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Suínos e Peixes – Maio

Suínos / Peixes

Produtores estão descontentes com preço mínimo em Santa Catarina

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O ano iniciou com uma notícia que desagradou um dos setores mais importantes para a economia catarinense, a suinocultura. A presidente da República, Dilma Rousseff, vetou o projeto de lei que estabelece a política de preço mínimo para o setor. Uma luta antiga da suinocultura, porém que ganhou ainda mais notoriedade, com a crise de 2012. 
A suinocultura já passou por momentos extremos de dificuldades. Mas foi com o manifesto, criado em Santa Catarina, em 2012, que o país passou a observar melhor a importância deste setor para a economia. Pouco tempo depois, em Brasília, centenas de suinocultores catarinenses e brasileiros se encontraram para pedir, a atenção do Governo para o fechamento de granjas, demissão de funcionários e por fim, o reflexo negativo na produção de proteína animal. E entre as ações defendidas pelos representantes do Congresso Nacional, estava a Política de Preços Mínimos para a Suinocultura, ou seja, estabelecer uma base mínima, impedindo que suínos sejam ofertados por preços inferiores ao ideal. 
"Há muito tempo a suinocultura busca essa garantia, acreditávamos que a Política seria aprovada ainda no ano passado. Mas infelizmente, a reposta foi negativa. Estabelecer um preço mínimo garantiria à suinocultura a redução dos prejuízos, principalmente em épocas de crise. Um exemplo foi o triste cenário de 2012, em que o preço foi inferior a R$ 2,00, e através de um decreto se estabeleceu o mínimo de R$ 2,30 para a comercialização de suínos, mas infelizmente só foi aprovado, após o mercado ter reagido por conta, sem precisar do apoio do Governo", destaca o presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi. 
O veto da presidente da República, Dilma Rousseff, sobre o projeto de lei de autoria do senador Valdir Raupp (PMDB/RO), na última sexta-feira, desagradou os suinocultores catarinenses. Segundo eles, promover a produção de alimentos, sem garantia de preços, para pagar pelo menos os custos de produção, é uma maneira do governo demostrar desrespeito com o agronegócio. "Sustentamos durante os anos de crise políticas como o Programa Fome Zero, e agora, em uma oportunidade de defender o setor, o Governo se posiciona de forma contrária e veta o que seria a nossa base, nas dificuldades. É importante dizer que somente quem possuía muito amor pela suinocultura conseguiu superar as dificuldades, pois manter os filhos estudando, funcionários, a granja, tudo isso foi quase impossível. Ter um preço mínimo é uma forma de respeito com esse setor da economia", opina o suinocultor Clair Antônio Lusa, da Granja Suruvi, criada há mais de 50 anos em Santa Catarina. 
A política de preços mínimos é uma luta abraçada pela suinocultura brasileira. O setor gera mais de um milhão de empregos em todo o país. São mais de 40 mil produtores de suínos no Brasil, e Santa Catarina concentra o maior número, bem como a maior produção. Cerca de 08 mil. Número que reduziu após a crise, e que serviria como referência para que a política de preços mínimos fosse aprovada. "Essa política seria uma garantia para que pudéssemos pensar em projetos futuros para a nossa empresa rural, sem garantias, não há como arriscar, pois sempre que fizemos isso na suinocultura, perdemos mais do que tínhamos, preço mínimo seria o mais justo para o setor", pontua o suinocultor, Luiz Marchioro. 
De acordo com as entidades do setor, todo o país está mobilizado para rever a decisão da presidente. 

Fonte: ACCS

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Suínos / Peixes Nutrição

Fibras na dieta de matrizes melhora desempenho da leitegada

Fibras podem ser utilizadas em todas as fases de produção, auxiliando no funcionamento do trato intestinal dos animais

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Arquivo/OP Rural

Uma boa opção para a nutrição animal, as fibras são ingredientes a base de madeira fresca especialmente selecionadas para a nutrição que passam por processo de moagem ultrafina. Elas dão suporte ao funcionamento fisiológico de todo o sistema gastrointestinal, contribuindo para uma melhor eficiência zootécnica dos suínos. Mesmo sendo já bastante utilizada, ainda são muitas as dúvidas que surgem em produtores e profissionais sobre como utilizá-las e quais são os seus reais benefícios para a produção animal.

