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Notícias Rio Grande do Sul

Produtores gaúchos de leite ainda sofrem dificuldades por causa da estiagem

Segundo a Gadolando, falta de silagem aumenta os custos aos criadores mesmo em momento de preços mais elevados

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JM Alvarenga/Divulgação

Apesar dos preços remuneratórios para o litro do leite no início de 2021, se comparado a anos anteriores, os produtores gaúchos ainda sofrem com os efeitos da estiagem do ano passado e do início deste período, que afetou especialmente a safra de milho. As perdas na cultura durante o plantio afetaram também a silagem que serve de alimento para as vacas e o criador vem registrando alta nos custos para suplementação.

Conforme o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, comparativamente a outros anos percebe-se uma coisa boa, que é a manutenção do preço do litro do leite ao produtor. “Realmente neste verão os preços não caíram tanto como de costume. Mas, como temos sempre frisado, as alterações, os sofrimentos do setor, e me refiro à estiagem que tivemos e que infelizmente vem se repetindo, tem efeitos longos, de um a dois anos, e não está sendo diferente”, observa.

O dirigente reforça que muitos produtores enfrentam dificuldades com a produção de alimentos para as vacas. “Os alimentos são fundamentais para o bem estar do animal e só assim a vaca produz leite, quando bem alimentada e com conforto. O produtor está com o dilema de colheita farta para suprir a colheita frustrada do período passado, mas está se mostrando que teremos dificuldade de silagem. Em algumas regiões está muito similar ao ano passado”, salienta.

Segundo Tang, há relatos de produtores que perderam a primeira safra e plantaram uma segunda safra e outros estão plantando agora porque não conseguiram plantar por estar muito cedo e os silos estão vazios. Com isso é necessário recorrer às compras e isto traz um custo alto para a produção. “A remuneração está razoável mas o lucro não está devido a esta dificuldade de alimentação do gado por causa da estiagem recorrente”, complementa o presidente da Gadolando.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado Interno

Vendas de ovos enfraquecem, mas cotações seguem praticamente estáveis

De modo geral, a redução das vendas está atrelada ao enfraquecimento da demanda final

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Divulgação/AENPr

Entre o fim de fevereiro e o início de março, as vendas de ovos comerciais estiveram mais lentas. Após consecutivas altas durante o último mês, colaboradores do Cepea passaram a reportar certa dificuldade em fechar novos negócios, o que levou parte dos vendedores a conceder descontos para garantir a comercialização do produto.

De modo geral, a redução das vendas está atrelada ao enfraquecimento da demanda final. Além dos efeitos da pandemia de covid-9 sobre a economia nos últimos meses, com a redução da renda e do poder de compra da população, o retorno das medidas restritivas para contenção do vírus por parte de estados e municípios pressiona as vendas no atacado. Apesar da lentidão dos negócios, a pressão dos custos de produção, o período de Quaresma e a oferta mais enxuta de ovos contribuíram para limitar quedas acentuadas dos valores.

Para o produto vermelho, a desvalorização foi mais intensa, devido aos maiores descontos concedidos. Segundo colaboradores do Cepea, a retração das vendas já vem acarretando sobras de ovos, o que pode pressionar os valores da proteína nesta semana.

Fonte: Cepea
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Notícias Economia

Economias regionais mantêm recuperação no quarto trimestre de 2020

BC destaca, porém, incerteza ante aumento dos casos de covid-19

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Divulgação

A evolução recente dos indicadores de atividade reforça o cenário de continuidade da recuperação da economia brasileira, após os fortes impactos da pandemia de covid-19. Entretanto, ainda há incertezas diante do aumento do número de casos da doença. A análise é do Banco Central (BC) e foi divulgada na sexta-feira (05) no Boletim Regional, publicação trimestral que apresenta as condições da economia por regiões e por alguns estados do país.

De acordo com o BC, as informações referentes ao último trimestre do ano passado evidenciam expansão, apesar da redução parcial dos programas governamentais de recomposição de renda. “Os dados, no entanto, não contemplam os possíveis impactos negativos do recente aumento no número de casos da Covid-19. Nesse sentido, a incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia permanece acima da usual, sobretudo para o primeiro trimestre deste ano, concomitantemente ao esperado arrefecimento dos efeitos dos benefícios emergenciais”, diz o documento.

Na quinta-feira (04), o BC também divulgou análises específicas no âmbito do Boletim Regional, sobre o desempenho da atividade econômica nas regiões do país e as exportações de produtos básicos impulsionadas pela evolução da economia chinesa. Por outro lado, com a contração econômica ocorrida em janeiro deste ano no Amazonas em razão da segunda onda de casos de covid-19, o BC alertou sobre os possíveis impactos de um agravamento severo da pandemia em outras regiões.

Região Norte

O Norte do país, apesar do menor crescimento (0,7%) no quarto trimestre do ano passado, apresentou desempenho superior ao das demais regiões no ano, com o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) da região em alta de 0,4%. Em12 meses, a atividade econômica no Pará expandiu 1,7%, enquanto no Amazonas retraiu 2,8%.

De acordo com o BC, a acomodação da economia da região refletiu, especialmente, a retração das vendas do comércio varejista, em ambiente de queda da renda da população, com redução dos benefícios emergenciais e aumento dos preços acima do esperado.

“A continuidade do processo de retomada, no curto prazo, dependerá, fundamentalmente, dos efeitos da pandemia, que apresentou recrudescimento no início do ano no Norte. No médio prazo, a região tende a ser beneficiada pela recuperação dos preços das commodities metálicas [como minério de ferro], importante segmento da economia local”, diz o boletim.

