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Produtor precisa transformar a produção de leite em unidade de negócio

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O Simpósio do Leite de Erechim chega na sua 10ª edição este ano e buscou fazer um grande evento, com renomados palestrantes, tendo como objetivo qualificar cada vez mais os envolvidos na cadeia de produção de leite, como produtores, técnicos e estudantes.
O evento acontece na próxima semana, em Erechim, com início da programação na terça-feira, dia 18. O Simpósio, com série de cinco palestras acontecerá na quarta, dia 19. O diretor executivo do grupo Boa Fé – Ma Shou Tao, Jônadan Ma vai ser um dos palestrantes do Simpósio abordando um tema cada mais em voga nos dias de hoje, a pecuária leiteira como unidade de negócio.
Para Jônadan, no Brasil, a pecuária leiteira passa por um grande momento que aconteceu nos demais países desenvolvidos, que é a profissionalização da atividade, saindo do amadorismo e, principalmente, transformando a atividade de produção de leite em um negócio como qualquer outro ou como empreendimento que pode ser tanto familiar, como empresarial. “O tão usado termo "eu tiro um leitinho", denota uma depreciação da própria atividade por parte do produtor de leite. A produção de leite é uma das atividades da pecuária leiteira que somada à venda de animais, de forma voluntária, totalizam um rendimento bruto da atividade que pode competir economicamente com qualquer outra cultura ou atividade agrícola”, enfatiza o palestrante.
Por isso, de acordo com Jônadan, a produção de leite deve ser encarada como um negócio. “E considerando-se as características das mais de 1,5 mi de propriedades que trabalham com leite onde na maioria não é exclusiva e também marginal, procuramos demonstrar que a atividade leiteira pode se tornar altamente rentável e também uma unidade de negócio dentro da propriedade”.
A produção de leite tem tido cada vez mais importância no agronegócio, especialmente na pequena propriedade, onde o tema proposto por Jônadan Ma ainda pode evoluir. “Em primeiro lugar, temos que trabalhar no conceito da própria atividade, que pode ser altamente rentável em pequenas propriedades, caracterizadas como familiares.
Essa mudança de conceito começa pela valorização da atividade pelo próprio produtor e sua família, onde ele irá encará-la não apenas como sua base de sobrevivência, como também para o seu crescimento pessoal, familiar e como negócio. Temos o conhecimento de milhares de pequenas unidades familiares com grande eficiência produtiva e econômica, que permite qualidade de vida digna de um produtor, muito mais do que um mero "tirador de leite", que é o segundo conceito que deve ser eliminado do vocabulário de quem busca viver da atividade. Um terceiro conceito é eliminar a auto-compaixão de sua profissão como produtor de leite, haja vista que quando bem conduzida nos aspectos técnicos e econômicos, permite o crescimento da própria atividade ao longo do tempo”, explica o palestrante.
Para Jônadan, o pecuarista e mesmo o agricultor, deve tratar a sua atividade como negócio, onde tudo deve ser controlado como qualquer outro negócio, seja urbano, comercial ou industrial. “A regra máxima do capitalismo é o lucro, que é o resultado de dois itens: receitas – custos. Essa é a essência de qualquer negócio e se o produtor que encarar essa atividade como negócio, o segundo ponto e o mais importante, é aprender anotar os dados, processar as informações, fazer contas  e conferir os resultados.
Uma pergunta que sempre faço é a seguinte: se o produtor de leite estivesse trabalhando na cidade com uma loja ou uma pequena fábrica. certamente iria ter todos os números anotados, valores, custos e receitas…e porque quando entra na porteira da fazenda ele deixa de fazer esta operação ou delega, talvez, para funcionário em grande parte mal instruídos…e assim exige que a atividade tenha resultados favoráveis e positivos”.
O palestrante também alerta: “só sobrevive e cresce na atividade quem acredita na atividade. O leite só pode ser uma unidade de negócio para quem acredita no próprio negócio”.
 
