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Suínos / Peixes Otimismo

Produtor adequa plantel de acordo com mercado: “Em 2019 vou amentar número de matrizes”

As 240 matrizes de hoje devem ganhar a companhia de pelo menos outros 110 animais até junho deste ano

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Arquivo/OP Rural

O produtor rural paranaense Ervino Krause é um clássico exemplo de como o suinocultor brasileiro se porta e se molda de acordo com o mercado mundial de carnes. Tinha 270 matrizes, mas no ano passado, diante da crise, reduziu o plantel para 240 animais. Agora, com as boas perspectivas que a suinocultura inspira em 2019, vai aumentar o plantel novamente. De acordo com ele, até meados deste ano ele quer ter alojadas entre 350 e 360 matrizes. O salto é embasado nas boas perspectivas que ele e outros suinocultores do Brasil têm para esse ano.

 “A gente tem que estar sempre de olho no mercado. O ano passado diminui o número de matrizes porque o mercado estava ruim. Tínhamos 270, reduzi para 240. Também houve dificuldade em reposição do plantel. Agora, com as perspectivas de crescimento da economia e do mercado externo para a carne suína, estou apostando na ampliação. Quero chegar a 350 ou 360 matrizes alojadas até o meio do ano. A infraestrutura já está quase pronta. Depois é só receber os animais e trabalhar”, destaca Krause, referindo-se aos bons negócios que devem ocorrer com a ampliação das exportações à China e a reabertura do mercado russo para a carne suína.

“A gente espera que 2019 seja bem melhor. Por isso estamos apostando na ampliação do número de matrizes”, cita o suinocultor. Krause toca a propriedade rural em Marechal Cândido Rondon, PR, junto com a família e um casal de funcionários depois de anos trabalhando como funcionário rural. A conquista do próprio negócio veio após muitos anos “aprendendo” na propriedade de outro suinocultor.

De funcionário a patrão

A vida observando o mercado suinícola começou cedo, como funcionário na propriedade de outro produtor. Até que, há cerca de 15 anos, comprou a propriedade e passou a ser seu próprio patrão. “Eu comecei em 2003 com a granja. Trabalhava para um cidadão e para ele acabou não dando mais certo. Então eu acabei comprando a granja e a propriedade dele. No começo não foi fácil. Passamos por inúmeras dificuldades, mas sempre acreditando na suinocultura, sempre acreditando que a gente iria vencer”, recorda Krause.

Nos primeiros dois anos ele trabalhou como produtor independente, mas decidiu entrar para o sistema cooperativista para ter mais segurança, segundo ele. “Em 2006 passamos a fazer o sistema de integração com a Copagril. Hoje posso te dizer com certeza que a integração é a salvação para o suinocultor”.

Quanto mais difícil, mais lucrativo

Krause é que faz os investimentos nas matrizes, ração e medicamentos. Na maternidade, produz cerca de 120 leitões de sete quilos por semana, que são entregues para granjas de outros associados à cooperativa Copagril, que dão sequência no processo produtivo. De acordo com ele, a maternidade é a fase mais crítica e trabalhosa do sistema, no entanto é mais vantajosa financeiramente. “A maternidade da serviço, mas é a fase que mais dá retorno (financeiro)”, menciona o produtor rural. Para isso, além do casal de funcionários, tem a ajuda da filha zootecnista e do filho técnico agrícola.

Agora, um novo modelo de produção está sendo implantado na propriedade para concentrar os partos do mês em poucos dias. O objetivo, traçado pela própria cooperativa, é facilitar o manejo, melhorar o emprego de mão de obra, entre outros objetivos. “Agora vamos começar a trabalhar com a entrega dos leitões a cada 21 dias. “Agora vamos concentrar os partos em cinco ou seis dias. Assim, fica mais fácil fazer o manejo porque numa semana você faz isso, na outra faz aquilo, e assim por diante, sem fazer tudo ao mesmo tempo”, cita o produtor. Krause espera entregar para a cooperativa cerca de 350 leitões a cada três semanas. São três lotes a cada dois meses.

Ele reitera que as perspectivas são muito positivas para este ano tendo em vista o cenário que está se desenhando para a carne suína brasileira. “Acredito que 2019 vai ser um ano diferente, vai ser um ano melhor”, sustenta o produtor rural Ervino Krause.

A propriedade da família ainda se dedica à produção de milho para silagem nas safras de verão e inverno, uma “raridade” na região Oeste do Paraná, que usa a safra de verão basicamente para o plantio de soja.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de fevereiro/março de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural

Suínos / Peixes

Levantamento da Acsurs estima quantidade de matrizes suínas no Rio Grande do Sul 

Resultado indica um aumento de 5% em comparação com o ano de 2023.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Com o objetivo de mapear melhor a produção suinícola, a Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs) realizou novamente o levantamento da quantidade de matrizes suínas no estado gaúcho.

