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Peixes

Produção de tilápia no Lago de Itaipu depende de mudança em tratado internacional

Reservatório poderia produzir até 400 mil toneladas de peixe ao ano, mas revisão do acordo ainda não avançou no Congresso.

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Fotos: Divulgação/Itaipu Binacional

A criação de tilápias no reservatório da Usina Hidrelétrica de Itaipu tem potencial produtivo estimado em 400 mil toneladas de peixe por ano, com faturamento de até R$ 2 bilhões/ano e cerca de 50 mil empregos diretos e indiretos. O projeto, no entanto, enfrenta um entrave institucional: qualquer avanço depende da revisão do Acordo Bilateral Brasil-Paraguai, que hoje proíbe o uso de espécies exóticas no reservatório e precisa ser alterado com aval do Congresso Nacional.

O tema ganhou novo impulso após o Paraguai sancionar, em 22 de dezembro, uma lei que autoriza a criação de espécies exóticas em corpos d’água fechados e semiabertos. Na prática, a medida abre caminho para a tilapicultura no reservatório binacional, antes vedada por restrições legais.

Leia mais: Paraguai aprova produção de tilápia no lago de Itaipu

Leia mais: Lei sancionada no Paraguai abre caminho para cultivo de tilápia no reservatório de Itaipu

No Brasil, a iniciativa conta com apoio da direção de Itaipu e do governo federal, por meio do Ministério da Pesca e Aquicultura. Projeções da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), divulgadas pelo Planalto, indicam que o reservatório teria capacidade de sustentar uma produção anual de até 400 mil toneladas de peixe.

Apesar disso, não há ainda tramitação formal no Congresso Nacional. De acordo com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) não existe, neste momento, qualquer movimentação concreta para revisar o acordo.

Leia mais: Itaipu Binacional anuncia expectativa de produção de tilápia no lago de Itaipu

Fonte: O Presente Rural

Peixes

Brasil avança em acordo internacional para barrar pescado de origem ilegal

Proposta prevê restrições em portos para embarcações suspeitas e tenta fechar portas ao comércio de captura irregular.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (11) o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 331/2025, que ratifica a adesão do Brasil ao Acordo sobre Medidas do Estado do Porto para Prevenir, Impedir e Eliminar a Pesca Ilegal, Não Declarada e Não Regulamentada. O tratado foi firmado durante a 36ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, realizada em 2009, em Roma.

A iniciativa busca impedir que embarcações envolvidas em atividades irregulares utilizem portos para desembarcar ou comercializar pescado obtido fora das regras. Na prática, o acordo estabelece um conjunto de procedimentos que os países signatários devem adotar ao autorizar a entrada de embarcações estrangeiras em seus portos ou ao fiscalizar navios já atracados.

Deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO): “A pesca mobiliza intensa mão de obra e tem importância socioeconômica significativa no Brasil, especialmente em áreas com grande potencial pesqueiro” – Foto: Divulgação/FPA

Relator da proposta, o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) afirmou que o mecanismo tem potencial para reduzir a circulação de pescado capturado ilegalmente nos mercados internacionais. Segundo ele, a estratégia aposta no controle portuário para enfraquecer economicamente esse tipo de operação. “Trata-se de um sistema global de baixo custo, eficiente e seguro para coibir a pesca ilegal. Ao impedir que embarcações suspeitas acessem portos e descarreguem suas capturas, bloqueia-se a entrada desses produtos no mercado”, afirmou o parlamentar no parecer apresentado à comissão.

O acordo também busca padronizar procedimentos entre os países e ampliar a cooperação internacional no combate à chamada pesca INDNR, sigla utilizada para designar atividades ilegais, não declaradas ou não regulamentadas. A expectativa é que a medida reduza a necessidade de fiscalização direta em alto-mar, uma operação considerada mais cara e complexa.

No relatório, Ayres argumenta que o tema ganha relevância diante do peso da pesca extrativa na geração de renda em regiões costeiras do país. “A pesca mobiliza intensa mão de obra e tem importância socioeconômica significativa no Brasil, especialmente em áreas com grande potencial pesqueiro”, declarou.

Para o deputado, a aprovação do acordo também contribui para alinhar a legislação brasileira aos compromissos internacionais de proteção dos recursos marinhos. “A medida fortalece o ordenamento jurídico nacional e amplia a efetividade das ações de proteção aos oceanos”, disse.

O projeto tramita em regime de urgência na Câmara e ainda precisa passar por outras etapas de análise antes de seguir para votação final no Congresso. A proposta integra um esforço internacional para reduzir a pressão sobre estoques pesqueiros e restringir a comercialização de pescado capturado fora das normas.

Fonte: O Presente Rural com FPA
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Peixes

Embrapa realiza pesquisa sobre aceitação do consumidor brasileiro a peixe cultivado em laboratório

Primeiro estudo do país tenta entender se o público aceitaria pescado produzido a partir de células e quais fatores influenciam a intenção de compra.

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Foto: Divulgação/Freepik

A unidade de Pesca e Aquicultura da Embrapa iniciou uma pesquisa nacional para medir o grau de aceitação do consumidor brasileiro à carne de peixe produzida a partir de células cultivadas em laboratório. O levantamento é considerado o primeiro do tipo no país voltado especificamente ao pescado.