Desafios para investir na pecuária de leite
O Brasil tem se destacado nos últimos anos na produção de leite, atraindo investimentos para o setor. Com isso, mais produtores rurais tem buscado no segmento uma nova e importante fonte de renda. Jônadan Ma enfatiza que os principais desafios para quem deseja investir na pecuária leiteira são a capacitação pessoal: mente, disposição e vontade, além da constante busca por conhecimentos; capacitação da mão de obra, seja familiar ou contratada; ter garantia na produção de alimentos para o rebanho; ter uma boa base de animais que serão melhorados geração após geração; um controle rigoroso da sanidade animal e qualidade do leite; gestão e manejo de todos os itens acima e o controle e aferição dos resultados econômicos.
O palestrante frisa ainda os avanços que precisamos ter no Brasil para o fortalecimento de produção de leite. “A criação de uma verdadeira política agrícola e pecuária de longo prazo; um controle efetivo das ações governamentais, principalmente com relação a importação de leite subsidiado no país; incentivo ao consumo de leite por parte da população aos níveis recomendados pela ONS, que é de 250 litros/pessoa/ano além do fortalecimento do sistema cooperativista, que realmente é o único sistema que permite o pequeno produtor ser competitivo no sistema econômico vigente”, são ações apontadas por Jônadan.
O Simpósio do Leite de Erechim
O Simpósio do Leite também é acompanhado de outros eventos paralelos como o Fórum de Lácteos e mais recentemente a Mostra de Trabalhos Científicos. Haverá uma série de palestras e atividades programadas para o Simpósio deste ano que seguirá sendo realizado junto ao Parque da Accie, em Erechim, norte do RS.
Ao todo serão cinco palestras durante a programação do evento este ano. A pecuária leiteira como unidade de negócio será palestra proferida por Jônadan Ma, da Fazenda Boa Fé, MG. A análise e perspectiva do mercado nacional e internacional do leite será o tema da palestra de Marcelo Pereira Carvalho, da Milk Point, SP.
Sandro Luiz Viechnieski, sócio proprietário da Fazenda Iguaçu, PR, falará sobre o gerenciamento de propriedades produtoras de leite. O quinto tema do evento terá como palestrante Márcio Flores da Cunha Chaiben e abordará a importância do uso da IATF em rebanhos leiteiros.
As palestras começam às 8h15 do dia 19 e seguem até às 14h40. Haverá Milk Break aos participantes. O almoço está incluso no valor da inscrição para o Simpósio. As palestras acontecem no Pólo de Cultura, que fica junto ao Parque da Accie, em Erechim.
O Fórum Nacional de Lácteos
O evento acontece no dia 18, abrindo a programação do Simpósio Nacional do Leite de Erechim. Durante o Fórum Nacional de Lácteos será debatido o mercado do leite no Brasil e no mundo. Os painelistas serão Wilson Zanatta, presidente do Sindilat, Ricardo Rodrigues, da DPA/Nestlé, Mario Farina da Agricoop, Francisco Signor, superintendente do Mapa/RS, Marcelo Pereira de Carvalho, da Milk Point além do deputado federal Alceu Moreira, que também é presidente da Subcomissão Setorial do Leite e Derivados, da Câmara Federal.
O jornalista Irineu Guarnier Filho será o moderador do debate. O acesso ao Fórum, é gratuito. A programação, no Pólo de Cultura, que fica junto ao Parque da Accie, em Erechim, começa às 13h30.

Fonte: Ass. Imprensa do Simp. do Leite

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Lar Credi realiza assembleias e projeta continuidade do crescimento em 2026

Cooperativa apresenta resultados positivos, amplia base de associados e fortalece atuação no agro.

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Foto: Divulgação

A Lar Credi realizou, na última sexta-feira (20), as Assembleias Gerais Ordinária (AGO) e Extraordinária (AGE), reunindo associados no Lar Centro de Eventos. O encontro apresentou os resultados de 2025, definiu o planejamento para 2026 e deliberou sobre mudanças no estatuto da cooperativa.

Durante a AGO, foram apresentadas as contas do exercício de 2025. Já na AGE, os associados analisaram e aprovaram a proposta de reforma estatutária, que inclui a alteração do endereço da sede administrativa, ampliação das áreas de atuação e ajustes em artigos regimentais. Todos os itens da pauta foram aprovados por unanimidade.

Segundo o diretor-presidente Irineo da Costa Rodrigues, a cooperativa tem apresentado crescimento acima das expectativas desde a sua criação. Ele destacou que a atuação da instituição está voltada ao atendimento personalizado e ao apoio financeiro dos associados, especialmente no agronegócio.

