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Produção de óleo de soja cresce com ajuste positivo da Argentina, mas mercado permanece apertado

Deve alcançar 8,1 milhões de toneladas, +2% sobre o projetado anteriormente, elevando a produção global para 65,9 milhões de toneladas (+1% ante novembro)

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Foto: Divulgação/Coamo

No relatório de dezembro, o USDA ajustou para cima o esmagamento da Argentina, resultando em elevação para a produção global de óleo de soja. A Indonésia ainda não implementou o aumento da mistura obrigatória de biodiesel que estava planejado para 1º de janeiro. Os preços do farelo iniciaram um movimento de reação, porém não deve durar muito.

Foto: Geraldo Bubniak

O USDA elevou a projeção de produção de soja da Argentina de 51 milhões de toneladas em novembro para 52 milhões de toneladas em dezembro e, com isso, aumentou o esmagamento do país, que passou de 40 milhões de toneladas para milhões de toneladas no último relatório. Sendo assim, a produção de óleo da Argentina deve alcançar 8,1 milhões de toneladas, +2% sobre o projetado anteriormente, elevando a produção global para 65,9 milhões de toneladas (+1% ante novembro). Apesar do leve ajuste positivo para a produção e estoque mundial, o balanço de óleo de soja seguirá apertado para a safra 2024/25.

O governo indonésio se comprometeu com a elevação da mistura para 40% de biocombustível à base de óleo de palma no diesel a partir de 1º de janeiro (B40), elevando a mistura em comparação com a atualmente em vigor(B35). Entretanto, a grande questão para o governo do país é como fazer isso sem subsídios, dado que a ideia inicial é subsidiar o B40 apenas para uso não industrial, que representa menos da metade da demanda do país. O mercado aguarda o volume oficial de biodiesel que a Indonésia alocará aos varejistas de combustível para avaliar o quanto as exportações serão afetadas e qual poderá ser o impacto nas cotações de óleo de palma, que subiram quase 20% em 2024, devido às expectativas de menores exportações de óleo de palma da Indonésia.

Os preços do farelo sinalizaram movimento de alta, guiados pela indicação de redução das chuvas na Argentina. Porém, nessa safra, o clima está menos quente e choveu bem até a 1ª quinzena de dezembro no país, sinalizando menor potencial de impacto. A oferta de óleo e de farelo serão maiores, pois haverá aumento do esmagamento na Argentina e no Brasil.

Fonte: Consultoria Agro Itaú BBA

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Senado amplia debate sobre nova Lei do Trabalho Rural e regras para voos na Amazônia

Comissão de Infraestrutura aprovou audiências públicas para discutir propostas que tratam das relações de trabalho no campo e da operação de empresas estrangeiras na aviação regional.

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Foto: Divulgação

A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou a realização de audiências públicas para discutir dois projetos que podem alterar as regras do trabalho rural e do transporte aéreo na Amazônia Legal. As datas dos debates ainda não foram definidas.

Um dos temas é o Projeto de Lei 4.812/2025, que propõe uma nova Lei do Trabalho Rural. A matéria estabelece normas específicas para as relações individuais e coletivas de trabalho nas atividades agropecuárias e cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural.

Foto: Freepik

O pedido para realização da audiência foi apresentado pelo senador Weverton (PDT-MA). Segundo o parlamentar, o texto foi ampliado durante a tramitação na Comissão de Agricultura (CRA), passando a incluir medidas relacionadas à qualificação profissional, inovação tecnológica, saúde e segurança dos trabalhadores rurais e sustentabilidade da produção.

Na avaliação de Weverton, as mudanças ampliaram o alcance da proposta e justificam um debate mais aprofundado na Comissão de Infraestrutura antes da continuidade da tramitação.

Aviação na Amazônia

A comissão também promoverá uma audiência pública sobre o substitutivo da Câmara ao Projeto de Lei 4.715/2023, que autoriza, em determinadas situações, empresas estrangeiras a operar voos domésticos na Amazônia Legal.

O requerimento foi apresentado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que argumenta haver preocupação do setor aéreo brasileiro com os possíveis efeitos da medida.

Segundo o senador, representantes das empresas nacionais afirmam que a abertura do mercado pode ampliar a concorrência com companhias internacionais de maior porte, além de provocar impactos sobre as relações de trabalho e a competitividade das empresas brasileiras, que estão sujeitas a custos tributários não aplicados às concorrentes estrangeiras.

Os dois projetos permanecem em análise no Senado e serão debatidos antes da votação na Comissão de Infraestrutura.

Fonte: O Presente Rural
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Ritmo da colheita influencia preços do milho no mercado interno

Compradores reforçam estoques, enquanto produtores paulistas seguem retraídos à espera do avanço da segunda safra para ampliar as negociações.

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Foto: Shutterstock

Os preços do milho seguem com comportamentos diferentes entre as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). De acordo com o centro de pesquisas, as cotações avançaram em algumas praças devido à retração de vendedores e ao ritmo ainda lento da colheita da segunda safra. Já nas regiões produtoras, os preços recuaram com o avanço dos trabalhos no campo.

O Cepea informa que parte dos compradores continua atenta às oportunidades de negociação, enquanto outros intensificaram as aquisições no início da semana passada, oferecendo preços firmes para manter os estoques abastecidos.

Apesar desse movimento, muitos consumidores aguardam o aumento da oferta de milho nas próximas semanas, com a expectativa de queda nas cotações no mercado interno. Do lado dos vendedores, produtores paulistas seguem retraídos e preferem esperar o avanço da colheita da segunda safra antes de negociar volumes maiores.

Fonte: O Presente Rural
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Projeto prevê porte de arma para auditores fiscais agropecuários e reconhece atividade como de risco

Proposta em análise na Câmara estabelece novos protocolos de segurança para fiscais federais e condiciona autorização ao cumprimento de requisitos legais.

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Imagem criada por Emili Schneider/ChatGPT/OP Rural

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados propõe reconhecer como atividade de risco o trabalho dos auditores fiscais federais agropecuários e autorizar o porte de arma de fogo para esses servidores, tanto durante o expediente quanto fora do serviço.

O Projeto de Lei 1.248/2026 altera a Lei nº 10.883/2004, que trata da carreira dos auditores fiscais agropecuários, e o Estatuto do Desarmamento.

Foto: Divulgação/Anffa Sindical

Pela proposta, a autorização para o porte de arma ficará condicionada ao cumprimento dos requisitos técnicos e psicológicos previstos na legislação e em regulamentação específica.

O texto também determina que o Poder Executivo estabeleça protocolos de segurança para atividades de fiscalização consideradas de maior risco.

Autor da proposta, o deputado Capitão Alden (PL-BA) argumenta que a medida busca adequar a legislação às condições enfrentadas pelos auditores fiscais durante o exercício da função.

Segundo o parlamentar, esses profissionais atuam na fiscalização, inspeção e controle de produtos agropecuários, além de participar de ações de combate a ilícitos administrativos e econômicos.

Tramitação

O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Se aprovado nas comissões, o texto seguirá para votação na Câmara dos Deputados e, posteriormente, no Senado Federal antes de eventual sanção presidencial.

Fonte: O Presente Rural
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