Conectado com

Notícias Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista

Produtores de Santa Catarina são reconhecidos por sua atuação no campo

As propriedades rurais catarinenses se destacam cada vez mais como grandes exemplos de empreendedorismo, tanto que hoje são reconhecidas pela excelência.

Publicado em

em

Divulgação/Suellen Santin

As propriedades rurais catarinenses se destacam cada vez mais como grandes exemplos de empreendedorismo, tanto que hoje são reconhecidas pela excelência. Isso acontece porque as famílias entendem a importância de buscar aperfeiçoamento profissional, oportunidades de melhorias e investimentos em novas práticas e tecnologias. Os jovens, que antes saiam para estudar e não voltavam, agora fazem questão de retornar para casa com novos conhecimentos para implementar inovações nos empreendimentos.

Exemplo disso é o casal Fernanda Wickert Bruxel e Fabio André Bruxel, da empresa rural Família Wickert, da Linha Tigres de Saudades (SC), associados à Cooperitaipu. O casal representou Bertilo Wickert (pai de Fernanda), na 8ª edição do Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista – Troféu Aury Luiz Bodanese 2021, neste mês, no Complexo Tabajara, em Chapecó, onde receberam a premiação de 1º lugar.

Para Fabio e Fernanda, a conquista representa um reconhecimento por todas as mudanças implementadas na propriedade ao longo de sua história. O casal atua, juntamente com a família, na bovinocultura de leite e, segundo eles, em 2016 as práticas de melhorias foram intensificadas. Atualmente, a propriedade conta com 68 vacas em produção e um total de 106 animais, contabilizando o rebanho com novilhas e bezerras.

“Além de adotar um novo modelo de gestão, mantivemos as práticas de produção e tecnologias atualizadas, temos todo o cuidado com o bem-estar animal, com melhoramento genético, com as questões ambientais, entre outras inovações importantes para garantir produtividade e eficiência”, destaca Fernanda.

O casal complementa, ainda, que hoje a propriedade é dividida em setores e que as decisões são tomadas em conjunto. A família valoriza a busca constante pelo conhecimento e, além de participar do Programa Encadeamento Produtivo e outras iniciativas da Aurora Coop, também integra o Grupo de Assistência Técnica e Gerencial do SENAR/SC. “A conquista desse reconhecimento nos motiva a inovar ainda mais”, ressalta Fabio.

Camila Ferrari e Eduardo Brancher, da propriedade rural da Família Brancher. Foto: Alisson Moro/Aurora Coop

Eduardo Brancher e Camila Ferrari, da Propriedade Rural Família Brancher, (associados à Cooperitaipu), também são bons exemplos quando o assunto é trabalho em família. Eles representaram o pai de Eduardo, Gilberto Brancher, no evento de premiação do Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista, onde receberam o troféu de segundo lugar.

A família Brancher também atua na bovinocultura de leite e, além dos três, conta ainda com o irmão de Eduardo na equipe que comanda a propriedade, situada em Pinhalzinho (SC). O plantel total é de 160 animais, com 85 vacas em lactação. Ao comentar sobre os investimentos na propriedade, eles destacam que sempre tiveram planilhas, metas e outros aspectos que envolvem a organização do empreendimento, mas quando receberam o convite para o prêmio, aperfeiçoaram ainda mais as atividades. “Foi a primeira vez que participamos e receber esse reconhecimento é gratificante”, observa Eduardo.

O casal conta que os investimentos em genética, bem-estar animal, novas práticas, tecnologias e meio ambiente são constantes na propriedade. “Vale a pena tanto pela qualidade do nosso trabalho, quanto pela qualidade de vida e renda. Pensamos muito no que deixar para os nossos filhos”, completa Camila ao mencionar que o casal planeja oficializar a união em breve e que os planos incluem investir ainda mais na propriedade.

André e Daiane Backes, da Fazenda Vô Valdir (associados à Cooperalfa), também representam muito bem o potencial empreendedor que existe no meio rural em Santa Catarina. Com um total de 98 animais, incluindo novilhas

Daiane e André Backes, da Fazenda Vô Valdir. Foto: Alisson Moro/Aurora Coop

e bezerras, o casal também atua na bovinocultura de leite. Eles, que conquistaram o terceiro lugar no Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista, contam que iniciaram os programas de qualidade (De Olho na Qualidade e QT Rural) em 2014 e, desde então, não pararam de buscar conhecimentos. “Começamos a fazer um acompanhamento mensal das atividades e utilizar planilhas. Há três anos utilizamos o Sistema Mais Leite, além de trabalharmos com melhoramento genético há 18 anos”, destaca André ao completar que a família foi uma das pioneiras a investir no Compost Barn no Estado.

