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Produção sustentável de peixes de cultivo é foco do Encontro Noruega-Brasil de Aquicultura

III Encontro Noruega-Brasil de Aquicultura contou com a participação de mais de 100 pessoas envolvidas na atividade

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O uso das modernas tecnologias para a produção de peixes de cultivo de maneira sustentável concentrou as atenções dos mais de 100 participantes do III Encontro Noruega-Brasil de Aquicultura, iniciativa da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) e Innovation Norway, com apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e Royal Norwegian Embassy, realizado na quarta-feira (13), em São Paulo.

“O mundo precisa de alimentos saudáveis e de qualidade, fornecidos pela piscicultura. Mas há uma preocupação crescente com os processos produtivos. E isso passa, decisivamente, pela sustentabilidade”, destaca Francisco Medeiros, presidente executivo da Peixe BR.

Medeiros também destacou os gargalos para o aumento da produção brasileira de peixes de cultivo: clareza na legislação ambiental (atribuição dos Estados) e rapidez nas análises dos processos de outorga das águas da União (atribuição federal). “A piscicultura cresce ano após ano, porém o desenvolvimento poderia ser mais rápido se tivéssemos o arcabouço legal necessário”, disse o presidente executivo da Peixe BR para o secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Jr., presente ao Encontro.

Seif Jr., aliás, renovou o apoio do governo federal, particularmente da Secretaria de Aquicultura e Pesca, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAP/MAPA), à piscicultura nacional. “Estamos num processo de reconstrução. A produção de peixes de cultivo tem um potencial imenso e trabalhamos na defesa e no fomento da atividade”, disse.

O embaixador da Noruega, Nils Gunneng, foi incisivo. Para ele, a sustentabilidade é o mais importante desafio da aquicultura mundial no momento. “E isso não tem prazo para terminar. A produção sustentável é um valor indiscutível da produção de alimentos. Além de ter qualidade e segurança é preciso contribuir para o futuro do planeta e atender à crescente demanda dos consumidores”, assinalou o dirigente.

O novo diretor da Innovation Norway América Latina, Håkon Ward, reforçou a questão ambiental e falou da trajetória da aquicultura da Noruega nos últimos 50 anos. “Nos tornamos líderes na produção global de salmão, temos hoje a mais moderna tecnologia para a atividade e é nosso desejo abrir frentes de parceria com outros países, como o Brasil, para contribuir para o crescimento da indústria de pescado”.

Em sua 3ª edição, o Encontro Noruega-Brasil de Aquicultura comemora parcerias já firmadas entre empresas brasileiras e norueguesas. As brasileiras Ambar Amaral e Cristalina já experimentam essa troca de conhecimentos e inovação com a Biordal e a Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU), respectivamente.

Plataforma de negócios

A rodada de negócios entre empresas norueguesas e brasileiras foi outro ponto alto do III Encontro Noruega-Brasil de Aquicultura. Várias empresas do país nórdico (Maritime Robotics, Norbit, RhyAkva AS, BluePlanet Academy, Maritech, MMC First Process AS e FIIZK AS) apresentaram suas soluções às empresas brasileiras de piscicultura. Os grupos nacionais Geneseas, Tilabras, IE Dashboard, OceanFarm e Agricotec também participaram das negociações, apresentando suas necessidades.

“Foi um encontro muito produtivo. Em três anos de parceria Brasil-Noruega em aquicultura está claro um crescente ajustamento entre as tecnologias oferecidas pelas empresas norueguesas e as necessidades das empresas brasileiras. Isso é positivo para ambos os lados. Nossa piscicultura ganha em tecnologia e proximidade com um país líder global, que tem muito a nos oferecer. Com isso, fortalecemos nossa produtividade e eficiência, potencializando a oferta de peixes de cultivo, como tilápia e nativos (tambaqui, pirarucu, pacu, tambatinga e outros)”, resumiu Francisco Medeiros, presidente executivo da Peixe BR.

Fonte: Assessoria

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Adapar habilita 56 profissionais de seis estados para emissão de certificados fitossanitários

Participaram 46 profissionais do Paraná, Bahia, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo, além de 10 da própria autarquia. Os cursos a Adapar são reconhecidos pela qualidade, comprometimento do quadro técnico e pelo fato serem realizados no local de produção, com as práticas e abordando as rotinas.

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Foto: Divulgação/Adapar

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realizou nesta semana um curso voltado à habilitação de profissionais para a emissão de Certificados Fitossanitários de Origem (CFO) e de Origem Consolidada (CFOC). A habilitação é destinada para engenheiros agrônomos com registro regular nos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia.

