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Produtores e técnicos de cooperativa participam de capacitação do Programa Balde Cheio
Nessa capacitação inicial foi realizada uma entrevista com os quatro produtores envolvidos que participaram juntamente com o técnico da cooperativa que vai fazer o acompanhamento

Técnicos e produtores rurais vinculados à Cooperativa Mista de Pequenos Agricultores da Região Sul, (Coopar) participaram de capacitação do Programa Balde Cheio na última quinta-feira (29/07). A capacitação foi realizada de forma virtual e contou com a presença do instrutor do programa, Juliano Alarcon Fabrício, e com os coordenadores do Balde Cheio no Rio Grande do Sul (RS), a pesquisadora Renata Suñé, da Embrapa Pecuária Sul, e o analista Sergio Bender, da Embrapa Clima Temperado.
A Coopar, sediada em São Lourenço do Sul, é mais uma entidade a participar do Balde Cheio e terá o acompanhamento técnico de quatro produtores de leite da região. Para Estevão Kunde, diretor técnico da Coopar, o projeto chega em um momento em que a atividade cresce na região, mas que precisa de mais tecnologia e conhecimento para avançar. “O projeto propicia uma aproximação entre técnicos e produtores, com grandes possibilidades de desenvolvimento para ambos”. Já o analista da Embrapa, Sérgio Bender, ressaltou que o Balde Cheio ajuda a mudar a realidade de produtores familiares, sempre com a estreita participação dos próprios produtores e dos técnicos.
Nessa capacitação inicial foi realizada uma entrevista com os quatro produtores envolvidos que participaram juntamente com o técnico da cooperativa que vai fazer o acompanhamento. O instrutor do programa no RS, Juliano Fabrício, fez diferentes perguntas sobre a atividade nas propriedades, como o tamanho da área utilizada para a produção de leite, número de vacas em lactação, tipos de pastagens utilizadas no inverno e no verão, entre outras. Segundo o instrutor, um primeiro passo é o próprio produtor conhecer melhor a atividade e o meio é fazer o registro de todas as questões relacionadas à produção e comercialização. “É preciso ter dados econômicos, dados sobre a produção leiteira, da produtividade de cada vaca, dados climáticos e tudo mais que tem relação direta com a atividade”.
No Rio Grande do Sul o programa foi retomado há mais de dois anos e hoje já está presente em várias propriedades de diferentes regiões. De acordo com a pesquisadora Renata Suñé, cada uma das unidades atendidas tem suas metas e objetivos, que são detectadas e priorizadas entre os técnicos e os produtores. “Já temos observados ganhos em várias propriedades, sempre de acordo com os objetivos de cada produtor, seja o aumento da oferta de forragem, aumento da produtividade por vaca, a qualidade do leite, entre outras questões relacionadas à atividade”.
Balde Cheio
O Balde Cheio é uma metodologia de transferência de tecnologia que tem o objetivo de capacitar profissionais da assistência técnica, extensão rural e pecuaristas em técnicas, práticas e processos agrícolas, zootécnicos, gerenciais e ambientais. As tecnologias são adaptadas regionalmente em propriedades que se transformam em salas de aula. Sem apresentar um modelo pronto, o programa leva em conta as características de cada propriedade e o perfil de cada produtor.
A metodologia parte de um diagnóstico do estabelecimento rural e, a partir daí, com o acordo do técnico e do produtor, estabelece metas e um planejamento para alcançá-las. Estes ajustes ou mudanças vão desde a melhoria na produção de forragem para os animais até o controle zootécnico do rebanho e um melhor gerenciamento e organização da propriedade.

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Tecnologias da Embrapa mostram como soja ampliou produção poupando área agrícola
Demonstração no Show Rural evidencia avanço da produtividade e impacto do conceito Poupa-Terra ao longo das últimas décadas.

Para demonstrar o impacto da ciência na produção de soja, ao longo das décadas, a Embrapa irá demonstrar didaticamente o efeito Poupa-Terra – conjunto de tecnologias capazes de elevar a produção sem a necessidade de ampliar a área cultivada – no Show Rural Coopavel, a ser realizado em Cascavel (PR), de 9 a 13 de fevereiro.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na década de 1970, por exemplo, a produtividade média da soja era de 1,487 quilos por hectare. A produtividade média da soja, em 1975, exigia 1 hectare para produzir 2 mil quilos. Na década de 1980, graças ao avanço tecnológico, a mesma quantidade passou a ser produzida em aproximadamente 0,86 hectare. Nos anos 1990, a área necessária caiu para 0,68 hectare. Já nos anos 2000, bastava menos de meio hectare, e na década de 2020, apenas 0,44 ha.
“Se considerarmos a produção atual de soja no Brasil ao redor de 170 milhões de toneladas, caso fosse mantida a produtividade média da década de 1970, seria necessária uma área de produção em torno de 115 milhões de hectares. Na safra passada, a área nacional de soja foi de 47,6 milhões de ha. Ou seja, cerca de 67 milhões de hectares foram poupados para se obter a mesma produção”, destaca o analista Rogério Borges, da Embrapa Soja.
Além de demonstrar a redução da área necessária para produzir os mesmos volumes, a Embrapa também irá apresentar a evolução da produtividade ao longo do tempo. “Para alcançar hoje a produtividade média da década de 1970, é necessário menos da metade da área utilizada naquele período”, ressalta Borges. A proposta da demonstração é reforçar a importância da tecnologia no crescimento sustentável da agricultura brasileira”, conclui.
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Público do Show Rural pode conferir inovações para o agro criadas por pesquisadores
Lixeira inteligente, sanitizante natural, colágeno a partir de resíduos da piscicultura e fertilizante biológico estão entre a série de inovações apresentadas pela secretaria estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior no estande da Unioeste.

