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Produção suína avança 2,6% no trimestre e atinge 15,01 milhões de abates, aponta IBGE

Segundo dados preliminares da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística acompanhados pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), o volume de carcaças também subiu 0,9%, indicando recuperação consistente no setor da suinocultura.

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Foto: Divulgação/Mapa

O IBGE publicou, no último dia 12, dados preliminares de abate do terceiro trimestre de 2025, com recorde histórico de cabeças e toneladas de carcaças produzidas num intervalo de 3 meses. Conforme a tabela 1, a seguir, entre julho e setembro de 2025 foram abatidos 15,8 milhões de suínos, representando 1,488 milhões de toneladas de carcaças, respectivamente, 5,26% e 6,07% a mais que o mesmo período do ano passado; este crescimento representa mais que o dobro do incremento ocorrido no 3º trimestre de 2024 em relação a 2023 (em destaque na mesma tabela 1).

No acumulado de janeiro a setembro deste ano o crescimento do abate, comparado com 2024, foi de pouco mais de 1,5 milhões de cabeças (+3,43%), representando quase 200 mil toneladas de carcaças a mais (+4,88%), um aumento surpreendente e bem acima do que se esperava no início do ano.

Tabela 1. Abate brasileiro de suínos trimestral de janeiro de 2024 a setembro de 2025 (*), em cabeças, toneladas de carcaças e peso médio das carcaças, comprado com o mesmo período do ano anterior. (*) dados de julho a setembro 2025 são preliminares Elaborado por Iuri P. Machado com dados do IBGE.

As exportações continuam crescendo em relação a 2024. Depois de volumes recorde em setembro, o mês de outubro fechou como o segundo melhor mês da história, com 125,6 mil toneladas e carne suína in natura exportada, um incremento de 8% em relação a outubro de 2024 (tabela 2). No acumulado do ano (de janeiro a outubro) já foram embarcadas 1.110.636 toneladas de carne in natura, 13,53% (132,4 mil toneladas) a mais que o mesmo período de 2024.

Tabela 2. Volumes exportados de carne suína brasileira in natura (em toneladas), mês a mês, em 2021, 2022, 2023, 2024 e de janeiro a outubro de 2025 e diferença percentual de 2025 para 2024. Elaborado por Iuri P. Machado, com dados da Secex.

Filipinas se mantém na liderança como principal destino de nossa carne suína e, a China, outrora maior parceiro, embora no acumulado do ano se mantenha na segunda colocação (tabela 3), no mês de outubro/25 terminou em quarto lugar (tabela 4), sendo superada por Japão e México, dois destinos altamente exigentes e que se consolidaram como mercados relevantes para a carne suína brasileira muito recentemente.

Tabela 3. Exportação brasileira de carne suína in natura por destino de janeiro a outubro de 2025 (em toneladas e em US$) comparado com o mesmo período de 2024. Elaborado por Iuri P. Machado, com dados da Secex.

Tabela 4. Exportação brasileira de carne suína in natura por destino em OUTUBRO de 2025 (em toneladas e em US$) comparado com outubro de 2024. Elaborado por Iuri P. Machado, com dados da Secex.

Devido ao surpreendente aumento de abate ao longo do ano, mesmo com o expressivo incremento das exportações, houve aumento de mais de 2% na disponibilidade interna de carne suína em 2025, sendo que, no período mais recente, este crescimento foi ainda maior, quando comparado com o mesmo período do ano passado. Esta pequena sobreoferta certamente contribuiu para a estabilidade nas cotações do suíno vivo observada nas últimas semanas, na maioria das praças (gráfico 1).

Gráfico 1. Indicador SUÍNO VIVO – CEPEA/ESALQ (R$/kg) em MG, PR, RS, SC e SP, diário, de 02/10/25 a 12/11/2025. Preços de 12/11/25 em destaque Fonte: CEPEA.