As informações de suinocultores independentes, suinocultores independentes com parceria agropecuária entre produtores, cooperativas e agroindústrias foram coletadas pela equipe da entidade, que neste ano aperfeiçoou a metodologia de pesquisa.

Através do levantamento, estima-se que no Rio Grande do Sul existam 388.923 matrizes suínas em todos os sistemas de produção. Em comparação com o ano de 2023, o rebanho teve um aumento de 5%.

O presidente da entidade, Valdecir Luis Folador, analisa cenário de forma positiva, mesmo com a instabilidade no mercado registrada ainda no ano passado. “Em 2023, tivemos suinocultores independentes e cooperativas que encerraram suas produções. Apesar disso, a produção foi absorvida por outros sistemas e ampliada em outras regiões produtoras, principalmente nos municípios de Seberi, Três Passos, Frederico Westphalen e Santa Rosa”, explica.

O levantamento, assim como outros dados do setor coletados pela entidade, está disponível aqui.

Fonte: Assessoria Acsurs
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Suínos / Peixes

Preços maiores na primeira quinzena reduzem competitividade da carne suína

Impulso veio do típico aquecimento da demanda interna no período de recebimento de salários.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços médios da carne suína no atacado da Grande São Paulo subiram comparando-se a primeira quinzena de abril com o mês anterior

Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso veio do típico aquecimento da demanda interna no período de recebimento de salários.

Já para as proteínas concorrentes (bovina e de frango), o movimento foi de queda em igual comparativo. Como resultado, levantamento do Cepea apontou redução na competitividade da carne suína frente às substitutas.

Ressalta-se, contudo, que, neste começo de segunda quinzena, as vendas da proteína suína vêm diminuindo, enfraquecendo os valores.

 

Fonte: Assessoria Cepea
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Suínos / Peixes

Pesquisadores adaptam técnica que acelera o crescimento do tambaqui

Por meio de um equipamento de pressão, é possível gerar um par a mais de cromossomos no peixe, gerando animais triploides e favorecendo o seu crescimento. Técnica foi adaptada de versões empregadas em criações de truta e salmão no exterior. Método gera animais inférteis, o que possibilita criações em regiões em que o tambaqui é exótico, uma vez que eventuais escapes não impactarão a fauna aquática local no longo prazo.

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Além do crescimento mais rápido e do peso maior do tambaqui, a esterilidade provocada pela técnica de produção de peixes triploides é uma vantagem para a disseminação da piscicultura nativa - Foto: Siglia Souza

A Embrapa Pesca e Aquicultura (TO) estuda uma técnica capaz de deixar o tambaqui (Colossoma macropomum) aproximadamente 20% maior e mais pesado. A técnica consiste em gerar, por meio de aplicação de pressão nos ovos fertilizados, peixes com três conjuntos de cromossomos (triploides) – em condições naturais são dois conjuntos – para deixar o peixe infértil. Com isso, ele cresce e engorda mais rápido do que em condições normais. A pesquisa faz parte da tese de doutorado de Aldessandro Costa do Amaral, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), sob a orientação da pesquisadora Fernanda Loureiro de Almeida O´Sullivan.

Além do crescimento mais rápido, a esterilidade provocada pela técnica de produção de peixes triploides é uma vantagem para a disseminação da piscicultura nativa. “Quando você tem um peixe estéril, abre a possibilidade de regularização de seu cultivo em uma região onde ele seja exótico”, ressalta a pesquisadora. Isso porque, em caso de escape para a natureza, os animais estéreis não ofereceriam risco de se reproduzir em regiões das quais eles não fazem parte como, por exemplo, a Bacia do Prata, no Pantanal. “Assim, você expande os locais em que a espécie pode ser cultivada, mediante a regularização da atividade”, destaca a cientista.

A tecnologia já é empregada no exterior em peixes como salmão e truta, e o maior desafio era adaptá-la para o tambaqui, a segunda espécie mais produzida no Brasil. “Nas pisciculturas de truta na Escócia, o peixe cultivado tem que ser obrigatoriamente triploide, para não desovar. Como essas espécies são criadas em gaiolas no mar, precisam ser estéreis para não se reproduzir, o que causaria uma contaminação genética na população natural. Por isso é uma obrigação que todos os peixes sejam triploides”, explica a pesquisadora, acrescentando que a técnica em si não é nova; a novidade está na aplicação em peixes nativos brasileiros. “É uma tecnologia antiga, relativamente simples e de grande efeito na aquicultura, que estamos adaptando para o tambaqui.”

Equipamento de pressão para a indução de poliploidia de cromossômica em peixes – Foto: Jefferson Christofoletti/Embrapa

Equipamento importado
A pesquisa faz parte do projeto Aquavitae, o maior consórcio científico já realizado para estudar a aquicultura no Atlântico e no interior dos continentes banhados por esse oceano. Por meio do Aquavitae, a Embrapa utilizou de 2019 até 2023, para os primeiros testes dessa técnica, um equipamento de pressão próprio para a indução de poliploidia de cromossômica em peixes. A empresa norueguesa Nofima cedeu o equipamento para os experimentos na Embrapa Pesca e Aquicultura. Trata-se de aparelho de grande porte que opera de forma automática, bastando regular a pressão e o tempo desejados. A máquina é inédita no Brasil. “O aparelho que mais se assemelha pertence à Universidade de Santa Catarina, porém, a aplicação da pressão é manual”, conta a pesquisadora.

