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Produtores devem fazer registros de aviários de corte

A preocupação da agência é com a possibilidade de ocorrência da gripe aviária, especialmente com a proximidade dos Jogos Olímpicos

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A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) faz novo alerta aos avicultores paranaenses para que façam o registro dos aviários de corte, conforme instrução normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A intenção é aumentar a biosseguridade das propriedades e diminuir os riscos de introdução de doenças na avicultura industrial. 

Os produtores rurais devem procurar a unidade local da Adapar para fazer o registro. As informações estão no site adapar.pr.gov.br. A preocupação da agência é com a possibilidade de ocorrência da gripe aviária, especialmente nos próximos meses, com a proximidade dos Jogos Olímpicos, que trarão pessoas de diversos países ao Brasil. 

“A doença é causada por vírus, atinge humanos e aves e é muito perigosa pelo seu fácil contágio e difícil controle”, destaca o gerente de Saúde Animal da agência, Rafael Gonçalves Dias. Nas aves, a doença é devastadora, provoca lesões sérias no sistema respiratório, digestivo, nervoso e reprodutivo. 

O Brasil é um dos principais produtores de frango do mundo e não tem registro da gripe aviária em seu território. Porém, existe risco da introdução da doença, por exemplo, pela importação de material genético e também porque o País é rota de aves migratórias. “Outro fator preocupante é a concentração de aviários em algumas regiões do Estado, o que dificultaria o controle de um eventual foco da doença”, avalia Dias. 

Existem aproximadamente 23.000 aviários no Paraná e cerca de 70% estão sem o certificado de registro. Para sensibilizar os avicultores a cumprirem as normas, a Adapar adotou algumas medidas para desburocratizar o processo e espera que o índice de adesão aumente nos próximos meses. 

Biosseguridade

Para fazer o registro o produtor tem que adequar seu aviário às normas de biosseguridade, que orienta para a instalação de composteiras, telas de proteção adequada, local de enterro de aves mortas, aná?ise da água. “São medidas que exigem algum investimento, mas que representam pouco diante dos prejuízos que uma doença pode causar”, comenta Dias. 

O crescimento e modernização da indústria avícola têm exigido mais atenção a respeito da saúde dos plantéis. O Brasil exporta para mais de 150 países e o Paraná é o maior produtor nacional, responde por 35% da exportação brasileira. Os principais mercados da carne de frango foram Arábia Saudita (22%), União Europeia (13%), China (11%), Japão (9%) e Emirados Árabes (9%). Segundo dados da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), existem no Estado 19 mil avicultores, entre integrados e cooperados. 

A cadeia paranaense da avicultura abate cerca de 1,8 bilhão de aves por ano e gera 60 mil empregos diretos e cerca de 600 mil indiretos no Estado. São 36 frigoríficos, a maioria na região Oeste, com uma produção de 3,6 milhões de toneladas. 

A avicultura tem uma grande responsabilidade na economia paranaense, participando com 16% do Valor Bruto de Produção (VBP), perdendo apenas para soja, que responde por 22%. O VBP é o índice que mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro da propriedade.

Fonte: ANPr

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Notícias PecuáriaLeiteira

Maior oferta sinaliza queda de produtos lácteos no Paraná

Principais produtos do mix de comercialização tiveram redução de preço na parcial de janeiro

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Aires Mariga

Após uma alta consolidada em dezembro, o preço dos produtos lácteos mais comercializados no Paraná sofreu uma queda significativa em janeiro. O movimento do mercado está relacionado aos altos volumes de estoques que as indústrias mantinham no final do ano passado, o que fez com que o varejo pressionasse por pagar menos pelo produto. A dinâmica foi apresentada em reunião virtual do Conselho Paritário Indústria/Produtores de Leite do Paraná (Conseleite-PR), realizada na terça-feira (26). O colegiado aprovou o valor de referência projetado para janeiro de R$ 1,6765, para o litro de leite padrão – o que corresponde a uma queda de 9,95% em relação ao projetado em dezembro.

“Começamos 2021 da mesma forma que terminamos o trimestre anterior: em um cenário de incertezas, com grande volatilidade de preços, com os reflexos da pandemia ainda pesando nos mercados”, disse o professor José Roberto Canziani, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), um dos responsáveis pelo levantamento de mercado. “Com um estoque maior do produto, a indústria teve que ceder ao varejo nos preços”, acrescentou.

A volatilidade dos preços começou em outubro do ano passado. Em dezembro, os produtos lácteos se recuperaram, valorizando-se, em média, 3,60%. Agora, no entanto, em razão da maior oferta, os principais itens do mix de comercialização do Paraná – leite UHT, mussarela, queijo prato e leite spot – tiveram queda considerável, provocando o recuo do valor de referência do leite – que é usado como base nas negociações entre indústria e produtores. Apesar disso, o preço de todos esses produtos começa 2021 em um patamar bem mais elevado em relação a anos anteriores.

O UHT, por exemplo, recuou 12,46%, por causa dos estoques disponíveis na indústria. Principal item do mix de comercialização, o muçarela viu seu preço cair 10,87%. O queijo prato, por sua vez, teve desvalorização de 6,01%, enquanto o leite spot sofreu queda de 14,03%. Conforme o levantamento, o comportamento de mercado foi generalizado em praticamente todas as empresas consultadas.

