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Produtores integrados à BRF trabalham com genética suína diferenciada
Companhia fomenta a ampliação da atividade em diferentes estados com mais de 700 extensionista, quatro granjas experimentais e amplo suporte aos integrados

Antes de a proteína chegar à mesa do consumidor, é no campo que começa a jornada de produção de uma carne nobre. Para a BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, o trabalho qualificado dos produtores integrados e o apoio constante dado a eles é o que torna possível ofertar ao mercado, doméstico e mundial, uma carne suína diferenciada.
Os 3,2 mil suinocultores integrados à BRF trabalham com uma genética refinada há décadas. Cerca de 70% dos animais alojados são fruto de anos de aprimoramento, explica o diretor corporativo de Agropecuária da BRF, Guilherme Brandt. “Com isso, temos hoje no mercado brasileiro o cruzamento de genéticas dos Estados Unidos, Inglaterra, Dinamarca e Holanda, por exemplo”, detalha o executivo.
Os produtores que se unem à Companhia na atividade contam com informações e pesquisas feitas em quatro granjas experimentais da BRF, localizadas em Videira, Concórdia e Chapecó, em Santa Catarina, e Catanduvas, no Paraná. Nessas unidades, cerca de 40 mil animais fornecem insumos para pesquisas, coleta de dados e estudos.
A genética diferenciada traz ganhos de qualidade, econômicos e sustentáveis. Isso porque um dos destaques da genética ofertada pela BRF é a excelente conversão alimentar. Ao ofertar ao produtor um animal que precisa consumir menos ração, e consequentemente gerando menos dejetos, a BRF contribui para a sustentabilidade global, acrescenta Brandt.
Ao atuar como integrado à BRF, o produtor pode consultar estatísticas de maior abrangência e melhorar constantemente o manejo, além de outros recursos de suporte à gestão das granjas. Mais de 700 extensionistas estão em contato direto com os integrados, além do aplicativo BRF Agro, que permite a eles uma consultoria individualizada a qualquer momento.
Para os novos parceiros, explica Brandt, a Companhia oferece todo o apoio ao projeto inicial, o que inclui desde questões envolvendo licenciamento ambiental até o apoio financeiro. “Além de suporte em todas as etapas da produção, a BRF oferece garantia de comercialização. Isso permite ao produtor se dedicar mais à produção, sem precisar ir ao mercado negociar e tendo linearidade para prever rendimentos”, observa Brandt.
Aos integrados que possuem lavouras de milho e soja, a Companhia oferece ainda a possibilidade de negociar com a própria BRF este insumo por meio de um aplicativo. O que também traz ganhos de tempo a ser direcionado ao manejo e aos cuidados com o plantel. Ser um suinocultor integrado à BRF também permite ao produtor obter crédito em bancos com custos reduzidos.
Suporte desde o início do projeto
Além do apoio técnico nos financiamentos, a Companhia proporciona aos produtores que optam por financiar a construção ou adequações de uma granja um incentivo financeiro ao longo do período em que ele pagará o empréstimo. “Isso é direcionado diretamente ao banco, como uma forma de garantia, e essa solidez é um diferencial para os agentes financeiros, permitindo melhores condições de financiamento”, explica o diretor corporativo de Agropecuária da BRF.
Foi o suporte da Companhia, desde o começo, um dos fatores determinantes para que Everton Graffitti, de Putinga, no Rio Grande do Sul, decidisse deixar de lado o trabalho na Construção Civil para investir na suinocultura. Ao lado do sogro, João Giacomini, em agosto de 2020, ele decidiu diversificar os rendimentos obtidos com a produção de erva-mate na propriedade localizada no Vale do Taquari. Na época, buscaram a BRF para começar o novo negócio e, desde então, os resultados são celebrados diariamente, assegura Graffitti.
“Comecei a construir a primeira granja com orientação da empresa em agosto do ano passado. Em abril deste ano, entreguei o primeiro lote de 1 mil leitões. Tivemos apoio no projeto desde a análise ambiental até a melhor posição solar para fazer a obra”, conta Graffitti.
O retorno, assegura o novo integrado, vem em diferentes frentes. Ele conta que tem ganhos até com os dejetos, que viram fertilizantes para os ervais. “Deixamos de gastar R$ 15 mil com fertilizante para a produção de erva-mate”, conta Graffitti.
Novas tecnologias e incentivos para aumentar a produção
Em Relvado, também no Vale do Taquari, Edimar Turatti deixou o gado leiteiro para ampliar a suinocultura. O produtor, que já contava com creche para 4 mil leitões, terá espaço neste ano para até 10 mil animais. A suinocultura, diz Turatti, é uma herança de família e a experiência de outros anos lhe permite afirmar que um dos diferenciais da BRF é a genética ofertada. Integrado há quatro anos, ele calcula que a conversão alimentar é cerca de 5% melhor do que a verificada nos animais que criava anteriormente.
“Isso sem falar do atendimento de técnicos e veterinários e estabilidade no negócio, com garantia de compra dos animais. Temos segurança para ampliar o negócio e investir em um sistema de climatização moderno, reduzindo o trabalho mais braçal”, diz Turatti.
Em Toledo, Oeste do Paraná, desde que começou a criar suínos, em Linha Recanto, há 33 anos, o produtor Ademir Geremias é integrado na BRF. Em maio, a granja recebeu a primeira entrega de material genético a produtor integrado da BRF feita por meio de um drone. No teste, o drone entregou doses de sêmen suíno para inseminação. “Foi como ver o futuro chegando”, lembra o produtor. Para Geremias, a tecnologia e a solidez da Companhia passam segurança: “A gente só se preocupa em produzir”, resume o produtor.

