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Produtores canadenses reforçam o alcance internacional do Show Rural Coopavel

A presença de uma comitiva formada por 25 produtores rurais do Sul do Canadá no Show Rural Coopavel reforça o caráter internacional do evento e consolida a feira como ambiente estratégico de aprendizado e geração de negócios no agronegócio. Caravanas de mais de 20 países estiveram em Cascavel nesta semana, 09 a 13 de fevereiro, para conhecer os avanços de uma cadeia movida pela tecnologia e inovação.

Foto: Divulgação
O grupo foi recebido pela equipe da Coopavel, pelo presidente Dilvo Grolli e pelo coordenador geral Rogério Rizzardi. Os produtores fazem parte de uma associação que reúne agricultores das províncias de Alberta e Saskatchewan. Reconhecidos pelo forte perfil de gestão, inovação e análise econômica detalhada das lavouras, os produtores vieram ao Brasil com o objetivo de conhecer tecnologias, modelos produtivos e oportunidades de parceria.
O agricultor Corey Nelson conta o que chamou sua atenção em tecnologia foi uma empresa com sistema voltado para pulverizadores no qual reduz-se a perda por deriva. Já o produtor John Hopkins comenta como é interessante poder ver todas as culturas que o país produz e em diferentes estágios de desenvolvimento.
A visita foi articulada pela Missão Viagens Técnicas, empresa liderada por Francisco Klein Silva. Segundo Francisco, a aproximação começou em 2024, durante uma agenda no centro de pesquisas Farming Smarter, no Canadá. Na ocasião, o grupo conheceu o trabalho da Coopavel e recebeu o convite para participar da feira. “Eles ficaram muito impressionados com a dimensão do agronegócio brasileiro e com a organização do evento. A partir desse contato, surgiu o interesse em formar um grupo específico para o Show Rural”, explica Francisco.
Eficiência
A região de origem dos produtores, conhecida como Palliser Triangle, é marcada por desafios climáticos e forte uso de irrigação, o que

Foto: Rodrigo Memlak
desperta interesse especial por soluções tecnológicas e sistemas produtivos eficientes. Durante a visita, os canadenses buscam referências em inovação, manejo, mecanização e modelos cooperativistas.
Para Francisco, a presença da comitiva simboliza o avanço da internacionalização da feira. “Cada vez mais produtores de fora demonstram interesse em conhecer o agro brasileiro. O Show Rural se consolida como vitrine global de tecnologia e oportunidades.”
A participação do grupo canadense evidencia a força do evento como ponto de conexão entre diferentes realidades produtivas, ampliando a visibilidade do agronegócio brasileiro e fortalecendo o intercâmbio técnico e comercial entre países.

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Brasil intensifica ações para ampliar reconhecimento internacional como país livre de Peste Suína Clássica
Estratégia envolve monitoramento epidemiológico e integração entre serviços veterinários e entidades do setor.