Segundo o médico veterinário e CEO da Biosen, Fernando Toledano, são diversas as contribuições que a utilização das fibras proporciona, especialmente na dieta de suínos. “Dietas destinadas à nutrição de animais de produção, tais como aves e suínos, possuem um baixo percentual de fibras, limitando o funcionamento do trato gastrointestinal. O principal benefício das fibras funcionais é permitir um reequilíbrio das funções fisiológicas dos animais utilizando-se baixas inclusões nas dietas”, explica.

Toledano informa que em fêmeas suínas em fase reprodutiva, as fibras funcionais permitem um melhor gerenciamento do nível glicêmico, levando uma melhor estabilidade reprodutiva, leitões mais pesados ao nascimento e melhor produção de leite nas porcas. Já o uso de fibras funcionais em dietas de leitões no período pós desmame previne o desenvolvimento das chamadas diarreias pós-desmame por estimularem o funcionamento adequado dos intestinos. “Elas podem ser utilizadas em todas as fases da criação, especialmente em matrizes”, salienta.

O médico veterinário esclarece que a análise de custo benefício sobre o uso de fibras funcionais deve considerar a situação do plantel. “Quanto maiores forem os transtornos causados pela deficiência de fibras nas dietas dos animais, maior será a contribuição das fibras funcionais e um maior retorno financeiro será observado”, conta. O especialista comenta que, de modo geral, o uso de fibras funcionais na atividade de suinocultura pode ser considerado um dos melhores investimentos na área nutricional a ser feito pelo produtor, tamanha é a deficiência de fibra, “tanto em quantidade, quanto em qualidade”, afirma.

Estudos comprovam

Para aqueles que ainda têm dúvidas sobre os benefícios da utilização das fibras, Toledano diz que atualmente está disponível ao público uma série de pesquisas feitas com animais, especialmente suínos, mostrando os benefícios de uso de fibras funcionais na performance reprodutiva e zootécnica do plantel. “As linhas de pesquisas mais promissoras mostram que as fibras melhoram a produtividade reprodutiva do plantel e a saúde intestinal dos suínos”, conta.

Além disso, as fibras funcionais são ainda uma excelente opção para a redução da utilização dos antibióticos, algo muito cobrado tanto pelo consumidor quanto dos mercados externos. “As fibras funcionais contribuem para redução do uso de antibióticos porque dão suporte às funções gastrointestinais dos animais. Funções estas que são prejudicas no sistema de criação intensiva dos animais”, esclarece o médico veterinário.

O profissional afirma que como consequência disso, há um melhor estímulo a função peristáltica, maior produção de ácidos graxos voláteis e um melhor equilíbrio da microbiota intestinal. “Mas é importante salientar que o alimento sozinho não é a única solução, boas práticas de manejo, bem como bem-estar animal, compõem os pilares para animais melhores e sadios, consequentemente, retorno positivo zootécnico e econômico”, sustenta.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de maio/junho de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Em 2019

Exportações de carne suína brasileira crescem no primeiro semestre

Balanço de janeiro a maio demonstra avanço no mercado externo e demanda interna também é maior, por isso, suinocultor precisa valorizar o seu produto

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Arquivo/OP Rural

Evento previsto desde o início do ano, principalmente após o surto de Peste Suína Africana que ocorreu na China, as exportações de carne suína no Brasil têm sido crescentes. Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) indicam que a exportação da proteína in natura apresentou um salto nos meses de abril e maio de 2019, totalizando 247,4 mil toneladas no acumulado do ano. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o total exportado até maio de 2019, incluindo carne processada, chegou a 282,9 mil toneladas, volume 16,3% superior ao mesmo período de 2018. Esse é o registro mais próximo do recorde, que ocorreu em 2016, quando houve o embarque de mais 630 mil toneladas de carne suína.

O grande salto nos volumes se deu nos meses de abril e maio de 2019 e, no acumulado do ano, o Brasil já exportou 19,02% a mais que em 2018. O aumento foi observado nos três maiores países importadores de carne suína do Brasil: China, Rússia e Hong Kong. Verifica-se que em abril e maio há uma evidente desaceleração das vendas para a Rússia, sendo que, no sentido contrário, as exportações para a China aumentaram bastante nos últimos dois meses.

Em maio de 2019, o volume de exportação para a China foi maior do que em qualquer outro mês de 2018. A expectativa é de que o gigante asiático continue aumentando sua demanda nos próximos meses, em função da redução de seus estoques que estavam elevados em decorrência da liquidação antecipada de planteis ocorrida recentemente para evitar a contaminação por Peste Suína Africana (PSA).

