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Produção, consumo e exportações de frango, suínos e ovos mantêm trajetória de crescimento em 2026, aponta ABPA
As projeções indicam recordes em praticamente todos os indicadores, consolidando o ano como um marco para o setor e estabelecendo bases de crescimento para 2026.

As cadeias brasileiras de carne de frango, carne suína e ovos encerraram 2025 com desempenho histórico em produção, consumo interno e exportações. As projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam recordes em praticamente todos os indicadores, consolidando o ano como um marco para o setor e estabelecendo bases de crescimento para 2026. Mesmo diante de desafios logísticos pontuais ao longo do ano passado, o presidente da entidade, Ricardo Santin, avaliou que a resiliência produtiva e a competitividade internacional sustentaram os resultados.
A produção brasileira de carne de frango em 2025 deve totalizar 15,320 milhões de toneladas, crescimento de 2,2% em relação a 2024, quando foram produzidas 14,972 milhões de toneladas. Para 2026, a ABPA projeta nova expansão, com volume podendo alcançar até 15,600 milhões de toneladas, alta de 2%.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin: “Nossa expectativa é de manutenção do desempenho positivo alcançado no ano passado ao longo de 2026, sustentado por um ambiente de custos adequados e por uma demanda firme por proteínas animais, tanto no mercado doméstico quanto no comércio internacional” – Foto: Divulgação/Arquivo OPR
No comércio exterior, após embarcar 5,295 milhões de toneladas em 2024, o setor caminhou para exportar até 5,32 milhões de toneladas em 2025, com estimativas de ampliar para 5,5 milhões de toneladas neste ano. “O crescimento previsto é de 0,5%, acelerando para 3,4% em 2026, reflexo da demanda internacional aquecida e da competitividade brasileira”, ressaltou Santin.
Apesar da projeção positiva, os dados acumulados entre janeiro e novembro de 2025 mostraram leve retração nos embarques, que somaram 4,813 milhões de toneladas, 0,7% abaixo do registrado no mesmo período de 2024. A receita acumulada até novembro atingiu US$ 8,842 bilhões, recuo de 2,5% frente aos US$ 9,071 bilhões do ano anterior. “Parte da oscilação observada no fim do ano esteve relacionada a entraves operacionais em determinados portos brasileiros”, justificou.
Entre os destinos, os Emirados Árabes Unidos lideraram as compras em 2025, com 433,8 mil toneladas embarcadas até novembro, crescimento de 2,1%. Na sequência apareceram Japão, com 367,4 mil toneladas, Arábia Saudita, com 362,6 mil toneladas, África do Sul, com 288,6 mil toneladas, e México, com 238,2 mil toneladas. No recorte por estados, o Paraná manteve a liderança como principal exportador, com 1,915 milhão de toneladas, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás.
Mercado interno aquecido
A disponibilidade interna de carne de frango avançou em 2025, passando de 9,678 milhões de toneladas para até 9,98 milhões de toneladas, variação de 3,1%. Para 2026, a projeção aponta para um aumento de 1,2%, podendo chegar a 10,1 milhões de toneladas. “Esse crescimento deve refletir diretamente no aumento do consumo nacional”, frisou Santin.

O consumo per capita acompanhou essa trajetória, subindo de 45,5 quilos por habitante em 2024 para 46,8 quilos em 2025, com expectativa de atingir aproximadamente 47,3 quilos em 2026. “O crescimento do consumo interno reforça a importância da carne de frango como proteína acessível para o consumidor brasileiro, especialmente em cenários econômicos desafiadores”, enfatizou o presidente da ABPA.
Santin ainda destaca que os números refletem a resiliência da cadeia produtiva, que vem investindo em eficiência, tecnologia e bem-estar animal para atender tanto ao mercado interno quanto às exigências internacionais. “O frango continuará sendo protagonista na mesa dos brasileiros e peça estratégica das exportações agropecuárias nos próximos anos”, evidenciou.
Avicultura de postura
A produção brasileira de ovos deve atingir até 62,250 bilhões de unidades em 2025, alta de 7,9% em relação às 57,683 bilhões de unidades produzidas em 2024. Para 2026, a expectativa é de nova expansão, com produção podendo alcançar até 66,5 bilhões de unidades, aumento de 6,8% sobre o ano anterior. “Estamos vendo um setor que cresce sobre bases sólidas. A modernização das granjas, o avanço tecnológico e a profissionalização do manejo estão impulsionando sua expansão sustentável”, afirmou Santin.
As exportações do setor devem alcançar até 40 mil toneladas em 2025, o que representa um crescimento de 116,6% em relação às 18.469 toneladas embarcadas em 2024. Para 2026, a expectativa é de novos avanços, com até 45 mil toneladas exportadas, 12,5% a mais que o volume previsto para o ano passado. No acumulado de janeiro a novembro de 2025, os embarques já somavam 38.637 toneladas, alta de 135,4% frente ao mesmo período do ano anterior, com receita de US$ 92,130 milhões, saldo 163,5% maior em relação aos onze primeiros meses de 2024, com US$ 34,965 milhões. “O mundo está descobrindo o ovo brasileiro. Temos escala, qualidade sanitária e competitividade. É um mercado que tende a crescer e no qual o Brasil tem vantagem”, enfatizou.
Entre os principais destinos estiveram Estados Unidos, Japão, Chile, México, Angola, Emirados Árabes Unidos, Uruguai, Serra Leoa, Equador e União Europeia. “Volumes exportados de ovos seguem em ritmo elevado frente ao praticado nos anos anteriores, agora, com novos destinos de alto valor agregado, o que vem favorecendo a rentabilidade dos embarques”, avalia o presidente da ABPA.
Entre os 10 maiores consumidores per capita de ovos