Os visitantes do Show Rural 2026 podem conferir de perto como a ciência está desenvolvendo ferramentas para os desafios do campo e como a tecnologia transforma a rotina nas propriedades rurais. No estande da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) apresenta uma série de inovações desenvolvidas por pesquisadores de diferentes instituições de ensino superior, com o apoio de programas estratégicos do Governo do Estado. No mesmo estande, a Fundação Araucária, também tem atividades para difundir a ciência e inovações aplicadas ao agronegócio e à sustentabilidade.
O objetivo da mostra é demonstrar o forte investimento em pesquisa aplicada para fortalecer a competitividade empresarial e a sustentabilidade do agronegócio paranaense. O Show Rural 2026, que começou nesta segunda-feira e segue até sexta (13), já se tornou referência na difusão de soluções inovadoras.

Foto: SETI
A maior parte dos projetos são finalistas do programa de Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime), iniciativa coordenada da Seti que seleciona e financia, com aportes de R$ 200 mil, pesquisas acadêmicas com potencial para se tornarem produtos, serviços e negócios. No local, os participantes do evento podem interagir diretamente com os pesquisadores, ver os protótipos em exposição e entender detalhadamente como cada solução inovadora foi concebida.
Para o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, o destaque desses projetos no principal evento do agronegócio do Sul do Brasil confirma a estratégia do governo em posicionar a área de ciência e tecnologia como alicerces do desenvolvimento. “Ao conectar laboratórios universitários às necessidades do setor produtivo, o Paraná acelera a inovação e, ao mesmo tempo, gera novos negócios, aproveita recursos de forma mais inteligente e constrói caminhos para uma produção rural mais sustentável”, afirma.
Resíduos e nutrição
Um dos projetos em destaque no estande é uma lixeira inteligente desenvolvida pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no câmpus de Apucarana, no Vale do Ivaí. O equipamento automatizado converte resíduos orgânicos domésticos e comerciais em adubo sólido e fertilizante líquido em poucos minutos, eliminando os odores. A solução busca reduzir o volume de lixo em aterros e oferecer um insumo sustentável para o solo.
Outro exemplo de inovação é um sanitizante natural, desenvolvido na Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Norte do Estado. Disponível nas formas líquida e em spray, o produto é destinado à higienização de carnes, frutas e verduras. A fórmula combina um óleo essencial com um ácido orgânico, sendo capaz de eliminar 99,9% de bactérias como a Salmonella em apenas dez minutos sem resíduos e odor, diferente dos sanitizantes convencionais.
Doutor em Genética e Biologia Molecular, o professor Gerson Nakazato, do Departamento de Microbiologia da UEL, destacou o evento como um ponto de encontro estratégico entre a academia e o setor produtivo. “Muitos profissionais do agronegócio buscam no Show Rural inovações tecnológicas para atender demandas ou otimizar a produção, o que torna o evento uma oportunidade para demonstrar como a ciência e a universidade são importantes para os principais desafios do campo”, diz o docente.
Biotecnologia aplicada
No estande da Unioeste, os visitantes do Show Rural também terão a oportunidade de conhecer pesquisas na área de biotecnologia apoiadas por meio do programa Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável ( Ageuni ). Coordenado pela Seti, esse programa estimula a integração entre universidades, empresas, governos e sociedade para financiar projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que aliam ciência ao setor produtivo e promovem o desenvolvimento socioeconômico.
Entre os projetos estão dois estudos desenvolvidos pela Unioeste nos câmpus de Toledo e Cascavel. O primeiro propõe um processo industrial para converter resíduos da piscicultura, como pele e escamas de peixe, em colágeno de alto valor agregado para as indústrias alimentícia e de suplementos.
O segundo, focado no setor agrícola, trabalha no aprimoramento de um fertilizante biológico do mercado, buscando ampliar a vida útil desse produto para até um ano sem refrigeração, uma solução mais durável e acessível para os produtores rurais.
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Lideranças destacam força do agronegócio do Oeste do Paraná no Show Rural Coopavel
Autoridades ressaltam protagonismo regional, inovação tecnológica e impacto econômico do setor para o Paraná e o Brasil.

