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Produção de suínos em Castro-PR: foco em planejamento e nutrição adequada
A suinocultura é um dos destaques das atividades realizadas pela cooperativa e seus índices de produtividade são reconhecidos em premiações como o Melhores da Suinocultura da Agriness.
A cidade de Castro, no Paraná, localizada a aproximadamente 160 km da capital Curitiba, é conhecida em todo o País pela produtividade gerada pela Castrolanda, cooperativa agroindustrial fundada em 1951 por imigrantes holandeses. Com diversos perfis de produtores, a cooperativa tem como objetivo coordenar, desenvolver e fomentar as atividades de seus sócios, estando presente em todos os elos da cadeia produtiva.
A suinocultura é um dos destaques das atividades realizadas pela cooperativa e seus índices de produtividade são reconhecidos em premiações como o “Melhores da Suinocultura da Agriness”. Trata-se de um campeonato anual que oferece aos participantes um ambiente online e interativo de comparação e de análise dos indicadores de produtividade.
A edição desse ano reuniu mais de 1.300 produtores entre Brasil e Argentina, somando mais de um milhão de matrizes. Entre os vencedores, estão três granjas cooperadas a Castrolanda: a UPL Castrolanda ganhou o Leitão de Bronze, com 30,51 desmamados/fêmea/ano, na categoria acima de 3.000 matrizes; a Granja Barkema ganhou o Leitão de Ouro, pois passou de 25,23 para 32,88 desmamados/fêmea/ano, na categoria Produtor evolução; e a Chácara Vó Ita ganhou o Leitão de Ouro, com 34,80 desmamados/fêmea/ano, na categoria até 300 matrizes.
A conquista desses resultados se deve a vários fatores como gestão de custos, investimento em tecnologias, nutrição adequada, genética de qualidade, boas instalações, equipe comprometida, inovações em manejo, entre outros. Em relação à nutrição e a dieta dos animais, a parceira que fornece o insumo para a Castrolanda há mais de 20 anos é a Nutron, marca de Nutrição Animal da Cargill.
“A nutrição de precisão para os suínos é uma preocupação constante da Castrolanda. Temos uma relação de parceria e de confiança. Nossos técnicos visitam as granjas, acompanham os índices zootécnicos e então, as equipes Cargill e Castrolanda se reúnem para definir as soluções nutricionais. Além disso, temos a ferramenta do MaxiNIR, em que são avaliadas todas as matérias primas que compõem as dietas dos suínos e as rações produzidas pela fábrica. Com relação a premiação da Agriness, ficamos felizes com a posição das granjas da Castrolanda. Isso se deve a um trabalho comprometido de diversos setores da cadeia produtiva e, sem dúvida, a nutrição tem grande destaque e participação nesse processo”, comenta Odair Coelho, Coordenador Técnico Comercial da Nutron.
O produtor Reinder Barkema, da granja Barkema, é holandês e é cooperado da Castrolanda desde 1964. Ele conta que ganhar o prêmio de Produtor Evolução ocorreu devido a vários fatores, principalmente empenho da equipe e acompanhamento da cooperativa que dá assistência por meio do corpo técnico. “Além disso, a ração tem que ser de primeira qualidade. Seguimos a dieta que a Castrolanda nos envia. Conforme a assistência dos profissionais de nutrição, eles podem mudar, reformular e indicar o que é bom para os animais e o que não é. Eles têm experiência e sabem o que as matrizes e leitões necessitam”, explica.
A Granja Barkema tem capacidade para alocar entre 3 e 3.500 suínos. São cinco sessões: gestação, maternidade, creche, recria e terminação. “Para se sobressair, o produtor precisa ser caprichoso, ter bons insumos, instalações corretas e manter os colaboradores satisfeitos e motivados. Com esses cuidados, o incremento de produtividade é garantido. Quem faz mais ou menos não tem retorno lucrativo, temos que ser melhor do que a média”, destaca Reinder.
O Analista Técnico Jackson Pereira, da UPL Castrolanda, trabalha na granja desde seu início, há 12 anos, e acompanhou sua evolução. Pela primeira vez, alcançaram uma posição de destaque no prêmio. “A premiação se deve ao desenvolvimento da equipe, que é muito valorizada aqui dentro. Tanto a equipe interna quanto a externa, pois temos parceria com várias companhias que também nos ajudam a atingir ótimos resultados. Desde a unidade de produção de sêmen, em que utilizamos material de qualidade, até a parte de ração e o suporte da Nutron”, diz.