O casal tem duas filhas que ajudam nas atividades e, para eles, o prêmio é o reconhecimento do esforço de todos. “Nossa intenção, não é somente o lucro, mas também oferecer um produto de qualidade ao consumidor. Procuramos produzir mais com menos e, por isso, investimos em sustentabilidade. Quando a Aurora nos convida para o prêmio, sempre participamos”, explica André.

Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista

Considerado um dos maiores reconhecimentos do agronegócio catarinense, a 8ª edição do Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista – Troféu Aury Luiz Bodanese 2021 homenageia a cada dois anos empresários rurais que se destacam com práticas diferenciadas de melhoria da qualidade de vida e renda, bem como pela contribuição com a preservação do planeta. A iniciativa é da Cooperativa Central Aurora Alimentos, Sebrae e Excelência Santa Catarina. Neste ano, inscreveram-se no Prêmio 149 propriedades associadas às cooperativas filiadas à Aurora Coop e, ao todo, 24 foram premiadas.

Todas as famílias que concorrem à premiação integram o Programa Encadeamento Produtivo, desenvolvido pela Aurora Coop, Sebrae/SC e outros parceiros. Os empresários rurais também participam do Programa Propriedade Rural Sustentável Aurora (PRSA), que há mais de 20 anos vem transformando a realidade do campo, entre outras iniciativas que contribuem para fortalecer as atividades.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

18 − 5 =

Notícias Olhar atento no campo

Dicas para fazer o planejamento da safra e melhorar a produtividade

O ato de se planejar pode ser uma eficiente ferramenta no agronegócio para o ano que inicia. Responsável por uma fatia média de 20% do PIB, o agro deverá impulsionar a economia brasileira mais uma vez em 2022.

Publicado em

em

Arquivo OP Rural

Como tradição em todo começo de ano, o planejamento das metas, sejam elas pessoais ou de negócios, é sempre a melhor forma de se dar o primeiro passo para concretizar algo. Pouca gente sabe, mas até a alface e outros tipos de cultivos que parecem simples hortaliças precisam de um planejamento, atributo essencial para que o produtor esteja atento aos fatores que podem impactar diretamente nos ganhos produtivos.

Nesta etapa, analisar questões básicas que envolvem os custos de produção, bem como o momento do mercado e as condições climáticas, são estratégias que ajudam a avaliar os caminhos para melhorar a rentabilidade do plantio e estar atento aos riscos.

Segundo Diego Guterres, especialista líder de cultivo da Yara Brasil, adotar cautela para o plantio de grandes culturas pode contribuir para a previsibilidade dos custos de produção, por exemplo. Outras quatro dicas elencadas pelo Guterres são:

  • Acompanhar o patamar de preço dos grãos e insumos avaliando a relação de troca em paralelo à análise de preços históricos (em reais e em dólares);
  • Ter um olhar racional e estratégico sobre os custos de produção, já que atualmente estão em alta, direcionando recursos ao que é essencial para garantir produtividade (analisar custos totais e custo por unidade, por exemplo, R$/ha e R$/sc);
  • Antecipar compras e recebimentos de alguns insumos, como fertilizantes e defensivos sempre que possível;
  • Adotar critério técnico na adubação, especialmente para quem pensa em reduzi-la buscando mitigar os custos, pois medidas erradas podem reduzir a produtividade.

Conhecer bem o solo e escolher o cultivo que melhor se adapta às condições climáticas da região é o segredo de Bruno Dittrich, especialista líder de cultivo da Yara Brasil para frutas e hortaliças. Outras dicas do especialista são:

  • Escolher materiais genéticos adequados, preferindo opções com a melhor aceitação comercial, que produza bons frutos, folhas ou tubérculos;
  • Avaliação do solo. Através da análise de solo, é possível conhecer as principais deficiências e atuar nas correções que podem ser feitas através de práticas como calagem, gessagem e uso de fertilizantes;
  • Uso racional de fertilizantes, especialmente em condições de baixa fertilidade do solo;
  • Agir preventivamente para facilitar o controle de pragas e doenças da região.

 Perspectivas para 2022

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a previsão de crescimento para o agronegócio em 2022 está em torno de 3 a 5%, com a safra de grãos estimada em 289 milhões de toneladas, um aumento de 14% em relação a 2021.

Responsável por uma fatia média de 20% do PIB, o agronegócio deverá impulsionar a economia brasileira mais uma vez em 2022. Com planejamento e olhar atento às tendências que considerem também a sustentabilidade do negócio, a previsão é que o setor permaneça forte e com grandes resultados produtivos

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Notícias Fonte de proteína e nutrientes

Por que o ovo é tão benéfico para as pessoas? 

