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Produtores iniciam despesca de camarão com bons resultados

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Boa parte dos carnicicultores da região de palotina estão fazendo a despesca de camarão antes da chegada do inverno, período em que a atividade mantém a entressafra. São nove aquicultores que integram o Projeto de Desenvolvimento da Carnicicultura na Região Oeste da Universidade Federal do Paraná (UFPR) – campus de Palotina – e produzem mais de uma tonelada de camarão de água doce por ano. Produtividade considerada excelente, tendo em vista que, no Brasil, são produzidas apenas de 100 a 200 tolenadas/ano de camarão de água doce. Durante o dia de ontem (22) houve despesca na propriedade da família Piovesan, na Linha Alvorada, interior de Palotina. Conforme o coordenador do projeto, professor da UFPR, Eduardo Luís Ballester, a iniciativa está revelando ótimos resultados. A produtividade, na média, tem superado as expectativas de produtores e pesquisadores.
Os carnicicultores têm produzido camarão em integração com a tilápia. Mas, aos poucos, estão sendo feitos experimentos em monocultivo, como é o caso do tanque na propriedade dos Piovesan, que foi o segundo em monocultivo acompanhado pelos pesquisadores da UFPR. No primeiro deles foram cultivados cerca de 150 quilos de camarão em um viveiro de mil metros quadrados, número considerado melhor que os resultados mundiais para camarão de água doce. Na propriedade Carlos Piovesan, em policultivo, a produção foi de 400 quilos de camarão em seis mil metros quadrados, sendo que a média é de 500 quilos de camarão para dez mil metros quadrados. Na despesca de ontem, no viveiro de cinco mil metros quadrados, era esperada a retirada de meia tonelada de crustáceos. “Os resultados deste ciclo que está sendo encerrado hoje (ontem), vamos ter nos próximos dias. Mas já estamos considerando excelente pelo volume de animais retirados e pelo tamanho”, avaliou Ballester.

Mono ou policultivo
A família Piovesan tem 20 mil metros de lâmina d’água em que cultiva tilápias e camarão em três tanques. Depois de dois ciclos trabalhando com policultivo, integrando tilápia e camarão, os produtores resolveram apostar no monocultivo em pelo menos um tanque de cinco mil metros quadrados. “A despesca na integração é sempre mais trabalhosa e também resolvemos avaliar o custo-benefício do monocultivo”, explica Carlos Piovesan sobre os motivos que o levaram a fazer a opção pelo cultivo apenas do camarão em um tanque.
Conforme o professor Eduardo Ballester, para fazer o policultivo, o aquicultor precisa “casar” rigidamente o ciclo da tilápia com o camarão, para os resultados serem a contento. Mas, a vantagem é poder conduzir as duas criações juntas sem precisar mudar o manejo das tilápias. O cuidado deve ser em manter uma densidade de aproximadamente três a cinco tilápias por metro quadrado. O trabalho em policultivo, pontua o coordenador do projeto de Desenvolvimento da Carnicicultura na Região Oeste, é que tem viabilizado a produção de camarão de água doce.
No policultivo o camarão alimenta-se da matéria orgânica que está no viveiro e das sobras de alimento do peixe, reduzindo bastante o custo de produção; enquanto na carnicicultura exclusiva, a ração para camarão tem um custo mais alto. Por outro lado, a produção em monocultivo pode ser ainda maior.
Quando a carnicicultura é integrada à produção de tilápia, é preciso colocar antes do peixe a pós-larva de camarão e observar o tamanho do peixe a ser colocado, para que haja uma boa adaptação. Nos primeiros 15 a 30 dias a pós-larva se adapta ao fundo do viveiro e, neste período especificamente, recebe ração para camarão.