Foto: Giovanna Curado
Já o consumo per capita deve passar de 269 unidades por habitante alcançados em 2024 para 287 unidades em 2025, alta de 6,7%. Para este ano, a projeção aponta para 307 unidades por habitante, número 7% superior ao registrado no ano passado. “O ovo se consolidou como uma proteína nutritiva, acessível e presente no prato das famílias brasileiras. Esse reconhecimento se reflete no aumento do consumo ano após ano. Caso as projeções se confirmem, o Brasil deverá encerrar 2025, pela primeira vez, entre os dez maiores consumidores per capita de ovos do mundo”, salientou Santin.
Com produção ampliada, exportações mais que dobradas e forte avanço no consumo interno, 2025 se desenha como um ano-chave para a consolidação do setor no Brasil. E, diferentemente de outras cadeias que enfrentam oscilações cíclicas, o segmento de ovos deve manter o ritmo também em 2026. “O setor está preparado para um ciclo prolongado de expansão. Estamos entregando mais, exportando mais e abastecendo melhor o país. A tendência é que 2026 reafirme essa curva de crescimento”, reforçou o presidente da ABPA.
Carne suína entra em novo ciclo de expansão
A cadeia de carne suína também apresentou resultados expressivos em 2025, iniciando um novo ciclo de expansão que deve se estender para 2026. A ABPA aponta para um aumento contínuo da relevância do país no mercado global e para a consolidação da proteína como componente estratégico da indústria de alimentos no Brasil.

A produção nacional deve alcançar até 5,55 milhões de toneladas, alta de 4,6% sobre 2024. Para este ano, a ABPA estima um crescimento de 2,7%, podendo chegar a 5,7 milhões de toneladas. E a expansão do setor também tem forte impulso das vendas internacionais. A ABPA estima encerrar 2025 com 1,49 milhão de toneladas e projeta novo avanço para até 1,55 milhão de toneladas em 2026. “Se a projeção para 2025 se confirmar, o Brasil poderá assumir o 3º lugar entre os países maiores exportadores de carne suína no mundo”, adiantou Santin.
Entre os principais destinos da carne suína brasileira no ano passado estiveram Filipinas, China, Chile, Japão, Hong Kong, Singapura, México, Vietnã, Uruguai e Argentina. A ABPA indica que a demanda internacional deve seguir aquecida, mantendo o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne suína, especialmente para mercados asiáticos e latino-americanos. “A combinação de competitividade da cadeia, custos cada vez mais estáveis e abertura de mercados vem fortalecendo o Brasil como um dos principais players globais da proteína suína”, mencionou Santin.
Já entre os principais estados exportadores, Santa Catarina mantém a liderança, seguido por Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso.
Disponibilidade interna
Mesmo com o forte apetite do mercado externo, a disponibilidade de carne suína no mercado doméstico também deve crescer. O volume disponível ao consumidor brasileiro deve fechar o ano com alta de 2,7%, o que representa 4,06 milhões de toneladas em 2025. Para este ano, a ABPA estima crescimento de 2,2%, podendo chegar a 4,15 milhões de toneladas. “Estas projeções reforçam que a oferta interna continuará ampliada sem comprometer o equilíbrio com as exportações”, salientou Santin.
Consumo chega a 19 kg/habitante/ano
O consumo per capita também segue essa tendência de crescimento, chegando a 19 quilos em 2025, alta de 2,3% sobre o ano anterior. E para 2026, as projeções indicam que o consumo deve alcançar até 19,5 quilos, crescimento de 2,5%, reflexo de preços mais competitivos, maior variedade de cortes e do avanço da carne suína em canais de varejo e food service.
Cenário positivo
O presidente da ABPA avalia que o desafio para o país será manter produtividade, sanidade e eficiência logística para acompanhar o ritmo de expansão previsto e sustentar a capacidade de abastecer simultaneamente o mercado interno e externo. “Após um período marcado por fortes turbulências, a cadeia brasileira de proteínas animais demonstrou capacidade de adaptação e encerrou 2025 com avanço consistente nos indicadores de produção, exportações e consumo per capita de carne de frango, carne suína e ovos. A expectativa é de manutenção desse desempenho positivo ao longo de 2026, sustentado por um ambiente de custos adequados e por uma demanda firme por proteínas animais, tanto no mercado doméstico quanto no comércio internacional”, avaliou o presidente da ABPA.
A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