Além das tradicionais vitaminas A, B e E, outros nutrientes como colina, zinco, luteína, albumina, biotina e selênio estão presentes no ovo.

Publicado em

em

Divulgação/ASGAV

O ovo, um dos alimentos mais consumidos no mundo, tem seus motivos para sempre estar à mesa das pessoas. Além do valor acessível, ele é considerado como uma das principais fontes de proteína e de diversos outros nutrientes que auxiliam no bom funcionamento do organismo e na prevenção de doenças.

De acordo com a nutricionista e coordenadora técnica da Quimtia Brasil, Daniely Salvador, além das tradicionais vitaminas A, B e E, outros nutrientes como colina, zinco, luteína, albumina, biotina e selênio estão presentes no ovo.

“Dentre os benefícios podemos destacar que o consumo de ovo com frequência ajuda a melhorar fatores como memória, auxilia no combate a diversas doenças, reduz o risco de degeneração macular, ajuda na recuperação de várias células do organismo e previne a queda de cabelo”, comenta.

A qualidade deve ser ponto de atenção

No entanto, para obter todos estes benefícios, existe a necessidade de cuidar, também, da qualidade da produção de ovo. Segundo a especialista, a atenção para com a qualidade do alimento começa bem antes, ainda durante a criação das galinhas poedeiras [as que põe ovos].

“Assim como toda a criação animal moderna, é necessário seguir manejos sanitários rigorosos e uma dieta nutricional adequada, evitando assim possíveis perdas que possam comprometer a produção”, alerta.

Daniely acrescenta ainda, que para preservar e assegurar a qualidade do ovo, outra alternativa é conservá-lo em temperatura uniforme, sem variação, de preferência em refrigerador. A explicação disso é que “ao sofrer alteração de temperatura, o alimento pode perder boa parte de suas propriedades, consequentemente, a qualidade”, finaliza.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Notícias Em nota

Abramilho critica proposta de taxação das exportações de milho

Na avaliação da entidade, trata-se de uma medida equivocada e temerária para o país.

Publicado em

em

Claudio Neves

A Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) lamenta a falta de conhecimento da autora do Projeto de Lei 2814/21, que tramita na Câmara dos Deputados e estabelece imposto de 15% sobre a exportação de milho até 31 de dezembro de 2022. A verdade é que o produtor de milho não escolhe fazer a exportação. Ele simplesmente vende o milho para quem queira comprar, seja ele mercado interno ou externo, haja vista que vivemos em uma economia de livre mercado.

O milho é uma commodity no mercado internacional. O produtor precisa vender, muitas vezes, através de contratos antecipados tanto com a indústria nacional quanto internacional. Não faltou nem tem faltado milho no Brasil. Temos superávit, tanto que nossa produção está em torno de 100 milhões de toneladas e o consumo próximo de 70 milhões de toneladas. Sempre há um excedente que deve ser exportado e, muitas vezes, medidas como essa só tendem a prejudicar o setor e a desestimular o mercado e o produtor a plantar, tirando a competitividade do nosso produto.

Em situações similares, outros países, na vã ilusão de beneficiar o mercado interno, cometeram semelhante equívoco, que, em absolutamente nada, favoreceram a economia nacional ou o abastecimento interno. Foi o que ocorreu com a Argentina. Não podemos permitir que nosso país cometa semelhantes erros reiteradamente praticados.

Essa medida é temerária e equivocada. O mercado internacional não aceita a exportação de tributos, o que significa que este custo será repassado ao produtor. Salientamos neste ponto que, embora a inflação de alimentos tenha aumentado, a inflação dos insumos pagos pelos produtores já alcança os 50%, na variação anual. Isso demonstra o desconhecimento ou falta de sensibilidade da autora ao propor essa taxa.

O Brasil é um player importante no mercado internacional para exportação de alimentos. Dentre os principais produtos estão a soja, o milho, as carnes, seja bovino, suíno ou aves. A partir da produção agropecuária, o país tem alcançado receitas suficientes para enfrentar as crises econômicas mundiais mais graves.

Tributar o setor em qualquer uma dessas cadeias significa retirar artificialmente sua competitividade, prejudicando o Brasil perante seus concorrentes. Não se pode ser leniente com a história de sucesso da maior produção agropecuária tropical do planeta. Portanto, em vez de tributar as exportações dos alimentos, os deputados deveriam estar buscando soluções para baixar o custo de produção e melhorar a logística. Porque se existe um problema real para o milho no Brasil é a falta de uma logística adequada para o fluxo interno de milho e para garantir as exportações nos portos brasileiros.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo
ADISSEO 2022

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.