Como é a técnica utilizada?
O´Sullivan explica que a pesquisa buscou definir três parâmetros cruciais para induzir à triploidia. Primeiro, o tempo após a fecundação do ovo em que se deve iniciar o choque de pressão. Depois, foi preciso definir a intensidade da pressão a ser aplicada para o tambaqui, e, por fim, a equipe teve que descobrir a duração ideal da pressão. “Tivemos que identificar esses três parâmetros para o tambaqui ao longo do projeto”, explica a cientista.

Para realizar a técnica, são utilizados um milhão de ovos recém fertilizados, que vão para a máquina de pressão. Em seguida ao choque de pressão, os ovos vão para as incubadoras comumente usadas e o manejo é igual à larvicultura tradicional e à alevinagem. A quantidade de ração também é a mesma por biomassa; apenas os peixes começam a crescer mais. A pesquisadora conta que o protocolo para obtenção de 100% de triploides levou cinco anos para ser alcançado, após vários testes-piloto.

À esquerda, animais convencionais e, à direita, peixes submetidos ao processo de indução de poliploidia. Ambos originários da mesma desova e de idades idênticas.

Em seis meses, 20% maior
Durante a pesquisa, que avaliou o ciclo de crescimento e engorda do tambaqui triploide durante seis meses, observou-se que o peixe ficou 20% maior e mais pesado que os irmãos que não tinham passado pelo choque de pressão (usados como controle). O próximo passo da pesquisa é fazer uma avaliação durante o ciclo completo de crescimento da espécie, que dura 12 meses. “Produzimos um novo lote de triploides que deixaremos crescer até chegarem a um quilo. Se o resultado for o mesmo que tivemos com o peixe de seis meses, eles vão chegar a um quilo em menos de 12 meses”, calcula a pesquisadora, acrescentando que também estão sendo avaliadas a sobrevivência larval e a ocorrência de deformidades nesses peixes.

Outra característica que preocupa os pesquisadores são as consequências da triploidia no sistema imunológico destes peixes. Resultados preliminares indicam que o tambaqui triploide pode ter uma resistência reduzida a condições desafiadoras, como alteração da temperatura da água. Por isso, segundo a pesquisadora, antes que a tecnologia seja repassada para o setor produtivo, serão realizados estudos para a validação completa da técnica de produção de tambaquis triploides. “O primeiro passo era conseguir obter um protocolo que nos desse 100% de triploidia em tambaqui. Ficamos muito felizes e esperançosos de termos alcançado esse objetivo. Agora, outros estudos vão avaliar as vantagens e possíveis desvantagens dessa técnica na produção da espécie”, conclui Fernanda O’Sullivan.

Produção de tilápia usa outra técnica
Embora a infertilidade dos peixes seja uma vantagem para o crescimento do animal e para a expansão a novas regiões de produção, a triploidia não é indicada para a tilápia (Oreochromis niloticus), a espécie mais produzida no Brasil. Segundo a pesquisadora, há para a tilápia uma técnica mais econômica, que promove a criação do monosexo do macho pelo tratamento com hormônio para esse fim.

“A tilápia também tem protocolo de triploidia desde 1980, mas não estão mais usando, pois fica mais barato fazer a masculinização pela ração”, ressalta O´Sullivan. Ao contrário do tambaqui, em que as fêmeas são maiores do que os machos, na tilápia, os machos é que são maiores. Assim, foram desenvolvidas técnicas para masculinizar as larvas da tilápia. Ainda, para se fazer a triploidia, os ovos devem ser fertilizados in vitro, ou seja, artificialmente. E a produção de larvas de tilápias hoje se baseia na reprodução natural dos casais e coletas dos ovos já em desenvolvimento.

No caso da criação de monosexo da tilápia, quando os alevinos começam a comer, é oferecida ração com metiltestosterona. Isso faz com que todos os peixes se tornem machos. Com a produção exclusiva de machos, além de acelerar o crescimento, evita-se problemas de reprodução desenfreada da espécie, que é exótica no Brasil.

A pesquisadora ressalta que a técnica do monosexo nada tem a ver com a triploidia. “A técnica empregada no peixe triploide está ligada ao crescimento e à esterilidade. A esterilidade é muito importante, porque é uma característica que o monosexo não tem. Os peixes são do mesmo sexo, porém são férteis”. Ela conta que a Embrapa já está pesquisando produzir monosexo de tambaqui feminino, também pelo uso da ração – no caso, acrescida de estradiol.

Fonte: Assessoria Embrapa Pesca e Aquicultura
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