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Produção de soja deve chegar a 170 milhões de toneladas em 2025
Esmagamento, farelo e óleo avançam, impulsionados pelo consumo interno e exportações. Processamento de julho sobe 6,1% em relação a 2024.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou as projeções para o Complexo da Soja em 2025. Os dados confirmam a perspectiva de recorde para o setor e vieram acompanhados de resultados positivos no desempenho mensal. As estimativas para o ano permanecem em patamares elevados.
A produção de soja deve atingir 170,3 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento está projetado em 58,5 milhões de toneladas, avanço de 0,7%. A produção de farelo e óleo de soja deve somar, respectivamente, 45,1 milhões e 11,7 milhões de toneladas, aumento de 0,7% e 0,4%.

Foto: Shutterstock
Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, o crescimento no esmagamento mostra que a indústria mantém um ritmo consistente, sustentado pela demanda de farelo e pelas exportações, além do aumento do consumo interno de óleo para biodiesel. “O avanço do B15 reforça o papel do biodiesel como um dos principais motores da cadeia e consolida o produto como o biocombustível mais eficiente e sustentável disponível no mundo”, destaca.
No cenário externo, as perspectivas continuam positivas. O Brasil deve exportar 109,5 milhões de toneladas de soja em grãos. As vendas externas de farelo devem se manter em 23,6 milhões de toneladas, assim como as de óleo de soja, prevista em 1,35 milhão de toneladas. Já as importações de óleo de soja estão estimadas em 100 mil toneladas, enquanto as de soja devem avançar 800 mil toneladas, para complementar a oferta no mercado interno.
Em julho, o processamento somou 4,7 milhões de toneladas, alta de 3,4% frente a junho. Na comparação com julho de 2024, o aumento foi de 6,1%, quando ajustado pelo percentual amostral. No acumulado do ano, o processamento atingiu 30,6 milhões de toneladas, crescimento de 6,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Nova plataforma da Embrapa integra dados sobre produção e mercado do trigo
Solução traz mapas, cenários e estimativas inéditas para o setor.
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Justiça reconhece atribuições exclusivas de auditores no Vigiagro
Decisão envolve fiscalização em pontos de entrada no país; sindicato defende ajuste com governo para evitar impacto nas operações.

Uma decisão da Justiça Federal da 1ª Região, na Seção Judiciária do Distrito Federal, reconheceu que parte das atividades de fiscalização no Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) é de atribuição privativa dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (AFFAs). A ação foi proposta em 2019, em meio a questionamentos sobre o cumprimento da legislação que define as competências da carreira, especialmente em operações nos pontos de entrada de produtos agropecuários no país.
Em nota, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) informou que irá conduzir diálogo com o Ministério da Agricultura e Pecuária para tratar dos desdobramentos da decisão. A entidade defende a construção de uma solução que permita a implementação do entendimento judicial sem comprometer a continuidade e a eficiência das atividades de fiscalização.

Foto: Mapa
As discussões devem envolver a coordenação do Vigiagro, o Departamento de Serviços Técnicos (DTEC) e a ANTEFFA, entidade que representa os técnicos da fiscalização agropecuária. Um dos pontos em análise é a adequação das atribuições atualmente exercidas por diferentes carreiras dentro do sistema.
O sindicato também admite a possibilidade de ajustes normativos ou alterações legislativas, caso sejam necessários para compatibilizar a decisão judicial com a operação cotidiana do Vigiagro. A avaliação será feita em conjunto com a assessoria jurídica da entidade, uma vez que a sentença ainda pode ser objeto de recurso.
O Vigiagro atua na inspeção e fiscalização de produtos agropecuários em portos, aeroportos e fronteiras, sendo considerado um dos principais instrumentos de proteção sanitária e de controle do comércio internacional do agronegócio brasileiro.
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Tecnoshow quer zerar emissões e busca selo de carbono neutro em 2026
Feira em Rio Verde (GO) vai medir transporte, energia e resíduos. Em 2025, compensou 84 toneladas de CO₂, equivalente a 492 árvores.

A Tecnoshow Comigo pretende obter o Selo Verde de Carbono Neutro na edição de 2026, com a ampliação do controle e da compensação das emissões de gases de efeito estufa geradas durante o evento. A feira será realizada entre 06 e 10 de abril, em Rio Verde (GO).
A certificação exige a mensuração completa das emissões associadas à montagem, realização e desmontagem da feira. Na prática, a organização passará a monitorar fontes como transporte de visitantes e expositores, deslocamento de máquinas e consumo de combustíveis, além do uso de energia elétrica e da destinação de resíduos.
Entre os pontos que serão incluídos na medição estão as viagens aéreas de participantes, com base em dados do aeroporto local, e o consumo de insumos utilizados nas áreas demonstrativas, como fertilizantes. Também serão avaliados resíduos sólidos, como plástico, ferro e papelão, além de orgânicos e efluentes gerados durante o evento.
Na edição de 2025, a Tecnoshow já havia compensado 84 toneladas de dióxido de carbono, volume equivalente ao plantio de 492 árvores, o que garantiu ao evento o selo Evento Neutro Azul, concedido pela Eccaplan.
Para 2026, a estratégia inclui também a participação do público. Totens instalados no Centro Tecnológico Comigo permitirão que visitantes calculem sua própria pegada de carbono durante a visita. O sistema considera deslocamentos e permanência no evento, e a compensação poderá ser feita por meio de pagamento simbólico, com recursos destinados a uma instituição local.
Após o encerramento da feira, a organização fará o balanço total das emissões e realizará a compensação por meio da compra de créditos de carbono, direcionados a projetos certificados. A meta é atender aos critérios exigidos para o reconhecimento como evento de carbono neutro.





