Suínos No Oeste do Paraná
Produtores de suínos recebem orientações sobre descarte correto de carcaças
Encontro abordou exigências legais, medidas de biosseguridade e procedimentos para reduzir riscos sanitários e ambientais na suinocultura.

Produtores de suínos de Pato Bragado, no Oeste do Paraná participaram, na quinta-feira (26), de um encontro técnico voltado ao descarte adequado de carcaças de animais. A iniciativa, promovida pela Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente em parceria com a Associação Regional de Suinocultores do Oeste (Assuinoeste), reuniu suinocultores, representantes da entidade e de empresa parceira para discutir procedimentos previstos na legislação e medidas de biosseguridade nas propriedades.

Foto: Divulgação/Assuinoeste
A programação destacou a importância da destinação correta das carcaças como parte das ações de prevenção sanitária da atividade. Além de atender às exigências legais, o manejo adequado contribui para reduzir riscos de contaminação ambiental e minimizar a possibilidade de disseminação de agentes causadores de doenças que podem comprometer os rebanhos.
Durante o encontro, os participantes receberam orientações técnicas sobre os procedimentos recomendados para o descarte de carcaças e esclareceram dúvidas relacionadas à legislação e às práticas adotadas nas propriedades.
Segundo os organizadores, a proposta foi ampliar o acesso dos produtores a informações técnicas que auxiliem na adoção de medidas de biosseguridade e reforcem a conformidade das granjas com as normas sanitárias e ambientais.
A ação integra as atividades de orientação promovidas pela Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente em parceria com a Assuinoeste, com foco na qualificação dos produtores e no fortalecimento das boas práticas de produção na suinocultura.

Suínos Em Santa Catarina
Embrapa destaca potencial dos dejetos suínos para substituir parte da adubação mineral
Palestra técnica durante assembleia do Sindicato Rural de Joaçaba mostrou como o uso correto dos dejetos melhora a fertilidade do solo, aumenta a produtividade agrícola e fortalece a sustentabilidade das propriedades.

O Sindicato Rural de Joaçaba (SC) reuniu produtores rurais, lideranças do setor, técnicos e representantes de entidades parceiras em sua Assembleia de Prestação de Contas. Além de apresentar o balanço das ações desenvolvidas pela entidade, o encontro promoveu uma discussão técnica sobre o aproveitamento agronômico dos dejetos de suínos e reforçou a importância da atuação conjunta em defesa do agronegócio regional.

Foto: Divulgação
A programação incluiu a palestra “Potencial Agronômico dos Dejetos de Suínos”, ministrada pelo pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Evandro Carlos Barros. Durante a apresentação, o especialista abordou o uso dos dejetos como fonte de nutrientes para a agricultura, destacando seu potencial para elevar a produtividade das lavouras, otimizar o aproveitamento dos recursos disponíveis nas propriedades e contribuir para a sustentabilidade ambiental.
Na assembleia, a diretoria do Sindicato Rural de Joaçaba também apresentou um balanço das atividades desenvolvidas, além dos projetos e das ações previstos para os próximos meses.
O presidente da entidade, Clemerson Argenton Pedrozo, ressaltou que a iniciativa buscou aliar a prestação de contas à atualização técnica dos produtores. “Realizamos uma assembleia de prestação de contas e, juntamente com ela, trouxemos um palestrante da Embrapa, sempre uma grande parceira, com muito conhecimento técnico, engrandecendo o nosso evento. Fizemos uma grande assembleia, apresentamos as novidades do Sindicato Rural de Joaçaba, conversamos sobre as nossas ações e sobre o que pretendemos ainda para o futuro”, afirmou.

Foto: Lucas Scherer
Pedrozo também destacou a atuação das instituições parceiras no fortalecimento do setor agropecuário. Segundo ele, o apoio do Sistema Faesc/Senar, do Icasa, da Cidasc, da Epagri e de outras entidades tem sido fundamental para ampliar o acesso dos produtores à assistência técnica e à capacitação. “É importante agradecer a parceria do Sistema Faesc/Senar, que tem nos apoiado e trazido os recursos necessários para aplicarmos em benefício dos produtores rurais. Também agradecemos ao Icasa, à Cidasc, à Epagri e a todas as entidades que trabalham em conjunto com o nosso Sindicato, levando conhecimento e defendendo o produtor rural”, destacou.
De acordo com o dirigente, o trabalho integrado fortalece a representatividade da categoria e amplia a oferta de conhecimento aos produtores. “O objetivo do Sindicato é fazer a defesa do produtor rural e, por meio da parceria com o Senar/SC, levar conhecimento ao nosso público”, completou.
O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, ressaltou o papel dos sindicatos rurais na organização do setor e na aproximação dos produtores de informações estratégicas, assistência técnica e oportunidades de desenvolvimento.
Suínos
Tilvalosina e seus benefícios no controle das doenças respiratória em suínos
Estudos apontam que antibiótico combate Mycoplasma hyopneumoniae e ajuda a modular a resposta imunológica dos animais.