Motivador
A carnicicultura está sendo pensada não apenas como mais uma opção de renda aos produtores, mas também como uma produção referencial e de excelência. A ideia tem motivado tanto aos produtores que o futuro começa a ser garantido por iniciativas dentro das próprias famílias de aquicultores. Na casa dos Piovesan, por exemplo, as irmãs Patrícia e Vanessa não apenas querem ser produtoras, como também estão preparando-se para atuarem como técnicas da área. Patrícia, formada em Administração, agora é acadêmica do curso de Tecnologia em Aquicultura da UFPR. Vanessa, por sua vez, depois de formar-se em Zootecnia, agora faz Mestrado em Aquicultura e Desenvolvimento Sustentável. Elas reconhecem que o exemplo do pai foi fundamental para suas decisões profissionais. Depois, elas analisam a piscicultura e, principalmente, a carnicicultura como atividades com grande potencial de agregar renda à propriedade rural da família, onde também trabalham com suinocultura.
Atualmente, a produção dos Piovesan é vendida em Palotina e outros municípios mais próximos. Os produtores já têm clientela cativa, que reconhecem a qualidade dos camarões. Procurados até por grandes redes do país, o que falta aos carnicicultores da região é produção em escala. “Por enquanto, vamos ao poucos, porque ainda estamos aprendendo a trabalhar com o camarão”, justifica Carlos.

O projeto
O professor Ballester explica que várias entidades participam do Projeto de Desenvolvimento da Carnicicultura na Região Oeste, desenvolvido através da UFPR. Os produtores recebem apoio técnico e, em algumas oportunidades até logístico da universidade, através de pesquisadores e acadêmicos. Todo ano, a instituição de ensino promove um curso – Carnicicultura de Água Doce. A partir dele, os aquicultores interessados podem se inscrever no projeto. O coordenador explica que a UFPR também tem sua limitação física e de recursos para atender diretamente a todos os produtores, especialmente os de municípios mais distantes. No entanto, ele informa que a faculdade está aberta no que tange a municiar os interessados com informações.

Produção de pós-larva mantém gargalo na carnicicultura da região

A pós-larva ainda é de alto custo para a carnicicultura da região e é trazida de outros Estados. O laboratório do curso de Aquicultura da UFPR consegue produzir em pequena quantidade, experimentalmente para pesquisa e, eventualmente, alguma quantidade a mais para os produtores. Há um projeto, com parte dos recursos já viabilizados, para ampliação do laboratório, o que permitirá intensificar e melhorar as pesquisas já realizadas por acadêmicos dos cursos de graduação (Aquicultura) e mestrado (Desenvolvimento Sustentável em Aquicultura) do campus da UFPR de Palotina, bem como aumentar o fornecimento aos carnicicultores do projeto.
As pós-larvas são preparadas entre os meses de junho e agosto, para em setembro já estarem ocupando os tanques dos produtores. “Com a produção própria de pós-larva também vamos garantir maior qualidade e, consequentemente, mais eficiência no desenvolvimento dos camarões”, expõe.

Fonte: Jornal O Presente

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ACCS empossa nova diretoria e reforça foco em mercado e sanidade na suinocultura catarinense

Entidade inicia novo mandato de quatro anos com Losivanio Lorenzi reeleito e destaca desafios ligados às exportações, biosseguridade e inovação no setor suinícola de Santa Catarina.

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Foto: Divulgação/ACCS

A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) realizou, nesta sexta-feira (09), a posse oficial da diretoria eleita em assembleia geral no dia 10 de outubro do ano passado. O ato marcou o início formal do novo mandato da entidade e reafirmou a continuidade do trabalho desenvolvido nos últimos anos em defesa da suinocultura catarinense.

Presidente reeleito da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi: “A ACCS é construída de forma coletiva. Mesmo fora da diretoria, os produtores continuam participando, sugerindo e fortalecendo a entidade” – Foto: Divulgação/ACCS

Durante a cerimônia, o presidente reeleito, Losivanio Luiz de Lorenzi, destacou que a nova gestão mantém o compromisso com a representatividade do setor, aliando experiência e renovação. Segundo ele, alguns membros passaram por mudanças, a pedido, abrindo espaço para novas lideranças, sem perder o apoio e a contribuição daqueles que deixam os cargos diretivos. “A ACCS é construída de forma coletiva. Mesmo fora da diretoria, os produtores continuam participando, sugerindo e fortalecendo a entidade”, afirmou.