Entre outros produtos com volume bem menor de comercialização, o resultado foi diverso. O provolone e do iogurte, por exemplo, tiveram altas de 3,73% e 1,16%, respectivamente. O creme de leite, por sua vez, teve alta de 3,30%, chegando ao seu maior valor histórico. Em contrapartida, outros produtos, como o leite em pó e o requeijão sofreram quedas, de 13,01% e 2%.

Essa foi a primeira reunião do Conseleite-PR de 2021. O presidente do colegiado, Ronei Volpi, disse que o momento é de serenidade, sobretudo em razão do cenário de incertezas. “No primeiro semestre, ainda devemos ter muitas complicações em função da pandemia e de mudanças internacionais – com a eleição americana – e em questões políticas, com a votação de reformas. Todo o setor acompanha com expectativa o desenrolar dos acontecimentos”, disse Volpi, que representa o Sistema FAEP/SENAR-PR no conselho.

Fonte: Sistema FAEP
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Notícias Sistemas alimentares no mundo

Inovação é única ferramenta capaz de aliar segurança alimentar e sustentabilidade, diz ministra

Em painel no Fórum Econômico Mundial, Tereza Cristina destacou a transformação digital da agricultura brasileira nos últimos anos e o crescimento dos investimentos em tecnologia

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Guilherme Martimon/Mapa

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou na quarta-feira (27) do painel virtual Destravando a Inovação para transformar Sistemas Alimentares, promovido pelo Fórum Econômico Mundial de Davos.  A ministra citou as ações adotadas pelo Brasil nos últimos anos para tornar a agricultura mais digital e destacou que a “inovação é imprescindível para adequar a agropecuária à realidade global”.

“[Inovação] É o único vetor capaz de conciliar segurança alimentar com preservação ambiental”, ressaltou Tereza Cristina.

De acordo com a ministra, o Ministério da Agricultura trabalha com cinco eixos estratégicos: sustentabilidade, inovação aberta, bioeconomia, agregação de valor e agricultura digital. “O Brasil tem hoje um dos ecossistemas de inovação agropecuária mais vibrantes do mundo”.

Em relação aos investimentos em startups ligadas ao agro, houve um salto exponencial nos últimos anos no país, passando de US$ 4 milhões, em 2013, para US$ 200 milhões, em 2019. “Contabilizamos, hoje, mais de 2 mil agtechs no Brasil, trabalhando, por exemplo, com protocolos de certificação, rastreabilidade, Blockchain e tecnologias para entregar um produto cada vez mais sustentável e seguro aos consumidores”.

Tereza Cristina ressaltou que uma das prioridades do Ministério é expandir a conectividade no campo, como forma de permitir a inclusão dos mais de 4,5 milhões de pequenos produtores, fixação dos jovens no meio rural e melhoria da renda das mulheres do campo, responsáveis pela gestão de cerca de 20% dos estabelecimentos rurais do país. “Dar a elas adequado acesso à tecnologia é essencial para o desenvolvimento da atividade agropecuária nacional”, afirmou, acrescentando o lançamento da 5ª edição da campanha “Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos” no segundo semestre de 2020, com apoio da FAO.

“A próxima década será marcada pela convergência entre digital e biológico, principalmente na agropecuária”, disse a ministra.

Participaram do painel o administrador do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNPD), Achim Steiner; ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Índia, Narenda Singh Tomar; e o presidente e CEO da Yara International, Svein Tore Holsether. O debate foi mediado por Tjada McKenna, CEO da Mercy Crops.

Fonte: MAPA
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Notícias Cooperativismo

Castrolanda oficializa cancelamento da Expojovem 2021

A decisão tomada se dá com base nos cuidados de enfrentamento a pandemia Covid-19

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Foto: The Bullvine - Divulgação

A Cooperativa Castrolanda, por meio da organização do Agroleite, definiu na quarta-feira (27) pelo cancelamento da edição 2021 da Expojovem, evento que integra o circuito nacional de exposições da raça holandesa no Brasil e pauta a paixão pelas exposições, a valorização do rebanho e a confraternização entre os pecuaristas.

A decisão tomada se dá com base no cuidado da Castrolanda com todos os envolvidos e a preocupação constante com a realidade enfrentada pelo país no que diz respeito a pandemia da Covid-19.

“Desde o início da pandemia temos adotado absolutamente todas as medidas de prevenção, colocando sempre a saúde e bem-estar de cooperados, colaboradores, clientes e parceiros em primeiro lugar. Nossos valores são nossa história e através da liderança, comprometimento e união de toda a família Castrolanda, conseguiremos enfrentar e superar esse desafio”, afirma o Diretor Presidente da Cooperativa, Willem Berend Bouwman.

A exposição, que seria realizada entre os 12 a 14 de março de 2021 na Cidade do Leite, em Castro/PR, apresenta em sua programação o potencial de produção de leite da região nos aspectos qualitativo, quantitativo, incentiva novos produtores locais e identifica animais promissores para a pista do Agroleite.

Informações sobre a próxima edição serão repassadas em breve, tão logo exista condições e o panorama quanto ao momento seja o mais seguro possível.

Fonte: Ass. de Imprensa
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Euro 2021

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