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Produção envolve amor e dedicação

A produção de leite é importante fonte de renda para milhares de famílias no Rio Grande do Sul

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Família Wentz: trabalho não pode ser um fardo, mas tem que ser feito com prazer - Foto: Divulgação/Cotrijal

A produção de leite é importante fonte de renda para milhares de famílias no Rio Grande do Sul. Com o lucro contado nos centavos, exige planejamento, mas também envolve amor e dedicação. As histórias, em sua maioria, repetem-se. Muitos produtores começaram com uma ou duas vacas e aos poucos foram crescendo. E concretizando sonhos. No Dia Mundial do Leite, 1º de junho, a homenagem da Cotrijal para os seus mais de mil produtores de leite.

A fartura de doces e salgados feitos a partir do leite é comum na casa de Liseu (72 anos) e Marlene Wentz (67). Especialmente nos finais de semana, quando os quatro netos estão por perto: Vinícius (23), Betina (13), Augusto (12) e João Pedro (6). Sagu com creme de leite, cueca virada, rosca, bolo, cuca, tudo leva um pouquinho do leite produzido na propriedade e um outro ingrediente mais do que especial: amor. “Gosto de cozinhar. É um agrado para a família e para nos reunirmos”, conta Marlene.

A disposição da produtora não é só para a cozinha, mas também para a produção de leite. Ela e a filha Elisângela, 47, cuidam da ordenha na Agropecuária Vô Guido, em Posse Serrito, Victor Graeff. A atividade envolve também diretamente Ricardo, 52, que é marido de Elisângela, e seu Liseu. A sociedade tem ainda a participação do irmão de Elisângela, Eder, 44, e sua esposa Eloísa, 44.

Com o dinheiro gerado pelo leite, Liseu e Marlene já concretizaram muitos sonhos. Conseguiram, por exemplo, pagar as faculdades dos dois filhos: Elisângela é formada em Pedagogia e Eder em Engenharia Agronômica. E agora é com o leite que eles estão conseguindo custear a faculdade de Medicina de Vinícius, filho de Elisângela e Ricardo.

“O trabalho não pode ser um fardo, mas algo que tenhamos prazer de fazer”, afirma Elisângela, lembrando que a família foi uma das primeiras da região a adquirir uma ordenhadeira, há cerca de 35 anos, momento de alegria que ela guarda na lembrança. “Foi algo fantástico na época, pra quem estava acostumado a tirar leite à mão”.

Hoje são 46 vacas em lactação, em sistema de confinamento compost barn, com produção de 30 litros/vaca/dia.

Mais leite para mais famílias

A família Wentz foi uma das responsáveis pela produção de mais de 135 milhões litros de leite na área de ação da Cotrijal em 2020. São mais de mil produtores assistidos pela cooperativa e muitos crescendo em produção. Dentre os produtores que entregam leite para a Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL), a qual a Cotrijal é associada, o incremento de produção no último ano foi de 57%.

O gerente de Produção Animal da Cotrijal, Renne Granato, aponta que o resultado é fruto de uma postura afirmativa em investir na busca de conhecimento que garanta independência tecnológica e que coloque o produtor no centro de todas as soluções. “Hoje, tudo que há de mais moderno em produção animal no mundo é feito na Cotrijal. Está no nosso DNA a transferência de tecnologia. Sabemos como fazer, como gerar e como transferir”, destaca.

Fonte: Assessoria de Imprensa e Marketing da Cotrijal 

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Mercado testa novo cenário para o boi a partir de agosto

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, demanda mais fraca no curto prazo pode ampliar a volatilidade, embora os fundamentos permaneçam favoráveis no longo prazo.

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Foto: Divulgação/SAA

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o mercado do boi pode passar por um período de maior volatilidade e ajustes na demanda caso as compras da China sejam interrompidas a partir de agosto, com o encerramento da cota de importação previsto entre o fim de julho e o início daquele mês.

Crédito: Divulgação/Rede ILPF

A consultoria destaca que a incerteza sobre a capacidade de adaptação do mercado sem seu principal destino das exportações já se reflete nos contratos futuros, que apresentam desconto de R$ 10 por arroba entre os vencimentos de junho e julho.

Mesmo com a chegada do período seco, quando normalmente há menor oferta de animais de pasto, a expectativa é de que a oferta não apresente redução significativa. Isso porque as margens da engorda intensiva devem permanecer favoráveis para os produtores que realizaram operações de hedge, garantindo preços antecipadamente.

