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Produtor de suínos do Paraná aposta na utilização do biogás para sanar passivos ambientais e gerar novas fontes de renda

Suinocultor economiza por mês 15 MW de energia, equivalente a cinco mil reais mensais

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José Carlos Colombari aposta na produção sustentável de suínos desde 2006, quando implantou o primeiro biodigestor na propriedade com o objetivo de tratar os resíduos dos animais, produzir biogás e, consequentemente, gerar energia. Ao contrário do passado, quando os dejetos eram considerados um “problema”, o aproveitamento econômico dos efluentes proporciona redução nos custos de produção e ameniza os impactos ambientais ao emitir menos gases de efeito estufa.

A Unidade Granja Colombari (UGC) está localizada no município de São Miguel do Iguaçu, Oeste do Estado do Paraná, e tem como principal atuação a suinocultura em terminação. Em 2008, a propriedade se destacou pelo pioneirismo, ao tornar-se a primeira granja do Brasil a trabalhar com o sistema de geração distribuída (GD), termo que designa a geração de energia elétrica em conjunto com os produtores independentes de fonte de energia. Foi também a primeira unidade produtiva com auto-abastecimento de energia no Brasil, sendo monitorada pela Companhia Paranaense de Energia (COPEL).

Colombari trabalha em uma espécie de ciclo de reaproveitamento, em que além de gerar a própria energia pode desenvolver energia térmica e usá-la no aquecimento do ambiente dos animais ou da água da lavagem das instalações. Ele aplica ainda na lavoura o biofertilizante, líquido que é resultado do processo de biodigestão da produção do biogás e que atualmente é uma opção mais acessível em relação aos fertilizantes químicos.

“Em energia elétrica, economizamos, mensalmente, em torno de 15 MW de energia, em um valor aproximado de cinco mil reais. Outro produto oriundo do biodigestor é o biofertilizante. Temos uma média de dez animais por hectare, dez vezes mais que a média nacional. Com o uso do biofertilizante, temos uma suposta economia entre 30 e 50 mil reais anuais”, destaca.

A Granja

A Granja Colombari começou em 1997 com um projeto para 500 suínos em terminação. Em 2006, pensando em atender a demanda energética da propriedade e atuar em prol da sustentabilidade, o produtor investiu no biodigestor. Colombari conta que na época gerou uma economia de dois mil litros de diesel mensais. Dois anos depois, em parceria com a Usina Hidrelétrica Itapu Binacional, tornou-se a primeira propriedade do Brasil a implantar a geração distribuída.

“Com uma potência de 35 Kwh, atendíamos a necessidade da propriedade e disponibilizávamos o excedente à companhia elétrica. Em 2010, ampliamos o projeto e passamos a gerar 75 Kwh, potência atual instalada. Esse excedente de energia é utilizado como crédito e pode compensar outras unidades consumidoras de energia, de acordo com as normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)”, diz o suinocultor. 

Atualmente, a granja conta com cinco mil suínos em terminação, além de produzir grãos e bovinos de corte. A propriedade é uma das 11 unidades demonstrativas do CIBiogás (Centro Internacional de Energias Renováveis–Biogás) no Brasil.

Segundo o diretor-presidente do Centro, Rodrigo Regis de Almeida Galvão, nos últimos meses o País teve a oportunidade de acompanhar uma evolução na regulamentação do uso e geração do biogás, indicando o surgimento de um novo cenário otimista. “Qual a grande vantagem do Colombari? É que ele sofre menos do que os colegas, pois, praticamente não paga energia. O biogás passa a ser um vetor de transformação econômica e aumento de competitividade na suinocultura. O impacto da alta do preço na energia elétrica na vida do Colombari não existe”, destaca.

Para o suinocultor, os ganhos com o investimento nessa suinocultura sustentável são diversos. Na questão do biodigestor, a propriedade obteve mais qualidade, tanto ambiental quanto econômica. “Reduziu os riscos com contaminação de solo, melhorou a qualidade do ar e trouxe economia em energia e fertilizantes. Pelo pioneirismo no empreendimento, juntamente com a parceria da Itaipu, por meio do CIBiogás, a propriedade se tornou exemplo de sustentabilidade”, cita Colombari.  

Fonte: Assessoria

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Temporais após onda de frio aumentam preocupação de produtores no Sul; veja vídeo

Inmet prevê chuva acima da média em parte da região, solo encharcado e maior risco de doenças fúngicas nas culturas de inverno.

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Foto: Geraldo Hardi Weisheimer

As imagens registradas pelo agricultor Geraldo Hardi Weisheimer mostram a intensidade da chuva de granizo que atingiu a Linha Sanga Guarani, próximo ao distrito de Bom Princípio, no interior de Toledo (PR), no fim da tarde de domingo (28). Em poucos minutos, o gelo cobriu o solo da propriedade rural, acompanhado de chuva intensa e ventos associados à frente fria que voltou a provocar instabilidades no Sul do Brasil.

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer

Até o momento, não há levantamento oficial dos prejuízos. Produtores da região avaliam possíveis danos em lavouras e estruturas rurais.

