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Produção de peixes avança quase 9% no Rio Grande do Sul e expõe desafios do setor

Estado lidera em área de viveiros no país, mas ainda enfrenta entraves como insegurança jurídica e falta de industrialização.

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Foto: Shutterstock

A piscicultura no Rio Grande do Sul encerrou o ano de 2024 com resultados animadores, mostrando-se uma atividade promissora. O crescimento de 8,95% em relação ao ano anterior, com produção total de 34.400 toneladas, reflete a força de um setor que, apesar dos desafios, começa a ganhar espaço e visibilidade. No entanto, o avanço ainda encontra barreiras significativas, principalmente relacionadas à insegurança jurídica ambiental.

Espécies mais produzidas:

Foto: Divulgação/CNA

O estado gaúcho possui a maior área de viveiros do país, com mais de 20 mil hectares dedicados à atividade e mais de 100 mil viveiros em funcionamento. Esses números demonstram um ambiente fértil para o desenvolvimento da piscicultura, especialmente na criação de espécies como carpas, trutas, pangas e tilápias. A tilápia, por exemplo, já representa 8.600 toneladas da produção estadual, conforme dados da Peixe BR.

Apesar do bom desempenho produtivo, a atividade esbarra na falta de regularização ambiental e na carência de um processo de industrialização mais robusto. Enquanto o mercado consumidor local segue aquecido, os supermercados precisam recorrer à tilápia produzida no Paraná e em Santa Catarina para atender à demanda, o que evidencia a lacuna entre produção e consumo interno.

Foto: Divulgação/Tilápia RS

Ainda assim, o estado tem trabalhado para aproveitar seus recursos hídricos disponíveis e fortalecer a cadeia produtiva. Com foco na superação dos obstáculos, há um esforço conjunto entre produtores, associações e iniciativas locais para dar continuidade ao crescimento sustentável da atividade aquícola.

A necessidade de políticas públicas mais efetivas e programas de incentivo é urgente. O interesse dos produtores em investir está presente, mas o caminho exige apoio institucional para garantir segurança, agilidade no licenciamento e melhores condições logísticas. Com o apoio necessário, o Rio Grande do Sul tem tudo para se firmar como um dos principais polos aquícolas do Brasil.

Fonte: O Presente Rural com informações da Peixe BR

Peixes

Criação de tilápias no reservatório de Itaipu não deve afetar geração de energia

Lago de 1.350 quilômetros quadrados já é de uso múltiplo. Além da produção de energia, serve para armazenamento de água, sedimentação animal e produção comercial, e também sustenta a fauna local.

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A Itaipu Binacional afirmou que a eventual introdução de tilápias no reservatório da hidrelétrica não vai comprometer a operação de geração de energia e nem causar conflitos entre os diferentes usuários da água. A usina ressaltou que o reservatório de 1.350 quilômetros quadrados já é de uso múltiplo e que, além da produção de energia, serve para armazenamento de água, sedimentação animal e produção comercial, além de sustentar a fauna local.

Foto: Divulgação

Segundo a empresa, a principal medida para minimizar riscos ao meio ambiente será a manutenção da qualidade da água do reservatório, que é altamente influenciada pela dinâmica do entorno. A Itaipu citou como fatores determinantes a presença de atividades agropecuárias e agroindustriais, a ocupação populacional e os impactos decorrentes de ações de conservação ambiental, destacando que esses elementos são decisivos para a saúde do ecossistema aquático.

A usina listou ainda uma série de protocolos e mecanismos de controle que, segundo a própria Itaipu, devem ser adotados para reduzir riscos ambientais e garantir a sustentabilidade do empreendimento. Entre as medidas estão o monitoramento ambiental das áreas produtivas, o uso de rações adequadas e protocolos de alimentação de alta eficiência e a adoção de ferramentas para impedir a reprodução dos peixes, como a utilização de populações monosexuais e a inversão sexual.

A Itaipu também destacou o controle sanitário como ferramenta essencial, incluindo a prevenção por meio de vacinas, além da utilização de animais com rastreabilidade sanitária e genética. O plano de gestão prevê ainda o uso de estruturas de cultivo robustas, com sistemas de monitoramento operativo e automação, e a observância de condicionamentos ambientais ligados às licenças.

A usina ressaltou ainda que a exploração do potencial de produção no reservatório deve ocorrer em áreas com maior resiliência ambiental, reforçando o compromisso de evitar impactos ao ecossistema e manter a qualidade da água, considerada fundamental para o funcionamento de uma das principais hidrelétricas do país.

Fonte: O Presente Rural
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Cultivo de tilápia pode agravar avanço do mexilhão dourado no Lago de Itaipu

Espécie favorece proliferação de invasores e aumenta riscos ambientais.

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Além da competição com espécies nativas, a introdução da tilápia pode intensificar problemas já existentes no reservatório de Itaipu, como a presença do mexilhão dourado.

De acordo com o biólogo, professor e coordenador do Laboratório de Ecologia e Conservação do Departamento de Engenharia Ambiental da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Jean Vitule, a produção em larga escala cria um ambiente favorável à proliferação do molusco invasor. “A criação da tilápia no reservatório favorece a introdução de outras espécies pela quantidade de nutrientes e a estrutura dos tanques, criando condições ideais para o mexilhão dourado se incrustar por exemplo”, ressalta.

O processo pode comprometer a manutenção das estruturas, provocar o afundamento dos tanques e elevar os custos operacionais. “O uso de reagentes químicos para controle do mexilhão pode gerar impactos que extrapolam a atividade produtiva e afetam a sociedade como um todo”, pontua.

Fonte: O Presente Rural
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Biólogo alerta para impactos ambientais da tilápia no reservatório de Itaipu

Fatores como ventos fortes, chuvas intensas, acidentes com troncos e o próprio controle de vazão do reservatório podem danificar as estruturas de cultivo.

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A possível introdução da tilápia no reservatório de Itaipu levanta preocupações entre especialistas em ecologia. O biólogo e professor Jean Vitule, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), alerta que o cultivo em tanques-rede apresenta risco permanente de escape dos peixes. “Há escapes em 100% dos locais de cultivo de tilápias em tanques-rede”, salienta, ressaltando: “A introdução de tilápias no Lago de Itaipu pode causar problemas para outras espécies e ecossistemas dentro e fora do reservatório”.

Biólogo, professor e coordenador do de Ecologia do Laboratório de Ecologia e Conservação do Departamento de Engenharia Ambiental da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Jean Vitule: “Há escapes em 100% dos locais de cultivo de tilápias em tanques-rede” – Foto: Arquivo pessoal

Segundo o profissional, fatores como ventos fortes, chuvas intensas, acidentes com troncos e o próprio controle de vazão do reservatório podem danificar as estruturas de cultivo. “Uma vez fora do ambiente controlado, a tilápia passa a atuar como um poluente biológico, capaz de se deslocar para rios adjacentes e afetar ecossistemas fora do reservatório”, reforça Vitule, que também coordena o Laboratório de Ecologia e Conservação do Departamento de Engenharia Ambiental da UFPR.

Além da competição com espécies nativas, a introdução da tilápia pode intensificar problemas já existentes no reservatório, como a presença do mexilhão dourado. Segundo o biológo, a produção em larga escala cria um ambiente favorável à proliferação do molusco invasor.

Fonte: O Presente Rural
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