Equilíbrio nos mercados interno e externo

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, explica que o cenário é favorável para a suinocultura, porém é importante ter cautela e buscar o equilíbrio entre as exportações e o abastecimento do mercado interno. “Na prática, o que se percebe em todas as regiões do Brasil é um aumento da procura por suínos, com a respectiva elevação do preço. Para se ter uma ideia, o preço do suíno na bolsa de BH chegou ao valor de R$ 5,30, em 06 de junho de 2019, valor nunca atingido na sequência histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada(CEPEA)”, explana Lopes.

A chegada do período frio, aliada à exportação crescente, contribuem para manter o mercado firme. Há relatos de grandes agroindústrias buscando volumes significativos de animais no mercado independente, realizando inclusive contratos de médio prazo para garantir o fornecimento de animais, mais um indicativo de que a demanda está bastante aquecida e que a perspectiva é boa.

O gráfico 3 faz um comparativo entre o ano de 2016, cuja exportação foi recorde, e os primeiros meses de 2019. Os dados mostram que, com praticamente o mesmo volume acumulado de exportação de janeiro a maio, houve um aumento de preços do mercado doméstico muito mais acentuado em 2019 do que em 2016, indicando evidente escassez de suínos no mercado neste momento.

Existe uma a correlação entre o aumento dos volumes exportados e a alta dos preços do suíno no mercado interno. Por isso, há dois fatores que devem ser considerados para limitar as exportações brasileiras ao mercado chinês: a necessidade de habilitação de mais plantas frigoríficas e a disponibilidade de suínos, pois o mercado doméstico já se encontra muito demandado.

Relativamente à liberação de novas plantas para exportação para a China, atualmente o Brasil possui 16 abatedouros de bovinos, 33 de frangos e nove de suínos habilitados para exportar para o gigante asiático. Em recente visita da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, ao país, houve a solicitação da liberação de mais 78 frigoríficos, sendo somente três de suínos. O processo de liberação destas plantas ainda pode demorar alguns meses. Mesmo assim, espera-se que até o fim do ano os volumes embarcados de carne suína brasileira superem em até 10% os do ano passado.

Atenção ao mercado de grãos

O mercado de grãos passa por um momento de volatilidade. O clima no Brasil e o início da colheita da segunda safra de milho não deixam dúvidas de que o Brasil terá safra recorde deste grão, beirando as 100 milhões de toneladas na safra 2018/19. Porém, o clima nos EUA, o maior produtor de milho do mundo, não tem sido nada favorável ao plantio e germinação deste grão e também da soja.

O excesso de umidade atrasou o plantio de milho nos EUA. Não está quantificado o impacto disso na oferta final, mas há dois efeitos que devem ser somados: a redução da área plantada e a provável perda na produtividade. No caso do plantio da soja nos EUA, que vai até meados de junho, a situação também vem se complicando. Até o dia 04 de junho somente 39% da área estava semeada, sendo que a média histórica nesta data é de 79% (MBAgro). A tabela 3, a seguir, demonstra para a soja e o milho nos EUA três cenários de quebra na safra e a diferença em relação às projeções iniciais (antes dos problemas climáticos observados). No caso do milho, por exemplo, cuja projeção inicial era de 382 milhões de toneladas a quebra pode chegar a 60 milhões.

A guerra fiscal entre China e Estados Unidos que interfere no mercado de carnes, também prejudica as exportações de grãos dos americanos para os chineses, sendo mais um fator a aumentar a demanda pelo milho e a soja brasileiros por parte dos grandes importadores, dentre eles a China.

“O fato é que, até final de maio, os preços do milho no mercado interno vinham estáveis e com perspectiva de queda para os meses de agosto, em função da safra recorde brasileira que se avizinha”, explica Marcelo Lopes. “Porém, em questão de dias, conforme as informações do plantio nos EUA, o milho teve alta nos preços atuais e futuros. Certamente , parte disso, é especulação, uma vez que no final da primeira semana de junho os preços do milho voltaram a cair”, completa ele.

O produtor deve ficar atento não somente às questões da safra norte-americana, mas também às exportações brasileiras de milho que têm subido significativamente nos últimos meses, como demonstra o gráfico 5, a seguir.

