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Produção segura: È melhor prevenir do que remediar
O Brasil tem saído à frente de outros países no que tange a medidas de prevenção à influenza aviária (IA) e Doença de New Castle (DNC) e programas de contenção da doença, o que tem garantido reconhecimento internacional. E deve continuar assim, afirma o coordenador do Programa Nacional de Sanidade Avícola do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) Bruno Pessamilio. Para o Brasil, a IA é uma doença exótica nunca identificada no país, enquanto a DNC teve os últimos episódios registrados em 2006, em sistemas de subsistência. Ele falou sobre a questão na V Conferência Nacional de Defesa Agropecuária, que aconteceu em novembro de 2014, em Florianópolis.
A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) publicou o conceito de compartimentação desde 2000, no entanto esse conceito não vinha sendo aplicado e nem utilizado. A partir de 2005, com o surgimento de focos de influenza aviária no mundo, houve mais necessidade de o projeto ser levado à prática. E foi o Brasil o primeiro a acreditar na medida. Pessamilio explica que a preocupação com a influenza se dá porque a doença causa prejuízos grandes para toda a cadeia e é de difícil controle. É muito difícil para um país manter todo o território livre da doença, ainda mais o Brasil que é geograficamente grande. Por isso a compartimentação é tão importante, ressalta.
O profissional do Mapa menciona que no México a IA causou mais de US$ 700 milhões em prejuízos e provocou o abate de cerca de 20 milhões de aves. É o país que mais teve prejuízos em virtude da enfermidade. A compartimentação, assim, se tornou uma alternativa para os países que não conseguirem trancar todo o seu sistema produtivo, mas pode resguardar ilhas produtivas, mantendo sua certificação para comércio, ainda que não consiga manter todo o país livre da doença um conceito totalmente diferente do que é utilizado hoje, mesmo em suinocultura, para os casos e zonas livres de Peste Suína Clássica.
Pessamilio destaca que a compartimentação agora não é mais apenas um projeto e já começa a ser aplicado. Estamos no início de uma nova fase, relata. O Brasil, como maior exportador mundial de frango e terceiro maior produtor, precisa se resguardar. Também está se consolidando como exportador de material genético. O país está consolidado no setor e tem estabilidade e normalidade sanitária. Por isso é o momento de nos preocuparmos com prevenção e nos questionar do que pode acontecer para prejudicar esse panorama, derrubando produção e exportação, declara.
O X da questão
Para Bruno Pessamilio, o Mapa acredita que problemas sanitários são o que mais pode prejudicar a avicultura brasileira. Podemos falar em barreiras tarifárias, em custo de produção e problemas das mais diversas ordens, mas para o país, uma doença de grande impacto, como influenza aviária e doença de new castle são os grandes problemas, podendo ser comparadas com a importância que a aftosa tem para a bovinocultura ou a peste suína clássica para suínos, ressalta. Dessa forma, analisa o coordenador de sanidade avícola do Mapa, é importante que o país tenha um seguro que possa dar garantia de estabilidade ainda que seja em épocas de insegurança sanitária.
Pessamilio lembra que a influenza aviária e a doença de new castle têm altas taxas de mutação, passando de baixa patogenicidade para alta, muito rapidamente. O problema maior é que a IA também é risco para a saúde pública. Na China, vírus de baixa patogenicidade para aves tornaram-se de alta para humanos, causando mortalidade.
Os prejuízos, se alguma dessas doenças entrar no Brasil, são enormes. Pessamilio cita que são necessários grandes investimentos em programas de erradicação das doenças, como sacrifício e destruição das aves e ovos; implantação de atividades de quarentena e vigilância, gastos com limpeza e desinfecção das instalações, programas emergenciais de vacinações, entre outros. O aumento na mortalidade das aves é considerável, além de perdas no aproveitamento de abate. As doenças são limitantes para exportação, geram redução de consumo e, com isso, provoca prejuízos em cadeia, inclusive desemprego no campo e agroindústrias. Outra preocupação em caso de surto é a possível mutação e surgimento de novo sorotipo viral nos casos de Influenza Aviária. Depois de uma contenção, o próximo passo seria capitalizar o setor e estruturá-lo para retomar as atividades, o que também demandaria muitos recursos financeiros, acrescenta, ao lembrar que os 155 países que compram carne de frango do Brasil têm como critério a ausência de NC e IA.
Por que adotar?
O principal motivo para o Brasil adotar a compartimentação, diz Pessamilio, é que seu status de maior exportador e terceiro maior produtor pode ser derrubado, já que a IA e DNC prejudicam o consumo mundial de carne de frango e principalmente porque a IA é uma zoonose. As pessoas têm medo de ficar doente e morrer. Esta é a verdade, declara.
A IA tem registrado muitos focos no mundo. Além do México que vive com um surto de baixa patogenicidade, nos últimos dois anos vários casos foram registrados no mundo. Em 2013 foram 2074 focos, envolvendo 12 milhões de aves, e em 2014 foram quase 1,4 mil focos, abrangendo mais de oito milhões de aves no mundo. Por isso o Brasil se adianta e se preocupa com a prevenção à doença, que é um problema de todos os países. Temos uma grande ameaça devido às ocorrências sistemáticas pelo mundo, declara. Ele avalia que a solução não é fechar aeroportos e entradas de pessoas e animais no Brasil para impedir entrada do vírus. O maior problema não é o vírus desembarcar no Brasil, o maior problema é o vírus ter acesso ao sistema produtivo. É ele conseguir acessar as galinhas domésticas e industriais, afirma.
Matéria completa na edição de avicultura do jornal O Presente Rural que esta em circulação, ou em: http://www.flip3d.com.br/web/pub/opresenterural/?numero=38
Fonte: O Presente Rural

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo
Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.
Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.
A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.
Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.
O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”
Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.
Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.
O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.
A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare
Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.
Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.
Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.
A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.
Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri
O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.
Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.
Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira
Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.
A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.
Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.
