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Produtor rondonense aposta na semente de chia

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Uma área plantada na região de Novo Horizonte, em Marechal Cândido Rondon (PR), vem chamando a atenção de quem passa pelo local. São cerca de 30 hectares de uma planta que dá uma flor roxa, que cobre o campo, pouco conhecida na região. É a chia, semente rica em nutrientes que vem ganhando espaço no mercado por conta dos benefícios que traz para a saúde. Quem apostou na nova cultura para a região é o agricultor Onori Forlin, quer espera bons resultados para a primeira safra, a ser colhida no próximo mês. 
O produtor rural conheceu a chia no Paraguai, onde tem uma propriedade com familiares. Trouxe a experiência para Marechal Rondon em 2013, quando plantou um hectare para ter a semente necessária para o plantio da safrinha 2014. Neste ano, cultivou 50 hectares de terra com a semente e espera colher cerca de 500 quilos por hectare. Como o mercado é bastante novo e não há muitas experiências, ele não sabe quanto vai receber pelo quilo, mas acredita que deve passar fácil dos R$ 10. No mercado para o consumidor final de Marechal Rondon, a semente de chia sai em média por R$ 50 o quilo. 
De acordo com Forlin, a planta leva entre 120 e 130 dias para ficar pronta para a colheita. Para plantar e colher, são necessários ajustes em uma colheitadeira comum por conta do tamanho da semente, muito pequena em relação ao milho, por exemplo. São seis quilos de semente por alqueire da semente, indicada somente para ser cultivada no inverno. “Se não tem frio, a planta não para de crescer e não solta a semente. Não dá para plantar no verão. A chia precisa de noites mais longas e frias”, comenta. “Tem que plantar em fevereiro ou março para colher em junho ou julho”.
Quando a planta atinge cerca de um metro de altura, as sementes estão prontas para o consumo humano. Para chegar ao ponto, o manejo é relativamente simples. “Apliquei uma vez inseticida e uma vez adubo foliar e mais nada. Agora é só secar e colher”, conta o rondonense.
Forlin explica que o cultivo da chia, entretanto, é muito delicado. “Plantar a chia envolve riscos maiores que o milho ou o trigo, por exemplo. Ela é uma planta bem mais sensível, que estraga com facilidade se for exposta a muita chuva ou a geadas”, destaca. “Se ela tiver seca e chover em cima, ela incha e estraga”, emenda. “No Paraguai, onde já temos mais experiência, plantamos cerca de dois mil hectares, mas tivemos alguma perda”, lembra. Caso passe sem problemas pelas condições climáticas, a produtividade da chia pode chegar a 1,5 mil quilos por hectare.
“Até agora estou contente. Vamos ver na colheita, mas acredito que é uma boa opção para a nossa região. É uma planta nova. O agricultor não tem assistência técnica e nem mesmo seguro, caso aconteça perda por conta do clima. O risco é grande”, avalia o produtor.
Forlin conta que o cultivo é uma novidade, mas já tem chamado a atenção de outros produtores pela região. “Só conheço dois produtores aqui no Brasil. Um em Marechal Rondon e outro em Toledo. Sei que tem alguns em Cascavel também, mas não é muita gente”, conta. Mesmo sem assistência e sem parâmetros para resolver possíveis problemas da adaptação na região, o agricultor decidiu investir.
 
COLORIDO
“Se a produtividade for boa, volto a plantar na próxima safra. Se não for, já valeu à pena pela beleza da plantação”, brinca o rondonense, falando do colorido das flores que aparecem por pouco mais de um mês sobre a terra.
O colorido foi o que chamou a atenção de leitores de O Presente, que sugeriram a produção de uma matéria. De acordo com o agricultor, muitas pessoas se interessam pela produção exatamente por ser uma planta diferente e bela. “Quando venho aqui dar uma olhada na plantação, muita gente para, curiosa, para ser o que é. Alguns até tiram fotos. Mas de fato é uma plantação muito bonita”, diz o produtor rural.

Fonte: Jornal O Presente

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo

Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.

Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.

A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.

Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.

O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”

Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.

Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.

A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria FPA
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare

Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

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Fotos: Epagri

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.

Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.

Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.

A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.

Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri

O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.

Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.

Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.

Fonte: Assessoria Epagri
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira

Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

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Foto: Divulgação/Frimesa

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.

A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.

Fonte: O Presente Rural
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