A UPL Castrolanda possui 24 barracões, divididos em gestação, maternidade e creche. A granja está entre as melhores do Brasil no índice de relação entre Colaborador x Matriz. Uma pessoa é responsável por 139 matrizes. “Esse valor envolve todos os setores: maternidade, creche, parte externa e tratamento de dejeto. Poderíamos elevar nossa produção, mas o custo também seria alto. Então, tudo é pensado para realizarmos um trabalho sustentável e lucrativo. O principal objetivo da unidade é gerar valor ao cooperado, produzindo um leitão de qualidade e com um bom custo. Nossa preocupação é aliada a esses dois pilares: custo e produtividade”, explica Jackson.
De acordo com o Coordenador de Produção de Suínos da Castrolanda, Danilo Leal Rocha, a Castrolanda faz parte de um grupo de três cooperativas que fornecem suínos para uma indústria que abate três mil suínos por dia, o que totaliza 750 mil animais por ano. “Para que isso ocorra de maneira eficiente, nossa equipe visita as propriedades, faz avalições clínicas, verifica questões de manejo e, principalmente, nós temos uma formatação de números econômicos. Inclusive, mensalmente os cooperados recebem um arquivo de benchmarking interno entre eles”, conta.
Em relação à nutrição, o Gerente de Negócios Carnes da Castrolanda, Mauro Cezar de Faria, declara que existe um padrão de produção, no qual a cooperativa gere esse padrão. “Quando se tem uma nutrição e um manejo padronizado, o ganho para os associados é imenso. Apesar dessa padronização, cada associado é tratado individualmente. Cada associado tem o seu técnico e cada técnico tem um grupo que atende. São ações conjuntas, nenhum associado tem tratamento diferente de outro. Eles têm necessidades diferentes e específicas. E isso o técnico trata na propriedade com cada um, em um programa de gestão técnica e cooperada”, esclarece.
Para ele, o principal benefício para o produtor fazer parte de uma cooperativa como a Castrolanda é a liberdade de discutir o caminho que deseja tomar dentro de sua atividade. “Os associados são donos da cooperativa. Nossa responsabilidade é prestar serviços e assessoria na parte de nutrição, assistência técnica, elaboração de projetos e gestão. Nós fazemos visitas técnicas, os produtores podem vir aqui tirar dúvidas, então, tudo o que diz respeito à produção, a cooperativa presta assistência”, ressalta.
Festival de Carne Suína Alegra
Acompanhando a evolução da suinocultura de Castro, a Nutron foi uma das patrocinadoras do 2° Festival de Carne Suína Alegra, realizado no início de junho. Mais de três mil pessoas compareceram ao evento, promovido pela marca de produtos Alegra, que também apresentou aos participantes os diversos benefícios quanto ao consumo da proteína.
“O público pode verificar os mitos e as verdades no consumo de carne suína, como a proteína ter elevado colesterol (mito), ser fonte de vitaminas e minerais (verdade), ser uma carne muito gordurosa (mito) e que o Brasil consome pouco (verdade). Enquanto a União Europeia apresenta um consumo anual médio três vezes superior ao consumo brasileiro, por aqui a quantidade não passa de 15 quilos”, fala o superintendente da Unidade Industrial de Carnes da Alegra, Ivonei Durigon.
A marca Alegra é produzida pela Unidade Industrial de Carnes, localizada em Castro, e faz parte do sistema de intercooperação, formado pelas cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal.
Fonte: Ass. de Imprensa

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DanBred Brasil anuncia nova Geneticista
Com uma sólida formação acadêmica e experiência em pesquisa, gestão e análise de dados, Cassiane traz uma visão técnica e paixão pela genética animal

A DanBred Brasil anuncia Cassiane G. Santos, como a nova geneticista da empresa. Mestre em Zootecnia pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e doutoranda em Zootecnia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Cassiane possui sólida trajetória acadêmica, experiência em pesquisa, gestão e análise de dados, além de vivência internacional na Purdue University (EUA).
