Conectado com

Avicultura

Produção de ovos em São Paulo cresce 7% em 2025 e exportações avançam 19%

Maior produtor do país, estado alcançou 16,7 bilhões de unidades, respondeu por 35% do mercado nacional e ampliou embarques para Japão, Estados Unidos e México, segundo dados do VPA Paulista.

Publicado em

em

Foto: Rodrigo Fêlix Leal

São Paulo teve um crescimento de 7% na produção de ovos em 2025 e com grandes expectativas econômicas para este ano. Enquanto, no comércio exterior, os embarques de ovos paulista foi ainda melhor com um aumento de 19% nas exportações do produto, conforme os dados preliminares do Valor da Produção Agropecuária (VPA) Paulista, divulgado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

No ano passado, a avicultura de postura de SP produziu cerca de 16,7 bilhões de unidades, o que representou um valor financeiro de R$7,2 bi. Maior produtor de ovos do País, com uma participação significativa de 35% do mercado nacional, a produção paulista se posicionou bem à frente de outros estados como Minas Gerais (10%); Espírito Santo (9%) e Pernambuco (7%).

Profissionais na seleção e classificação de ovos em Bastos (SP)

No que concerne à exportação, São Paulo comercializou mais de 15 mil toneladas de ovos, com um faturamento de US$60,2 milhões. Tendo o mercado japonês como o principal destino (3,52 mil t), seguido de perto pelos Estados Unidos (3,17 mil t) e México (3,14 mil t), respectivamente.

Para a presidente da Câmara Setorial de Ovos e Derivados (CS), Cristina Nagano, a cadeia produtiva granjeira enfrenta dois dos principais desafios. “O primeiro é o equilíbrio de mercado: com um alojamento elevado, a oferta é alta e segue imprevisível. Pode haver um aumento das exportações brasileiras, o que ajudaria a equilibrar, mas também, existe o risco de sobrar ovos no comércio interno, o que pressiona os preços”, ressaltou a presidente, Cristina Nagano.

Segundo o diretor técnico da Granja Kakimoto, localizada em Bastos (SP), Sérgio Kakimoto, as vendas correspondentes ao ano passado, foram bem satisfatórias, motivadas pela estabilidade mantida no mercado. “O ano de 2025 foi muito bom para nós, pois os preços estavam bem firmes, durante o período todo. Já para 2026, a expectativa é ainda melhor, com o maior desafio de cuidar das aves, não deixar que elas adoeçam. Por isso, ficamos bastante apreensivos com a nossa produção em fazer a biossegurança”, frisou Sérgio Kakimoto.

Presidente da Câmara Setorial de Ovos e Derivados, Cristina Nagano, em sua granja em Bastos(SP)

Sendo exatamente esta preocupação, o segundo maior desafio apontado pela presidente da CS de Ovos e Derivados (CS), Cristina Nagano. “A Influenza Aviária é uma ameaça constante. Por isso, os produtores vêm investindo de forma contínua em biosseguridade, com controles rigorosos, protocolos preventivos e monitoramento permanente, justamente para garantir que a região continue livre da doença”, concluiu.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da Defesa Agropecuária, possui o Programa de Sanidade Avícola com por objetivo manter a sanidade do plantel avícola paulista, controlando enfermidades tanto de interesse em avicultura como em saúde pública.”Em relação às granjas comerciais, a Defesa Agropecuária ressalta a necessidade de reforçarem as medidas de biosseguridade em grau máximo em unidades produtivas visando a proteção sanitária das aves do plantel comercial paulista”, comenta Paulo Blandino, médico-veterinário e chefe do Programa Estadual de Sanidade Avícola (PESA).

Pesquisa e inovação para o desenvolvimento da produção de ovos em SP

Contribuindo com suas pesquisas para maior produtividade e melhor qualidade dos ovos, o Laboratório de Qualidade de Aves e Ovos (LAAVIZ) do Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), da SAA, desenvolve estudos nas áreas de nutrição, manejo, etologia, ambiência, bem-estar animal, fisiologia e qualidade de ovos, validando e transferindo tecnologias que contribuem para toda a cadeia produtiva.

Além das pesquisas, o LAAVIZ também presta serviço de avaliação de ovos, contribuindo para o trabalho de outras instituições ou empresas. São realizadas pelo laboratório as avaliações qualitativas (peso, cor de gema, espessura de casca, resistência de casca, unidade Haugh), centesimal (porcentagem de casca, gema, albúmen) e de casca (pigmentação, espessura, porosidade e densidade).

“Os resultados da cadeia de ovos em São Paulo refletem uma política pública consistente, baseada em sanidade, pesquisa, inovação e valorização do produtor. É esse conjunto de ações que garante competitividade, segurança ao consumidor e sustentabilidade ao setor”, destacou o chefe da Assessoria Técnica do Gabinete, José Carlos Faria Jr.