Os números de 2025 mostram avanço em diferentes indicadores. Os ativos totais chegaram a R$ 383,7 milhões, alta de 42% em relação ao ano anterior. Os depósitos à vista e a prazo somaram R$ 307,8 milhões, crescimento de 41%, enquanto a carteira de crédito ultrapassou R$ 205,5 milhões, com aumento de 32%.

O patrimônio líquido atingiu R$ 72 milhões, avanço de 50%, reforçando a estrutura financeira da cooperativa. Já o resultado líquido foi de R$ 7,5 milhões, crescimento de 25%, valor que inclui a correção do capital social e retorno aos cooperados.

A base de associados também cresceu, chegando a 11.263 cooperados, alta de 16%. Para atender essa demanda, a cooperativa conta com 37 postos de atendimento em 32 municípios nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, além de uma equipe de 93 colaboradores.

Outro destaque foi o desempenho da Lar Coop Corretora de Seguros, que registrou crescimento de 56% no volume de operações em 2025. Entre as iniciativas, estão o Seguro Integração, voltado às cadeias de aves e suínos, e o Seguro Paramétrico para soja e milho, que amplia a proteção financeira do produtor rural.

Ao final do encontro, a diretoria reforçou a expectativa de continuidade no crescimento da cooperativa, com foco na segurança financeira e no atendimento aos associados.

Fonte: Assessoria Lar Cooperativa
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Formação ou Exercício Profissional na Agronomia: O que vem primeiro?

Número elevado de vagas, sobretudo no EAD, levanta questionamentos sobre a formação diante das exigências da profissão.

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Foto: Shutterstock

A expansão dos cursos de Agronomia no Brasil levanta um alerta: estamos formando profissionais na mesma qualidade que o agro exige?

A qualidade da formação está diretamente ligada ao exercício profissional. No caso do engenheiro agrônomo, cuja atuação é ampla, sistêmica e integrada, essa relação se torna ainda mais decisiva, especialmente em um cenário de crescente internacionalização das relações econômicas.

O Decreto 23.196, de 1933, estabelece com clareza as atribuições da profissão, abrangendo áreas como fitotecnia, zootecnia, economia e administração rural, cooperativismo, engenharia e paisagismo. Trata-se de uma base sólida, que já contempla a natureza dinâmica da atividade e permite a incorporação de inovações tecnológicas e gerenciais ao longo do tempo.

O desafio, portanto, não está na legislação, mas na formação. Os cursos de Agronomia precisam estar alinhados a essa amplitude de atuação. No entanto, a expansão de graduações, especialmente na modalidade 100% a distância, e a adoção de projetos pedagógicos fragmentados acendem um sinal de alerta sobre a qualidade do ensino.

Artigo escrito por Kleber Santos, engenheiro agrônomo, membro da ABCA Distribuído pelo Conselho Científico Agro Sustentável.

Esse ponto se torna ainda mais sensível diante do avanço da inserção internacional do agro brasileiro. Acordos comerciais, como o firmado entre Mercosul e União Europeia, exigem profissionais com visão integrada dos sistemas produtivos, capazes de atuar da produção à gestão. Nesse contexto, o engenheiro agrônomo se destaca justamente por sua formação abrangente, desde que ela seja, de fato, garantida.

A sustentabilidade também amplia essa demanda. O enfrentamento das mudanças climáticas, a preservação da biodiversidade e a redução da poluição exigem conhecimento técnico aliado à capacidade de gestão e inovação. São desafios que reforçam a importância de uma formação sólida e prática.

Apesar disso, os números preocupam. Dados do Sistema e-MEC (2024) apontam a existência de quase 600 cursos de Agronomia autorizados no Brasil, com mais de 112 mil vagas. Desse total, 54,2% estão na modalidade a distância e 45,8% no formato presencial. A maior parte das vagas está concentrada no ensino privado, e apenas quatro instituições detêm mais de 70% das vagas em cursos EAD.

Diante desse cenário, a presencialidade segue como elemento essencial na formação agronômica. O uso de tecnologias, como internet e inteligência artificial, é bem-vindo, mas não substitui a vivência prática, o contato com o campo e a integração entre teoria e realidade produtiva.

Ao mesmo tempo, iniciativas de qualificação e acompanhamento da formação ganham relevância. Entidades como a Academia Brasileira de Ciência Agronômica, a CONFAEAB e o Sistema CONFEA/CREAs têm papel importante nesse processo, assim como estudos voltados à evasão, retenção e demanda de estudantes.

