Suínos
Produtor moderniza galpões ter mais controle sobre a temperatura
Construção civil é aliada do suinocultor para proporcionar ambientes que não causem estresse térmico aos animais
A suinocultura está cada vez mais tecnificada no Brasil. Nos polos produtores do Sul, boa parte dos galpões já possui infraestrutura capaz de manter a temperatura dos ambientes se os instrumentos instalados forem usados corretamente. Outra parte, no entanto, ainda possui barracões mais antigos, que dificultam a manutenção da temperatura e qualidade do ar ideal. Para melhorar os resultados, muitos produtores apostam na modernização de seus galpões para proporcionar um ambiente mais equilibrado e conseguir o melhor desempenho dos leitões.
De acordo com o engenheiro civil Anderson Ortiz dos Santos, mesmo as estruturas mais antigas podem ser adaptadas. “A adequação de construções existentes é possível e importantíssima para o aumento de produção”, crava. Santos explica que o processo na troca de telhas – uma das principais formas de controlar a temperatura dentro de uma unidade de produção – se baseia em dois pilares: vão e peso. “A troca de telhas de cobertura, por exemplo, de fibrocimento ou metálicas, que não têm qualquer isolamento térmico, por telhas isotérmicas, é feita com uma análise da estrutura de cobertura com dois itens: se o aumento de peso, que é mínimo, é suportado pela cobertura existente e se a distância entre apoios é suficiente para a telha isotérmica. Nesse caso, geralmente é possível, pois as telhas isotérmicas vencem vãos maiores que outros tipos de materiais”, cita.
O profissional explica que uma boa construção civil pode evitar a maior parte dos problemas de temperaturas extremas, como acontece no Brasil. “Em termos de construção das edificações, o isolamento térmico para cobertura e fechamento lateral são itens importantíssimos no que tange evitar a troca de temperatura entre o exterior e a parte interna do prédio. Isto faz com que a temperatura interna ideal para a produção de suínos seja mais constante e independente das condições climáticas”, pontua o engenheiro civil, que atua como coordenador de Produtos da Isoeste, uma das empresas especializadas em materiais usados em fechamento lateral e cobertura de galpões no Brasil. “O controle da temperatura é então facilitado, pois o gradiente de temperatura (grandeza usada para descrever a direção e a taxa de variação de temperatura em uma área em particular) é menor”, justifica.
Segundo Santos, em muitos casos somente o isolamento com materiais das edificações já é capaz de manter o ambiente ideal. “Um bom isolamento reduz significativamente o custo de aquisição do sistema de climatização (Avac) e consequentemente gera economia de energia elétrica”, diz. Em casos onde as temperaturas são mais extremas e variam muito, tanto para cima quanti para baixo, porém, o uso da tecnologia Avac é praticamente indispensável. “O importante é ter isolamento térmico entre o exterior e interior. Independe se este gradiente é positivo ou negativo”, reforça Santos.
Alguns benefícios de materiais isotérmicos
– Economia na estrutura da construção
– Economia com sistemas de climatização
– Eliminação de inversão térmica e condensação
– Eliminação do estresse térmico
– Redução dos índices de mortalidade
Mais informações você encontra na edição de Suínos e Peixes de Julho/Agosto de 2016 ou online.
Fonte: O Presente Rural

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
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Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
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