A 38ª edição do Show Rural Coopavel tem reunido diversas autoridades políticas e representantes de diferentes esferas do poder público, reforçando o evento como um dos principais espaços de diálogo e articulação do agronegócio brasileiro. A programação, que segue até sexta-feira (13), tem atraído lideranças nacionais, estaduais e internacionais, além de representantes do setor produtivo e do cooperativismo.

Senador Sérgio Moro: “É um ambiente muito agradável, no qual a gente revê amigos e cumprimenta as pessoas. Estar aqui é sempre muito bom”
Entre as presenças confirmadas está o senador Sérgio Moro, visitante frequente do evento desde o início de seu mandato. Durante a participação na feira, ele destacou a importância do agronegócio brasileiro, responsável por alimentar mais de um bilhão de pessoas no mundo, o equivalente a cerca de 12% da população global.
Moro participou da missa de abertura, prestigiou o encontro da Câmara Júnior Internacional e percorreu o parque visitando estandes. Segundo ele, o Show Rural também representa uma oportunidade de reconhecer a força do setor para a economia nacional e para o desenvolvimento do Paraná. O senador ainda ressaltou o ambiente de integração proporcionado pelo evento, que favorece o reencontro entre produtores, lideranças e visitantes.

Assessor especial do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, doutor Francisco Cabreira: “Parabéns a todos, à Coopavel, ao presidente Dilvo Grolli e que Cascavel continue crescendo e prosperando na região e no Paraná”
A abertura oficial do Show Rural contou também com a presença do assessor especial do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, doutor Francisco Cabreira, que representou o governo federal na cerimônia. Durante sua participação, ele destacou o papel do cooperativismo e da pesquisa agropecuária para o fortalecimento do setor produtivo brasileiro. Cabreira ressaltou que o desempenho do agronegócio e da indústria está diretamente ligado ao trabalho das cooperativas, à atuação da Embrapa e à união entre empresários e produtores rurais.
Participação de representantes do Paraná

Jornalista Cristina Graeml: “Podem contar comigo, porque eu sou agro”
Outro nome que participou da programação foi a jornalista Cristina Graeml, que tem ampliado sua atuação política no Paraná. Ela esteve no evento ao lado do senador Sérgio Moro, ambos filiados ao União Brasil, e destacou a importância do Show Rural como espaço de aproximação com lideranças do agronegócio.
Cristina afirmou que o contato com produtores, empresários e representantes do setor tem permitido compreender demandas regionais, como a necessidade de ampliação da capacidade energética em municípios do Oeste e Sudoeste do Estado. Segundo ela, algumas regiões enfrentam limitações de crescimento industrial devido à infraestrutura energética. Durante a visita, reforçou sua identificação com o setor agropecuário.

Governador do Paraná, Carlos Roberto Massa Junior (Ratinho Junior) – Foto: Jonathan Campos/AEN
A programação desta edição também conta com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, do governador do Paraná, Carlos Roberto Massa Junior (Ratinho Junior), do vice-governador Darci Piana e do diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Ênio Verri. A agenda inclui ainda deputados federais e estaduais, prefeitos, representantes de entidades de classe e delegações internacionais.
Inaugurações e debates estratégicos
Entre os compromissos oficiais estão a inauguração do novo pavilhão da Agricultura Familiar, resultado de parceria entre Coopavel e Itaipu Binacional, e a abertura da nova estrutura do Espaço Impulso, voltado à inovação no agronegócio. O evento também recebe debates estratégicos, incluindo discussões sobre o futuro do acordo entre Mercosul e outros mercados internacionais.
Lideranças históricas reforçam importância do agro

Ex-governador e ex-senador Álvaro Dias: “O evento nos permite aplaudir aqueles que participam desta evolução, desse progresso e dessa prosperidade, sustentando o país”
A presença política na abertura do Show Rural também contou com o ex-governador e ex-senador Álvaro Dias, que participou da missa inaugural e acompanhou a programação do domingo. Presença tradicional no evento, ele destacou o crescimento do agronegócio brasileiro, que, segundo ele, tem apresentado desempenho superior ao da economia nacional.
Álvaro Dias ressaltou ainda o protagonismo do Paraná, impulsionado principalmente pelo cooperativismo e pelo trabalho dos produtores rurais. Para ele, o Show Rural representa um espaço de reconhecimento e valorização do setor agropecuário.
Participação internacional amplia articulação
Além das autoridades brasileiras, o evento recebe comitivas internacionais, incluindo representantes da Alemanha, Índia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos, ampliando o intercâmbio tecnológico e institucional entre países e fortalecendo parcerias comerciais e estratégicas.
Com expectativa de público entre 360 mil e 400 mil visitantes, participação de 600 expositores e estimativa de geração de até R$ 6 bilhões em negócios, o Show Rural Coopavel reafirma sua posição como um dos principais eventos do agronegócio mundial, reunindo tecnologia, conhecimento e articulação política em torno do desenvolvimento do setor.