Losivanio ressaltou que os principais desafios do novo mandato estão ligados ao acompanhamento constante do mercado, tanto no cenário estadual e nacional quanto no internacional.

Santa Catarina responde por mais de 50% das exportações brasileiras de carne suína e, em 2024, superou o Canadá, tornando-se o terceiro maior exportador mundial da proteína. Nesse contexto, o presidente reforçou a importância da atuação conjunta com indústrias e cooperativas, fundamentais para a comercialização da produção.

Outro ponto central abordado foi a manutenção do elevado status sanitário do rebanho

Foto: Divulgação/ACCS

catarinense. Para a ACCS, a biosseguridade e a sanidade animal são pilares estratégicos para a permanência e ampliação do acesso aos mercados internacionais, além de garantirem qualidade e segurança ao consumidor brasileiro. “É a sanidade que nos mantém competitivos e confiáveis no mundo”, destacou.

A nova diretoria assume com a missão de seguir inovando, acompanhando as transformações do setor, inclusive com o avanço de novas tecnologias e da inteligência artificial, sempre com foco na sustentabilidade da atividade, na qualidade de vida do suinocultor e na entrega de uma proteína segura e de alta qualidade à mesa do consumidor. O mandato tem duração de quatro anos.

Fonte: Assessoria ACCS
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Biosseguridade como estratégia para proteger a suinocultura catarinense

Nova portaria estadual reforça a prevenção sanitária nas granjas, combina exigências técnicas com prazos equilibrados e conta com apoio financeiro para manter Santa Catarina na liderança da produção de proteína animal.

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Foto: Shutterstock

Santa Catarina é reconhecida nacional e internacionalmente pela excelência sanitária de sua produção animal. Esse reconhecimento não é fruto do acaso: é resultado de um trabalho contínuo, técnico e coletivo, que envolve produtores, agroindústrias, cooperativas, entidades de representação, pesquisa e o poder público. Nesse contexto, a Portaria SAPE nº 50/2025, em vigor desde 8 de novembro de 2025, representa um marco decisivo para a suinocultura tecnificada catarinense, ao estabelecer medidas claras e objetivas de biosseguridade para granjas comerciais.

Ao ser elaborada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) em conjunto com a Cidasc e outras instituições ligadas ao setor produtivo e à pesquisa agropecuária, a normativa consolida um entendimento que sempre defendemos: a prevenção é a melhor estratégia. Em um cenário global marcado por riscos sanitários crescentes, pressão por padrões mais rigorosos e mercados cada vez mais exigentes, proteger o plantel catarinense significa proteger empregos, renda no campo, investimentos industriais e a confiança dos compradores internacionais.

Diretor executivo do SINDICARNE, Jorge Luiz De Lima – Foto: ARQUIVO/MB Comunicação

A Portaria traz prazos que demonstram equilíbrio e respeito à realidade das propriedades. As granjas preexistentes têm período de adaptação, com adequações estruturais previstas para ocorrer entre 12 e 24 meses, conforme o tipo de ajuste necessário. Contudo, também há medidas de implementação imediata, principalmente de caráter organizacional, baseadas em rotinas padronizadas de higienização, controle e prevenção. É o tipo de avanço que qualifica a gestão e eleva a eficiência sem impor barreiras desproporcionais.

Vale destacar que muitas granjas catarinenses já operam nesse padrão, em razão das exigências sanitárias de mercados internacionais e do comprometimento histórico do setor com boas práticas. Por isso, a adaptação tende a ser tranquila, além de trazer ganhos diretos de controle, rastreabilidade e segurança. Entre as principais ações previstas, estão: uso obrigatório de roupas e calçados exclusivos da unidade de produção; desinfecção de equipamentos e veículos; controle rigoroso de pragas e restrição de visitas; tratamento da água utilizada; e manutenção de registros e documentação atualizados. São medidas que, embora pareçam simples, fazem enorme diferença quando aplicadas com disciplina.