Com uma sólida formação acadêmica e experiência em pesquisa, gestão e análise de dados, Cassiane traz uma visão técnica e paixão pela genética animal que vai fortalecer ainda mais o time da DanBred Brasil e sua dedicação e excelência profissional com certeza contribuirá para o desenvolvimento da suinocultura brasileira como um todo.
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Mudanças climáticas interferem no desempenho dos suínos, exigindo novas soluções nutricionais, aponta pesquisador da UFMG
O assunto faz parte do livro Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus

O aumento das temperaturas médias e a intensificação das ondas de calor já estão entre os maiores desafios da suinocultura mundial. De acordo com o professor e pesquisador Bruno Silva, especialista em bioclimatologia animal e nutrição de suínos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o ambiente térmico é hoje o principal fator limitante da produção, impactando bem-estar, saúde e desempenho dos animais.
Sensíveis ao calor por possuírem glândulas sudoríparas pouco desenvolvidas, os suínos sofrem quando expostos a temperaturas acima da zona de conforto térmico, que varia entre 16°C e 21°C para matrizes e de 26°C a 34°C para leitões. Conforme a fase de vida, os animais rapidamente apresentam queda de desempenho e maior vulnerabilidade fisiológica. “O estresse térmico reduz o consumo de alimentos, compromete a integridade intestinal e altera o metabolismo, afetando produtividade e eficiência”, explica especialista da UFMG.
O problema tem escala global. Nos Estados Unidos, as perdas relacionadas ao estresse por calor alcançaram US$ 400 milhões em 2024. No Brasil, onde altas temperaturas são constantes, os prejuízos podem ter atingido de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões no mesmo período. “Além das mudanças climáticas, as fêmeas modernas se tornaram mais produtivas, geram mais calor metabólico e se tornaram mais sensíveis às variações térmicas”, destaca Silva.
Segundo o pesquisador, esse desafio exige ajustes nutricionais para reduzir o efeito termogênico da dieta, como diminuição da proteína bruta associada a aditivos e nutrientes específicos que ajudem a manter a homeostase metabólica e a integridade intestinal.
Bruno Silva é um dos colaboradores do livro técnico Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus, líder global em nutrição animal inteligente. “A Novus é uma empresa global com forte influência no desenvolvimento de tecnologias nutricionais para suínos. A elaboração desse livro representa um marco na atualização e difusão do conhecimento gerado pelos principais grupos de pesquisa do mundo dedicados a estudar as fêmeas suínas modernas. Sem dúvida, é um livro que deve estar na mesa de cabeceira de todo nutricionista de suínos. Contribuir para sua elaboração foi uma grande honra para mim e uma grande oportunidade para compartilhar um pouco dos trabalhos desenvolvidos na nossa universidade nessa área”, afirma o professor da UFMG.
Para baixar o livro gratuitamente no site da NOVUS, acesse clicando aqui.
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Eficiência produtiva e gestão estratégica ganham centralidade na suinocultura
Desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado.

A suinocultura brasileira enfrenta um cenário econômico complexo, marcado pela volatilidade dos preços dos grãos, aumento dos custos de produção e margens mais restritas.
Nesse contexto, a rentabilidade da atividade tem sido cada vez mais associada à capacidade de integrar decisões técnicas e financeiras de forma estruturada.
Ajustes pontuais, como mudanças em dietas ou negociações de curto prazo com fornecedores, tendem a ter efeito limitado quando não estão inseridos em uma estratégia mais ampla de gestão. A análise detalhada de custos, margens e retorno sobre o investimento passa a ser um elemento central para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.
Para Giovani Frederico, consultor técnico comercial na Agroceres Multimix, o desafio atual exige uma abordagem mais profissional da atividade. “O suinocultor precisa integrar as áreas técnica e financeira da produção. A busca por eficiência produtiva não pode estar dissociada de uma análise consistente de custos, indicadores e resultados”, afirma.
Segundo ele, o desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado, da incorporação de tecnologias e do uso de dados como base para a tomada de decisão.
“A rentabilidade deixa de ser apenas consequência do desempenho técnico e passa a ser resultado direto de uma gestão estratégica”, completa.
Um artigo completo, que aprofunda essa análise sobre eficiência e rentabilidade na suinocultura, está disponível no agBlog, da Agroceres Multimix.
Acesse já clicando aqui.