Foto: Divulgação/Adapar

Ao todo, 46 profissionais do Paraná e de mais cinco estados participaram da capacitação, que aconteceu quarta (25) e quinta-feira (26). Além disso, 10 servidores da Adapar também foram capacitados. A Adapar vai emitir certificados de participação dos profissionais no curso.

O curso foi realizado no município de Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba e teve a parceria do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), prefeitura de Cerro Azul e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O foco do conteúdo foi em vegetais que podem hospedar Pragas Quarentenárias Presentes que, no Brasil, são aquelas que causam alto impacto econômico, mas não são amplamente distribuídas e contam com vigilância e controle oficial para evitar disseminação.

Foram abordadas a Xanthomonas citri subsp. citri (Cancro Cítrico), Candidatus Liberibacter americanus e Candidatus Liberibacter asiaticus, conhecidas por Greening ou Huanglongbing (HLB).

A capacitação não se limita apenas a profissionais paranaenses e, na sua 80ª edição, contou com engenheiras e engenheiros agrônomos dos estados da Bahia, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo. O chefe da divisão de Certificação e Rastreabilidade Vegetal da Adapar, Juliano Farinazzo Galhardo, foi o responsável pela realização do curso e destacou a qualidade e reputação da capacitação. “Os cursistas gostaram muito, segundo as fichas de avaliação de satisfação preenchidas”, comentou. “Teve pessoa que veio de avião, 1.800 quilômetros de distância, desceu em Curitiba foi até Cerro Azul participar da capacitação, porque esses os cursos de CFO e CFOC da Adapar são reconhecidos pela qualidade, comprometimento do quadro técnico, e pelo fato serem realizados no local de produção, com as práticas e abordando as rotinas”, ressaltou o engenheiro agrônomo.

Conteúdo

O curso teve conteúdo relacionado a legislação vigente, identificação e controle de pragas, uso do Sistema de Defesa Sanitária Vegetal da

Foto: Divulgação/Adapar

Adapar e práticas de campo. Foi dividido em dois módulos. No primeiro, foram detalhadas as normas sobre as certificações, o trânsito de plantas ou de produtos vegetais relacionado com a Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV) e noções sobre normas internacionais.

O segundo módulo tratou de aspectos de classificação taxonômica, levantamento e mapeamento em condições de campo da praga; práticas de monitoramento, tipos de armadilhas, identificação, coleta, acondicionamento e transporte de amostras; bioecologia; sintomas e sinais em plantas hospedeiras; ações de prevenção; e métodos de controle.

Parceria

A ação aconteceu em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), com a prefeitura de Cerro Azul e com o Ministério da Agricultura e Pecuária.

Fonte: AEN-PR
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Sucessão no agro pode ficar até 10 vezes mais cara com nova regra do ITCMD

Tributarista alerta que mudança recente deve impactar economias de diversas regiões do Brasil, pois altera a forma de cálculo sobre imóveis rurais e pode gerar efeito em cadeia no campo.

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Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo deve ficar mais cara após a entrada em vigor da Lei Complementar nº 227, de 14 de janeiro de 2026, que alterou regras nacionais de incidência do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD). Editada no contexto da Reforma Tributária, as novas regras podem elevar significativamente a carga tributária sobre a transferência de patrimônio rural.

O problema não é apenas pagar mais imposto. O impacto pode ir além da família e atingir a produção e os empregos no campo. Sem a doação formalizada em vida, a transmissão patrimonial depende de inventário judicial, que pode se arrastar por 10 anos ou mais, especialmente quando há conflitos entre herdeiros.

Advogado tributarista do agronegócio Fernando Melo de Carvalho: “O planejamento sucessório deixou de ser apenas uma estratégia tributária e hoje é uma medida de proteção econômica e social” – Foto: Arquivo pessoal

De acordo com o advogado tributarista do agronegócio Fernando Melo de Carvalho, famílias com inventário em aberto podem enfrentar dificuldades para obter financiamentos, oferecer garantias e tomar decisões estratégicas. Em muitos casos, o imposto precisa ser quitado para que o inventário seja concluído.

Entre os principais pontos de mudança, está a exigência de que a base de cálculo das doações de quotas por empresas que possuem imóveis rurais passe a considerar o valor de mercado das propriedades rurais, e não apenas o valor histórico da sua integralização, como ocorria anteriormente. “A diferença pode ser expressiva. Antes, muitas doações eram feitas com base no valor contábil histórico, que frequentemente está muito abaixo do valor real patrimonial da empresa que tem fazendas. Agora, o Fisco estadual tende a considerar o valor de mercado”, explica Carvalho.