Perspectivas para o segundo semestre

Conhecer o próprio custo de produção e procurar adquirir o milho fora dos momentos de especulação e “volatilidade” são as sugestões do presidente da ABCS para garantir um custo de produção que permita margens maiores. “O mercado de suínos está muito demandado, interna e externamente, e há sinais claros de baixa oferta de animais, portanto, o suinocultor precisa valorizar o seu produto”.

No que concerne ao risco de entrada de doenças graves (PSA e PSC) é necessário que o produtor entenda que, mesmo que o vírus entre acidentalmente no país, ele só será danoso se encontrar o hospedeiro; o suíno. “Portanto, cada suinocultor, ao cuidar da biosseguridade de sua granja, é corresponsável e contribui para a biosseguridade do país”, conclui Marcelo Lopes.

Fonte: Assessoria
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Suínos / Peixes Nutrição

Formas de melhorar o desempenho e aproveitar a elevação dos preços dos suínos

Adição do plasma spray dried nas dietas das várias etapas da criação de suínos deve ser revista quando se busca um melhor desempenho

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Luís Rangel, DVM, MSc, Javier Polo, PhD, Joe Crenshaw, PhD, Gustavo Lima, PhD e Gustavo Gattas, PhD

Depois de vários anos de crise, o setor de suínos finalmente vivencia uma recuperação de preços. Essa se deve principalmente a uma crise sanitária dramática provocada pela Peste Suína Africana (PSA), que assola países Asiáticos e do Leste Europeu. A doença já atingiu o Vietnã, outra grande potência produtora de suínos naquele mesmo continente, além da Bélgica na Europa. Algumas fontes comentam que as perdas de suínos na China atingiram níveis que superam a habilidade mundial de atender essa demanda. Essa redução de oferta deve aumentar também a procura global por outras fontes proteicas, como as oriundas da bovinocultura, avicultura e aquacultura.

Diante dessa mudança do cenário de preços, fica ainda mais interessante o uso de tecnologias que alavanquem a produção. Os suínos podem experimentar vários tipos de estresse em todos os estágios da vida, incluindo desmame, transporte, mudanças na dieta, mudanças térmicas, ambientais, sociais, comportamentais e os causados por agentes patogênicos. Todos esses fatores de estresse podem ativar respostas do sistema imunológico. O plasma spray dried (SDP) é um ingrediente consagrado que, em dietas de leitões, porcas em lactação e até em animais de terminação promove melhoras significativas de desempenho dos animais e maior lucratividade para os produtores. O SDP é composto por uma mistura complexa de proteínas funcionais e outros componentes com atividade biológica, independente do seu valor nutricional. Pesquisas demonstram que os componentes bioativos do SDP reduzem os efeitos negativos da inflamação, apoiam e contribuem com a manutenção de uma resposta eficiente do sistema imunológico (Pérez-Bosque et al., 2016). Essas características inerentes ao SDP ainda proporcionam uma importante ferramenta no quesito saúde animal, permitindo aos técnicos do setor suinícola traçar distintas estratégias de manejo sanitário através do uso do SDP e respectivas reduções/substituições de antibióticos como promotores de crescimento. Tal possibilidade, associada às melhorias no desempenho animal, permitem otimizar a lucratividade do setor, ora pela diminuição nos custos, tanto pela redução no uso de antibióticos como da conversão alimentar, ora aumentando a receita em função da melhoria no peso do suíno comercializado.

Inclusões de SDP em dietas de creche

É comum que em épocas de crise os nutricionistas reduzam as inclusões de ingredientes de maior valor agregado. Por outro lado, nas épocas de maior preço dos suínos é recomendável a revisão na inclusão de ingredientes que sabidamente apresentam resultados. Quanto maior a inclusão do plasma, maior é o resultado em ganho de peso.

Além disso, constatou-se que, na primeira ração da creche, é necessário usar pelo menos 5% de plasma. Os suínos com 5% de plasma na primeira ração da creche apresentaram menos diarreia, menos inflamação no tecido intestinal e redução do dano na função de barreira do intestino, provocados pelo desmame, comparados com animais que receberam 2,5% ou nada de plasma. Recomenda-se pelo menos 5% SDP, por no mínimo duas semanas após a saída da creche, a fim de aliviar o estresse do desmame e promover a saúde intestinal.

