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Produtor rural é o principal protagonista do campo

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Família Maldaner (Maicon com o filho, Antônio e Ivanir).- Fotos: Divulgação

A sociedade brasileira reconhece, há algumas décadas, que a agricultura e o agronegócio se tornaram as locomotivas da economia nacional. As riquezas geradas no campo são processadas pelas agroindústrias para alimentar o Brasil e o mundo. Nesse cenário de trabalho, produção e permanente agregação de tecnologia, atua um dos principais elos das cadeias produtivas do agro: o empresário rural. Cultivando lavouras, pomares e florestas ou manejando planteis de aves, suínos e bovinos, ele é o principal agente econômico do campo.

Sua importância ganhou reconhecimento com a criação do Dia Nacional do Produtor Rural, comemorado em 28 de julho. Em Santa Catarina a relevância do empresário rural decorre da inquestionável importância do agronegócio barriga-verde que representa 30% do PIB estadual e contribuiu com 70% das exportações. Graças a ele e às cadeias das quais é o elo essencial, Santa Catarina é o maior produtor brasileiro de suínos, detém a vice-liderança na produção de aves e é o quinto maior produtor de leite do Brasil.  A matéria-prima para abastecer a vasta cadeia agroindustrial é fornecida por 20 mil avicultores e suinocultores e 70 mil criadores de bovinos de leite.

Com a parceria de mais de 72 mil famílias rurais, a Aurora Coop tornou-se o terceiro maior conglomerado da indústria da proteína animal do Brasil. No ano passado, exportou para mais de 80 países e respondeu, em volume, por 23,4% das vendas externas brasileiras de carne suína e por 7,6% das exportações de carne de frango.

“A qualificação permanente do produtor rural para que atinja altos níveis de produção e produtividade e as melhores taxas de sustentabilidade é uma prioridade permanente da Aurora Coop”, assinala o diretor vice-presidente de agronegócios Marcos Zordan. Uma das mais relevantes expressões dessa prioridade é o programa “Propriedade Rural Sustentável Aurora”. O PRSA resulta da soma dos programas De Olho na Qualidade Rural, Times de Excelência, Suíno Ideal, Qualidade Total Rural, Frango Aurora, Programa Aurora de Qualidade do Leite, Leitão Ideal, Creche Aurora e Programa de Capacitação Ambiental. Alguns destes programas também fazem parte do Projeto Encadeamento Produtivo sustentado pela Aurora Coop, Sebrae/SC, cooperativas agropecuárias, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).

Em convênio com as instituições do Sistema S, a Aurora Coop proporciona centenas de cursos e treinamentos por ano nas áreas de gestão, sanidade, bem-estar animal e nas cadeias de aves, suínos e bovinos de leite, entre outras. Confira a seguir alguns cases que mostram a expressão dos negócios do campo na avicultura, pecuária de leite e suinocultura.

 

AVICULTURA

O associado da Cooperativa Regional Itaipu (Cooperitaipu), Antônio José Maldaner, a esposa Ivanir e o filho Maicon atuam na área de avicultura em uma propriedade com 11.4 hectares em Pinhalzinho, oeste de Santa Catarina. A estrutura conta com dois galpões de aviários que alojam de 36 a 37 mil aves.

Família Maldaner (Ivanir, Maicon com o filho e Antonio).

A propriedade se destaca pela inovação, tecnologia e pela gestão, tanto que se transformou em um negócio sólido e rentável. A constante busca por conhecimento é um dos aspectos que contribuiu significativamente para o desenvolvimento dos negócios da família. Maldaner conta que ele e a esposa participaram do “D’ Olho”, em 2000, e do “QT Rural”, em 2002.

Desde então, a família participa de cursos, palestras e tudo o que vem para contribuir com a melhoria dos negócios. Em 2008, a propriedade da família ficou em 3º lugar entre as cooperativas classificadas, durante o Prêmio Aury Luiz Bodanese. Em 2011 conquistou o Troféu Prata, também na categoria das cooperativas. O empreendedor também foi finalista estadual do Prêmio MPE Brasil do Sebrae em 2009, conquistou o primeiro lugar na mesma premiação no Estado em 2011 e ficou entre os três finalistas nacionais.

Com isso, a propriedade inovou o modelo de gestão, investiu em tecnologias e aumentou a produção. Para garantir qualidade e segurança em todas as etapas do processo produtivo, Maldaner prioriza cuidados com sanidade e bem-estar, mantendo sempre o isolamento para garantir um produto de qualidade. “Não recebemos ninguém que não tem a ver com a atividade para manter a sanidade ideal e produzir um alimento de qualidade para o consumidor. Também procuramos oferecer mais conforto e bem-estar às aves com toda a automatização necessária”.

