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Produtor escolhe entre cerca de 500 híbridos de milho

Produtor deve priorizar sementes para a realidade da sua lavoura e atender recomendações, como época de plantio e número de plantas, para extrair o máximo potencial produtivo daquela variedade, naquele ambiente

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“Encontrei uma variedade nova de milho, que cresce mais rápido e tem uma secagem mais demorada. Isso é bom pra mim, que faço silagem para o gado. Vou usar na próxima safra”, diz o produtor rural de Marechal Cândido Rondon, PR, José Luiz Moura. “Além disso, o talo é maior, o que gera mais massa”, completa a esposa Ane Claudete. Assim como o casal paranaense, o produtor brasileiro está constantemente mudando as variedades de milho que planta em suas propriedades. Na safra 14/15, eram aproximadamente 500 disponíveis no mercado, de acordo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Moura garante que a constante troca de híbridos permite mais desempenho do rebanho e resultados financeiros para a família.

De acordo com o técnico em transferência de tecnologia da Embrapa, João Guimarães, todo ano cerca de 30 a 40 variedades deixam de ser usadas e são retiradas do mercado para dar espaço a outros híbridos, mais avançados geneticamente. “Na safra 2014/15, eram 478 híbridos diferentes. Ano passado, saíram 40 e entraram mais de 20. Mas historicamente o número de híbridos só aumenta”, revela.

Antônio Álvaro Corsetti Purcino, chefe-geral da Embrapa Milho e Sorgo, destaca que “a semente é o principal insumo de uma lavoura, e a escolha correta da semente deve merecer toda atenção do produtor que deseja ser bem sucedido em seu empreendimento”. Para ele, aspectos relacionados às características da cultivar, como potencial produtivo, estabilidade, resistência a doenças e adequação ao sistema de produção em uso e às condições edafoclimáticas devem ser levados em consideração para que a lavoura se torne mais competitiva.

“O cultivo do milho vem alcançando ganhos relevantes de produtividade nos últimos anos no Brasil”, frisa. Conforme Purcino, principalmente no começo dessa década a cultura do milho experimentou um novo patamar de produtividade, só antes alcançado por países considerados desenvolvidos e detentores de agricultura de alto nível tecnológico. “O aumento do rendimento de grãos de milho por área tem acontecido graças ao avanço tecnológico proporcionado pelo desenvolvimento de híbridos com genética superior, passando por novas tecnologias, como o milho Bt, serviços e informações disponibilizadas e ao profissionalismo dos agricultores na adoção de práticas de manejo que proporcionem maior nível de respostas e segurança aos híbridos disponibilizados no mercado pelas indústrias de sementes”, avalia.

“Temos variedades como a hiperprecoce, superprecoce, precoce e as de ciclo longo. Isso determina o tempo que o milho fica no campo. O produtor do Mato Grosso, por exemplo, não tem motivo para plantar uma variedade superprecoce. Mais ao Norte do país, o ciclo pode ser mais longo, pois não têm alguns problemas, como geada”, destaca o gerente da Divisão de Sementes da Dow AgroSciences no Oeste do Paraná, Sandro Alves.

Amplitude

Segundo Alves, alguns materiais são mais regionalizados, mais indicados para microrregiões específicas, mas outros, conhecidos como híbridos de maior amplitude, podem cobrir as lavouras em ambientes bastante distintos. Esses materiais, segundo Alves, podem garantir mais segurança em caso de eventos adversos. “Existem materiais com adaptabilidade para regiões mais altas e outros para mais baixas. Buscamos ainda entre as linhagens tirar as boas características, como a amplitude da semente para regiões diferentes, que confere mais segurança para o produtor”, avalia.

Posicionamento

Para Alves, tão importante quanto ter uma semente adequada para cada região é o produtor aplicar corretamente o posicionamento para ter o máximo do potencial produtivo. “O posicionamento inclui época certa de plantio, quantas plantas, qual o espaçamento, que precisam ser precisos para o produtor extrair o máximo da genética e da biotecnologia da semente”, cita. “Isso não é uma receita. Cada caso é um caso, mas sabemos que hoje não há espaço para errar. Temos que cuidar da rentabilidade do agricultor”, amplia.

Grão e Silagem

O profissional explica que, na maioria das vezes, o milho para grão oferecido no Brasil já atende as recomendações para o milho destinado à silagem. “O milho para silagem precisa de alguns atributos, muitas vezes encontrados no milho grão. A massa ensilada precisa ter boa produção de matéria verde e ótima produção de grãos, porque isso vai conferir a qualidade dessa silagem, além de menor quantidade de fibras possível, que estão relacionadas com a digestibilidade no rúmen do animal”, argumenta.

Algumas variedades, cita o gerente, possuem atributos mais direcionados para o milho silagem, como um tempo mais prolongado da janela de corte – tempo que o milho resiste sem perder qualidade . “Há uma variedade com um atributo interessante que é a janela de corte, de 12 a 15 dias. Ela é interessante para o pequeno produtor, que muitas vezes depende de maquinários de outros para fazer a colheita”, cita, completando que a janela de corte em algumas plantas é de sete dias.