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Agricultores franceses voltam às ruas contra acordo entre Mercosul e União Europeia
Produtores temem concorrência de alimentos sul-americanos e exigem mais proteção, enquanto o Mercosul vê no acordo uma chance de ampliar exportações e acesso ao mercado europeu.

Agricultores franceses realizaram novos protestos nesta semana contra o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, ampliando a pressão sobre o governo da França e sobre as instituições europeias às vésperas das etapas finais de tramitação do tratado.

Foto: Ieva Brinkmane/Pexels
As manifestações, que incluíram bloqueios de rodovias, portos e a circulação de tratores em áreas centrais de Paris, foram organizadas por sindicatos rurais que alegam risco de concorrência desleal com produtos agrícolas sul-americanos. Os produtores afirmam que o acordo permitirá a entrada de alimentos produzidos sob regras sanitárias, ambientais e trabalhistas menos rigorosas do que aquelas exigidas na União Europeia.
Segundo lideranças do setor, o pacto ameaça a renda dos agricultores e a soberania alimentar do bloco. “Não podemos aceitar produtos importados que não respeitam as mesmas normas que somos obrigados a cumprir”, afirmaram representantes sindicais durante os atos.
A mobilização ocorre apesar da posição oficial do governo francês, que tem reiterado oposição ao acordo nos termos atuais. O presidente Emmanuel Macron e integrantes do Ministério da Agricultura defendem salvaguardas adicionais para proteger os produtores europeus, sobretudo nos setores de carnes, grãos e açúcar.
Ainda assim, o acordo avançou no âmbito europeu após aprovação provisória por representantes dos Estados-membros, abrindo caminho

Foto: Ieva Brinkmane/Pexels
para a assinatura formal e posterior análise do Parlamento Europeu. O tratado prevê a redução gradual de tarifas e a ampliação do acesso de produtos do Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, ao mercado europeu, ao mesmo tempo em que facilita exportações industriais da UE para a América do Sul.
Os protestos na França fazem parte de uma onda mais ampla de manifestações no continente. Agricultores também se mobilizaram recentemente em países como Bélgica, Polônia, Itália e Espanha, em um movimento que expõe a insatisfação do setor rural com políticas comerciais, custos elevados de produção e exigências ambientais cada vez mais rigorosas.
Para o Mercosul, o acordo é visto como estratégico para ampliar o acesso a um mercado de cerca de 450 milhões de consumidores e diversificar destinos de exportação, especialmente do agronegócio. Já na Europa, a resistência do setor agrícola segue como um dos principais entraves políticos à ratificação definitiva do tratado.
Enquanto o debate avança nas instâncias europeias, os agricultores franceses prometem manter a mobilização e ampliar os protestos nas próximas semanas, incluindo atos previstos em frente ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo
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Show Rural Coopavel entra na reta final de preparação para a 38ª edição
Coordenação do evento intensifica ajustes e apresenta novidades para fevereiro, com foco em inovação, informação técnica e fortalecimento do agronegócio brasileiro.