Concurso Estadual de Qualidade de Ovos

A Secretaria de Agricultura premia os melhores produtores de ovos do estado por meio do DO Concurso Estadual de Qualidade de Ovos. Em sua 1ª edição, ocorrida em Bastos (SP), a Capital do Ovo, em 2024, o certame teve como objetivo reconhecer a excelência na produção e incentivar a melhoria dos processos para atender todas as exigências do mercado, ganhando mais espaço para elevar a produtividade dos campos paulistas. A edição 2024 premiou os três melhores ovos do estado nas categorias: ovos brancos, vermelhos e de codorna.

Fonte: Assessoria Governo de São Paulo

Avicultura

Salmonella expõe limites de coordenação da cadeia avícola

Persistência da bactéria revela falhas de integração entre áreas e reacende debate sobre gestão centralizada do problema dentro das agroindústrias.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

A avicultura brasileira construiu, ao longo das últimas décadas, um dos sistemas sanitários mais organizados entre os grandes produtores globais. Protocolos, monitoramentos e rotinas estão bem estabelecidos em praticamente todas as etapas. Ainda assim, um dado insiste em permanecer: a Salmonella segue presente. Não por ausência de controle, mas, cada vez mais, por limites na forma como esse controle se articula ao longo da cadeia.

Foi nesse ponto que o médico-veterinário Marcos Dai Pra concentrou sua análise durante o Seminário Facta sobre Salmonelas, realizado em 19 de março, em Toledo (PR). Ao reunir dados de campo acumulados ao longo de anos dentro da agroindústria, ele trouxe uma leitura direta: o problema não está concentrado em um elo específico, mas está distribuído.

Médico-veterinário Marcos Dai Pra durante o Seminário Facta sobre Salmonelas – Foto: Giuliano De Luca/OP Rural

“Qual é a origem da Salmonella que aparece no frango de corte? A gente tem transmissão vertical, transmissão horizontal, mas a grande dificuldade está justamente em entender essa relação”, afirmou. Embora a transmissão vertical ainda exista, Dai Pra destacou que a maior pressão sanitária hoje vem da transmissão horizontal, que ocorre dentro da própria granja e no ambiente ao redor. “É contaminação lá na granja, que é o grande problema”, disse.

Segundo ele, o desafio não está apenas dentro dos galpões. Tudo o que circunda a produção interfere diretamente nos índices sanitários. “Tudo que está no entorno da granja acaba influenciando nos índices de Salmonella”, pontuou, citando presença de outros animais, lavouras e estruturas próximas como fatores de risco. De acordo com o palestrante, essa característica difusa da contaminação dificulta a rastreabilidade precisa das origens e reforça a necessidade de abordagem sistêmica.

Controle existe, mas dados ainda são fragmentados

Um dos pontos mais críticos levantados na palestra foi a fragmentação das informações ao longo da cadeia produtiva. Cada área, como fábrica de ração, granja, transporte e abatedouro, realiza seus próprios monitoramentos. No entanto, essas informações nem sempre convergem de forma estruturada. “Com esse conjunto de informação, a gente consegue trabalhar muito bem o programa de controle”, afirmou, ao apresentar resultados internos. Ainda assim, a fala revela um ponto implícito: os dados existem, mas nem sempre estão conectados.

Para ele, essa desconexão limita a eficiência das ações e ajuda a explicar por que a Salmonella persiste mesmo em sistemas altamente tecnificados.

Biosseguridade vai além do galpão

Dai Pra detalhou a estrutura operacional das granjas em três níveis: interior do aviário, zona de segurança (dentro do cercado) e área externa. Todos, sem exceção, influenciam os resultados sanitários. “Tudo isso tem uma grande interferência”, ressaltou.

Ele reforçou que medidas básicas continuam sendo decisivas: controle de acesso, troca de calçados, barreiras sanitárias e manutenção de áreas limpas, sem abrigo para pragas. “Tem que ter uma barreira sanitária, tem que ter uma cerca, não pode passar nada direto de fora para dentro”, destacou.

Intervalo sanitário curto aumenta risco

Entre os pontos mais sensíveis da palestra está o intervalo sanitário — período entre a saída de um lote e a entrada do próximo. “Na minha opinião, o desejável seria 18 dias”, afirmou. Na prática, no entanto, esse tempo raramente é alcançado. O próprio palestrante reconheceu a limitação estrutural do setor. “Nas condições de hoje é praticamente impossível conseguir 18 dias.”

