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Produtor rural ainda tem dúvidas sobre implementação da Nota Fiscal Eletrônica, aponta especialista
Contador Giuliano Vendrusculo diz que mesmo com gargalos ainda identificados, é importante a adaptação ao processo de digitalização.

A Nota Fiscal Eletrônica ao produtor rural ainda gera dúvidas entre os agropecuaristas. Embora a tecnologia esteja cada vez mais presente no dia-a-dia, e isso não é diferente no agronegócio, muitos produtores rurais ainda temem a substituição do bloco modelo 4, o famoso talão de produtor, pela Nota Fiscal Eletrônica modelo 55.
Conforme o contador Giuliano Vendrusculo, sócio da Guapo Sucessão Familiar, isso ocorre muito em função da falta de intimidade com os programas de emissão de notas, com o receio de errar e não saber como efetuar o correto cancelamento ou estorno da operação sendo que, no papel seria juntar as vias e escrever um simples “Cancelado”. “Dúvidas no preenchimento correto de todos os campos obrigatórios, tais como: CST, CFOP, dados fundamentais que determinam a correta tributação das operações e também o Funrural, sendo que este último não tem campo específico, porém, deve ser informado corretamente nos dados adicionais de acordo com a opção de recolhimento do produtor”, destaca.
O especialista lembra ainda que, mesmo vivenciando uma era totalmente digital, alguns estabelecimentos do agro não têm acesso à internet e com isso gera um entrave no uso da emissão da nota eletrônica. “Alguns desses locais nem dispõe de uma estrutura administrativa e na contramão desse cenário a produção não pode parar, os carregamentos não podem ficar estagnados em função dessa falha no processo. Alguns Estados que já adotaram em sua totalidade a obrigatoriedade da emissão eletrônica das notas, utilizam como solução paralela a nota no modelo físico para transporte estadual e num prazo que, normalmente é de sete dias, elas devem ser substituídas pela NF-e”, observa.
Outra situação vista por alguns produtores como um impasse, de acordo com Vendrusculo, é a necessidade de possuir um certificado digital e-CPF que deve ser renovado no mínimo a cada três anos, sendo esse modelo de cartão que deve ser conectado ao computador através de uma leitora, ou pode ser adquirido o modelo A1, arquivo que pode ser baixado e utilizado em qualquer computador e, que facilita o uso, porém, tem validade de um ano. “Também se faz necessário o investimento em um software de emissão de notas e isso pode ser visto como um ônus para a atividade”, ressalta.
Entretanto, mesmo com alguns gargalos encontrados, o sócio da Guapo esclarece que os benefícios gerados pela adoção da nota eletrônica pelos produtores são muito relevantes, pois o que era totalmente manual com riscos de extravios que geram multas, tempo desprendido em deslocamentos, onde o produtor precisa ir pessoalmente até às prefeituras para retirada de talões e depois retornar anualmente em prazo estipulado pelas mesmas, prestar contas de cada nota emitida ou mesmo as que não foram utilizadas devem ser apresentadas. “Deve-se fazer um resumo desses talões detalhando todas as operações, isso é um processo maçante, e no agro, como em todo negócio, tempo é dinheiro, por isso, tornar esse processo eletrônico, integrando as informações com o financeiro, obtendo os números de forma ágil para análises gerenciais, deve ser visto pelos produtores como investimento com vistas para o desenvolvimento e crescimento do seu negócio”, finaliza.

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Brasil e Coreia do Sul criam grupo para destravar acordo comercial com o Mercosul
Países buscam retomar negociações paralisadas desde 2021. Iniciativa pretende identificar pontos de resistência e avançar em um possível tratado entre o bloco sul-americano e a economia asiática.

Brasil e Coreia do Sul criaram um grupo de trabalho para tentar avançar nas negociações de um acordo comercial entre o país asiático e o Mercosul. A iniciativa busca identificar os principais pontos de divergência entre os lados e encontrar alternativas para retomar as discussões sobre um tratado que começou a ser negociado em 2018, mas não avançou nos últimos anos.

Foto: Caroline de Vita/Mapa
O anúncio ocorreu nesta segunda-feira (27), após uma reunião entre representantes dos dois países em Brasília. Segundo o governo brasileiro, o grupo será coordenado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. “Decidimos criar um grupo de trabalho que vai identificar sensibilidades dos dois lados e evitar que elas sejam um empecilho para a retomada das negociações de um acordo do Mercosul com a Coreia”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Coreia do Sul é uma das principais economias da Ásia e um importante parceiro comercial do Brasil. As negociações com o Mercosul envolvem temas como redução de tarifas, acesso a mercados, regras sanitárias e barreiras técnicas.
Oportunidade
Durante o encontro, o governo sul-coreano defendeu a retomada das tratativas como uma forma de ampliar a

Imagem criada pelo ChatGPT/Emili Schneider/OP Rural
presença de empresas dos dois lados. A avaliação é que um acordo poderia abrir novas oportunidades para companhias coreanas na América do Sul e facilitar a inserção brasileira no mercado asiático. “Em um momento em que há muitas incertezas no âmbito comercial, o acordo entre Brasil e Coreia não pode mais esperar. Ele é para agora. Acreditamos que o acordo entre Mercosul e Coreia vai trazer para as empresas coreanas uma maior oportunidade de entrar no mercado da América do Sul e trazer uma nova perspectiva ao mercado asiático para o Brasil, via Coreia”, enfatizou o presidente sul-coreano.
A retomada das negociações ocorre em um período de maior instabilidade no comércio internacional, marcado por disputas tarifárias e mudanças nas relações entre grandes economias.
Minerais críticos entram na agenda bilateral
Além do comércio, Brasil e Coreia do Sul assinaram acordos de cooperação em áreas como defesa, educação, energia, ciência e tecnologia, esporte e exploração espacial.

Foto: Marcos Oliveira/Agência Brasil
Um dos temas tratados foi a cadeia de minerais críticos, considerados estratégicos para setores como tecnologia, energia renovável e indústria de alta tecnologia. O governo sul-coreano destacou o potencial brasileiro no fornecimento desses recursos. “Como se sabe, o Brasil é um dos principais detentores dos minerais críticos. E hoje concordamos em expandir a cooperação em todo o ciclo de vida desses minerais, fortalecendo a cooperação mútua de maneira benéfica”, ressaltou.
A agenda também incluiu acordos para intercâmbio de políticas educacionais, cooperação entre instituições de ensino, pesquisa e desenvolvimento tecnológico aplicado à indústria, além de intercâmbio esportivo entre atletas e especialistas.
Comunidade coreana no Brasil
Após a agenda em Brasília, a comitiva sul-coreana segue para São Paulo. A cidade concentra a maior comunidade coreana do país, com mais de 50 mil pessoas.
O Brasil é o principal destino de imigrantes coreanos na América Latina, e a comunidade mantém presença relevante

Foto: Shutterstock
em áreas como comércio, indústria, tecnologia e serviços.
Países defendem cooperação internacional
Durante as declarações após a reunião, os dois governos também destacaram a defesa do diálogo diplomático e da solução pacífica de conflitos. “Seguiremos construindo um mundo regido pelo diálogo, pelo respeito entre as nações e pelo fortalecimento do multilateralismo”, afirmou Lula.
O governo sul-coreano reforçou a importância da estabilidade internacional para ampliar a cooperação econômica. “É importante a paz para termos segurança. Sem a necessidade de luta ou guerra”, declarou o presidente sul-coreano.
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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.

Foto: Shutterstock
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil.

Foto: Shutterstock
Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.