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e a Associação Brasileira das Empresas de Genética Suína (ABEGS) participaram, na última terça-feira (10), de reunião híbrida no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), com foco no debate sobre a erradicação da Peste Suína Clássica (PSC) no Brasil.
O encontro ocorreu na sede do MAPA, em Brasília, no âmbito do Departamento de Saúde Animal (DSA), vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), e foi conduzido pelo diretor do DSA, Marcelo Motta.
Entre as prioridades debatidas estiveram as estratégias de intervenção nos municípios dos estados do Piauí e do Ceará que compõem a Zona Não Livre (ZnL) de PSC e que registraram ocorrência da doença nos últimos cinco anos, com o objetivo de erradicar a circulação viral.
A diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke, reforçou que a agenda foi positiva, com encaminhamentos concretos para a expansão da Zona Livre. Segundo ela, as equipes do DSA/MAPA irão atuar, em conjunto com os Serviços Veterinários Estaduais, na realização de inquéritos soroepidemiológicos para avaliação da circulação viral.
“Diversos estados que integram a Zona Não Livre têm a perspectiva de, até 2028, apresentar o pleito de reconhecimento internacional à Organização Mundial de Saúde Animal, avançando no Plano Brasil Livre de PSC”, afirmou.
Para o presidente da ABEGS, Alexandre Rosa, o avanço sanitário é decisivo tanto para o crescimento sustentável da suinocultura brasileira quanto para a abertura de novos mercados internacionais, especialmente para a exportação de material genético.
“Alguns mercados estratégicos exigem que o Brasil seja reconhecido como livre de Peste Suína Clássica para autorizar a importação de material genético. Por isso, avançar na erradicação da PSC é fundamental para ampliar o acesso a esses mercados, fortalecer a competitividade da genética suína nacional e consolidar, no cenário internacional, a qualidade da sanidade brasileira”, destacou.
Na avaliação das entidades, o alinhamento técnico e institucional entre o MAPA e o setor produtivo é decisivo para consolidar um ambiente sanitário seguro e competitivo para a cadeia suinícola. O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, reforçou que a atuação integrada entre o poder público e a iniciativa privada é essencial para o sucesso do plano de erradicação da PSC.
“O trabalho conduzido pelo MAPA, em diálogo permanente com o setor produtivo, é fundamental para avançarmos de forma segura na erradicação da PSC. A construção conjunta de soluções técnicas fortalece a defesa sanitária, dá previsibilidade ao produtor e preserva a credibilidade da suinocultura brasileira nos mercados nacional e internacional”, ressaltou.
Participaram da reunião, de forma online, representantes da ABEGS, da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), da Embrapa Suínos e Aves e da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (ABRAVES). Presencialmente, estiveram presentes representantes da ABCS e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
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Público dos quatro dias de visitas técnicas ao Show Rural 2026 chega a 368.824 pessoas
Com recordes nos três primeiros dias, a 38ª edição ultrapassa a projeção inicial de 360 mil visitantes durante a feira.

Entre a manhã de segunda-feira (09) e o fim da tarde de quinta-feira (12), 368.824 mil pessoas passaram pelo parque tecnológico que sedia o 38º Show Rural Coopavel. Somente na quinta-feira, o público chegou a 94.310 visitantes.
Os três primeiros dias da edição de 2026 registraram recorde de público diário. Com o acumulado parcial, a meta de 360 mil visitantes projetada para esta edição já foi superada antes mesmo do encerramento oficial do evento.
O Show Rural segue nesta sexta-feira (13), com portões abertos das 07 às 18 horas. O acesso ao parque e a utilização do estacionamento são gratuitos. Com o tema A força que vem de dentro, a feira reúne 600 expositores do Brasil e do exterior.
Entre os destaques da programação desta sexta-feira estão a Batalha de Pitches, pela manhã, no Espaço Impulso, e o anúncio dos vencedores do Hackathon, no pavilhão do Show Rural Digital, no fim da tarde.
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Com colheita da primeira safra em curso, Conab projeta 353,4 milhões de toneladas em 2025/26
Levantamento aponta expansão de área plantada e leve recuo na produtividade média, sem comprometer o recorde estimado

Iniciados os trabalhos de colheita das culturas de primeira safra, a produção de grãos no país está estimada em 353,4 milhões de toneladas na temporada 2025/26, um ligeiro crescimento de 0,3% em relação ao volume obtido no ciclo 2024/25, o que mantém a perspectiva de recorde na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Foto: Divulgação
A área plantada deve chegar a 83,3 milhões de hectares, elevação de 1,9% em relação ao ciclo passado e que corresponde a um avanço de 1,5 milhão de hectares. Já a produtividade média nacional das lavouras tende a apresentar um recuo de 1,5%, saindo de 4.310 quilos por hectares em 2024/25 para 4.244 quilos por hectares em 2025/26. Os dados estão no 5º Levantamento da Safra de Grãos para a atual temporada, divulgado na quinta-feira (12) pela Companhia.
Neste levantamento, a Conab aponta para uma safra de 178 milhões de toneladas de soja, aumento de 6,5 milhões de toneladas em comparação ao ciclo passado e um novo recorde para a cultura. As condições climáticas, no período analisado, vêm favorecendo o desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras.
A colheita da oleaginosa já foi iniciada na maioria dos estados e atinge 17,4% da área, percentual superior em relação ao mesmo período