Dados preliminares de exportação de novembro/25 indicam um recuo nas exportações diárias de carne suína in natura (5.448 toneladas por dia útil até dia 07 de novembro). Ainda é cedo para determinar uma estimativa mais precisa, porém o fim de ano sinaliza para uma redução do ritmo nos embarques, isto, aliado ao fato de que o mês de novembro se encaminha para a segunda quinzena sem sinais de alta significativa nos preços, indica que terminaremos o ano com preços estáveis, sem viés de alta significativa, apesar do aumento sazonal da demanda interna.

CONAB mantém para a safra 2025/26; milho e farelo de soja sobem, mas relação de troca continua boa

O segundo levantamento da safra 2025/26 da CONAB, publicado dia 13/11, não trouxe alterações significativas nas estimativas de produção, tanto da safra verão, quanto da segunda safra. Como estamos no momento de plantio da primeira safra, mais dedicada à soja, o mercado tem variado pouco, mas com viés de alta do milho e do farelo de soja. Uma alta relativamente pequena, mas, no caso do milho, constante (gráfico 2).

Gráfico 2. Preço médio DIÁRIO do MILHO (R$/SC 60kg) em CAMPINAS-SP, nos últimos 30 dias úteis, até dia 12/11/2025. Fonte: Cepea

Mesmo com a alta dos principais insumos o custo de produção (tabela 5) e a relação de troca do suíno com milho e farelo de troca (gráfico 3) ainda estão muito favoráveis para o suinocultor.

Tabela 5. Custos totais (ciclo completo), preço de venda e lucro/prejuízo estimados, mensais, nos três estados do Sul (R$/kg suíno vivo vendido) de janeiro a outubro de 2025 e a média anual de 2024. Elaborado por Iuri P. Machado com dados: Embrapa (custos), Cepea (preço do suíno)

Gráfico 3. Relação de troca SUÍNO: MIX milho + farelo de soja (R$/kg) em São Paulo, de novembro/23 a novembro/25 (até dia 12/11/25). Relação de troca ideal, acima de 5,00 Composição do MIX: para cada quilograma de MIX, 740g de milho e 260g de farelo de soja. Elaborado por Iuri P. Machado com dados do CEPEA – preços estado de São Paulo

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explica que ao contrário do ano passado, em que houve uma alta bastante expressiva das cotações no mês de novembro/24, este ano os preços pagos aos produtores se mantêm mais estáveis, mesmo com a aproximação do Natal. “Isto porque, apesar do expressivo crescimento das exportações, a disponibilidade interna também aumentou, resultado de uma alta inesperada do abate já apurado até setembro que trouxe um crescimento na produção brasileira muito acima do que se projetava no início do ano”, conclui.

Fonte: Assessoria ABCS

Suínos

ACCS alerta para insegurança jurídica mesmo com retomada nos preços da suinocultura

Mercado de suínos dá sinais de recuperação com exportações aquecidas, mas a Associação Catarinense de Criadores de Suínos cobra segurança no campo e critica entraves trabalhistas e o chamado custo Brasil.

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O cenário para a suinocultura brasileira desenha-se com otimismo nas granjas, impulsionado pelo reequilíbrio de preços e recordes de exportação previstos para este ano. No entanto, fora da porteira, o setor produtivo acende um forte sinal de alerta para os desafios políticos, trabalhistas e de segurança jurídica no campo. A avaliação é do presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, que traçou um panorama detalhado sobre as projeções de mercado e os entraves que o agronegócio enfrenta atualmente.

Retomada de preços e exportações em alta

Presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi: “Eu acredito que o mercado vai estar voltando à sua normalidade. A partir de agora, nós vemos um mercado mais promissor”

O ano começou com a tradicional oscilação de preços, mas a perspectiva de estabilização já é uma realidade. Segundo o presidente da ACCS, a queda registrada na primeira quinzena de janeiro está sendo superada pela reação das bolsas do setor. “Eu acredito que o mercado vai estar voltando à sua normalidade. A partir de agora, nós vemos um mercado mais promissor”, projeta Losivanio.