A iniciativa busca identificar se existe disposição do público para consumir esse tipo de produto e quais fatores podem influenciar a decisão de compra. A chamada agricultura celular, que utiliza células animais para produzir alimentos sem necessidade de criação e abate, ainda é pouco estudada no Brasil, sobretudo quando aplicada à cadeia do pescado.

Pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, Eduardo Varela: “A carne de peixe cultivada a partir de células é uma tecnologia emergente, já desenvolvida em outros países e pode representar uma nova forma de produzir proteínas” – Foto: Arquivo pessoal

De acordo com Diego Neves de Sousa, supervisor do Setor de Prospecção e Avaliação de Tecnologias da unidade, o levantamento pretende mapear percepções do consumidor em um campo ainda pouco explorado. “A pesquisa é importante para identificar as preferências do consumidor e suas intenções de compra em relação à carne de peixe cultivada à base de células, se vai ter aceitação ou não no mercado”, afirma.

O questionário é anônimo, leva cerca de oito minutos para ser respondido e está disponível online para qualquer interessado em participar.

Responsável pelo estudo, o pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, Eduardo Varela, explica que o produto investigado na pesquisa é obtido a partir de uma pequena amostra de células retirada de peixes vivos. Em laboratório, essas células são multiplicadas e cultivadas até formar o tecido que dará origem à carne. “Em seguida, as células são cultivadas em laboratório para crescer e formar a carne, sem necessidade das etapas de criação e abate de animais”, detalha.

O estudo também procura identificar quais aspectos podem estimular ou limitar o interesse do consumidor, incluindo curiosidade em experimentar o produto, preocupações com tecnologia alimentar e percepções sobre sustentabilidade.

Supervisor do Setor de Prospecção e Avaliação de Tecnologias da Embrapa Pesca e Aquicultura, Diego Neves de Sousa: “A pesquisa é importante para identificar as preferências do consumidor e suas intenções de compra em relação à carne de peixe cultivada à base de células” – Foto: Arquivo pessoal

Segundo Varela, o pescado cultivado em laboratório já vem sendo desenvolvido em outros países e pode abrir um novo caminho para a produção de proteínas. “A carne de peixe cultivada a partir de células é uma tecnologia emergente e pode representar uma nova forma de produzir alimentos. O método contribui para uma produção mais limpa, reduzindo a pressão sobre estoques naturais e impactos ambientais”, afirma.

Os resultados devem servir de base para futuras decisões de pesquisa e desenvolvimento dentro da Embrapa. “Os investimentos da agenda de P&D da empresa são orientados pelas demandas do mercado e do consumo. Sabemos que o mercado de proteínas alternativas é uma realidade e uma tendência. No Brasil ainda sabemos pouco sobre como o consumidor percebe esses produtos”, diz o pesquisador. “A pesquisa é justamente para buscar esses sinais e embasar a empresa para futuros investimentos”, completa.

Fonte: O Presente Rural com Embrapa Pesca e Aquicultura
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Peixes

Mato Grosso amplia produção de peixes e chega a 45,7 mil toneladas

Peixes nativos lideram a piscicultura estadual com 78,5% da produção, enquanto a tilápia registra crescimento superior a 17%, segundo o Anuário PeixeBR 2026.

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Foto: Jaelson Lucas

A produção de peixes de cultivo em Mato Grosso alcançou 45.700 toneladas em 2025, volume 2,65% superior ao registrado no ano anterior. De acordo com dados do Anuário de Piscicultura Brasileiro PeixeBR 2026, os peixes nativos seguem predominando na atividade, respondendo por 78,5% da produção estadual e apresentando crescimento de 0,7% no período.

A tilápia, embora ainda tenha menor participação na piscicultura mato-grossense, apresentou expansão superior a 17%, indicando potencial de crescimento da espécie no estado, especialmente com apoio da estrutura logística da cadeia produtiva.

O avanço da produção também está associado à organização do setor produtivo, com iniciativas voltadas à estruturação da cadeia e à formação de polos de produção. Modelos baseados em cooperação entre produtores e sistemas de integração são apontados como caminhos para ampliar a atividade e fortalecer a piscicultura regional.

Apesar do crescimento, o setor ainda enfrenta desafios históricos, como custos elevados de insumos, principalmente energia e ração, gargalos logísticos e dificuldades de acesso a crédito compatível com o ciclo produtivo da atividade.

Entre os municípios, Nossa Senhora do Livramento lidera em área destinada a viveiros escavados, com 1.827 hectares, seguido por Sorriso (1.186 hectare), Cuiabá (825 hectare), Várzea Grande (738 hectare) e Cáceres (691 hectare).

Já na produção em viveiros em rede, os destaques são Juscimeira, com 77 unidades, e Chapada dos Guimarães, com 55.

Em relação às espécies, os peixes nativos lideram a produção, com cerca de 35,5 mil toneladas, seguidos pela tilápia, com 8,3 mil toneladas, e por outras espécies, que somam aproximadamente 200 toneladas.

Fonte: O Presente Rural com informações Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026
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