Genes

De acordo com ele, os híbridos possuem cinco genes, “três que conferem tolerância às principais pragas e mais dois de tolerância a herbicidas, que são o glufosinato de amônio e glifosato”, destaca. De acordo com o profissional, esse tipo de tecnologia diminui a necessidade de fazer aplicações na lavoura. “Em condições normais de temperatura, nitrogênio, com o plantio de refúgio, correta dessecação, o produtor pode até não fazer nenhuma aplicação, como percebemos muito nesse verão (16/17)”, cita Alves.

Mais informações você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2017 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Pecuária brasileira investe em rastreabilidade e práticas sustentáveis para modernizar o setor

Programa da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável orienta produtores sobre recuperação de pastagens, formalização e monitoramento da cadeia para aumentar eficiência e atender exigências ambientais e comerciais.

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Foto: Divulgação

Pressionada por novas exigências ambientais, regras comerciais mais rigorosas e pela necessidade de ampliar a produção sem expandir área, e ao mesmo tempo impulsionada pelos avanços produtivos que vêm transformando o setor, a pecuária brasileira atravessa um momento decisivo. Ao mesmo tempo em que enfrenta questionamentos sobre emissões e desmatamento, o setor reúne condições técnicas e práticas sustentáveis para liderar uma transição baseada em tecnologia, eficiência, recuperação de áreas já abertas e maior integração dos produtores à cadeia formal.

Nesse cenário, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável tem reforçado sua atuação como articuladora de propostas estruturantes e como referência técnica para o debate público. A entidade sustenta que a competitividade da carne brasileira dependerá da capacidade de transformar o momento atual em ativos estratégicos.

Presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina Menezes: “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe” – Foto: Clever Freitas

Um dos pilares dessa agenda é a recuperação de pastagens degradadas, apontada como eixo central do Caminho Verde, política pública defendida pela instituição para impulsionar a intensificação sustentável da atividade. A estratégia parte de um diagnóstico claro: “o Brasil possui um volume importante de áreas consideradas de baixa produtividade. Requalificá-las, por meio de manejo adequado, melhoria do solo, tecnologias e integração de sistemas, permite elevar a produção por hectare, reduzir emissões relativas e otimizar a produção”, explica a presidente, Ana Doralina Menezes.

De acordo com a profissional, o programa representa uma solução pragmática e alinhada às demandas globais. “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe. Recuperar pastagens é aumentar eficiência, melhorar renda no campo e responder de forma concreta aos compromissos climáticos”, afirma.

A transformação, porém, não se limita à dimensão produtiva. Parte relevante do desafio está na reinserção de pecuaristas na cadeia formal. A informalidade restringe acesso a crédito, assistência técnica, mercados que exigem comprovação socioambiental, além de fragilizar a imagem do setor como um todo, por isso é imprescindível que o pecuarista esteja alinhado e de acordo com o Código Florestal vigente.

Foto: Breno Lobato

Para o vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Lisandro Inakake de Souza, a inclusão é condição para que a transição seja efetiva. “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado. A formalização precisa ser vista como instrumento de fortalecimento econômico e não apenas como obrigação”, destaca.

A ampliação da rastreabilidade também integra esse movimento, uma vez que ela se apresenta como infraestrutura que conecta sanidade, ambiente e gestão. Em relação ao mercado, com compradores cada vez mais atentos à origem e à conformidade ambiental, sistemas consistentes de monitoramento tornam-se fator determinante para manutenção e novas aberturas. Por isso, como reforça a Mesa, transparência é elemento estruturante da competitividade. “Rastreabilidade é credibilidade. Ela protege quem produz corretamente e permite que o Brasil apresente dados sólidos sobre sua cadeia”, frisa Lisandro.

Ao articular recuperação de pastagens no âmbito do Caminho Verde, inclusão produtiva e avanço da rastreabilidade, a instituição busca incentivar o setor de forma propositiva diante das transformações regulatórias e comerciais em curso. “Mais do que reagir a pressões externas, a estratégia é demonstrar que produtividade, responsabilidade socioambiental e inserção competitiva podem avançar de forma integrada, incentivando o produtor a atuar como centro da solução”, complementa Ana Doralina.

Uma agenda conectada ao campo

Lisandro Inakake de Souza, vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável: “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado”  – Foto: Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável

Para apoiar o pecuarista nos temas estratégicos que vêm moldando o futuro da atividade, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável iniciou 2026 com uma programação propositiva de webinars voltados à qualificação e à disseminação de informação técnica.

No dia 29, foi realizado o segundo encontro dedicado à reinserção de produtores na cadeia formal. Em 26 de fevereiro, o foco esteve na rastreabilidade, aprofundando desafios e caminhos para ampliar transparência e conformidade. Um terceiro webinar sobre reinserção está previsto para maio, dando continuidade às discussões.