Os cursos como o De Olho e o QT Rural, entre outros, também ajudaram a família a abraçar ainda mais a causa do meio ambiente. “Uma das práticas que adotamos e fomos aprimorando foi a proteção e melhoria de fontes e córregos. Também contamos com painéis solares e fizemos uma cisterna e poço artesiano para garantir água durante possíveis secas, tanto que nessa última estiagem não tivemos falta de água. Com os controles necessário continuamos alojando normalmente”, afirma o produtor.

Com base nos conhecimentos adquiridos no Projeto Encadeamento Produtivo, Maldaner revitalizou os aviários neste ano. “Fizemos uma reforma e instalamos climatização completa que funciona 24 horas com o que há de mais novo no mercado. Com orientação técnica da Aurora Coop tentamos melhorar o máximo possível. Hoje o ambiente é muito melhor e possui todas as condições de bem-estar”.

Na visão de Maldaner, o Projeto Encadeamento Produtivo gera renda para a propriedade. “Devemos abraçar a causa e seguir essa cadeia que envolve produtor, cooperativa filiada, Sebrae e, no final, a agroindústria que proporciona um produto de qualidade ao consumidor. Sem esse elo, nenhum produtor consegue progredir e ter sucesso em sua atividade”, finaliza o produtor que é avicultor desde 2002, adora a atividade e tem orgulho pelo trabalho que desenvolve.

 

PECUÁRIA DE LEITE

Sandro Sari com a esposa Janice, a filha Shamili Vitória, Olide e Inês.

O associado à Cooperalfa, Sandro Sari, da Empresa Rural Família Sari atua juntamente com a esposa, filha, pais, irmão e a cunhada, na produção de leite e também na área de suinocultura. A propriedade, situada em Guaraciaba, extremo oeste catarinense, possui 26 hectares e conta com um plantel de 83 animais (vacas, novilhas e bezerras) e, deste total, 40 são vacas em lactação. A produção mensal varia de 22 a 24 mil litros de leite por mês. O produtor está entre os Top 5 da Cooperalfa.

Sempre em busca de inovações, o empreendimento da família é certificado no Programa Propriedade Rural Sustentável Aurora Coop (PRSA) há dois anos. A iniciativa tem por objetivo desenvolver cooperados para que atinjam níveis de sustentabilidade nas cadeias produtivas, envolvendo processos de gestão e meio ambiente. Para obter a certificação, a família de Sandro participou dos programas De Olho na Qualidade Rural, Times de Excelência, Qualidade Total Rural, Programa Aurora Coop de Qualidade do Leite (PAQL), Programa de Capacitação Ambiental, entre outros treinamentos que fazem parte do PRSA. “Depois disso, começamos a ver a propriedade com outros olhos. Está mais bonita, mais organizada e rentável”, afirma.

Leandro Sari, a esposa Dirlei De Cesare com Olide e Inês.

Segundo Sandro, hoje o processo de gestão é todo planejado e, com os números atualizados, a família consegue ter uma visão real da propriedade. “Estamos inovando sempre e buscamos trabalhar com capricho, dedicação, comprometimento e amor para ter o melhor resultado possível. Aproveitamos ao máximo o conhecimento que os técnicos da Aurora Coop e da Alfa nos trazem, implementamos novas práticas e novas tecnologias. Tudo isso porque queremos oferecer ao consumidor o alimento com a mesma qualidade que consumimos”, observa ao completar que sem esse suporte seria mais difícil alcançar resultados tão expressivos.

Segundo Sandro, fazer parte do Sistema Aurora Coop é gratificante para toda família. “Com certeza é um orgulho porque Cooperalfa e Aurora Coop são sinônimos de qualidade na área de alimentos”.

 

SUINOCULTURA

O associado da Cooperalfa, Marcial Antônio Smaniotto, cria suínos (terminação) em uma propriedade de 15 hectares em Aratiba (RS).

O associado da Cooperalfa, Marcial Antônio Smaniotto, cria suínos (terminação) em uma propriedade de 15 hectares em Aratiba (RS), onde mora com a esposa Adriana, que é colaboradora do Incubatório da Aurora Coop, e os filhos Andriele (17 anos) e Guilherme (11 anos). A Granja Smaniotto aloja 900 suínos terminação que resulta em três lotes e meio ao ano.

