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Produção de grãos de São Paulo deverá alcançar 9,5 milhões de toneladas
Os dados são do 5º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A produção de grãos em São Paulo ficará em 9,5 milhões de toneladas na safra 2022/2023, uma redução de 2,5% em relação ao ciclo anterior. A queda é influenciada por uma menor área plantada no estado, estimada em 2,35 milhões de hectares, indicando uma diminuição de 4,9% em relação a 2021/2022. Apesar disso, a produtividade média deverá crescer 2,5%, alcançando 4.045 kg/ha.
Na análise por cultura, verifica-se que o arroz deverá ter uma colheita de 49,5 mil toneladas – aumento de 44,3% em relação à safra anterior. A expansão deve-se principalmente à melhora na produtividade, que passou de 4.125 kg/ha de média em 2021/22 para 5.686 kg/ha na atual safra (aumento de 37,8%).
Para o feijão, as condições gerais foram consideradas boas no primeiro ciclo, apesar de adversidades climáticas pontuais. Ao todo (somando-se as três épocas de cultivo dentro do ano-safra) foi observada produtividade média de 2.347kg/ha, 5,2% superior àquela obtida na temporada passada. Ainda assim, a produção total estimada indica queda de 9,4%, devendo fechar o ciclo em 167,6 mil toneladas.
Já para o milho, as lavouras de primeira safra tiveram seu ciclo estendido devido às baixas temperaturas ocorridas em dezembro, mas apresentam boas condições fitotécnicas. A colheita teve seu início em algumas regiões do estado. A produção total do grão (somando as estimativas do segundo ciclo) está estimada em 4,19 milhões de toneladas, valor que representa redução de 3,1% em relação à safra passada.
E a soja apresentou desenvolvimento variado conforme a região. No sudoeste do estado houve prolongamento do ciclo devido às baixas temperaturas e luminosidade, propiciando um desenvolvimento heterogêneo e desuniforme. Já no noroeste paulista e na região de Assis, as lavouras estão em excelente estado, com condições fitossanitárias satisfatórias. Todavia, a incidência de mofo-branco e ferrugem preocupa os produtores. A produção da oleaginosa está estimada em 3,99 milhões de toneladas, uma redução de 4,4% em relação à safra passada.
Confira a análise completa no 5º Boletim do Levantamento da Safra de Grãos.

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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

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Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira
Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.
Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.
O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.
Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.