Região Nordeste

Na Região Nordeste, o índice de atividade econômica avançou 1,8% no quarto trimestre de 2020, mas no ano recuou 2,1%. Segundo o BC, o crescimento da economia no quarto trimestre foi favorecido pela recuperação da mobilidade e pela reabertura de atividades econômicas, o que permitiu ampliação expressiva dos serviços e da indústria, em contexto de dinamismo do crédito.

“Apesar da expansão no trimestre, a economia da região apresentou, comparativamente ao período pré-pandemia, a maior retração e foi a única a registrar recuo das vendas do comércio varejista em 2020, influenciada pela elevada ociosidade do mercado de trabalho. No curto prazo, houve aumento da incerteza quanto à continuidade da retomada, em cenário de aumento dos casos de covid-19 e do fim dos benefícios emergenciais”, explicou o BC.

Paralelamente ao aumento da mobilidade, os indicadores econômicos do último trimestre de 2020 mostraram a atividade nordestina mantendo a tendência de recuperação observada no trimestre anterior, de julho a setembro, quando crescera 4,5%. “Dados iniciais de janeiro sinalizam acomodação do nível de atividade, sugerindo cenário de incertezas quanto ao processo de recuperação econômica”, destaca o documento.

Região Centro-Oeste

No Centro-Oeste, as variações trimestrais da atividade econômica ao longo do ano passado foram relativamente mais suaves, refletindo as especificidades de sua estrutura produtiva, ligada a atividades agrícolas que não sofreram restrição ao funcionamento durante a pandemia. No quarto trimestre, o ritmo de atividade registrou aceleração de 2,1%, em sentido oposto ao desempenho das demais regiões, fechando o ano com alta de 0,2%.

“Esse movimento repercutiu o crescimento em serviços prestados a empresas e famílias, em ambiente de maior mobilidade. No ano, o desempenho relativamente positivo da economia foi favorecido pela safra recorde de grãos e pelas cotações das commodities [produtos primários comercializados em mercados internacionais], em especial de soja e carnes, que impulsionaram as vendas externas”, explica o BC.

Além disso, o serviço de transportes, no modal rodoviário, fortemente correlacionado à atividade agrícola, também contribuiu para o resultado no Centro-Oeste.

Região Sudeste

Na Região Sudeste, os indicadores analisados pelo Banco Central mostram a manutenção do processo de recuperação no último trimestre do ano passado, embora em ritmo mais moderado. O Índice de Atividade Econômica Regional do Sudeste cresceu 2,6%. Ainda assim, no ano, houve retração de 1,3%.

“Houve desaceleração na indústria, no comércio e no setor de serviços, causada pela base desfavorável de comparação, mas também pelos efeitos esperados da redução dos benefícios emergenciais. No ano, a estrutura produtiva mais diversificada permitiu que as atividades severamente impactadas pela crise tivessem seus resultados compensados, em parte, pela evolução favorável de outras [como os serviços financeiros]”, diz o estudo.

Região Sul

No Sul, o conjunto de informações disponíveis sugere continuidade do processo de recuperação, que segue, a exemplo das demais economias, dependente da evolução na pandemia de covid-19. Após forte expansão na maioria dos indicadores econômicos no terceiro trimestre de 2020, o quarto trimestre apresentou recomposição mais gradativa da atividade, com crescimento de 2,5%. No ano, o índice caiu 2,1%.

“Além disso, a redução dos programas de manutenção da renda e a ampliação da taxa de desemprego concorreram para arrefecer o processo de retomada. Essa trajetória pode ser impactada pela ampliação do número de casos de covid-19, a partir do final de 2020, que reduziu a previsibilidade associada à evolução da pandemia e consequente aumento da incerteza sobre a atividade”, explica o BC no boletim.

A expansão no quarto trimestre ocorreu em praticamente todas as atividades da região, com maior magnitude na indústria de transformação – destaque para veículos, metalurgia, máquinas e equipamentos, calçados e confecções – e nos serviços de alojamento e alimentação.

De acordo com o BC, relativamente ao período pré-crise (janeiro e fevereiro de 2020), a alta de 1,6% refletiu, em boa parte, a recuperação da produção industrial, mesmo em cenário de falta de insumos e matérias-primas. Por outro lado, as atividades de serviços mais afetadas pelo distanciamento social, como hotelaria, bares e restaurantes, não retornaram ao nível anterior.

Fonte: Agência Brasil
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Notícias Cães de detecção

Mapa conclui a última etapa do processo seletivo para operadores de cães

Processo seletivo vai formar novas equipes K-9 para atuar na fiscalização com cães de detecção nos estados de SP, RJ e DF e em pontos estratégicos do país

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Divulgação/MAPA

O Centro Nacional de Cães de Detecção (CeNCD) e a Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro) realizaram, nesta semana, a última etapa do processo Seletivo para o 1º Curso de Formação de Operadores de Cães de Detecção no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Servidores públicos efetivos selecionados, pertencentes às carreiras de fiscalização do Mapa, participaram do Teste de Aptidão Preliminar (TAP) nas dependências operacionais do Aeroporto Internacional de Brasília e do CeNCD. Na ocasião, foram realizadas atividades práticas e avaliativas supervisionadas com os cães, compreendendo tarefas básicas relacionadas ao manejo e operação desses animais em futuras ações de fiscalização.

“O TAP é a última fase das etapas do processo seletivo que irá formar novas equipes K-9 para atuar na fiscalização com cães de detecção nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal e em pontos estratégicos do país”, explica o auditor fiscal federal agropecuário, Ângelo Queiroz.

Os candidatos aprovados no processo seletivo, conforme a disponibilidade de vagas por localidade, participarão do Curso de Formação de Operadores de Cães de Detecção entre os meses de abril e maio de 2021, e posteriormente poderão atuar com seus respectivos parceiros caninos em seus locais de atuação.

Fonte: MAPA
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SBSA 2021

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