Ele alertou que trabalhar com menos de 12 dias já compromete o controle adequado e que ciclos ainda mais curtos elevam significativamente o risco sanitário. “Com oito dias é crítico. Não tem como fazer um controle adequado.”

Cama, ambiência e manejo

Outro eixo importante da apresentação foi o papel da cama e da ambiência dentro do aviário. O frango passa praticamente toda sua vida em contato direto com esse ambiente, o que transforma a qualidade da cama em um fator central. “Se a cama tem boa qualidade, o frango vai ter boa qualidade. E o contrário também é verdadeiro”, explicou. Ventilação, umidade e execução dos procedimentos completam esse conjunto de fatores que impactam diretamente o status sanitário.

Cascudinho e roedores

Entre os vetores, o cascudinho aparece como um dos principais desafios. Dados apresentados por Dai Pra indicam alta taxa de positividade para Salmonella nesse inseto. “O cascudinho, disparadamente, é o elemento que tem mais problema”, afirmou.

O controle de pragas, segundo ele, precisa seguir etapas bem definidas – da inspeção à avaliação – e não pode ser tratado como ação isolada.

Mudança de prática reduziu índices

Um dos pontos mais relevantes da palestra foi a revisão de um procedimento tradicional: o uso de água no intervalo sanitário. “A gente só conseguiu reduzir os índices de Salmonella quando abandonou o uso de água no intervalo sanitário”, afirmou. A mudança, segundo ele, não foi simples dentro da agroindústria, mas trouxe resultados consistentes.

Dia zero

Dai Pra também apresentou o conceito de “dia zero” – etapa inicial do processo, quando o aviário é fechado, baseada em diagnóstico, definição de ações e avaliação de resultados. “É diagnóstico, ação e resultado”, resumiu. O uso de mapeamentos epidemiológicos permite identificar pontos críticos dentro da granja e direcionar intervenções com maior precisão.

Problema exige coordenação

Ao longo da palestra, ficou evidente que o controle da Salmonella já é tecnicamente conhecido. O que está em jogo agora é a capacidade de coordenar essas ações dentro de um sistema complexo. A dispersão do problema entre ambiente, manejo, nutrição, pragas e logística indica que soluções isoladas tendem a perder eficiência.

Por isso, ganha força dentro do setor a discussão sobre a necessidade de uma gestão mais integrada, capaz de conectar dados e decisões ao longo de toda a cadeia produtiva. Mais do que novos protocolos, na opinião de Dai Pra, o desafio passa a ser articulação.

Á edição também está disponivel na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Avicultura

Vigilância e biosseguridade definem a linha de defesa contra a Influenza aviária, aponta FAO

Documento técnico detalha como monitoramento contínuo, resposta rápida e integração entre saúde animal e humana reduzem o risco de disseminação do vírus nas granjas.

Publicado em

em

Fotos: Shutterstock

A Influenza aviária segue como uma das principais ameaças sanitárias à avicultura mundial, com potencial de provocar mortalidade elevada nos plantéis, embargos comerciais e impactos diretos na renda dos produtores. Em documento técnico recente, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura sistematiza recomendações práticas para vigilância, prevenção e controle da doença, com foco na detecção precoce e na contenção rápida de focos.

A base da estratégia, segundo a entidade, está na vigilância contínua. Isso inclui monitoramento ativo em granjas comerciais, criações de subsistência e mercados de aves vivas, além da observação de aves silvestres, especialmente migratórias, que podem atuar como reservatórios do vírus. A eficácia desse sistema depende de notificação imediata de sinais clínicos suspeitos e de capacidade laboratorial para diagnóstico rápido e confiável.

A biosseguridade aparece como o principal filtro para impedir a entrada do vírus nas propriedades. O controle rigoroso de acesso de pessoas, veículos e equipamentos, a separação física entre aves domésticas e silvestres, a desinfecção sistemática de instalações e o manejo correto de resíduos e carcaças são medidas consideradas críticas. A origem da água e da ração também é citada como ponto sensível.

Quando há suspeita ou confirmação da doença, a orientação é agir sem atraso: isolamento imediato da propriedade, abate sanitário das aves infectadas e expostas, desinfecção completa das instalações e restrição de movimentação na área afetada. A comunicação rápida entre produtores e autoridades sanitárias é tratada como componente operacional do controle.

A vacinação é descrita como ferramenta complementar, aplicável conforme o cenário epidemiológico local. A decisão de utilizá-la deve considerar a circulação do vírus, a capacidade de monitorar a eficácia da imunização e os possíveis efeitos sobre o comércio internacional.

O documento também reforça a dimensão transfronteiriça da Influenza aviária. O compartilhamento de dados epidemiológicos e laboratoriais entre países é apontado como condição para respostas regionais mais eficazes. Algumas cepas do vírus podem infectar humanos, o que exige integração entre saúde animal e saúde pública dentro do conceito de Uma Só Saúde.