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Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026
CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.
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Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura
Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.
Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.
A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.
A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.
Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.
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Expansão dos insumos orgânicos pauta simpósio inédito no Rio Grande do Sul
Evento vai reunir pesquisadores, autoridades e representantes da indústria para discutir mercado, regulação e o aproveitamento de resíduos na produção agrícola.

O crescimento do mercado de insumos agrícolas de base orgânica e os desafios para ampliar o uso desses produtos no campo estarão no centro dos debates do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas com Base Orgânica, marcado para 06 de agosto, em Bento Gonçalves (RS). Promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS), o encontro reunirá pesquisadores, representantes do poder público e empresas para discutir aspectos técnicos, regulatórios e econômicos do setor.

Presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari: “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio” – Foto: Divulgação/Assiferto
Segundo a entidade, a expansão da demanda por alimentos produzidos com práticas sustentáveis, aliada ao avanço das exigências ambientais e das políticas de sustentabilidade no agronegócio, tem impulsionado o mercado de fertilizantes e condicionadores de solo produzidos a partir de resíduos orgânicos.
De acordo com o presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari, o simpósio foi criado para ampliar o debate sobre o papel desses insumos na agricultura brasileira. “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio. O objetivo é mostrarmos à sociedade, às entidades, ao setor público e ao setor agrícola que, no Rio Grande do Sul, existem empresas organizadas e com tecnologia capazes de converter subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de qualidade, solucionando problemas ambientais e mitigando a dependência de nutrientes importados para uso na agricultura”, afirma.
Economia circular e aproveitamento de resíduos
As empresas associadas à Assiferto RS reciclam mais de um milhão de toneladas de subprodutos orgânicos por ano. Após o processamento, esses materiais retornam à cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos e líquidos, condicionadores de solo e outros insumos utilizados na agricultura.
Segundo Ferrari, o reaproveitamento desses resíduos contribui para reduzir o desperdício de nutrientes e fortalecer modelos de economia circular. “A conexão do setor de insumos agrícolas com base orgânica com a sociedade se dá principalmente no entendimento de que o nosso planeta tem limites de recursos e que, para produzir alimentos, precisamos de nutrientes finitos. A recuperação destes nutrientes por meio do aproveitamento dos subprodutos é de fundamental importância para as futuras gerações”, diz.
Programação
A programação técnica prevê palestras e painéis sobre o mercado de insumos orgânicos, regulação ambiental, inovação tecnológica e perspectivas para o setor. O evento será realizado no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves, das 08 horas às 17h30, com inscrições gratuitas.
O simpósio também vai reunir representantes de órgãos públicos, pesquisadores e profissionais ligados à produção de insumos agrícolas de base orgânica para discutir os desafios e oportunidades da atividade no Brasil.
Manhã
08h – Credenciamento/Recepção
08h30 – Abertura: Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Abertura oficial, com homenagem aos 100 anos de nascimento de José Antonio Lutzenberger
09h – Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Associação, Valdecir Ferrari – Presidente da Assiferto RS
09h30 – A importância dos insumos de matriz orgânica, para a sustentabilidade do agro moderno – com Clorialdo Roberto Levrero, presidente da Abisolo
10h15 – Políticas Públicas Ambientais e Legislação Estadual, com Marjorie Kauffmann – Secretária do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul/Fepam
11h – Mesa Redonda
12h – Almoço (por adesão)
Tarde
13h30 – Legislação sobre Insumos Agrícolas – MAPA RS, com Henrique Bley
14h15 – Eficiência no uso de Fertilizantes de Matriz Orgânica, com Fabiano Daniel de Bona – Pesquisador da Embrapa Trigo
15h – Aspectos de Fisiologia Vegetal no uso de Insumos com Base Orgânica – UFPR, com Átila Francisco Mógor
15h45 – Intervalo
16h – O Papel dos Insumos com base Orgânica no Desenvolvimento da Agricultura no RS, com Marcelo Biassusi da Emater
16h45 – Mesa Redonda
17h30 – Encerramento