Entre os diferenciais da propriedade, o produtor destaca a nutrição realizada manualmente quatro vezes ao dia. Há também todo um cuidado com a dosagem de ração e, por isso, o alimento é pesado e é feita uma avaliação em cada baia para verificar se está adequada. Se sobrar, a quantidade é reduzida. “Nunca vou esquecer das palavras do então presidente da Aurora Coop Mário Lanznaster (em memória) em um evento há alguns anos em Erechim”. Ele frisou que, uma colherinha desperdiçada por dia, no final do ano resulta em uma quantidade expressiva.

Adriana e Marcial com os filhos Andriele e Guilherme

O produtor também destaca que valoriza muito o conhecimento que os técnicos transmitem e participou dos Programas De Olho na Qualidade, QT Rural e Times de Excelência. Além disso, possui a Certificação do Programa Propriedade Rural Sustentável da Aurora Coop e, agora, está no projeto de eficiência energética que faz parte do Encadeamento Produtivo. Ele também menciona o quanto os técnicos contribuem para implementar melhorias. “Sigo as orientações e aceito com boa vontade a opinião deles. Quem trabalha de forma correta tem resultados e ganha valor”.

Sempre prezando pela qualidade, Smaniotto conquistou o 1º lugar na categoria destaque Suicooper III, no Prêmio Destaques da Suinocultura Aurora Coop em 2018. Em 2021 conquistou o prêmio Destaque Aurora Coop Rio Grande do Sul na categoria Terminação Mercado Brasil. A premiação foi recebida no mês de julho de 2022.

Desde os 13 anos atuando com suinocultura, Smaniotto é associado da Alfa há sete anos. “Depois que a Aurora Coop ampliou sua presença no Rio Grande do Sul tivemos vida nova. Tenho orgulho em fazer parte da Alfa e da Aurora Coop”, finalizou Smaniotto.

Fonte: Assessoria

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Acordo UE–Mercosul reforça protagonismo do Brasil no comércio internacional

Após 25 anos de negociações, tratado reforça liderança brasileira no bloco sul-americano e amplia acesso a um dos maiores mercados do mundo.

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A aprovação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul representa um marco estratégico para o Brasil e reposiciona o país no centro das articulações do comércio internacional. A decisão, confirmada nesta sexta-feira (09) pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, encerra um processo de negociação iniciado há 25 anos e cria uma das maiores áreas de livre-comércio do mundo.

O acordo prevê redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte como motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Todos representam áreas estratégicas para inserção competitiva do Brasil. Também haverá oportunidade positiva para couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos. Haverá redução gradativa das tarifas, até zerá-las, sobre diversas commodities (sujeitos a cotas).

Fotos: Divulgação

Com peso determinante dentro do Mercosul, o Brasil teve atuação central na costura política do acordo, especialmente no período em que presidiu o bloco sul-americano. O entendimento é visto como um avanço relevante para a inserção internacional da economia brasileira, ao ampliar o acesso a um mercado que reúne 718 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto estimado em US$ 22,4 trilhões.

O acordo sinaliza fortalecimento do multilateralismo e da cooperação entre blocos econômicos em um cenário global marcado por tensões comerciais e medidas protecionistas. Para o Brasil, o tratado tende a abrir novas oportunidades para exportações, atração de investimentos e maior previsibilidade nas relações comerciais com a União Europeia, um dos principais parceiros econômicos do país.

Além dos ganhos econômicos, o entendimento tem significado político. A conclusão das negociações reforça o papel do Brasil como articulador regional e interlocutor relevante em fóruns internacionais, ao liderar consensos dentro do Mercosul e dialogar com grandes economias globais.

Brasília - 14/10/2025 -O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Em debate, o projeto de lei (PL 1.087/2025) do governo que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad: “Acordo histórico, não apenas pelo seu significado econômico, mas sobretudo pelo significado geopolítico” – Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Com a aprovação pelo lado europeu, a próxima etapa prevê a ratificação formal junto aos países do Mercosul. A presidente da Comissão Europeia poderá viajar ao Paraguai, atual detentor da presidência rotativa do bloco, para a assinatura do acordo com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Nos países sul-americanos, o texto ainda será submetido aos respectivos parlamentos. A entrada em vigor, no entanto, será individual, permitindo que cada país avance conforme a conclusão de seus trâmites internos.