Artigo escrito por José Lino Castro Jr., DVM, Swine Technical Services Manager, South and Southeast Asia, ECO Animal Health.
Para sobreviver na presença de patógenos nocivos, a natureza forneceu aos organismos vivos uma ferramenta especializada para se proteger, que a ciência denomina sistema imunológico (Fig. 1). O sistema imunológico é dividido em duas partes: o sistema imunológico inato e o sistema imunológico adaptativo.

O sistema imunológico inato é equipado com barreiras físicas e células de defesa residentes, incluindo macrófagos e neutrófilos. O sistema imunológico adaptativo é equipado com células T e células B. Quando um patógeno ultrapassa as barreiras físicas, ele aciona o sistema imunológico inato para ativar simultaneamente as células de defesa residentes para neutralizar o patógeno.
A ativação dessas células, particularmente macrófagos e neutrófilos, desencadeia a liberação de citocinas pró-inflamatórias (por exemplo, IL-1β, IL-6, IL-8, TNFα), levando à inflamação. Enquanto isso ocorre, o sistema imunológico adaptativo também é ativado por macrófagos e células dendríticas, que apresentam fragmentos do patógeno às células T.
As células T respondem de três maneiras: destroem as células infectadas (células T citotóxicas), ativam as células B para produzir anticorpos (células T auxiliares) e regulam a resposta imune adaptativa geral (células T reguladoras).
Esses processos complexos e interligados continuam até que o patógeno seja eliminado. Uma vez eliminadas, as células T enviam sinais para desligar o sistema imunológico, permitindo que o corpo se cure e se recupere. No entanto, certas bactérias e vírus podem sobrecarregar o sistema imunológico, criando o pior cenário possível, do qual animal pode não se recuperar.
Nesse cenário, há liberação excessiva de citocinas pró-inflamatórias (tempestade de citocinas), desencadeando uma inflamação descontrolada, resultando em danos aos tecidos relacionados à inflamação.
Mycoplasma hyopneumoniae, assim como Actinobacillus pleuropneumoniae, PRRSV, coronavírus respiratório suíno e PCV2 são patógenos suínos capazes de alterar a resposta imune em detrimento do animal.
O Mycoplasma hyopneumoniae causa uma doença em suínos conhecida como Pneumonia Enzoótica. Ela afeta principalmente o trato respiratório, que se manifesta clinicamente como tosse.
Sintomas
Esta doença é de importância econômica, pois está associada à redução do ganho de peso médio diário, diminuição da eficiência alimentar e aumento do custo com medicamentos. Estima-se que a doença custe US$ 0,84/suíno na terminação de rebanhos infectados. Afeta suínos de todas as idades e é comumente observada em suínos de terminação. Mycoplasma hyopneumoniae é um dos principais agentes do Complexo de Doenças Respiratórias dos Suínos, juntamente com outras bactérias e vírus.
Ele pode modular e/ou evadir a resposta imune. Portanto, as lesões pulmonares observadas durante a realização de necropsias podem, em parte, ser resultado de inflamação descontrolada, devido à capacidade dessa bactéria de alterar a resposta imunológica. Além do manejo otimizado da granja e da vacinação, antibióticos com alegações licenciadas contra Mycoplasma hyopneumoniae são comumente necessários para controlar ou eliminar a doença.
Controle
Antibióticos adequados incluem macrolídeos, pleuromutilinas, fluoroquinolonas, lincosamidas, tetraciclinas, anfenicóis e aminoglicosídeos. Esses antibióticos atuam inibindo ou eliminando bactérias. Além disso, alguns macrolídeos, incluindo a tilvalosina, apresentam atividade imunomoduladora e anti-inflamatória in vitro.
Imunomoduladores são substâncias naturais ou sintéticas que ajudam a regular ou normalizar o sistema imunológico. Estudos in vitro demonstram que a tilvalosina modula a liberação de citocinas pró-inflamatórias e reduz o recrutamento e a ativação de células inflamatórias. Um estudo in vitro2 também mostrou que a tilvalosina reduz o estresse oxidativo desencadeado pelo vírus da PRRS.
A tilvalosina também induz apoptose e eferocitose e promove a secreção de mediadores lipídicos pró-resolução (lipoxina e resolvina) que auxiliam no reparo e na cicatrização de tecidos.
No estudo in vivo mais recente realizado em leitões desafiados com Mycoplasma hyopneumoniae e PRRSV, a tilvalosina eliminou infecções pulmonares por Mycoplasma hyopneumoniae e reduziu as citocinas pró-inflamatórias locais e sistêmicas. Os pesquisadores também observaram aumento do IFNα sérico, geralmente suprimido pelo PRRSV, em suínos tratados com tilvalosina.
Esses achados indicam que a tilvalosina pode melhorar a saúde dos suínos, se usada criteriosamente em operações com infecções coexistentes por Mycoplasma hyopneumoniae e PRRSV.
Pontos Principais
O sistema imunológico é uma rede de processos complexos e interligados para ajudar o animal a sobreviver na presença de patógenos nocivos.
Alguns patógenos, incluindo Mycoplasma hyopneumoniae, alteram a resposta imune, causando danos teciduais relacionados à inflamação.
Além de seu efeito antimicrobiano, acredita-se que a imunomodulação seja um atributo importante de alguns antibióticos macrolídeos na melhoria dos resultados clínicos.
In vitro, a tilvalosina auxilia na imunomodulação por meio de:
Modulação da liberação de citocinas.
Redução do estresse oxidativo.
Modulação do recrutamento e ativação de células inflamatórias.
Indução de apoptose e eferocitose.
Aumento da secreção de mediadores lipídicos pró-resolução.
In vivo, a tilvalosina combate doenças respiratórias por meio de:
Redução da carga de micoplasma dos pulmões.
Redução de citocinas pró-inflamatórias locais e sistêmicas.
As referências bibliográficas estão com o autor. Contato: [email protected]
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Suínos
Suinocultura precisa reforçar biosseguridade e planejamento financeiro para sustentar competitividade, diz presidente da ACCS
Losivanio Luiz de Lorenzi defende formação de reservas de capital, cooperação entre os elos da cadeia e manutenção do elevado status sanitário para ampliar mercados.

