Avicultura No interior do Paraná
Produtores de Santa Lúcia lideram ranking da Coopavel com alta eficiência na avicultura
Ilmo e Dorilde Welter alcançam melhor conversão alimentar, reforçando a avicultura como base econômica da família.

Pelo segundo mês consecutivo, a zona rural de Santa Lúcia confirma o melhor avicultor entre todos os integrados da Coopavel. Em abril, o vencedor foi Gladistones Cominetti e agora, em maio, o destaque vai para Ilmo André Welter, morador da linha São Pedro. Ilmo e a esposa, Dorilde, alcançaram a melhor conversão alimentar do período: 1,406 quilo de ração para a produção de um quilo de carne viva.
A avicultura, que hoje é a principal fonte de renda da família, foi abraçada pelo casal como alternativa de sobrevivência e, aos poucos, tornou-se pilar de prosperidade. O dinheiro economizado em anos de labuta com o tabaco garantiu a entrada no primeiro aviário, com os recursos do confinamento de aves construíram o segundo barracão e hoje levantam, na cidade, a casa onde planejam viver na velhice.
Também foi com os recursos gerados na propriedade que ajudaram a formar as três filhas. Duas já são casadas e há três meses llmo e Dorilde experimentam a novidade de ser avós. “A avicultura é tudo para nós. Ela nos permite continuar aqui, com dignidade e bons resultados”, afirma Ilmo, ressaltando: “O número que alcançamos em maio, destaque na Coopavel, é fruto de muito cuidado, dedicação diária e da parceria decisiva com a minha esposa. Sozinhos não chegaríamos a esse nível. Cada detalhe faz diferença nessa atividade que, além de trabalho, dedicação e conhecimento, depende de inúmeros outros fatores para render os resultados possíveis e esperados”.
Raízes no campo
Nascido em Santa Lúcia, Ilmo cresceu no meio rural. É o terceiro mais novo entre dez irmãos. Filho de agricultores vindos de Carazinho (RS), cresceu vendo o pai plantar milho, feijão e soja, além de criar porcos. “Meu pai sempre foi agricultor e foi um dos sócios fundadores da filial da Coopavel em Capitão Leônidas Marques, há cerca de 40 anos”, recorda.
Desde cedo, Ilmo acompanhava os trabalhos da lavoura. Estudou em escola rural multisseriada, quando crianças de diferentes idades aprendiam juntas na mesma sala, e logo passou a ajudar a arrancar feijão, cuidar das plantações e lidar com animais. Uma rotina exigente, mas que moldou sua visão de mundo e a relação com a terra.
Já casado e com a filha mais velha nos braços, Ilmo pensou em deixar o campo. Então o casal decidiu investir no plantio de tabaco e foi assim, por 18 anos, que conseguiram guardar dinheiro para começar com os frangos comerciais. O primeiro aviário foi construído em 2011, foi gradualmente equipado e logo depois eles entregaram o primeiro lote.
Investimento e evolução
O primeiro aviário tinha 125 metros por 12, e já foi construído com visão de futuro. “Mesmo na época, optamos por colocar sistema automatizado de comedouros e bebedouros. Os exaustores também estavam lá desde o início. O forno, esse era manual. Com o sucesso do primeiro aviário, não demorou para vir o segundo galpão, maior (130 por 14 metros) que alojam, juntos, 49 mil aves. “A meta para 2025 é manter a média de cinco lotes e meio, quem sabe mais. Estamos trabalhando para isso”, comenta dona Dorilde.
Frutos do trabalho
O retorno da atividade não se mede apenas em números. “Foi a avicultura que nos deu condições de ter uma vida digna e criar nossas filhas e encaminhá-las bem. Agradecemos a parceria com a Coopavel e a qualidade da assistência técnica que sempre se faz presente no dia a dia da nossa propriedade”, comenta Ilmo, animado com o reconhecimento que acaba de receber.

Avicultura Editorial
Nordeste fortalece presença na avicultura brasileira com novos investimentos e expansão da produção
Região amplia participação em indicadores do setor e consolida operações que vão da genética à produção de ovos e frangos.

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.
Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.
A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.
Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.