Em nota conjunta, o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços destacaram que se trata do maior acordo comercial já negociado pelo Mercosul e um dos mais relevantes firmados pela União Europeia, ressaltando o potencial de ampliar fluxos comerciais, investimentos e a integração do Brasil às cadeias globais de valor.

Ministros destacam benefícios para o Brasil 

Os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento) se manifestaram nesta sexta-feira (09) para celebrar o anúncio da União Europeia pela aprovação do acordo comercial com o Mercosul. Nas redes sociais, Haddad classificou o acordo como histórico e uma sinalização para um futuro de pluralidade e oportunidade. “Acordo histórico, não apenas pelo seu significado econômico, mas sobretudo pelo significado geopolítico. Uma nova avenida de cooperação se abre nesse momento conturbado, mostrando um novo caminho de pluralidade e oportunidade”, disse Haddad.

Brasília (DF), 19/08/2025 - Comissão de Assuntos EconômicosComissão de Assuntos Econômicos (CAE) promove audiência pública interativa, com a ministra do Planejamento e Orçamento, para que sejam prestadas informações sobre a avaliação da Pasta quanto à eficiência dos subsídios tributários, financeiros e creditícios concedidos pela União; e o cumprimento do disposto no Art. 4º da Emenda Constitucional nº 109, de 2021, que determina ao Governo a apresentação de plano de redução gradual de incentivos e benefícios federais de natureza tributária, até o nível de 2% do PIB. Mesa: ministra de Estado do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet: ” O Acordo Mercosul-União Europeia é um dos movimentos econômicos mais relevantes das últimas décadas para o Brasil e para o Mercosul. Vai combinar crescimento econômico, emprego e renda com sustentabilidade, tecnologia e inovação”  – Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Por sua vez, Simone destacou que o acordo irá proporcionar a chegada de produtos brasileiros a mais consumidores, ampliação de investimentos, o que poderá ajudar a reduzir a inflação no país. “Um marco histórico para o multilateralismo! O Acordo Mercosul-União Europeia é um dos movimentos econômicos mais relevantes das últimas décadas para o Brasil e para o Mercosul. Mais acesso a mercados consumidores, mais investimentos, mais integração entre os países e, principalmente, mais produtos disponíveis, maior competição, ajudando a baixar ainda mais a inflação. Vai combinar crescimento econômico, emprego e renda com sustentabilidade, tecnologia e inovação”, afirmou a ministra, em nota oficial.
Repercussões 

Pelas redes sociais, o presidente Lula afirmou ser uma vitória do diálogo. “Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”, afirmou.

Lula destacou que o acordo, além de trazer benefícios para os dois blocos, é uma sinalização em favor do comércio internacional. O presidente brasileiro foi atuante na costura desse acordo e tentou finalizá-lo no final do ano passado, quando o Brasil presidia o bloco sul-americano. Para Lula, o acordo entre Mercosul e União Europeia era uma prioridade.

O Parlamento Europeu também precisará aprovar o acordo para que ele possa entrar em vigor.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Dia de Campo da Copacol conecta pesquisa, manejo e mercado ao produtor

Estudos do CPA mostraram, na prática, soluções para solo, soja e milho, além de análises de mercado para apoiar a tomada de decisão do produtor.

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Foto: Divulgação/Copacol

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo CPA (Centro de Pesquisa Agrícola), e contou com a participação de 1,5 mil visitantes. “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.

Cooperados que já acompanham de perto o trabalho do CPA garantem que eventos como esse fazem a diferença, como comenta o produtor de Joetaesse, Cássio Henrique Moeller. “O CPA sempre nos ajuda a alcançar melhores resultados e potencializar nossa produtividade e eventos como o Dia de Campo agregam muito conhecimento e traz novidades que nos ajudam a crescer nas propriedades”.

Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.

Na prática

Um dos assuntos abordados nas palestras em campo foi a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção. Essa compactação consiste na incapacidade de o solo absorver a água, o que muitas vezes pode gerar o aumento da umidade na superfície, tornando o ambiente propício para o desenvolvimento de doenças. “Nós utilizamos o método Dres [Diagnóstico rápido de estrutura de solo] onde podemos avaliar o nível de compactação do solo para saber qual técnica deve ser aplicada em cada propriedade, seja com plantas de cobertura, ou utilização de maquinários. É um processo muito importante, que impacta diretamente no desenvolvimento das culturas e na produtividade delas”, explica o engenheiro agrônomo e pesquisador do CPA, Andrei Regis Sulzbach.

