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Peixes

Produção de peixes em Rondônia ultrapassa 55 mil toneladas

Apesar da leve retração, estado mantém condições favoráveis para expansão da piscicultura e fortalecimento da cadeia do tambaqui.

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Foto: Shutterstock

A produção de peixes em Rondônia registrou leve recuo recente, mas o estado segue como um dos principais polos da piscicultura brasileira, com forte predominância de espécies nativas. De acordo com dados do Anuário de Piscicultura Brasileiro PeixeBR 2026, o setor ainda conta com condições naturais e apoio institucional que sustentam o desenvolvimento da atividade.

Entre 2024 e 2025, a produção estadual caiu 2,67%. No ano passado, o volume total chegou a 55.380 toneladas, com predominância quase absoluta de peixes nativos, que representaram 99,78% da produção. Entre as espécies cultivadas, o tambaqui segue como o principal destaque da piscicultura rondoniense.

Foto: Síglia Souza

Mesmo com a redução no volume, o estado mantém fatores considerados favoráveis ao crescimento do setor. A ampla disponibilidade de recursos hídricos contribui para a expansão da produção em viveiros escavados. Além disso, políticas públicas e iniciativas com apoio do Sebrae, da CNA e do governo estadual incentivam a atividade e estimulam investimentos.

O setor também vem passando por um processo de modernização, com ações voltadas à promoção do tambaqui no mercado nacional e internacional. Em Rondônia, a piscicultura ainda se beneficia da integração com outras atividades do agronegócio, especialmente a produção de insumos utilizados na fabricação de ração.

Apesar dos avanços, a industrialização do pescado ainda é um desafio. A ampliação do processamento é vista como caminho para ampliar o consumo e facilitar o acesso do tambaqui a novos mercados, especialmente entre consumidores que buscam produtos semiprontos.

Entre os municípios com maior área de viveiros escavados no estado, destacam-se:

  • Ariquemes – 2.857 hectares

  • Ji-Paraná – 1.155 hectares

  • Cujubim – 1.050 hectares

  • Alta Floresta D’Oeste – 963 hectares

  • Ouro Preto do Oeste – 888 hectares

Em relação às espécies produzidas, os peixes nativos somaram cerca de 55,2 mil toneladas, enquanto a tilápia registrou cerca de 180 toneladas.

Fonte: O Presente Rural com informações Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026

Peixes

Operação contra pesca predatória recolhe petrechos irregulares no Paraná

Agentes do IAT abordaram 150 embarcações em cinco municípios do Noroeste após o término da Piracema.

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Fotos: IAT

O Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), divulgou nesta terça-feira (10) o balanço da primeira operação de fiscalização contra a pesca predatória realizada após o período de Piracema. Agentes do órgão ambiental abordaram 150 barcos pesqueiros, entre os dias 28 de fevereiro e 3 de março, ao longo dos rios Paraná e Ivaí, nos municípios de Altônia, São Jorge do Patrocínio, Querência do Norte, Alto Paraíso (Porto Figueira) e Icaraíma (Porto Camargo), no Noroeste do Paraná.

Durante as ações de orientação, os técnicos recolheram diversos equipamentos de pesca irregulares, como 323 metros de redes, 1.200 metros de cordas com anzóis, 60 galões usados para ceva (técnica de jogar alimentos na água para atrair os peixes) e oito covos para captura de iscas. Não houve multa porque os responsáveis não foram identificados.

Desenvolvida por oito agentes do escritório regional de Umuarama do IAT, a força-tarefa abordou 80 barcos na água e 70 em rampas e estradas, buscando coibir a prática em locais proibidos e o uso de equipamentos irregulares, com base na Portaria IAT nº 223/2025.

“Foi uma operação bastante significativa por causa do volume de embarcações abordadas, um trabalho exaustivo dos nossos técnicos. Conseguimos pegar alguns petrechos irregulares, mas sem a emissão de multas, já que os equipamentos foram encontrados na água, sem identificação dos proprietários”, explica o chefe do escritório regional do IAT em Umuarama, Luis Carlos Borges Cardoso.

Piracema

Período de restrição à pesca de espécies nativas para preservar a reprodução dos peixes, a Piracema ocorreu entre 1º de novembro do ano passado e 28 de fevereiro. Foram seis forças-tarefas organizadas pelo IAT neste intervalo, com apreensão de 222 quilos de peixe, emissão de 20 Autos de Infração Ambiental (AIA) e aplicação de R$ 169.262,00 em multas.

