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Produtividade em silagem de milho premiada pela Cotrijal

Esta foi a primeira vez que o produtor Valdemiro Luis Dubenczuk, de Rio Toldo, Getúlio Vargas, participou do concurso e já saiu o grande campeão

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A premiação do 4º Concurso de Silagem de Milho Cotrijal & Syngenta aconteceu durante jantar na noite de terça-feira (08), na Bier Site, em Carazinho, RS, reunindo produtores participantes do concurso, familiares, equipe da Unidade de Produção Animal, gerentes, superintendentes e equipe da Syngenta.

Esta foi a primeira vez que o produtor Valdemiro Luis Dubenczuk, de Rio Toldo, Getúlio Vargas, participou do concurso e já saiu o grande campeão – alcançando a produtividade de 64.248 litros de leite por hectare. Como recompensa, o casal Dubenczuk recebeu o valor de R$ 2.500 e uma viagem para Natal (RN). "Eu fui em uma palestra na Unidade da Cotrijal em que o coordenador do Departamento Veterinário, Alan Issa Rahman, falava de 90 mil quilos de massa verde por hectare. Pensei que mesmo se eu não ganhasse o troféu, tendo essa produtividade na nossa propriedade já era mais do que o suficiente. Felizmente, conseguimos o objetivo, o resultado foi surpreendente", contou.  A família trabalha com 12 hectares, 70 animais, com sistema de confinamento free stall.

Na categoria sem irrigação, o troféu de primeiro lugar ficou com o produtor do primeiro distrito de Não-Me-Toque, Nelsindo da Silva Flores, que alcançou a produtividade de 61.497 litros de leite por hectare e também recebeu o valor de R$ 2.500. Para ele, o segredo é sonhar com o resultado e trabalhar para alcançar o objetivo. "Estou participando do concurso desde a primeira edição, quando minha produtividade estava na casa dos 40 mil litros. Já evoluí muito, mas eu acredito que com toda a tecnologia que está disponível no mercado e com a assistência técnica da Cotrijal é possível crescer mais", apontou o associado. 

Trabalho técnico reconhecido

Na noite de premiações, o trabalho dos veterinários da Cotrijal também foi reconhecido. Foram premiados os profissionais que obtiveram melhor média de litros de leite/hectare dos seus assistidos: Kleiton Maciel Kissmann de Não-Me-Toque foi o primeiro colocado; Jesihel Jewerson Roessler de Santo Antônio do Planalto foi o segundo; e Marcos Rovani de Igrejinha ficou com a terceira colocação.

Quatro anos de muita evolução

Esta é a quarta edição do concurso, que contou com a inscrição de 100 produtores de toda área de atuação da Cotrijal. O presidente da cooperativa, Nei César Mânica, participou da comemoração e destacou a importância deste momento de confraternização e interação entre os produtores, como uma troca de conhecimentos. "Precisamos reconhecer quem faz a diferença na propriedade", destacou.

Renne Granato, gerente de Produção Animal da Cotrijal, ressaltou a evolução dos produtores nestes quatro anos de concurso. "O ganhador do primeiro concurso, em 2014, fez 41 mil litros de leite por hectare. Em 2018, o ganhador fez 64 mil mil litros de leite por hectare – 22 mil litros a mais em quatro anos. Este diferencial é construído convertendo o potencial produtivo da silagem em leite, prestando atenção no nível de lavoura cultivada", concluiu.

Os vencedores:

Produtor Sequeiro

1º lugar: Nelsindo Flores (Unidade Não-Me-Toque)

2º lugar: Luis Adriano Goets (Unidade Mato Castelhano) 

3º lugar: Gladimir Antonio Beffart (Unidade Carazinho)

4º lugar: Anderson Talamini (Unidade Não-Me-Toque)

5º lugar: Arno Friederich (Unidade Não-Me-Toque)

6º lugar: Adelio Lammers (Unidade Lagoa dos Três Cantos)

7º lugar: Eder Mauricio Mistura (Unidade Nicolau Vergueiro)

8º lugar: Everton de Lucca (Unidade Colorado)