Para cooperado de Jesuítas, Renato da Silva Tonelli, é importante acompanhar o trabalho do CPA, e saber que problemas que eles enfrentam no dia a dia, já estão sendo estudados e soluções já podem ser aplicadas na propriedade. “No último ano tivemos problema com relação a compactação de solo, e hoje vi que há um trabalho de pesquisa já sendo feito para desenvolver novas formas de manejo, melhorar nossas condições e minimizar esses problemas que nós que vivemos do campo temos”, comenta o cooperado.

Outro assunto que chamou atenção dos participantes foi o painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA, que são apresentadas com duas datas de semeadura, adubação em quantidades de acordo com a época e orientação de acordo com a região plantada, também foram apresentados manejos de doença e controle de pragas. “Apresentamos um demonstrativo com as épocas de semeadura diferentes com o mesmo manejo, onde fica visível a diferença de comportamento de cada planta, para mostrar a importância de se atentar as recomendações do CPA, de acordo com testes feitos na prática”, conta o engenheiro agrônomo André Luiz Borsoi.

Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor.

Além disso, também foram apresentados resultados sobre plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades e manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo.

Comercialização

O mercado também faz parte do processo produtivo, e entender como e quando comercializar os grãos, é fundamental para o cooperado. Pensando nisso, a abertura do Dia de Campo contou com uma palestra sobre tendências no mercado de commodities, com o consultor da StoneX Brasil, Étore Baroni. “O objetivo é trazer mais informações para os cooperados. São muitos fatores que influenciam nos preços, então, é preciso preparar o produtor para aproveitar as melhores oportunidades ao longo do ano. Tivemos mudanças muito fortes nos preços nos últimos anos e o CPA consegue trazer esse ganho de produtividade contínua. Por isso, é preciso alinhar a produtividade boa, com níveis de preços bons, mantendo uma rentabilidade para o produtor”, completa o consultor.

Fonte: Assessoria Copacol
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Proteínas animais ganham novas oportunidades com acordo UE-Mercosul, celebra ABPA

Entidade vê avanço em previsibilidade comercial e reforço do Brasil como fornecedor global, com impactos graduais e cotas bem delimitadas para aves, suínos e ovos

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Após mais de duas décadas de negociações e sucessivos impasses políticos, a confirmação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia começa a ser destrinchada. Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o entendimento representa um avanço relevante em previsibilidade comercial e no fortalecimento das relações entre os dois blocos, com efeitos graduais e tecnicamente delimitados para a cadeia de proteínas animais.

Foto: Jonathan Campos

Em nota setorial, a entidade destaca que o acordo é resultado de um processo longo e de elevada complexidade técnica, e que seus impactos não devem ser interpretados como uma abertura irrestrita de mercado, mas como a construção de oportunidades progressivas, condicionadas a regras sanitárias, cotas e salvaguardas já previstas no texto negociado.

No caso da carne de frango, principal item da pauta exportadora brasileira de proteínas, a ABPA é enfática ao afirmar que o acordo não altera o sistema de cotas atualmente em vigor entre Brasil e União Europeia. “Essas regras permanecem intactas. A novidade está na criação de um contingente tarifário adicional, no âmbito do Mercosul, de 180 mil toneladas anuais isentas de tarifa”, informa na nota.

Esse volume será compartilhado entre os países do bloco sul-americano e dividido igualmente entre produtos com osso e sem osso. A implantação será gradual, em seis etapas anuais iguais, até atingir o volume total no sexto ano de vigência. A partir daí, a cota passa a se repetir anualmente, dentro das regras estabelecidas.

Carne suína

Para a carne suína, o acordo inaugura uma nova possibilidade. Pela primeira vez, o Mercosul contará com um contingente tarifário

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

preferencial específico para o produto, inexistente até então para o Brasil. “A cota final prevista é de 25 mil toneladas por ano, com tarifa intr­a-cota de € 83 por tonelada, valor significativamente inferior ao praticado fora do contingente”, diz a nota.

Aves

Assim como no caso das aves, a implementação será escalonada ao longo de seis anos. No entanto, a ABPA ressalta que a efetiva utilização dessa cota pelo Brasil dependerá da conclusão dos trâmites sanitários junto à União Europeia, incluindo a aprovação do Certificado Sanitário Internacional, condição essencial para a abertura do mercado.

