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Produção do etanol de trigo é aposta para ampliação da matriz energética sustentável no Brasil

Enzimas e leveduras possibilitam a conversão eficiente de subprodutos do trigo em etano. Com o uso desses recursos, primeira usina de etanol de trigo do Brasil, localizada em Santiago (RS), vai iniciar suas operações em agosto.

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Fotos: Divulgação/CB Bioenergia

Com o crescente movimento global em busca de alternativas energéticas mais sustentáveis aos combustíveis fósseis, o etanol se consolida como um biocombustível promissor, principalmente no Brasil. No entanto, tradicionalmente derivado da cana-de-açúcar, o etanol tem seu potencial limitado em regiões onde as condições climáticas dificultam o cultivo desse insumo. É nesse contexto que o trigo emerge como uma solução viável e inovadora, especialmente na Região Sul do país.

Essa alternativa envolve o aproveitamento de resíduos e subprodutos do cereal, que, após o processamento para a produção de alimentos, muitas vezes são subutilizados ou descartados. Amplamente utilizado na Europa, o etanol de trigo tem o potencial de diversificar a matriz energética sustentável do Brasil, aumentar a produção de biocombustíveis e promover uma economia circular, reduzindo o desperdício produtivo.

Ainda em fase inicial no Brasil, a primeira usina de etanol de trigo do país será inaugurada neste ano. Localizada em Santiago, no Rio Grande do Sul, o projeto é da CB Bioenergia, que investiu cerca de R$ 100 milhões na construção, em fase final e com o início das operações previsto para este mês de agosto. “Além de trazer novas finalidades para subprodutos na produção de energia renovável, a iniciativa provoca um impacto econômico significativo na geração de renda local, com a estimativa de 120 novos postos diretos e indiretos”, afirma Cassio Bonotto, empresário que está à frente do projeto da CB Bioenergia.

Pesquisa e tecnologia

O processo de implementação para a produção de etanol de trigo é complexo e demanda um extenso período de preparação. No caso da usina de Santiago, a escolha da matéria-prima foi minuciosamente avaliada ao longo de três anos e meio. Durante esse período, mais de 150 variedades de trigo cultivadas no estado passaram por análises laboratoriais detalhadas, conduzidas em parceria com a IFF.

De acordo com Bonotto, a avaliação da matéria-prima e o investimento em tecnologia foram essenciais para assegurar a qualidade do processo de produção de etanol, garantindo que a usina, que contará com investimento contínuo de aproximadamente US$ 400 mil anuais em pesquisas e tecnologias, opere com eficiência e sustentabilidade.

Dentre as tecnologias que farão parte do processo da planta, o uso de biotecnologia desempenha um papel fundamental. “As enzimas contribuem para a redução da viscosidade do trigo, que poderia comprometer a qualidade e a eficiência da matéria-prima na produção de etanol”, explica Mario Cacho, diretor de vendas da IFF, acrescentando: “As leveduras, por sua vez, garantem a flexibilidade do processo, permitindo o uso eficiente de diferentes tipos de trigo provenientes de diversas produções. Essa adaptabilidade é o que permite um dos diferenciais mais notáveis da aplicação das leveduras, que é o aumento do rendimento industrial do trigo no etanol em até 4,5%”.

Considerando a expectativa de produção anual da usina de Santiago, com potencial de 34 milhões de litros de etanol hidratado, essa tecnologia pode adicionar aproximadamente 1,5 milhão de litros ao total, resultando em um aumento de quase R$ 4 milhões na receita anual.

Apenas o começo

A usina de etanol de trigo em Santiago se destaca pela inovação tecnológica e pelo compromisso com a sustentabilidade. Operando em um circuito fechado, a planta assegura que nenhum subproduto seja desperdiçado. “O álcool neutro, um dos subprodutos do processo de produção, é utilizado na perfumaria e na fabricação de bebidas. O resíduo sólido pode ser empregado na produção de pratos biodegradáveis, enquanto o líquido resultante do processo serve como adubo para as fazendas da região. Além disso haverá a purificação do CO2 gerado para adequar aos padrões alimentícios e ser utilizado no mercado de bebidas”, explica Wilson de Oliveira Ribeiro Junior, gerente da planta na CB Bioenergia.

O projeto também visa contribuir com o objetivo maior de tornar o consumo de etanol mais acessível no Rio Grande do Sul, onde, atualmente, o combustível renovável é mais caro que a gasolina, em grande parte devido aos custos de distribuição e à necessidade de importação de outros estados, como São Paulo e Paraná. Assim, os investimentos da usina da CB Bioenergia também incluem um aporte adicional de R$ 20 milhões para a construção de um posto de combustível na cidade, tendo em vista a distribuição do etanol de trigo produzido localmente.

A usina está projetada para iniciar suas operações com uma capacidade de produção entre 10 e 12 milhões de litros de etanol hidratado por ano. Contudo, os planos de expansão são ambiciosos: a meta é atingir entre 45 e 50 milhões de litros anuais de etanol anidro anuais até 2027, o que exigirá um investimento adicional de até R$ 500 milhões. “Nós já vislumbramos o futuro. Com o crescimento e a expansão da indústria de etanol, será possível produzir esse biocombustível a partir de outros cereais, ampliando cada vez mais nossa capacidade e diversificando as alternativas de geração de energia renovável e sustentável,” expõe Bonotto.

Fonte: Assessoria IFF

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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