9º lugar: Irani Chaves (Unidade Santo Antônio do Planalto)

10º lugar: Ricardo Artuso (Unidade Passo Fundo)

Produtor Irrigação

1º lugar: Valdemiro Dubenczuk (Unidade Capo-Erê)

2º lugar: Guilherme Benetti Slaviero (Unidade Sertão)

Fonte: Assessoria

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Clima seco e oferta escassa mantêm preços do boi em forte alta

Preços do boi gordo voltaram a subir com força nas principais regiões de produção e comercialização do Brasil

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Arquivo/OP Rural

Os preços do boi gordo voltaram a subir com força nas principais regiões de produção e comercialização do Brasil ao longo da última semana. “O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta nos preços, mesmo que de maneira comedida na segunda quinzena do mês”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, a oferta de animais terminados permanece restrita nas principais praças, e o quadro não deve apresentar grande evolução no restante do ano. “A estiagem prolongada indica que a entrada dos animais de safra no mercado será mais tardia, pois as boiadas estarão aptas ao abate provavelmente apenas no primeiro trimestre de 2021”, assinalou.

Enquanto isso, as exportações de carne bovina seguem positivas em 2020, com uma presença marcante da China, importando volumes substanciais de proteína animal brasileira.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem subindo gradualmente. Conforme Iglesias, a tendência é de reajustes mais modestos nos preços no restante de setembro, diante de uma reposição mais lenta entre atacado e varejo em um período pautado pela desaceleração do consumo, com o brasileiro médio mais descapitalizado.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 17 de setembro:

  • São Paulo (Capital) – R$ 253,00 a arroba, contra R$ 248,00 a arroba em 10 de setembro (+2%).
  • Goiás (Goiânia) – R$ 242,00 a arroba, ante R$ 240,00 a arroba, subindo 0,83%.
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 250,00 a arroba, ante R$ 243,00 a arroba, subindo 2,88%.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 248,00 a arroba, ante R$ 242,00 a arroba (2,5%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 235,00 a arroba, contra R$ 225,00 a arroba (4,44%).

Fonte: Agência SAFRAS
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Preços do frango seguem em elevação no Brasil, mas custo preocupa

Mercado brasileiro de frango vivenciou mais uma semana de preços em alta

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de frango vivenciou mais uma semana de preços em alta tanto para o quilo vivo quanto para os cortes vendidos no atacado e na distribuição. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, um fator de preocupação do setor neste momento, apesar da boa demanda registrada, está no alto custo de produção, principalmente no que tange ao farelo de soja.

Iglesias ressalta que ainda há margem para novos reajustes nos preços, embora de forma mais comedida nos próximos dias diante da reposição mais lenta da cadeia, com o arrefecimento tradicional da demanda por parte dos consumidores na segunda metade do mês.

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram mudanças para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado passou de R$ 5,35 para R$ 6,00, o quilo da coxa de R$ 5,40 para R$ 6,25 e o quilo da asa de R$ 12,50 para R$ 12,75. Na distribuição, o quilo do peito subiu de R$ 5,45 para R$ 6,20, o quilo da coxa de R$ 5,50 para R$ 6,50 e o quilo da asa de R$ 12,70 para R$ 13,00.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de alterações nos preços durante a semana. No atacado, o preço do quilo do peito aumentou de R$ 5,45 para R$ 6,10, o quilo da coxa de R$ 5,50 para R$ 6,35 e o quilo da asa passou de R$ 12,60 para R$ 12,85. Na distribuição, o preço do quilo do peito avançou de R$ 5,55 para R$ 6,30, o quilo da coxa continuou de R$ 5,60 para R$ 6,60 e o quilo da asa de R$ 12,80 para R$ 13,10.

Conforme Iglesias, o saldo das exportações permanece positivo em setembro e a tendência é que a retomada das atividades de maneira mais contundente no Oriente Médio e no Japão aumente o fluxo de embarques durante o último trimestre do ano.

As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 189,259 milhões em setembro (8 dias úteis), com média diária de US$ 23,657 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 138,429 mil toneladas, com média diária de 17,304 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.367,20.