O segmento de ovos também aparece como um dos beneficiados pelo acordo. Estão previstos contingentes tarifários específicos, isentos de tarifa intr­a-cota, de 3 mil toneladas anuais para ovos processados e outras três mil toneladas para albuminas. Segundo a entidade, trata-se de uma oportunidade concreta para ampliar as exportações brasileiras de produtos com maior valor agregado, especialmente em nichos industriais e alimentícios.

Cotas do acordo

Apesar das oportunidades, a ABPA chama atenção para um ponto central: todas as cotas criadas pelo acordo são do Mercosul, e não exclusivas do Brasil. Isso exigirá coordenação intrabloco para definir critérios de alocação entre os países-membros, além de atenção permanente às exigências regulatórias e sanitárias impostas pelo mercado europeu.

Foto: Jonathan Campos

A entidade reforça ainda que os impactos econômicos positivos tendem a ser graduais, acompanhando o cronograma de implantação do acordo e condicionados ao cumprimento rigoroso das normas técnicas. As salvaguardas previstas devem ser aplicadas de forma estritamente excepcional e baseada em critérios técnicos, evitando distorções comerciais.

Para a ABPA, a concretização do acordo UE-Mercosul fortalece o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais no mercado internacional, atuando de forma complementar à produção europeia. Sanidade, sustentabilidade e capacidade produtiva seguem como pilares centrais para o aproveitamento das oportunidades abertas pelo pacto. “O pleno potencial do acordo dependerá de uma implementação técnica, previsível e transparente, em linha com os princípios do comércio internacional e da segurança alimentar global”, afirma a entidade.

Confira a Nota Setorial na íntegra:

NOTA SETORIAL– ACORDO MERCOSUL–UNIÃO EUROPEIA

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebra o aceite do Bloco Europeu e a concretização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, resultado de um processo de negociação de longo prazo e de elevada complexidade técnica.

O acordo representa um avanço relevante para a previsibilidade comercial e para o fortalecimento das relações entre os blocos, com impactos graduais e bem delimitados para o setor de proteínas animais.

No caso da carne de frango, é importante destacar que o acordo não interfere, não altera e não substitui o sistema de cotas já em vigor entre o Brasil e a União Europeia, que permanece plenamente válido. O que o acordo acrescenta é a criação de um novo contingente tarifário adicional, no âmbito do Mercosul, de 180 mil toneladas anuais isentas de tarifa, a ser compartilhado entre os países do bloco. Esse volume será composto por 50% de produtos com osso e 50% de produtos sem osso e terá implantação gradual em seis etapas anuais iguais, até atingir o volume total anual no sexto ano de vigência. A partir desse momento, o contingente passa a se repetir anualmente.

Para a carne suína, o acordo cria, pela primeira vez, um contingente tarifário preferencial específico para o Mercosul, inexistente até então para o Brasil. A cota final prevista é de 25 mil toneladas anuais, com tarifa intracota de € 83 por tonelada, substancialmente inferior à tarifa aplicada fora da cota. Assim como na carne de frango, a implantação ocorrerá em seis etapas anuais iguais, com crescimento progressivo do volume até o atingimento do teto anual. A efetiva utilização dessa cota pelo Brasil dependerá da conclusão dos trâmites sanitários junto à União Europeia para a abertura do mercado, incluindo a aprovação do Certificado Sanitário Internacional.

No segmento de ovos, o acordo estabelece contingentes tarifários específicos, também no âmbito do Mercosul, isento de tarifa intr­a-cota. Estão previstos 3 mil toneladas anuais para ovos processados e 3 mil toneladas anuais para albuminas, criando uma oportunidade concreta para a ampliação das exportações brasileiras de produtos com maior valor agregado.
Ao mesmo tempo, a ABPA ressalta que os contingentes criados pelo acordo são cotas do Mercosul, e não exclusivas do Brasil, o que demandará coordenação intrabloco para definição dos critérios de alocação entre os países membros. Os impactos econômicos positivos serão graduais, acompanhando o cronograma de implantação e condicionados ao cumprimento rigoroso dos requisitos sanitários, regulatórios e às regras de aplicação de salvaguardas, que devem permanecer estritamente técnicas e excepcionais.

Por fim, a ABPA ressalta que a concretização do acordo Mercosul–União Europeia reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais, em complementariedade à produção local, com base em sanidade, sustentabilidade e capacidade produtiva. O pleno aproveitamento das oportunidades abertas dependerá de uma implementação técnica, previsível e transparente, em linha com os princípios do comércio internacional e da segurança alimentar global.

Fonte: O Presente Rural
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