A suinocultura brasileira precisa intensificar os investimentos em biosseguridade, fortalecer o planejamento financeiro nas propriedades e ampliar a cooperação entre produtores, cooperativas e agroindústrias para preservar sua competitividade. A avaliação é do presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi.

Foto: Shutterstock
Segundo o dirigente, o cenário econômico exige cautela na tomada de decisões relacionadas à expansão das granjas. Ele recomenda que os produtores priorizem a sustentabilidade financeira do negócio e evitem comprometer sua liquidez com investimentos acima da capacidade de pagamento. “É preciso crescer com planejamento estratégico e financeiro. Mais importante do que ampliar estruturas continuamente é formar reservas de capital para enfrentar momentos de crise”, afirma.
Losivanio observa que as oscilações do mercado têm se tornado mais intensas e, por isso, a capacidade de atravessar períodos adversos depende cada vez mais de uma gestão financeira sólida.

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Biosseguridade como vantagem competitiva
Na avaliação do presidente da ACCS, a sanidade animal permanece como um dos principais ativos da suinocultura brasileira no mercado internacional. Ele destacou que a manutenção de elevados padrões de biosseguridade é determinante para preservar e ampliar o acesso aos principais destinos das exportações.
Como exemplo, cita o desempenho das vendas externas para o Japão. Entre janeiro e maio deste ano, Santa Catarina aumentou em 32 mil toneladas os embarques de carne suína para o mercado japonês em comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto o incremento das exportações brasileiras no período foi de 60 mil toneladas.
Para Losivanio, esses resultados refletem o reconhecimento internacional do status sanitário

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alcançado pelo país e, especialmente, por Santa Catarina, que obteve em 2007 o reconhecimento como área livre de febre aftosa sem vacinação.
O dirigente também defende que outros estados avancem na erradicação de enfermidades para fortalecer a posição do Brasil no comércio global de proteínas animais.
Integração da cadeia e sucessão no campo
Além dos desafios sanitários e econômicos, Losivanio ressalta a importância de uma atuação conjunta entre os diferentes segmentos da cadeia produtiva. Na sua avaliação, a lógica de concorrência entre produtores, cooperativas e agroindústrias deve dar lugar a estratégias colaborativas capazes de fortalecer todo o setor.
Ele também chama atenção para a necessidade de incentivar a sucessão familiar nas propriedades rurais, apontando a permanência das novas gerações na atividade como um fator relevante para garantir a continuidade e o desenvolvimento da suinocultura brasileira.



