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Produtores de feno destacam uso do dejeto suíno na fertilização do solo

Encontro Nacional de Produtores de Fenação reuniu cerca de mil participantes do Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e Paraguai

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Uma fazenda modelo em produção, no município de Mercedes, no Oeste do Paraná, foi palco para o 2° Encontro Nacional de Produtores de Fenação e do 1° Encontro Municipal de Produtores de Fenação, que ocorreram em abril. De acordo com a organização, cerca de mil participantes do Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e Paraguai participaram do evento. Entre os temas debatidos, eles falaram sobre o uso de dejetos suínos como adubo para o solo.

Além dos produtores de feno, o encontro contou com a participação de autoridades, fornecedores de equipamentos, que expuseram suas novidades, além de técnicos e representantes de entidades ligadas ao ramo. O encontro, na fazenda produtor Alberto Schumacher, contou ainda com dinâmicas de máquinas e palestra sobre a importância do feno como volumoso na alimentação animal, exposições de máquinas e debates.

A palestra sobre o uso de fertilizantes dos dejetos suínos foi preferida pelo doutor Elir de Oliveira, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). De acordo com ele, o fertilizante que provém dos dejetos suínos é um dos mais ricos para a fenação, mas é preciso seguir critérios para sua correta aplicação. “Um dos melhores fertilizantes que temos é o dejeto suíno. As gramíneas são o melhor local para receber esse dejeto. Nas forrageiras é melhor que milho, feijão. Pastagem bem conduzida dá dinheiro, mas grande problema é não adubar o pasto”, destacou.

A adubação racional com dejetos suínos em áreas de pastagens deve considerar alguns critérios, citou: “Realizar análise química e física do solo e interpretar visando a aplicação de doses econômicas, a área deve apresentar sistema conservacionista que evite o escorrimento superficial da água, além de, em caso de calagem do solo, aplicar o dejeto antes dessa prática e diante de precisão de chuvas moderadas”.

E ainda: “O chorume líquido do supino deve ser usado em áreas não declivosas, que apresentem cobertura de solo com plantas verdes ou palhada, evitando os processos erosivos comuns em áreas gradeadas e aradas”. Ele citou ainda que “é preciso optar pelo parcelamento de aplicações em doses elevadas, acima de 30 metros cúbicos por hectare, e que em pastagens perenes ou anuais sob pastejo, o sistema adotado deve ser de pastejo rotacionado e a aplicação deve ser feita logo após a saída dos animais do piquete”. “Somente 30 dias a aplicação o gado pode voltar ao piquete”, orientou o pesquisador.

De acordo com ele, 30 metros cúbicos (com água) de fertilizante desse dejeto oferecem 74 quilos de ureia e 319 quilos de P2O5 (Pentóxido de Fósforo), entre outros nutrientes, como Nitrogênio, Fósforo e Potássio.

Cuidados na esterqueira

Antes de ir para o solo, o dejeto suíno tem que fermentar e estabilizar nas esterqueiras por pelo menos 70 dias. “É importante homogeneizar as partes líquidas e sólidas. Mas antes, deve ficar 70 dias vedado. Assim, vai caindo a população de bactérias ruins – patogênicos na fermentação começam a perder espaço para outros microrganismos que não são prejudiciais à saúde”, argumenta.

“Alguns critérios são importantes no processo de armazenamento e estabilização do chorume em esterqueira. “Não armazenar diretamente o esterco no solo; construir um conjunto de três esterqueiras dimensionadas para garantir armazenamento, fermentação, sem entrada de esterco novo pelo período de 100 dias, evitar a entrada de água desnecessária proveniente de calhas e excesso de água na lavagem do galpão, procurando obter esterco com 3 a 4% de matéria seca; promover a homogeneização do biofertilizante através da injeção de ar do esparramador de chorume acoplado ao trator; e não jogar leitões mortos na esterqueira”.

Importante debater

O anfitrião do 2° Encontro Nacional de Produtores de Fenação e do 1° Encontro Municipal de Produtores de Fenação, Alberto Schumacher, destaca a importância de usar o biofertilizante dos dejetos suínos. “Somos bons produtores de feno e grandes produtores de suínos. Temos que unir as duas coisas para obter melhores resultados”, destaca, ressaltando a lucratividade na atividade. “Se bem conduzida a lavoura, o retorno é melhor que soja e milho”, aponta Schumacher.