A expectativa de alta nos valores pagos ao produtor é sustentada por uma combinação de fatores: a menor oferta de suínos no mercado, a manutenção do peso normal de abate e o ritmo acelerado das exportações, que em fevereiro devem ultrapassar a marca de 100 mil toneladas.

Outro elemento que protegeu a margem do suinocultor independente durante a recente baixa foi a queda no preço do milho. Além disso, não houve um crescimento desordenado da produção nos últimos dois anos. O principal freio para novas expansões foi a taxa de juros, já que, segundo o dirigente da ACCS, iniciar um projeto robusto na suinocultura hoje exige um investimento mínimo de R$ 10 milhões, tornando a captação de recursos cara e, muitas vezes, inviável.

O ciclo da carne bovina e a sanidade

O bom momento da carne suína também encontra respaldo no ciclo da pecuária de corte. Com as exportações de carne bovina batendo recordes e o volume de abates superando o de nascimentos de bezerros, a recuperação da oferta de bovinos será lenta — um ciclo que leva cerca de quatro anos. Essa dinâmica mantém a carne suína em um patamar competitivo e altamente atrativo.

Apesar dos ventos comerciais favoráveis, a ACCS reforça que o dever de casa sanitário é inegociável para garantir a estabilidade do setor. “Nós temos que olhar muito a questão da biosseguridade, da sanidade, para que a gente não seja acometido por alguma intempérie de doença, como aconteceu em vários países, e que a gente possa perder esses mercados importantes”, alerta.

Preocupações políticas e a escala 6×1

Se o mercado responde bem, o ambiente regulatório gera apreensão. Losivanio classifica como “populismo” a possibilidade de o governo intervir limitando as exportações de carne bovina para forçar a queda dos preços no mercado interno, especialmente em um ano eleitoral. Para ele, a solução real seria fomentar o poder de compra e a renda da população, e não proibir embarques.

No campo trabalhista, a proposta de alteração da jornada para a escala 6×1, reduzindo de 44 para 36 horas semanais — é vista com grande preocupação. A dinâmica do agronegócio não se adequa a expedientes engessados, e o peso da carga tributária sobre a folha de pagamento já asfixia quem produz. “A gente vê que o vilão não é o empresário, e sim é o sócio que nós temos, que é o governo”, pontua o presidente.

Ele contrasta a situação brasileira com a de países vizinhos: enquanto a Argentina avança no Congresso com propostas de jornadas de até 12 horas diárias e o Paraguai atrai indústrias brasileiras oferecendo redução de impostos, logística eficiente e segurança jurídica, o Brasil onera cada vez mais o empreendedor com mudanças legislativas constantes.

Insegurança jurídica e a defesa do produtor

O alerta final da entidade recai sobre a insegurança no campo. O aumento da criminalidade e as tensões envolvendo áreas indígenas estão impactando diretamente quem produz. Produtores com histórico de gerações em suas terras e documentação legal estão perdendo acesso ao crédito rural e correndo o risco de perderem suas propriedades. “Nós estamos à beira de um caos muito forte”, desabafa.

Para Losivanio, falta ao poder público uma visão estratégica que valorize o agronegócio, setor que levou o Brasil ao posto de maior exportador de proteína animal do mundo, mesmo operando sob as legislações ambientais mais rigorosas do planeta. “Para dar emprego, nós temos que dar segurança para o nosso empreendedor, para que ele possa continuar acreditando e fazendo esse país crescer”, finaliza o presidente, pedindo uma mudança urgente de postura e de entendimento para garantir o futuro da produção nacional.

Fonte: Assessoria ACCS
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Demanda interna e exportações reforçam perspectiva de alta para o suíno vivo

Diversificação de mercados e consumo aquecido no pós-férias impulsionam mercado, enquanto produção e custo da ração exigem atenção no médio prazo.