Além disso, é indicada a retirada gradativa do plasma nas dietas seguintes da creche, conforme observado em avaliação epidemiológica de fatores de risco associados à Circovirose. Em rebanhos onde se fornecia pouco plasma para os leitões jovens, a mortalidade era de 4,4% e a refugagem de 3,7%. Por outro lado, os animais que consumiram mais plasma por um período mais longo da vida apresentaram mortalidade de 2,1% e refugagem de 1,6% (P<0,10).

Esses dados foram confirmados por estudiosos, em experimento que foi conduzido na região norte do Rio Grande do Sul. Os autores observaram menor ocorrência de mortalidade e sintomas de circovirose em leitões alimentados com plasma. Além disso, o peso foi maior, cerca de 1,92 kg, na saída de creche (27,2 vs. 25,28) P<0,05, quando os animais receberam 6, 3, e 1,5% de plasma nas três fases alimentares, após o desmame, em comparação com dietas que continham farinha de peixe.

Inclusão do SDP em dietas de animais de terminação

Além disso, nesse mesmo trabalho, quando os animais receberam 1% de plasma nos primeiros 14 dias de alojamento no crescimento (de 67 até 80 dias de idade), essa diferença foi aumentada para 2,280 kg (P=0,001) aos 94 dias de idade.

No mesmo ano também foram publicados resultados de outro experimento avaliando a suplementação de plasma em dietas de animais de terminação no Canadá. No referido trabalho foram utilizados suínos provenientes de 4 diferentes unidades produtoras de leitões (UPLs) com histórico de PCVAD, vírus da síndrome reprodutiva e respiratória de suínos (PRRSV), vírus da influenza suína (SIV) e Mycoplasma, os quais foram alojados com aproximadamente 10 semanas de idade em um terminador. No alojamento, 99% dos animais estavam clinicamente saudáveis, mas lotes anteriores de suínos alojados naquela unidade de terminação apresentaram mortalidade de 4 a 12%, com a maior parte das mortes ocorrendo entre 3 e 8 semanas após o alojamento. Neste estudo, os suínos receberam dietas com 1% de SDP ou sem plasma, por 4 semanas após o alojamento. Na 4ª semana após o alojamento, todos os animais apresentavam sintomas respiratórios agudos, portanto, durante a 5ª e 6ª semanas após o alojamento, o grupo com SDP recebeu 2,5% de SDP balanceado na dieta. No final da semana 6, a mortalidade no grupo controle foi 8% contra 2,2% para o grupo SDP. Após a semana 6, todos os animais foram alimentados com dietas idênticas e a mortalidade final foi de 11,8% para o grupo controle e 6% para o grupo SDP. Além disso, o custo da medicação, foi 5 vezes maior para o grupo controle em relação ao grupo SDP.

Resultados similares de mortalidade reduzida (aproximadamente 40%) e suínos mais pesados ​​no final da fase de creche foram relatados em leitões com PRRSV, quando alimentados com SDP nas primeiras 3 semanas após o desmame (Crenshaw et al., 2017).

Recentemente, estudiosos avaliaram o uso do plasma na ração de suínos de crescimento-terminação para reduzir a dependência em antimicrobianos promotores de crescimento em trabalho conduzido em granja comercial no Sudeste do Brasil. Foram utilizados 1500 animais alojados aos 65 dias de idade e acompanhados até o abate em condições comerciais de criação. Observou-se que os animais que receberam plasma, em substituição aos promotores, apresentaram melhor conversão alimentar (P=0,03). Também foi observado que o tratamento com três pulsos de plasma (1,2% – alojamento; 0,90% – crescimento II; 0,5% – terminação II) e sem qualquer promotor ou medicação profilática apresentou resultados similares aos grupos tratados com as referidas moléculas. Além disso, o tratamento mencionado, com três pulsos de plasma e um outro tratamento com um pulso de 2% de plasma no alojamento na terminação, associado à medicação profilática, apresentaram cerca R$ 4,80 a mais de receita por cabeça quando comparados ao tratamento tradicional com pulsos e promotores, após descontados todos os outros custos, ao final do experimento.

Foi concluído que o uso estratégico do plasma spray dried como ferramenta para redução da dependência de antimicrobianos melhoradores de desempenho em animais de crescimento e terminação pode contribuir para a produção econômica, com manutenção do status sanitário da granja.

Conclusões

Conclui-se que a adição do plasma spray dried nas dietas das várias etapas da criação de suínos deve ser revista quando se busca um melhor desempenho e a realidade comercial é de preços favoráveis e de mercado aquecido.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de maio/junho de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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