Todos os conteúdos já disponibilizados podem ser acessados no canal oficial da instituição no YouTube, ampliando o alcance das orientações e fortalecendo o diálogo com produtores, técnicos e demais elos da cadeia.

“Nosso compromisso é transformar temas complexos em orientação prática para quem está no campo. Quando promovemos debates sobre recuperação de pastagens, reinserção na cadeia formal e rastreabilidade, estamos oferecendo instrumentos concretos para que o produtor tome decisões mais seguras, amplie sua competitividade e participe de forma ativa dessa nova etapa da pecuária brasileira”, finaliza a presidente.

Fonte: Assessoria Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável
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Sistema Faep assume coordenação da Aliança Láctea Sul Brasileira no biênio 2026/27

Fórum reúne entidades e produtores para discutir estratégias de competitividade e desenvolvimento da cadeia do leite.

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Foto: Isabele Kleim/Divulgação

O Sistema Faep está à frente da coordenação geral da Aliança Láctea Sul Brasileira para o biênio 2026/27. O comando é rotativo entre os Estados participantes e, neste novo ciclo, ficará sob responsabilidade do Paraná, representado pelo Sistema Faep. Mais recentemente, o Mato Grosso do Sul passou a integrar a iniciativa, ampliando a articulação regional em torno do fortalecimento da produção e da competitividade do leite brasileiro.

Ronei Volpi, coordenador geral da Aliança Láctea, em sua propriedade – Foto: Divulgação/Sistema Faep

“A Aliança contribui para a integração entre os Estados e a construção de estratégias conjuntas voltadas à cadeia do leite. O Sistema Faep seguirá trabalhando ao lado das entidades do setor para avançar em pautas que ampliem a competitividade e as oportunidades para a produção”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Criada em 2014, a Aliança Láctea Sul Brasileira é um fórum público-privado que reúne representantes do setor produtivo e de instituições dos estados da região Sul. O grupo discute ações voltadas à cadeia leiteira e busca alinhar iniciativas nas áreas de produção, indústria e comercialização de leite e derivados, com foco nos mercados interno e externo. No ciclo 2026/27, a coordenação será exercida pelo consultor do Sistema Faep, Ronei Volpi, produtor rural com atuação há décadas na cadeia leiteira e participação em discussões voltadas ao desenvolvimento do setor.

A agenda de trabalho da Aliança para 2026 começou recentemente. No início de março, o Sistema Faep foi anfitrião da primeira reunião do ano, quando foram apresentados o Plano de Incentivo à Exportação de Lácteos e o plano de trabalho voltado à sanidade na cadeia leiteira, iniciativas que buscam fortalecer a competitividade do setor e ampliar oportunidades de mercado para os produtores da região.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Demanda externa impulsiona exportações brasileiras de carne bovina

Volume embarcado supera 267 mil toneladas em fevereiro, com crescimento expressivo em mercados como Rússia, México e Chile.

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Fotos: Shutterstock

As exportações brasileiras de carne bovina totalizaram 267.319 mil toneladas em fevereiro de 2026, com receita de US$ 1,44 bilhão, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

Na comparação com fevereiro de 2025, o resultado representa crescimento de 21,6% no volume embarcado e de 38,2% na receita, refletindo a ampliação da demanda internacional pela proteína brasileira. O desempenho também supera levemente o registrado em janeiro de 2026, quando as exportações somaram US$ 1,404 bilhão e 264 mil toneladas, consolidando o melhor resultado já registrado para um mês de fevereiro na série histórica.

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 531.298 toneladas, com receita de US$ 2,84 bilhões, avanço de 23,8% em volume e 39,2% em valor em relação ao mesmo período do ano passado.

A carne bovina in natura segue como principal produto exportado, com 235.890 toneladas embarcadas em fevereiro, o equivalente a 88,2% do volume total exportado e 92,2% da receita obtida no mês.

Entre os destinos, a China permanece como principal mercado, com 106.702 toneladas importadas em fevereiro, seguida pelos Estados Unidos, com 39.440 toneladas, além de Rússia (15.762 t), Chile (13.857 t) e União Europeia (9.084 t) entre os principais compradores da carne bovina brasileira.

Foto: Divulgação/Porto de Santos

Entre os mercados relevantes, Rússia, México e Chile apresentaram crescimento expressivo nas compras em relação ao mês anterior, com altas de 111,6%, 132% e 37,6%, respectivamente, enquanto as exportações para a União Europeia avançaram 21,2% no período.

Para o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, os números reforçam a presença da carne bovina brasileira no comércio internacional. “O Brasil segue ampliando sua presença nos mercados internacionais com regularidade de oferta, qualidade do produto e diversificação de destinos, fatores que sustentam o crescimento das exportações de carne bovina”, conclui.

Fonte: Assessoria ABIEC
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