Mais informações você encontra na edição de Suínos e Peixes de maio/junho de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Suínos

Suíno vivo registra variações nos preços em janeiro

Mercado apresenta comportamento distinto nas regiões acompanhadas pelo Cepea.

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As cotações do suíno vivo apresentaram comportamento misto na última sexta-feira (09), conforme dados do Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq. Entre as principais praças acompanhadas, os preços oscilaram levemente, refletindo ajustes pontuais do mercado no curto prazo.

Em Minas Gerais, na modalidade posto, o quilo do suíno vivo foi cotado a R$ 8,35, registrando queda diária de 1,18% e recuo de 0,95% no acumulado do mês. No Paraná, o animal negociado “a retirar” foi cotado a R$ 8,25/kg, com leve alta de 0,36% no dia, embora ainda apresente variação mensal negativa de 0,24%.

No Rio Grande do Sul, o preço ficou em R$ 8,26/kg, com retração diária de 0,36% e queda de 0,48% no comparativo mensal. Santa Catarina também apresentou leve recuo, com o suíno cotado a R$ 8,31/kg, baixa de 0,12% no dia e variação negativa de 0,48% no mês.

São Paulo foi a única praça a registrar estabilidade no acumulado mensal. O preço do suíno vivo posto na indústria alcançou R$ 8,91/kg, com alta diária de 0,22% e variação mensal de 0,00%.

Os números indicam um mercado ainda ajustando preços no início de janeiro, com oscilações moderadas entre as regiões e sem movimentos expressivos de alta ou baixa.

Fonte: O Presente Rural com informações Cepea
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ACCS empossa nova diretoria e reforça foco em mercado e sanidade na suinocultura catarinense

Entidade inicia novo mandato de quatro anos com Losivanio Lorenzi reeleito e destaca desafios ligados às exportações, biosseguridade e inovação no setor suinícola de Santa Catarina.

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Foto: Divulgação/ACCS

A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) realizou, nesta sexta-feira (09), a posse oficial da diretoria eleita em assembleia geral no dia 10 de outubro do ano passado. O ato marcou o início formal do novo mandato da entidade e reafirmou a continuidade do trabalho desenvolvido nos últimos anos em defesa da suinocultura catarinense.

Presidente reeleito da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi: “A ACCS é construída de forma coletiva. Mesmo fora da diretoria, os produtores continuam participando, sugerindo e fortalecendo a entidade” – Foto: Divulgação/ACCS

Durante a cerimônia, o presidente reeleito, Losivanio Luiz de Lorenzi, destacou que a nova gestão mantém o compromisso com a representatividade do setor, aliando experiência e renovação. Segundo ele, alguns membros passaram por mudanças, a pedido, abrindo espaço para novas lideranças, sem perder o apoio e a contribuição daqueles que deixam os cargos diretivos. “A ACCS é construída de forma coletiva. Mesmo fora da diretoria, os produtores continuam participando, sugerindo e fortalecendo a entidade”, afirmou.

Losivanio ressaltou que os principais desafios do novo mandato estão ligados ao acompanhamento constante do mercado, tanto no cenário estadual e nacional quanto no internacional.

Santa Catarina responde por mais de 50% das exportações brasileiras de carne suína e, em 2024, superou o Canadá, tornando-se o terceiro maior exportador mundial da proteína. Nesse contexto, o presidente reforçou a importância da atuação conjunta com indústrias e cooperativas, fundamentais para a comercialização da produção.

Outro ponto central abordado foi a manutenção do elevado status sanitário do rebanho

Foto: Divulgação/ACCS

catarinense. Para a ACCS, a biosseguridade e a sanidade animal são pilares estratégicos para a permanência e ampliação do acesso aos mercados internacionais, além de garantirem qualidade e segurança ao consumidor brasileiro. “É a sanidade que nos mantém competitivos e confiáveis no mundo”, destacou.

A nova diretoria assume com a missão de seguir inovando, acompanhando as transformações do setor, inclusive com o avanço de novas tecnologias e da inteligência artificial, sempre com foco na sustentabilidade da atividade, na qualidade de vida do suinocultor e na entrega de uma proteína segura e de alta qualidade à mesa do consumidor. O mandato tem duração de quatro anos.