Na comparação com setembro de 2019, houve baixa de 8,96% no valor médio diário, avanço de 8,31% na quantidade média diária e retração de 15,95% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo passou de R$ 4,00 para R$ 4,15. Em São Paulo o quilo vivo aumentou de R$ 4,00 para R$ 4,10.

Na integração catarinense a cotação do frango avançou de R$ 3,25 para R$ 3,50. No oeste do Paraná o preço na integração subiu de R$ 3,75 para R$ 3,85. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo teve elevação de R$ 3,75 para R$ 3,85.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango passou de R$ 3,90 para R$ 4,00. Em Goiás o quilo vivo mudou de R$ 3,95 para R$ 4,00. No Distrito Federal o quilo vivo seguiu em R$ 3,95.

Em Pernambuco, o quilo vivo subiu de R$ 4,65 para R$ 4,75. No Ceará a cotação do quilo vivo avançou de R$ 4,65 para R$ 4,75 e, no Pará, o quilo vivo aumentou de R$ 4,75 para R$ 4,80.

Fonte: Agência SAFRAS
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Sem oferta, preços da soja renovam máximas históricas no Brasil

Ritmo dos negócios é lento, com operações localizadas, dependendo da necessidade dos compradores

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Divulgação

Os preços da soja voltaram a atingir patamares históricos no mercado brasileiro na última semana. Sem oferta, as cotações são, em sua maioria, nominais. O ritmo dos negócios é lento, com operações localizadas, dependendo da necessidade dos compradores.

O produtor eleva suas pedidas, acompanhando principalmente a elevação das cotações futuras na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O dólar oscila na casa entre R$ 5,20 e R$ 5,30. Os prêmios seguem em patamares firmes.

No interior do Rio Grande do Sul, houve indicações de preços a R$ 150,00 para entrega em dezembro e pagamento em janeiro. Em geral, a cotação em Passo Fundo ficou em torno de R$ 145,00. No Porto de Paranaguá, a saca subiu para a casa de R$ 137,00.

Em Chicago, os contratos atingiram o maior nível desde maio de 2018 no gráfico contínuo, com a alta semanal superam 4% e novembro atingindo a casa de US$ 10,40 por bushel. O mercado segue impulsionado pela forte demanda pela soja americana, com anúncios diários de novas vendas por parte dos exportadores privados.

O clima também não tem ajudado e a expectativa é de que a safra americana fique abaixo do esperado inicialmente, com queda no potencial produtivo e projeções de estoques dos Estados Unidos apertados.

Oferta e Demanda

As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 82,5 milhões de toneladas em 2021, repetindo o volume projetado para 2020. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por SAFRAS & Mercado.

No levantamento anterior, divulgado no início de agosto, os números eram de 83 milhões de toneladas para 2021 e de 81 milhões para 2020.

SAFRAS indica esmagamento de 45,5 milhões de toneladas em 2021 e de 44,5 milhões de toneladas em 2020, representando um aumento de 2% entre uma temporada e outra.

Em relação à temporada 2021, a oferta total de soja deverá subir 1%, passando para 132,782 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por SAFRAS em 131,6 milhões de toneladas, crescendo 1% sobre o ano anterior. Desta forma, os estoques finais deverão subir 156%, passando de 461 mil para 1,182 milhão de toneladas.

O analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque, destaca a elevação na projeção para as exportações em 2020 e a consequente queda nos estoques finais do ano, agora projetados abaixo de 500 mil toneladas.

SAFRAS trabalha com uma produção de farelo de soja de 34,98 milhões de toneladas, com aumento de 2%. As exportações deverão subir 4% para 17,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 17,25 milhões, aumento de 3%. Os estoques deverão subir 11% para 2,249 milhões de toneladas.

A produção de óleo de soja deverá subir 2% para 9,2 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 800 mil toneladas, com queda de 27% sobre o ano anterior. O consumo interno deve subir de 8,23 milhões para 8,45 milhões de toneladas. O uso para biodiesel deve subir 6% para 4,5 milhões de toneladas. A previsão é de estoques estabilizados em 127 mil toneladas.

Fonte: Agência SAFRAS
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