Como ajudar

A denúncia é a melhor forma de contribuir para minimizar cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna. O principal canal do Batalhão Ambiental é o Disque-Denúncia 181, o qual possibilita que seja feita uma análise e verificação in loco de todas as informações recebidas do cidadão.

No IAT, a denúncia deve ser registrada junto ao serviço de Ouvidoria, disponível no Fale Conosco, ou nos escritórios regionais. É importante informar a localização e os acontecimentos de forma objetiva e precisa. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem realizar o atendimento.

Fonte: AEN-PR
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Peixes

Espécies nativas impulsionam crescimento da piscicultura maranhense

Produção de 42,7 mil toneladas mostra força do setor, que também inclui tilápia e outras espécies.

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Foto: Siglia Souza

O Maranhão se consolidou como um dos principais protagonistas da piscicultura no Nordeste, destacando-se pela extensa área dedicada à produção em viveiros escavados, modelo tradicional e eficiente na região. De acordo com dados do Anuário de Piscicultura Brasileiro PeixeBR 2026, o estado produziu cerca de 59.600 toneladas de peixes em 2025, das quais 90% foram cultivadas em tanques escavados, reforçando a relevância dessa técnica para a produção local.

O município de Matinha lidera o ranking estadual, com 982 hectares de viveiros, seguido por Bom Jardim (872 hectares), Vitorino Freire (638 hectares), Arari (533 hectares) e Bom Lugar (480 hectares), mostrando a distribuição do cultivo em diferentes regiões do estado.

A produção maranhense concentra-se principalmente em espécies nativas, que totalizam 42.700 toneladas, mas também inclui tilápia (5.800 toneladas) e outras espécies cultivadas (11.100 toneladas), refletindo a diversidade e a adaptação dos produtores às demandas de mercado. O crescimento do setor vem acompanhado de investimentos em infraestrutura de viveiros, manejo técnico e programas de regularização ambiental, medidas que proporcionam maior segurança jurídica e produtiva aos piscicultores e contribuem para a sustentabilidade do segmento.

Além disso, especialistas destacam que o fortalecimento da piscicultura no Maranhão representa uma oportunidade para geração de emprego e renda em áreas rurais, consolidando o estado como referência regional no setor.

Fonte: O Presente Rural
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Peixes

Piscicultura de Minas Gerais cresce 6,46% em 2025

Volume produzido chega a 77,5 mil toneladas em 2025, com crescimento sustentado pela tilápia, que responde por quase 95% da produção.

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Foto: Jaelson Lucas

A piscicultura de Minas Gerais segue em expansão, impulsionada pela entrada de grandes empresas que também atuam em outros segmentos da proteína animal. Em 2025, a produção estadual alcançou 77,5 mil toneladas de peixes de cultivo, volume 6,46% superior ao registrado em 2024, de acordo com dados do Anuário de Piscicultura Brasileiro PeixeBR 2026.

A tilápia continua sendo a principal espécie produzida no estado e responde por quase 95% do total. No último ano, a produção da espécie chegou a 73,5 mil toneladas, avanço de 6,98% em relação ao ano anterior.

Foto: Shutterstock

O levantamento também indica que produtores que investiram em sanidade e saúde animal obtiveram melhores resultados produtivos e financeiros, o que tem permitido a retomada de investimentos em modernização das estruturas de produção.

Entre os desafios para o fortalecimento da atividade em Minas Gerais estão a padronização do produto e a necessidade de regularização das unidades de beneficiamento, medidas consideradas importantes para garantir maior organização do setor e evitar fraudes.

No estado, Morada Nova de Minas lidera a área de produção em viveiros escavados, com 179 hectares, seguida por Esmeraldas (177 ha), Ouro Fino (149 ha), Juiz de Fora (143 ha) e Muriaé (137 ha). Já na produção em tanques-rede, Morada Nova de Minas também ocupa a primeira posição, com 6.518 unidades, à frente de Alfenas (1.612), Felixlândia (1.458), Carmo do Rio Claro (1.451) e Pimenta (1.158).

Além da tilápia, a piscicultura mineira registra produção de espécies nativas (2,1 mil toneladas) e de outras espécies, como carpa, truta e pangasius (1,9 mil toneladas).

Fonte: O Presente Rural com informações Anuário Brasileiro da Piscicultura Peixe BR 2026
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