Por outro lado, a demanda tende a ficar mais enfraquecida ao longo do terceiro trimestre, pelo menos até outubro, quando o fluxo de compras voltado à cota de importação de 2027 poderá ser retomado.

Foto: Divulgação

Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, esse cenário aumenta a incerteza sobre os preços do boi no curto prazo. No entanto, após esse período, o mercado deve voltar a ser influenciado principalmente pelos fundamentos de oferta e demanda, sustentados pela menor disponibilidade global de carne bovina e pela continuidade da retenção de fêmeas no ciclo pecuário brasileiro.

A consultoria avalia ainda que o maior risco recai sobre produtores que ainda não protegeram os preços dos animais que serão comercializados nos próximos meses. Frigoríficos de menor porte com habilitação para exportação também poderão enfrentar dificuldades para ajustar seus custos diante da redução das receitas durante o período sem compras chinesas.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Exportações sustentam mercado da carne bovina

Demanda externa absorve maior oferta de animais, enquanto preços do boi voltam a subir no início de junho.

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Fotos: Shutterstock

As exportações de carne bovina seguiram dando sustentação ao mercado, mesmo com a queda nos preços do boi gordo registrada em maio. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a arroba teve desvalorização de 3,9% em relação ao mês anterior, com média de R$ 349. Já no início de junho, as cotações voltaram a subir, alcançando R$ 354/@ no dia 11.

Foto: Divulgação/Freepik

Apesar da oferta de gado terminado ter sido um pouco maior do que a registrada no ano anterior, a demanda internacional absorveu a produção ao longo do ano. Em maio, os embarques de carne bovina in natura totalizaram 262 mil toneladas, volume 20% superior ao registrado no mesmo mês de 2025 e 16% acima do desempenho anual.

Segundo dados do IBGE, os abates de bovinos cresceram 3,3% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, a menor participação de fêmeas no abate e o maior peso médio das carcaças elevaram a produção de carne em 5,1%.

Ainda de acordo com a Consultoria Agro Itaú BBA, o mercado também registrou alta de 2% nos preços do bezerro em maio, enquanto a carcaça casada permaneceu estável no atacado.

No mercado externo, a China manteve a liderança entre os destinos da carne bovina brasileira. Entre janeiro e maio de 2026, os embarques para o país asiático cresceram 24% em relação ao mesmo período de 2025, representando 51% do volume total exportado. Além do aumento nas vendas, o preço médio da tonelada exportada para a China subiu de US$ 5.400, em janeiro, para US$ 6.800, em maio.

Com o boi em dólares 3% mais barato no mês e a carne bovina 4,2% mais valorizada, o spread das exportações passou de 0% em abril para 7% em maio. Além disso, a menor participação de fêmeas nos abates e a valorização do bezerro continuam indicando avanço do processo de reconstrução do rebanho bovino.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Rompimento de cabo de alta tensão mata 32 bovinos leiteiros em Santa Catarina

Ocorrência foi registrada na manhã de quarta-feira em assentamento no município de Abelardo Luz. Rebanho era principal fonte de renda de uma família rural.

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Foto: Reprodução

Um rompimento de um cabo de alta tensão provocou a morte de cerca de 32 bovinos leiteiros no Assentamento José Maria, no interior do município de Abelardo Luz, em Santa Catarina, na manhã de quarta-feira (01°), por volta das 10h30.

Segundo o relato do proprietário, o problema ocorreu logo após os animais terem sido tratados. Pouco depois, ao retornar ao pasto, o filho do produtor encontrou os animais mortos próximos ao local onde a fiação elétrica havia caído sobre o solo. O rebanho era a principal fonte de renda da família e sustentava a produção de leite da propriedade.

O impacto da ocorrência vai além das perdas materiais. A atividade leiteira, desenvolvida ao longo de anos com investimento em manejo e melhoramento genético, foi interrompida de forma repentina, comprometendo a subsistência da família.

A Celesc foi acionada logo após o incidente. Até o fechamento desta reportagem, a concessionária ainda não havia enviado equipe técnica ao local para isolamento da área, análise da ocorrência ou verificação das causas do rompimento do cabo.

A família permanece aguardando a chegada de técnicos e um posicionamento oficial da empresa sobre as medidas que serão adotadas, incluindo eventual perícia e possível ressarcimento dos prejuízos.

Fonte: O Presente Rural com Click Xaxim
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