Fonte: Assessoria ACCS
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Biosseguridade como estratégia para proteger a suinocultura catarinense

Nova portaria estadual reforça a prevenção sanitária nas granjas, combina exigências técnicas com prazos equilibrados e conta com apoio financeiro para manter Santa Catarina na liderança da produção de proteína animal.

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Foto: Shutterstock

Santa Catarina é reconhecida nacional e internacionalmente pela excelência sanitária de sua produção animal. Esse reconhecimento não é fruto do acaso: é resultado de um trabalho contínuo, técnico e coletivo, que envolve produtores, agroindústrias, cooperativas, entidades de representação, pesquisa e o poder público. Nesse contexto, a Portaria SAPE nº 50/2025, em vigor desde 8 de novembro de 2025, representa um marco decisivo para a suinocultura tecnificada catarinense, ao estabelecer medidas claras e objetivas de biosseguridade para granjas comerciais.

Ao ser elaborada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) em conjunto com a Cidasc e outras instituições ligadas ao setor produtivo e à pesquisa agropecuária, a normativa consolida um entendimento que sempre defendemos: a prevenção é a melhor estratégia. Em um cenário global marcado por riscos sanitários crescentes, pressão por padrões mais rigorosos e mercados cada vez mais exigentes, proteger o plantel catarinense significa proteger empregos, renda no campo, investimentos industriais e a confiança dos compradores internacionais.

Diretor executivo do SINDICARNE, Jorge Luiz De Lima – Foto: ARQUIVO/MB Comunicação

A Portaria traz prazos que demonstram equilíbrio e respeito à realidade das propriedades. As granjas preexistentes têm período de adaptação, com adequações estruturais previstas para ocorrer entre 12 e 24 meses, conforme o tipo de ajuste necessário. Contudo, também há medidas de implementação imediata, principalmente de caráter organizacional, baseadas em rotinas padronizadas de higienização, controle e prevenção. É o tipo de avanço que qualifica a gestão e eleva a eficiência sem impor barreiras desproporcionais.

Vale destacar que muitas granjas catarinenses já operam nesse padrão, em razão das exigências sanitárias de mercados internacionais e do comprometimento histórico do setor com boas práticas. Por isso, a adaptação tende a ser tranquila, além de trazer ganhos diretos de controle, rastreabilidade e segurança. Entre as principais ações previstas, estão: uso obrigatório de roupas e calçados exclusivos da unidade de produção; desinfecção de equipamentos e veículos; controle rigoroso de pragas e restrição de visitas; tratamento da água utilizada; e manutenção de registros e documentação atualizados. São medidas que, embora pareçam simples, fazem enorme diferença quando aplicadas com disciplina.

Outro ponto que merece reconhecimento é a criação do Programa de Apoio às Medidas de Biosseguridade na Produção Animal Catarinense, instituído pela Resolução nº 07/2025. O Governo do Estado não apenas regulamentou: também viabilizou um caminho real para que o produtor possa investir. O programa permite financiamento de até R$ 70 mil por granja, com pagamento em cinco parcelas, sem correção monetária ou juros, e com possibilidade de subvenção de 20% a 40% sobre o valor contratado. Trata-se de um estímulo concreto, que fortalece a base produtiva e mantém Santa Catarina na liderança brasileira em produção e exportação de carne suína.

O processo é tecnicamente estruturado e acessível. O suinocultor deve elaborar um Plano de Ação (Plano de Adequação), com apoio de médico-veterinário da integradora, cooperativa ou assessoria técnica — incluindo alternativas como o Sistema Faesc/Senar-SC para produtores independentes. O documento é preenchido na plataforma Conecta Cidasc. A partir dele, a Cidasc emite o laudo técnico, e o produtor pode buscar o financiamento do Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR), com solicitação feita junto à Epagri, que atua como ponte para viabilizar o acesso à política pública.

Biosseguridade não é custo; é investimento. É ela que sustenta a sustentabilidade do setor, reduz perdas, previne crises e mantém nossa competitividade. A Portaria nº 50/2025 e o Programa Biosseguridade Animal SC mostram que Santa Catarina segue fazendo o que sempre fez de melhor: antecipar desafios, agir com responsabilidade e proteger seu patrimônio sanitário, garantindo segurança, qualidade e confiança do campo ao mercado.

Fonte: Assessoria Sape-SC
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