reforma aproveitou-se para transformar o convencional também em dark house. Antes  e depois da reforma a mudança é evidente, como o peso médio, que saltou de 3,165 quilos para 3,566 quilos.

Melhorias

A reforma realizada no aviário da propriedade abrangeu várias mudanças nas instalações, com ampliação da quantidade de exaustores, modernização do sistema de nebulização, adequação do sistema de painéis evaporativos, novas cortinas, instalação de inlets, nova fiação elétrica e aumento da quantidade de comedouros e bebedouros. Esse aumento se deve à capacidade maior de alojamento de aves no sistema dark house. No caso da família Escher a estrutura passou a alojar quatro mil aves a mais por lote.

De acordo com Rafael, a decisão de realizar a reforma foi uma decisão relativamente fácil, pois já havia diversas evidências dessa necessidade. “Como nós temos um barracão dark e tínhamos outro convencional era muito evidente a diferença de resultados dos dois, sendo que o dark geralmente tinha os melhores índices. Além disso, o aviário convencional já estava dando muita manutenção e constatamos que estava na hora de promover melhorias”, relata.

Desempenho

O técnico da Copagril, Carlos Magnum Egerts, explica que uma boa estrutura é fundamental para ter bons resultados de lote. “É muito importante oferecer um ambiente de qualidade para as aves para que elas possam expressar o seu potencial genético. Por isso é necessário oferecer conforto para os animais”, ressalta.

Segundo ele, quando a ave está na sua zona de conforto ela consegue direcionar os nutrientes do alimento consumido para manutenção das funções vitais do organismo e para ganho de peso, o que é o ideal. “Quando a ave direciona as quantidades certas para cada necessidade ela não perde desempenho. Já quando o ambiente gera desconforto, seja por frio ou calor, por exemplo, o corpo do animal redireciona a nutrição para atender aquela necessidade extra e acaba perdendo desempenho”, conta Carlos.

Resultados

A melhora no desempenho do lote foi percebida imediatamente no caso da família Escher. Uma comparação simplificada entre o último lote alojado antes da reforma e o primeiro lote após as obras mostra claramente os resultados alcançados.

Conservando a mesma idade (47 dias), os dois lotes apresentaram várias melhorias, como o aumento do ganho de peso das aves e a redução da taxa de conversão alimentar. Além de receber mais pelo lote que teve melhor desempenho, também foi um lote maior, com quatro mil aves a mais. “Bastou fazermos algumas contas para percebermos que somente o fato de podermos alojar mais aves já cobriria o custo do investimento na reforma. E a melhoria de desempenho era algo que queríamos muito alcançar, em termos de conversão alimentar. Hoje temos certeza de que foi uma decisão certa”, sustenta Rafael. Os bons resultados animam os produtores, por isso, em breve a família terá quatro aviários.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de setembro/outubro de 2019 ou online.

Fonte: Assessoria
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Avicultura Em relação ao mesmo período de 2018

Receita de exportação de carne de frango cresce 4,3% de janeiro a outubro

Entre janeiro e outubro, totalizou US$ 5,700 bilhões

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Arquivo/OP Rural

A receita de exportações de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) segue em alta em 2019, segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Entre janeiro e outubro, totalizou US$ 5,700 bilhões, número 4,3% superior ao registrado no mesmo período de 2018, com US$ 5,463 bilhões. Foram exportadas 3,415 milhões de toneladas, volume 0,3% inferior na comparação com o ano anterior, com 3,426 milhões de toneladas.

Considerando apenas o mês de outubro, a receita das exportações totalizou US$ 536,5 milhões, número 7,1% inferior ao alcançado no mesmo período de 2018, com US$ 577,8 milhões. Foram exportadas 334 mil toneladas, volume 8,8% menor que as 366,1 mil toneladas embarcadas no décimo mês de 2018.

“As vendas de carne de frango foram mais qualificadas em outubro deste ano, registrando preço médio 1,8% superior ao registrado em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, o quadro sanitário da Ásia segue gerando efeitos nas exportações, com elevação de 39% nas exportações para a China”, destaca Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

Fonte: Assessoria
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Avicultura Nutrição

Minerais orgânicos na avicultura de postura

Uso de minerais orgânicos proteinatos apresenta diferenças significativas para produção, peso dos ovos, conversão por dúzia, gravidade específica

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Arquivo/OP Rural

Os minerais orgânicos podem ser uma excelente alternativa para melhorar o desempenho na avicultura de postura. O gerente de vendas para Avicultura da Alltech do Brasil, Christian Simões, traça um panorama da utilização desses minerais, pontuando seus principais diferenciais. Confira!

“Os minerais orgânicos apresentam uma biodisponibilidade superior aos minerais inorgânicos. Devido a isto, normalmente, são utilizados em menores quantidades que os inorgânicos. Para poedeiras comerciais, características como melhora de imunidade, menor mortalidade, melhor produtividade, menor conversão alimentar e, principalmente, melhora na qualidade de casca e tempo de prateleira dos ovos são evidenciadas.