Em publicação nas redes sociais, Weisheimer descreveu o impacto do temporal. “Ver o chão da nossa Linha Sanga Guarani coberto de gelo hoje dói no coração de quem entende o suor de cada dia. A natureza tem sua força, e a gente, como agricultor, aprende a respeitá-la e a se reerguer, mesmo com o prejuízo batendo à porta”, ressaltou

O episódio ocorre após uma sequência de dias de frio intenso e tempo seco. A formação de um ciclone extratropical na costa do Uruguai, associada ao avanço de uma frente fria, voltou a provocar chuva forte, rajadas de vento e queda localizada de granizo no Paraná. Nesta segunda-feira (30), os maiores acumulados são esperados entre o Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Estado, onde os volumes podem se aproximar de 100 milímetros.

O cenário reforça a previsão agroclimática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer

trimestre de junho a agosto. Embora o Paraná deva registrar volumes de chuva próximos da média, o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina tendem a receber precipitações acima do normal, mantendo os solos com elevada umidade em praticamente toda a Região Sul.

Para a agricultura, a disponibilidade de água favorece o desenvolvimento das culturas de inverno e contribui para a conclusão do ciclo das áreas mais tardias de milho segunda safra no Paraná. Por outro lado, o excesso de chuva aumenta o risco de doenças fúngicas em cereais como trigo, cevada e aveia, além de dificultar pulverizações, adubações e outras operações mecanizadas devido ao encharcamento do solo.

Segundo o Inmet, os excedentes hídricos devem persistir principalmente em junho e julho, com maior intensidade no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Apesar do baixo risco de deficiência hídrica durante o inverno, o excesso de umidade exigirá atenção redobrada dos produtores no monitoramento fitossanitário e no planejamento das atividades de campo ao longo dos próximos meses.

Fonte: O Presente Rural
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Após investir R$ 650 milhões, Porto de Paranaguá cobra avanço das ferrovias para evitar perda de competitividade

Presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirma que terminal está preparado para crescer, mas alerta que infraestrutura terrestre ainda limita a eficiência logística.

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Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná

O modelo de gestão adotado pelo Porto de Paranaguá e os desafios da logística do agronegócio estiveram no centro dos debates do lançamento do Movimento Agroportos, realizado na quinta-feira (25), em Curitiba. Durante o evento, o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, apresentou medidas implementadas nos últimos anos para ampliar a eficiência operacional do terminal e defendeu investimentos em infraestrutura como caminho para reduzir o chamado “Custo Brasil”.

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “Somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná

Garcia, que também preside a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph), participou do painel “Regulação, Segurança Jurídica e Eficiência Portuária nos Portos do Sul”, mediado pelo diretor-presidente do IBI, Mário Povia. Ele expôs medidas exitosas adotadas nos portos paranaenses ao longo dos últimos anos, que podem servir de exemplo para outros portos em todo o Brasil. O Porto de Paranaguá é o primeiro do país a ter 100% de suas áreas portuárias arrendadas, garantindo segurança jurídica aos operadores. “Com nossas concessões, somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão. São mais de R$ 650 milhões em investimentos, em uma obra que está 95% concluída”, disse Garcia.

As regularizações das áreas arrendáveis promovidas pela Portos do Paraná a partir de 2019 trazem justamente a segurança jurídica discutida no painel. A partir de leilões públicos realizados na Bolsa de Valores do Brasil (B3), as empresas têm a garantia de que poderão investir, pois estão resguardadas por contratos robustos que protegem tanto o arrendante quanto a arrendatária.

Preparado

Ao mencionar a sustentabilidade, Luiz Fernando lembrou que o Porto de Paranaguá se tornou o primeiro porto público brasileiro a conquistar o selo internacional EcoPorts, a mais importante certificação mundial que reconhece as boas práticas de gestão ambiental portuária.

Com as obras mencionadas, o diretor-presidente assegura que o Porto de Paranaguá estará preparado para esse aumento de capacidade e produção no futuro. “O

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná

Paraná fez as concessões rodoviárias e R$ 90 bilhões serão aplicados nos contratos vigentes. E o vencimento da concessão da Malha Sul, em 2027, é a oportunidade que temos para discutir com o setor ferroviário, importantíssimo para que o Moegão funcione com sua capacidade plena”, completou.

Indagado sobre os problemas observados para uma discussão mais ampla por parte do Movimento Agroportos, Garcia destacou o custo logístico das cargas até o porto. Para ele, é preciso enfrentar essas deficiências para ganhar mais eficiência. “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos”, disse.

Alex Sandro de Ávila, secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e presidente do Conselho de Administração da Portos do Paraná (Consad), também foi um dos painelistas. Ele ressaltou a gestão da Portos do Paraná, destacando a requalificação de áreas e os leilões, que geraram maior capacidade de investimento no Porto de Paranaguá. “A Região Sul ainda tem protagonismo no escoamento de cereais, até porque conta com portos extremamente preparados e especializados para essa atividade. Então, buscamos uma sinergia e harmonização, que já deram muito certo aqui no Sul e servem de bom exemplo para desenvolvermos projetos de crescimento nas regiões Norte e Nordeste do país”, disse Ávila.

Fonte: AEN-PR
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Notícias Cooperativismo

Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível

Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

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A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.

Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.

A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.

Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: O Presente Rural
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