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Notícias Meio ambiente

Produtores da BRF começam a investir em energia solar em convênio da empresa com o Banco do Brasil

Projeto está alinhado à estratégia de longo prazo da Companhia, que estabelece metas para aumento de energia de fontes limpas em sua cadeia de produção

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Fotos: Divulgação

Produtores integrados de Santa Catarina, que atuam em parceria com a BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, assinaram os primeiros contratos do convênio que a empresa firmou com o Banco do Brasil, para financiar a instalação de painéis de energia solar nas granjas e adequações ambientais nas propriedades. O convênio firmado entre a BRF e o BB prevê a disponibilização de R$ 200 milhões para produtores buscarem eficiência energética, dentro do plano macro de Sustentabilidade da BRF, e que foi anunciado em dezembro de 2020, durante o BRF Day.

A produtora integrada Roseli Marcon compareceu à agência do BB e não escondia seu entusiasmo. Formada em Administração, Roseli tem uma granja na Linha Roça Grande, em Luzerna, município do Meio-Oeste catarinense. Há seis anos trabalha com frango de corte e há 14 anos com frango de postura, cujos ovos vão para o incubatório da BRF em Herval D’Oeste. Com quatro aviários climatizados, de 150 metros por 16 metros cada um, ela pretende colocar os painéis solares no solo para suprir a necessidade de energia dos locais. “A energia gerada pelas placas vai proporcionar uma grande economia anual nos custos de energia elétrica, além de ser um compromisso com a sustentabilidade”, comenta Roseli.

Em Linha Tiradentes, em Concórdia, a família da produtora integrada Ilse Câmara trabalha desde 1992 com frango de corte. O sistema de placas fotovoltaicas será instalado para fornecer energia a quatro aviários climatizadosce à casa da granja. O modal dos aviários, com capacidade de alojamento de 144 mil aves, foi construído dentro dos padrões da BRF. Os painéis também serão colocados no solo. Filho de Ilse, EberSalla explica: “A energia solar é uma alternativa importante para economizar nas despesas com a energia elétrica”.

Na Linha Barra do Tigre, também em Concórdia, com quatro aviários em funcionamento e dois em construção, o produtor integrado Jarbas Salvin conta que começou suas atividades com o pai, Liberino, em 1983,quando as alternativas de energia eram mais escassas. Desde 2015 administra sozinho os aviários, onde produz cerca de 1,3 milhão de aves por ano. “Decidimos investir em energia solar, com a colocação das placas no solo, para baixar os custos com energia elétrica”, observa Salvin.

O convênio é uma das iniciativas que fazem parte da estratégia de longo prazo da BRF, que prevê a continuidade docompromisso da Companhia com a sustentabilidade de forma transversal e permeando todo o negócio. A empresa estabeleceu como meta ampliar em 50% a autoprodução de energia elétrica provenientes de fontes limpas ou renováveis nos próximos 10 anos. “O compromisso com a sustentabilidade faz parte da nossa história e essência.  Ver estes primeiros produtores integrados assinando os contratos é motivo de muito orgulho para toda a nossa Companhia.  Vamos avançar ainda mais no fomento ao desenvolvimento energético dos nossos integrados, porque eles são os nossos parceiros na gestão sustentável de uma cadeira que proporciona vida melhor a todos, do campo à mesa”, salienta o CEO da BRF, Lorival Luz.

O fomento à energia renovável também integra os compromissos de longo prazo do Banco do Brasil para um mundo mais sustentável, com a ambição e direcionamento de alcançar o volume de R$ 15 bilhões de saldo de carteira em financiamentos nessa modalidade até 2025.Para André Brandão, presidente do Banco do Brasil, a estratégica está só no começo: “São as primeiras operações dessa parceria que impulsiona a transição para uma matriz energética limpa dos integrados, com mais sustentabilidade no campo. Nossa diretriz é apoiar a BRF e todos os seus integrados nesse processo, promovendo em cada ação o compromisso do Banco do Brasil com a sustentabilidade.”

Fonte: Ass. BRF
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Notícias Mercado

Preços do boi gordo seguem firmes apesar de avanço nos níveis de oferta

Mercado físico de boi gordo se manteve com preços firmes ao longo da semana nas principais praças de produção e comercialização do país

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Arquivo/OP Rural

O mercado físico de boi gordo se manteve com preços firmes ao longo da semana nas principais praças de produção e comercialização do país. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os preços do boi gordo se mantiveram firmes apesar da melhor fluidez dos negócios durante a semana. “Os frigoríficos até tentaram exercer pressão, mas não houve grande aderência dos pecuaristas em realizar negociações a patamares mais baixos. De qualquer maneira, o volume de animais ofertado não cresceu a ponto de mudar drasticamente a curva de preços”, disse ele.

A expectativa ainda é de maior disponibilidade de boiadas durante o mês de maio, pois as pastagens já apresentam sinais de desgaste em muitos estados, reduzindo a capacidade de retenção.