A poedeira comercial, por se tratar de um animal de vida longa, passa por vários desafios onde o fortalecimento do seu sistema imunológico é imprescindível. Quando estes animais são alimentados com minerais orgânicos, eles estão sendo preparados para apresentar maior resiliência quanto aos desafios do dia-dia.

É importante lembrar que todos os processos desenvolvidos pelo corpo, como por exemplo, sistema respiratório e sistema reprodutivo, produzem radicais livres, os quais degradam as células e, por consequência, os órgãos. Com o objetivo de prolongar a integridade celular, minerais, tais como cobre, zinco e ferro, são cofatores de enzimas como superóxido desmutase e catalase, respectivamente, atuando nas ações negativas deste “degradador”. Já o selênio é um importante componente da glutationa peroxidase, enzima que também atua combatendo estes radicais livres. Devemos lembrar que a produção de células de defesa, assim como sua atividade, são dependentes de ferro e zinco (Linfócitos T e Macrófagos) e selênio (anticorpos).

A partir do momento que os animais apresentam células mais íntegras, os órgãos respondem com maior eficiência, e por consequência, promovem maior digestão, absorção, melhor produtividade, menor mortalidade e menor conversão alimentar. O uso de minerais orgânicos proteinatos apresenta diferenças significativas para produção, peso dos ovos, conversão por dúzia, gravidade específica, assim como espessura e percentual de casca.

Os minerais orgânicos proteinatos não interagem com vitaminas, nem com nenhum nutriente como fibras, carboidratos, outros minerais, ou com o meio intestinal, água, mucina, entre outros, pois não apresentam cargas.

Os minerais orgânicos proteinatos estão ligados a aminoácidos, peptídeos e tripeptídeos, sendo diferentes dos minerais inorgânicos. Estes últimos se dissociam ao passar pelo pH ácido do estômago, apresentando desta forma cargas. A presença dessas cargas pode resultar na interação com os nutrientes da dieta, tais como minerais e vitaminas, o que pode reduzir a disponibilidade dessas nutrientes para o animal.

Sendo muito objetivo, citarei três grandes trabalhos dentre outros, que simbolizam a evolução dos minerais orgânicos proteinatos. Steve Lesson & Summers publicaram em 2001, a diferença de biodisponibilidade entre os minerais inorgânicos e orgânicos. Lesson et al. (2007) apresentou um trabalho que mostrava claramente que não houve diferença estatística quando os minerais orgânicos proteinatos foram reduzidos em até 80% dos níveis usados em minerais inorgânicos, com relação a ganho de peso e conversão alimentar. Por fim, Perazzo et al. (2010) também demonstrou as influências positivas do uso dos minerais orgânicos proteinatos em poedeiras comerciais.

O mais recente trabalho, embora com frangos de corte, elaborado por Rostagno et al. (2017 ), e que inclusive estão expostos nas Tabelas Brasileiras de Exigências Nutricionais para Aves e Suínos publicada em 2017, fortalece cada vez mais o conceito e a utilização dos minerais orgânicos proteinatos devido a sua alta biodisponibilidade. A conclusão do trabalho foi que o uso de aproximadamente 45% dos minerais orgânicos na forma de proteinatos frente aos 100% de minerais inorgânicos não apresenta nenhuma diferença significativa com relação aos resultados zootécnicos.

Entretanto, é válido lembrar que apenas os minerais orgânicos proteinatos apresentam uma substituição total com diminuição de inclusões de minerais”.

Outras notícias você encontra na edição de Nutrição e Saúde Animal de 2019.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Seguro

Mato Grosso assina primeiro seguro avícola do mundo

Termo de seguro beneficiará produtores mato-grossenses frente a eventuais focos de Influenza Aviária e Doença de Newcastle

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Arquivo/OP Rural

Após quase uma década de estudos e negociações, a avicultura do Brasil passa a contar, a partir desta terça-feira (29), com um seguro contra eventos sanitários. O seguro é o primeiro do mundo, e o Mato Grosso é o primeiro Estado brasileiro a aderir a iniciativa. A assinatura do seguro aconteceu nesta terça-feira, em solenidade com a presença da Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, em Brasília, DF.

Criado com o objetivo de garantir fundos privados de defesa sanitária para indenização, o termo de seguro assinado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e pela Associação Mato-grossense de Avicultura (AMAV) beneficiará os produtores mato-grossenses frente a eventuais focos de Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

Único entre os grandes produtores a nunca registrar Influenza Aviária em seu território, o Brasil terá no seguro, segundo o diretor de Relações Institucionais da ABPA e um dos idealizadores do projeto, Ariel Antônio Mendes, um instrumento de transferência de riscos dos produtores, reduzindo as contribuições e incrementando a capacidade financeira dos fundos indenizatórios hoje existentes no Brasil para ocorrências sanitárias.

“A existência de recursos com este objetivo é fundamental para a rápida recomposição do polo de produção em eventuais ocorrências sanitárias. Também é importante para reforçar as boas práticas sanitária, além dos protocolos de prevenção. Após a adesão do Mato Grosso, outros Estados deverão aderir ao seguro, que é válido para todo o Brasil”, ressalta Mendes.

Fonte: Assessoria
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