Para a FAO, sistemas de vigilância bem estruturados, protocolos rígidos de biosseguridade e coordenação entre os diferentes níveis do serviço veterinário oficial são os elementos que determinam a capacidade de um país em reduzir riscos sanitários, econômicos e de saúde pública associados à Influenza aviária.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Avicultura

Monoglicerídeos na avicultura: ação antimicrobiana e integridade intestinal como pilares da eficiência produtiva

Moléculas com mecanismos complementares ganham espaço como estratégia nutricional frente aos desafios entéricos e respiratórios em frangos de corte.

Publicado em

em

Foto: Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Mariane Marques, mestre em Nutrição, Coordenadora Técnica da Feedis

A interação entre microbiota e resposta imune é determinante para a manutenção da integridade funcional das aves ao longo do ciclo produtivo. Desafios entéricos associados a Clostridium perfringens e Escherichia coli, assim como agentes respiratórios como o vírus da bronquite infecciosa (IBV), impõem pressão inflamatória constante, redirecionando energia metabólica e comprometendo eficiência produtiva e uniformidade de lote.

Nesse contexto, tecnologias nutricionais baseadas em monoglicerídeos são ferramentas estratégicas no controle do desafio microbiano e na manutenção da eficiência produtiva.

Ação direcionada: o papel da α-MONOLAURINA

A α-monolaurina é um monoglicerídeo derivado do ácido láurico com elevada afinidade por membranas lipídicas, especialmente de bactérias Gram-positivas e vírus envelopados. Sua estrutura anfipática permite a inserção na bicamada celular, promovendo desorganização da membrana e consequente inativação do patógeno.

Em frangos de corte, sua atuação é especialmente relevante frente a Clostridium perfringens, agente frequentemente associado às enterites bacterianas, contribuindo para menor pressão microbiana e maior estabilidade intestinal sob desafio.

Além da atividade antimicrobiana direta, evidências recentes indicam efeito modulador sobre a resposta imune. Pesquisadores demonstraram que aves vacinadas contra bronquite infecciosa e suplementadas com α-monolaurina apresentaram aumento na titulação de anticorpos, melhora de parâmetros de imunidade celular e modulação de mediadores pró-inflamatórios. Esses achados sugerem que a molécula atua não apenas no controle do patógeno, mas também no suporte funcional à imunocompetência em condições de desafio sanitário.

Atuação sobre bactérias gram-negativas: o papel da α-MONOBUTIRINA

A α-monobutirina é um monoglicerídeo com atuação mais eficiente contra bactérias Gram-negativas, cuja estrutura celular apresenta maior complexidade devido à presença de membrana externa rica em lipopolissacarídeos. Sua configuração molecular favorece a interação com a membrana bacteriana e facilita a penetração da molécula, permitindo interferência direta na fisiologia celular.

Uma vez no meio intracelular, sua ação está associada à alteração do equilíbrio do gradiente de prótons e à interferência em processos metabólicos essenciais, comprometendo a produção de energia e a manutenção da viabilidade bacteriana. Esse mecanismo assume papel estratégico frente a microrganismos Gram-negativos associados a desafios entéricos na avicultura.

Em estudo conduzido em 2022 com poedeiras comerciais, a suplementação de α-monobutirina resultou em redução significativa do filo Proteobacteria, grupo que reúne diversas bactérias Gram-negativas potencialmente associadas à disbiose intestinal, incluindo gêneros como Escherichia, Salmonella e Enterobacter.

Em sistemas produtivos sob pressão sanitária contínua, alterações na dinâmica da microbiota intestinal repercutem diretamente sobre conversão alimentar e viabilidade de lote. A redução da carga de bactérias Gram-negativas favorece maior previsibilidade de resultados e menor variabilidade produtiva ao longo do ciclo.

Conclusão

A atuação complementar da α-monolaurina e da α-monobutirina amplia o espectro de controle microbiano, abrangendo bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e vírus envelopados, além de modular a resposta imune do hospedeiro. Enquanto a α-monolaurina exerce ação direcionada sobre membranas lipídicas e contribui para o suporte imunológico, a α-monobutirina interfere na fisiologia de bactérias Gram-negativas e na dinâmica da microbiota intestinal.

Essa abordagem integrada permite reduzir a pressão microbiana e inflamatória sob diferentes cenários de desafio sanitário, favorecendo maior previsibilidade produtiva em sistemas avícolas modernos.

As referências bibliográficas estão com a autora. Contato: mariane.marques@feedis.com.br

Á edição também está disponivel na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.