Do ponto de vista da demanda doméstica de carne bovina, o saldo foi bastante positivo ao longo da primeira quinzena do mês, com um movimento de alta consistente no atacado, com destaque para o corte dianteiro e para a ponta de agulha. “Somado a isso, precisa ser citado o bom desempenho das exportações, com o câmbio oferecendo elevada competitividade à carne bovina brasileira. A China segue como relevante diferencial, absorvendo bons volumes de carne brasileira”, assinalou Iglesias.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina subiram na semana. “A nova rodada do auxílio emergencial cumpre um papel relevante, fomentando o consumo de produtos básicos. A principal concorrente para a carne bovina ainda é a carne de frango, a mais acessível dentre as proteínas de origem animal, que conta com a predileção do consumidor médio em um momento de dificuldades macroeconômicas“, assinalou Iglesias.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 15 de abril:

  • São Paulo (Capital) – R$ 318,00 a arroba, contra R$ 320,00 a arroba na comparação com 08 de abril (-0,62%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 313,00 a arroba, estável.
  • Goiânia (Goiás) – R$ 305,00 a arroba, contra R$ 300,00 (+1,67%).
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 307,00 a arroba, estável.
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 312,00 a arroba, contra R$ 310,00 a arroba (+0,65%).

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Suinocultura

Mercado suíno sinaliza demanda aquecida e preços sobem

Demanda doméstica avançou no decorrer da primeira quinzena de abril

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A suinocultura brasileira registrou mais uma semana de avanço nos preços, tanto no quilo vivo quanto nos cortes negociados no atacado. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, a demanda doméstica avançou no decorrer da primeira quinzena de abril.

Segundo ele, além da entrada dos salários na economia, a nova rodada do auxílio emergencial motivou o consumo de produtos básicos. “Contudo, a pandemia ainda é um ponto de cautela, considerando que atividades demandantes seguem impactadas, funcionando com capacidades reduzidas em grande parte do país”, alerta.

Maia avalia que o produtor segue preocupado com o custo de produção, que permanece em tendência de alta, mantendo as margens da atividade pressionadas apesar do avanço recente do quilo vivo. “O milho apresentou mais uma semana de firmeza no país diante da restrição de oferta, com produtores preocupados com o clima para a safrinha”, comenta.

Levantamento semanal de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil subiu 13,63%, de R$ 5,85 para R$ 6,65. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado avançou 4,21% ao longo da semana, de R$ 11,87 para R$ 12,37. A carcaça registrou um valor médio de R$ 10,44, avanço de 16,13% frente ao fechamento à semana anterior, quando era cotada a R$ 8,99.

Maia afirma que as exportações apresentam um ritmo forte, puxado pelas compras da China, o que ajuda a enxugar a oferta doméstica e contribui para a recuperação dos preços da carne suína.

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 73,752 milhões em abril (6 dias úteis), com média diária de US$ 12,292 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 29,166 mil toneladas, com média diária de 4,861 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.528,70.

Em relação a abril de 2020, houve alta de 59,67% no valor médio diário da exportação, ganho de 54,56% na quantidade média diária exportada e valorização de 3,31% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo subiu de R$ 135,00 para R$ 153,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo seguiu em R$ 5,60. No interior do estado a cotação mudou de R$ 6,20 para R$ 7,40.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração seguiu em R$ 5,70. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 5,80 para R$ 7,30. No Paraná o quilo vivo teve alta de R$ 5,65 para R$ 6,80 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo caiu de R$ 5,70 para R$ 5,60.

No Mato Grosso do Sul a cotação em Campo Grande mudou de R$ 4,80 para R$ 5,90, enquanto na integração o preço seguiu em R$ 5,40. Em Goiânia, o preço passou de R$ 6,40 para R$ 7,50. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno subiu de R$ 7,00 para R$ 8,00. No mercado independente mineiro, o preço passou de R$ 7,10 para R$ 8,40. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis aumentou de R$ 4,80 para R$ 5,80. Já na integração do estado o quilo vivo seguiu em R$ 5,40.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Preços do trigo caem na Argentina, mas dólar segue encarecendo importações

Indústria brasileira de trigo começa a sentir maior necessidade de voltar às compras no curto prazo

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A indústria brasileira de trigo começa a sentir maior necessidade de voltar às compras no curto prazo. Com a baixa oferta do produto nacional, a saída é buscar trigo no mercado externo. Segundo o analista de SAFRAS & Mercados, Jonathan Pinheiro, ainda que os preços na Argentina venham caindo ao longo das últimas semanas, o dólar segue valorizado em relação ao real, o que aumenta os custos de importação.

Mercado internacional

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT, na sigla em inglês), referência na formação de preços no marcado internacional, os preços vão acumulando, na semana, valorização de aproximadamente 2%.

Os preços fecharam a segunda-feira em forte baixa, pressionados pela expectativa de safra cheia na Rússia. Na terça-feira, a previsão de clima adverso nos Estados Unidos e na Europa favoreceu ganhos. Na quarta-feira, a forte alta foi determinada por sinais de aquecimento da demanda global. Já na quinta-feira, o clima adverso nos Estados Unidos voltou a sustentar a valorização. A sessão desta sexta-feira já é marcada por volatilidade e, apesar da influência do clima sobre os preços, um movimento de correção deve pesar negativamente.

Taxas na Rússia

Alguns grandes exportadores da Rússia suspenderam as compras de trigo, devido à sua incapacidade de trabalharem com as altas tarifas de exportação. Segundo um jornal russo, a Louis Dreyfus, a KZP, a Bunge e a Sierentz Global Merchants deixaram o mercado. Além disso, já se fala que a Cargill e a Gemcorp também suspenderam as compras de trigo.

Segundo uma fonte do jornal, as empresas não querem se arriscar com as taxas. Outra fonte disse que ninguém quer comprar trigo sob as taxas atuais. Produtores e traders esperam o cancelamento das tarifas para voltarem a comercializar o grão. Especialistas acreditam que a movimentação deva voltar ao normal a partir de 2 de julho, quando entrar em vigor um novo mecanismo de taxação.

Fonte: Agência SAFRAS
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