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Com a melhora sazonal da demanda interna e um cenário externo considerado favorável, os preços do suíno vivo devem apresentar reação nas próximas semanas. A expectativa é de recuperação no curto prazo, após o fim do período de férias escolares e do Carnaval.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a diferença de preços entre as proteínas também pode contribuir para esse movimento. A carne bovina segue em patamar mais elevado em relação à suína, o que tende a favorecer o consumo da carne de porco no mercado interno.

No comércio exterior, a diversificação de destinos observada desde o ano passado ajuda a reduzir a dependência de mercados específicos. Apesar disso, chama atenção o aumento da participação das Filipinas entre os principais compradores. Ainda assim, o cenário das exportações é considerado positivo e deve continuar colaborando para o equilíbrio da oferta e da demanda.

Para o médio prazo, dois fatores exigem monitoramento: o ritmo de crescimento da produção e os custos com ração.

No caso da produção, a tendência é de continuidade na expansão do envio de animais para abate, movimento sustentado pelas boas margens registradas na suinocultura nos últimos dois anos e pela demanda externa aquecida. Eventuais problemas no fluxo de embarques, embora não sejam o cenário principal, poderiam pressionar o mercado interno, elevando a oferta doméstica e impactando os preços, já que a produção não pode ser ajustada rapidamente no curto prazo.

Em relação aos custos, o cenário também é considerado favorável, mas com pontos de atenção. A previsão de clima positivo para o milho safrinha nos próximos dois meses indica potencial para boa produção. No entanto, parte relevante da área ainda precisa ser semeada, e não há definição sobre quanto ficará dentro da janela ideal de plantio, fator decisivo para o desempenho produtivo.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Suinocultura discute comportamento do consumidor na primeira Escola de Gestores de 2026

Evento da ABCS abordará tendências de consumo e impactos nas decisões estratégicas do setor de proteínas.

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Entender o comportamento do consumidor se tornou um dos principais diferenciais estratégicos para o mercado de proteínas. Em um cenário de rápidas transformações, antecipar tendências, reduzir riscos e tomar decisões mais assertivas depende, cada vez mais, da leitura qualificada do consumo.

Com esse foco, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realiza a primeira edição de 2026 da Escola de Gestores, com o tema “Proteína, Consumo e Decisão de Compra: Tendências que Importam para 2026”, no dia 25 de fevereiro de 14h30  às 16 horas. O encontro será conduzido por Tayara Beraldi, consultora da ABCS e especialista em comunicação estratégica, e tem como objetivo ampliar a capacidade analítica e decisória dos gestores da suinocultura com dados reais e atualizados do comportamento do consumidor em uma época em que o consumo de proteínas tem ganhado destaque.

Voltada aos desafios atuais do setor, a iniciativa propõe uma reflexão aprofundada sobre como o consumidor pensa, quais fatores influenciam suas escolhas e de que forma essas decisões impactam o marketing, o posicionamento e a competitividade das proteínas no mercado. Na suinocultura, compreender esses movimentos deixou de ser uma opção e passou a ser parte central das decisões estratégicas.

Durante o encontro, os participantes irão discutir como interpretar tendências de consumo com mais clareza, transformar comportamento do consumidor em estratégia de mercado, fortalecer o posicionamento da carne suína e tomar decisões mais embasadas, com visão de futuro e impacto real no negócio.

A Escola de Gestores da ABCS é uma iniciativa que busca apoiar lideranças do setor na construção de conhecimento aplicado, conectando dados, comportamento e estratégia. O evento é exclusivo para o Sistema ABCS e contribuintes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS), com o objetivo de fortalecer o poder de decisão dos gestores, ampliando a capacidade de antecipação e a geração de vantagem competitiva no mercado de proteínas. Faça sua inscrição clicando aqui.

Fonte: Assessoria ABCS
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