Outro ponto estratégico é a integração entre ensino e prática, por meio da extensão universitária e de programas de mobilidade acadêmica e profissional, tanto no Brasil quanto no exterior. Essas experiências contribuem para alinhar a formação às exigências do mercado.

O crescimento no número de cursos não é, por si só, um problema. O desafio está em garantir qualidade. Em um setor cada vez mais profissionalizado e inserido no mercado global, a formação do engenheiro agrônomo precisa acompanhar essa evolução.

No fim, a resposta é direta: antes de discutir o exercício profissional, é preciso garantir uma formação à altura das atribuições da profissão.

Fonte: Artigo escrito por Kleber Santos, engenheiro agrônomo, membro da ABCA Distribuído pelo Conselho Científico Agro Sustentável
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36ª Reunião Anual do CBNA recebe inscrições de trabalhos científicos até quarta-feira

Todos os trabalhos aprovados serão publicados em edição especial sobre o evento da Revista de Agricultura, da Fealq, ampliando o alcance das pesquisas.

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Trabalhos Científicos na Reunião Anual do CBNA 2026: 12 trabalhos serão selecionados para apresentação oral e os demais trabalhos aprovados serão apresentados em formato de pôster. No ano passado, foram mais de 60 trabalhos selecionados.

A produção científica voltada à nutrição animal no Brasil vem buscando maior integração com as demandas da indústria e mais visibilidade no cenário internacional. Esse movimento se reflete na 36ª Reunião Anual do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), que está com inscrições abertas para submissão de trabalhos científicos até quarta-feira (25).

O professor de Zootecnia da Esalq/USP e membro da Diretoria Técnica do CBNA, Urbano Ruiz. “A publicação dos trabalhos em um periódico científico amplia significativamente a visibilidade das pesquisas e contribui para aproximar ainda mais a produção acadêmica das demandas da indústria”.

Neste ano, todos os trabalhos aprovados serão publicados em edição especial sobre o evento da Revista de Agricultura, periódico científico editado pela Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) e publicado de forma ininterrupta desde 1926. Essa mudança amplia o alcance das pesquisas, que antes eram divulgadas no ambiente digital do evento, anuncia o professor de Zootecnia da Esalq/USP e membro da Diretoria Técnica do CBNA, Urbano Ruiz, responsável pelos trabalhos científicos do encontro.

A iniciativa ocorre em um contexto de maior pressão por eficiência produtiva e otimização de custos na cadeia de proteína animal, o que tem aproximado empresas e centros de pesquisas na busca por soluções aplicadas. “A publicação dos trabalhos em um periódico científico amplia significativamente a visibilidade das pesquisas e contribui para aproximar ainda mais a produção acadêmica das demandas da indústria. Ao adotar o inglês e um formato mais objetivo, o CBNA também facilita o acesso de pesquisadores e profissionais de outros países ao conteúdo gerado no Brasil”, afirma Ruiz.

Outra mudança nesta edição é o formato dos resumos, que passam a ser submetidos exclusivamente em inglês e em versão simples, substituindo o modelo anterior de resumo expandido. A proposta é facilitar a leitura e ampliar a circulação internacional dos estudos. Ao todo, 12 trabalhos serão selecionados para apresentação oral, quatro em cada uma das áreas (aves, suínos e bovinos), enquanto os demais trabalhos aprovados serão apresentados em formato de pôster. Todos os trabalhos aprovados terão espaço na publicação científica. No ano passado, foram mais de 60 trabalhos selecionados. Os interessados, devem fazer inscrição no site do evento e depois inscrever seus trabalhos clicando aqui.

Eventos

A 36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos vai reunir pesquisadores, profissionais da indústria e especialistas da cadeia produtiva para discutir avanços técnicos, desafios e tendências da nutrição animal no Brasil e no mundo. Além da Reunião Anual, o CBNA vai promover outros dois eventos técnicos no mesmo local. Um deles é o 9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, no dia 12 de maio, e outro é o 25º Congresso CBNA Pet, nos dias 13 e 14 de maio. Toda essa programação será paralela à Fenagra, Feira Internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa.

36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos

9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos

25º Congresso CBNA Pet

Fonte: Assessoria CBNA
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