Outro ponto que merece reconhecimento é a criação do Programa de Apoio às Medidas de Biosseguridade na Produção Animal Catarinense, instituído pela Resolução nº 07/2025. O Governo do Estado não apenas regulamentou: também viabilizou um caminho real para que o produtor possa investir. O programa permite financiamento de até R$ 70 mil por granja, com pagamento em cinco parcelas, sem correção monetária ou juros, e com possibilidade de subvenção de 20% a 40% sobre o valor contratado. Trata-se de um estímulo concreto, que fortalece a base produtiva e mantém Santa Catarina na liderança brasileira em produção e exportação de carne suína.

O processo é tecnicamente estruturado e acessível. O suinocultor deve elaborar um Plano de Ação (Plano de Adequação), com apoio de médico-veterinário da integradora, cooperativa ou assessoria técnica — incluindo alternativas como o Sistema Faesc/Senar-SC para produtores independentes. O documento é preenchido na plataforma Conecta Cidasc. A partir dele, a Cidasc emite o laudo técnico, e o produtor pode buscar o financiamento do Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR), com solicitação feita junto à Epagri, que atua como ponte para viabilizar o acesso à política pública.

Biosseguridade não é custo; é investimento. É ela que sustenta a sustentabilidade do setor, reduz perdas, previne crises e mantém nossa competitividade. A Portaria nº 50/2025 e o Programa Biosseguridade Animal SC mostram que Santa Catarina segue fazendo o que sempre fez de melhor: antecipar desafios, agir com responsabilidade e proteger seu patrimônio sanitário, garantindo segurança, qualidade e confiança do campo ao mercado.

Fonte: Assessoria Sape-SC
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Faturamento da suinocultura alcança R$ 61,7 bilhões em 2025

Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional.

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A suinocultura brasileira deve encerrar 2025 com faturamento de R$ 61,7 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP), segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa um crescimento expressivo frente aos R$ 55,7 bilhões estimados para 2024, ampliando em quase R$ 6 bilhões a renda gerada pela atividade no país.

Com esse avanço, os suínos passam a responder por 4,37% de todo o VBP do agro brasileiro em 2025, mantendo posição estratégica em meio à cadeia de proteínas animais e reforçando o protagonismo das regiões Sul e Sudeste na produção nacional. A tendência confirma a força exportadora do setor e a capacidade das agroindústrias de ampliar oferta, produtividade e eficiência em um ambiente competitivo.

O ranking dos estados revela a concentração típica da atividade. Santa Catarina se mantém como líder absoluto da suinocultura brasileira, com VBP estimado de R$ 16,36 bilhões em 2025, bem acima dos R$ 12,87 bilhões registrados no ano anterior. Na segunda posição aparece o Paraná, que cresce de R$ 11,73 bilhões para R$ 13,29 bilhões, impulsionado pela expansão das integrações, investimento em genética e aumento da capacidade industrial.

O Rio Grande do Sul segue como terceira principal região produtora, alcançando R$ 11,01 bilhões em 2025, contra R$ 9,78 bilhões em 2024, resultado que reflete a recuperação gradual após desafios sanitários e climáticos enfrentados nos últimos anos. Minas Gerais e São Paulo completam o grupo de maiores faturamentos, mantendo estabilidade e contribuição relevante ao VBP nacional.

Resiliência

Além do crescimento nominal, os números da suinocultura acompanham uma trajetória de evolução contínua registrada desde 2018, conforme mostra o histórico do VBP. O setor apresenta tendência de ampliação sustentada pelo avanço tecnológico, por sistemas de produção mais eficientes e pela sustentabilidade nutricional e sanitária exigida pelas indústrias exportadoras.

A variação positiva de 2025 reforça o bom momento da cadeia, que responde não apenas ao mercado interno, mas sobretudo ao ritmo das exportações, fator decisivo para sustentar preços, garantir e ampliar margens e diversificar destinos internacionais. A estrutura industrial integrada, característica das regiões Sul e Sudeste, segue como base do desempenho crescente.

Com crescimento sólido e presença estratégica no VBP nacional, a suinocultura consolida sua importância como uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.

A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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