Na prática, a alteração atinge diretamente produtores que estruturaram suas propriedades dentro de empresas familiares, modelo comum no agronegócio para organização patrimonial e sucessória.

Principais mudanças

Entre os pontos que passam a exigir maior atenção estão:

  • exigência de cálculo do imposto com base no valor de mercado dos bens, inclusive no caso de quotas e ações de empresas familiares não listadas em bolsa;
  • incidência expressa sobre doações de participações societárias em holdings e sociedades agropecuárias;
  • possibilidade de cobrança sobre bens situados no exterior quando houver vínculo de residência no Brasil;
  • previsão de tributação em hipóteses como perdão de dívidas entre familiares ou sócios.

Caso prático

Em Minas Gerais, um produtor rural iniciou ainda em vida o planejamento para dividir a fazenda entre os filhos. Ele constituiu empresa, organizou as cotas e estruturou a sucessão, mas faleceu antes de formalizar a doação.

Hoje, a família enfrenta uma disputa judicial que pode durar mais de 10 anos. O imposto que poderia girar em torno de R$ 200 mil antes das mudanças agora deve ultrapassar R$ 2 milhões por conta das novas regras. “Sem liquidez imediata, os herdeiros podem ser obrigados a vender parte da propriedade rural, máquinas ou até reduzir a operação para pagar o tributo”, afirma Carvalho.

O caso, comum em situações do campo, expõe o impacto das mudanças recentes no ITCMD, tributo estadual cobrado sobre heranças e doações. O imposto incide sobre imóveis, terras, participações societárias, dinheiro e outros bens. Atualmente, a alíquota máxima é de 8%, conforme a Resolução nº 9/1992 do Senado Federal.

Impactos no campo

Ainda segundo o advogado, o aumento do custo sucessório pode provocar fragmentação de terras produtivas, perda de escala, redução de investimentos e impacto direto sobre empregos no meio rural.

Em regiões altamente dependentes da atividade agropecuária, como Mato Grosso, Triângulo Mineiro, Oeste da Bahia e Sul de Goiás, uma sucessão mal planejada pode afetar toda a economia local, desde fornecedores até o comércio.

De acordo com o IBGE, menos de 30% das propriedades rurais conseguem chegar com sucesso à segunda geração, e menos de 5% resistem até a terceira, índice que pode cair ainda mais diante do aumento do custo sucessório. “O planejamento sucessório deixou de ser apenas uma estratégia tributária e hoje é uma medida de proteção econômica e social, especialmente para essas regiões do Brasil. Sem organização prévia, o risco não é apenas pagar mais imposto, como também pode comprometer a continuidade do negócio e da renda familiar”, alerta Carvalho.

Fonte: Assessoria
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Terceiro dia do Show Tecnológico Copercampos destaca inovação e troca de conhecimento no campo

Evento em Campos Novos reúne visitantes interessados em soluções para manejo, genética e eficiência produtiva.

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Fotos: Copercampos

O terceiro dia do 30º Show Tecnológico Copercampos foi marcado por intensa participação de público, geração de conhecimento e fortalecimento da conexão entre produtores, empresas e especialistas do agronegócio. Realizado em Campos Novos (SC), o evento seguiu com grande movimentação nos espaços de exposição, vitrines tecnológicas e áreas demonstrativas, reunindo visitantes interessados em inovação e oportunidades para aumentar a produtividade no campo.

Durante toda a programação, associados e produtores rurais acompanharam orientações técnicas, conheceram novas soluções para manejo, genética, nutrição de plantas e tecnologias voltadas à eficiência produtiva. A circulação constante de visitantes reforçou o papel do evento como ambiente de troca de experiências e atualização profissional.

Um dos principais destaques do dia foi a palestra do biólogo e comunicador Richard Rasmussen, que reuniu mais de mil pessoas no espaço do Restaurante. Em sua apresentação, ele abordou os desafios da comunicação no agronegócio e a importância de aproximar o campo da sociedade, destacando que a informação clara e responsável é fundamental para o desenvolvimento do país e para a valorização de quem produz alimentos.

A programação do evento encerra nesta sexta-feira (27), quando os visitantes ainda poderão acompanhar palestras, visitar os estandes e conferir as novidades preparadas pelos expositores.

Fonte: Assessoria Copercampos
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