Foto: Shutterstock
do ano passado e pouco abaixo da média dos últimos 5 anos, conforme indica o Progresso de Safra divulgado nesta semana pela estatal. Em Mato Grosso, principal estado produtor do grão, a colheita alcançou 46,8%, e as produtividades estão próximas das estimadas inicialmente.
Para o milho, a previsão é de uma safra total de 138,4 milhões de toneladas, representando recuo de 1,9% em relação ao ciclo anterior. Mesmo com estimativa de redução da produção ao final do atual ciclo, o cultivo da primeira safra do cereal apresenta crescimento de 7,2% na área, estimada em 4 milhões de hectares, e a produção em 26,7 milhões de toneladas, aumento de 7,1% sobre a safra anterior.
Para a segunda safra do grão devem ser destinados 17,9 milhões de hectares, com o plantio já iniciado, alcançando na primeira semana de fevereiro 21,6% da área estimada, e com uma produção projetada em 109,3 milhões de toneladas.

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Com a semeadura praticamente concluída, a área destinada para o arroz deve atingir 1,6 milhão de hectares, 11,6% inferior à área cultivada na safra anterior. No Rio Grande do Sul, maior produtor do grão no país, as lavouras estão em pleno desenvolvimento vegetativo, e os mananciais, que estavam com os níveis reduzidos, tiveram recuperação do aporte hídrico para as áreas produtoras do estado com a ocorrência das últimas chuvas. A Conab estima que a produção chegue a 10,9 milhões de toneladas. Mesmo com a expectativa de queda de colheita em 2025/26, a perspectiva é que o volume assegure o abastecimento interno.
Para o feijão, a produção deve se manter próxima a 3 milhões de toneladas, somadas as três safras da leguminosa. A primeira safra apresenta redução de 11,4% na área plantada, totalizando 804,7 mil hectares, com expectativa de produção de 967,2 mil toneladas, 9% inferior à safra passada. A queda é influenciada pelos resultados estimados na região Sul do país, em especial no Paraná. Em contrapartida, em Minas Gerais a Conab prevê um aumento 9,5% na produção, sendo estimada em 224,6 mil toneladas, se tornando o principal produtor de feijão neste primeiro ciclo.
Já os agricultores de algodão, outra importante cultura de segunda safra, devem destinar cerca de 2 milhões de hectares para o cultivo da fibra, redução de 3,2% em relação à safra anterior, o que deve resultar em uma produção de 3,8 milhões de toneladas de pluma. De acordo com a Conab, já foram semeadas cerca de 88,1% da área.
Mercado
Neste levantamento a Conab traz os dados consolidados da comercialização do milho da safra 2024/25. A produção recorde obtida no

Foto: Gilson Abreu
ciclo passado possibilitou que exportações atingissem 41,5 milhões de toneladas, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O aumento das vendas ao mercado externo ,a safra 2024/25 em relação ao ciclo 2023/24 é impulsionado pela ampla oferta interna e pela maior demanda internacional pelo grão.
Alta também para o consumo interno, que saiu de 84 milhões de toneladas na temporada 2023/24 para 90,5 milhões de toneladas na safra passada, um novo recorde na série histórica da Companhia. Esse crescimento é atribuído principalmente ao aumento da utilização do milho na produção de etanol, que vem ganhando cada vez mais relevância no setor energético.
Para a temporada 2025/26 de milho, a expectativa é que haja um novo incremento tanto nas exportações como no consumo interno, com estimativas de 46,5 milhões de toneladas e 94,5 milhões de toneladas respectivamente. Mesmo com a elevação, os estoques de passagem do grão, em janeiro de 2027, devem se manter em torno de 12 milhões de toneladas.
Confira as informações completas sobre as principais culturas cultivadas no país com as condições de mercados dos produtos no 5º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, publicado no Portal da Conab.