Diretores e integrantes da equipe responsável pela organização e estruturação do Show Rural Coopavel estiveram reunidos na manhã de segunda-feira (12), no prédio Paraná Cooperativo, no parque que desde 1989 abriga uma das maiores mostras técnicas do agronegócio mundial.
Sob a liderança do presidente Dilvo Grolli e do coordenador-geral Rogério Rizzardi, os coordenadores dialogaram sobre ações determinantes para o início da reta final de montagem e preparação do evento, que em sua edição mais recente, em fevereiro de 2025, recebeu mais de 407 mil pessoas em apenas cinco dias.
Dilvo falou sobre liderança, excelência em atendimento e da responsabilidade de todos em oportunizar aos visitantes uma experiência intensa, proveitosa e das mais informativas. “Superação, trabalho em equipe, inovação, estratégia e foco no futuro são alguns dos inúmeros termos e atitudes que fazem do Show Rural Coopavel um dos mais admirados da atualidade”, destacou Dilvo.
Compartilhamento
Rogério Rizzardi e a gerente Adriana Gomes falaram sobre o atual estágio dos mais diferentes trabalhos, de novidades que serão apresentadas nessa edição e da expectativa de todos com o êxito da 38ª edição. “Serão muitas as novidades, tudo para que o produtor rural e o pecuarista tenham em mãos o máximo possível de informações para decidir sobre o que fazer para potencializar ainda mais os resultados de suas atividades”, comenta o coordenador geral.
Os coordenadores de área informaram sobre o atual estágio de preparativos e algumas das novidades que serão apresentadas ao público, em fevereiro. O Show Rural Coopavel é aquele que abre o calendário dos grandes eventos técnicos do agronegócio brasileiro. Ele vai ser realizado de 9 a 13 de fevereiro com acesso gratuito ao parque e também para uso de vagas de estacionamento. O tema deste ano é A força que vem de dentro.
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BRDE alcança R$ 2,2 bilhões em novas contratações no Paraná e tem crescimento de 8% em 2025
Considerando os três estados do Sul onde o banco atua, além do Mato Grosso do Sul, o total contratado alcançou cerca de R$ 5,68 bilhões, com o Paraná responsável por quase 40% desse montante.

Com 5.707 novas operações, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) registrou R$ 2,244 bilhões em contratações no Paraná em 2025, cifra que representa um avanço de 8,4% em relação ao ano anterior. Considerando os três estados do Sul onde o banco atua, além do Mato Grosso do Sul, o total contratado alcançou cerca de R$ 5,68 bilhões, com o Paraná responsável por quase 40% desse montante.
O desempenho é reflexo também do aumento nas aprovações de crédito, que somaram R$ 4,44 bilhões em 2025, mais da metade destinada a produtores rurais e micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). Na Agência Curitiba do BRDE, a abertura de crédito havia sido de R$ 3 bilhões em 2024, ou seja, houve avanço de 48% no ano passado. As movimentações elevaram a carteira de crédito ativa no Paraná para mais de R$ 8,5 bilhões. Em apenas dois anos, o crescimento superou R$ 2 bilhões, o que representa mais de 30% de expansão.
Segundo o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior, os números refletem o papel do banco na economia real. “Esse volume de contratações mostra que o crédito está chegando onde ele realmente faz diferença: na produção, no emprego e na renda. O BRDE atua para transformar financiamento em investimento produtivo, apoiando empresas, produtores rurais e o setor público, com impacto direto no desenvolvimento econômico e social do Paraná”, afirmou.
Setores produtivos
No agronegócio, o Paraná fechou o ano com R$ 1,2 bilhão em novos contratos. Setorialmente, comércio e serviços registraram R$ 923,7 milhões, enquanto a indústria somou R$ 377,7 milhões, impulsionada por investimentos em inovação e no desenvolvimento de novos produtos.
O BRDE aportou R$ 232,2 milhões em linhas voltadas à inovação e modernização, ampliando o apoio a empresas que investem em novos produtos, processos e serviços, além de iniciativas de atualização tecnológica e ganho de competitividade. Os recursos podem ser direcionados tanto à modernização de instalações e aquisição de equipamentos quanto à incorporação de soluções digitais, desenvolvimento de projetos e qualificação de operações, em iniciativas voltadas ao fortalecimento do crescimento sustentável dos negócios paranaenses em diferentes setores.
As micro, pequenas e médias empresas foram beneficiadas com R$ 579,6 milhões em contratações no Paraná. Já os produtores rurais registraram R$ 729,5 milhões na região paranaense, valor 43% superior ao do ano anterior. Os investimentos de grandes empresas somaram R$ 840,4 milhões em financiamentos aprovados ao longo do ano. Para obras de urbanização, resiliência e prevenção a eventos climáticos, saneamento, iluminação pública e outras iniciativas de infraestrutura, as prefeituras contrataram mais de R$ 95 milhões.
Mantendo o desempenho positivo do período anterior, as parcerias em projetos de geração de energia com fontes renováveis e de maior eficiência energética no Paraná chegaram a R$ 132 milhões em 2025.
Parcerias internacionais
O ano de 2025 também foi marcado pela diversificação das fontes de recursos das contratações do BRDE no Estado. O banco fechou o período com cerca de R$ 240 milhões em fundings internacionais. Já a participação do BNDES, principal parceiro operacional da instituição, somou R$ 1,1 bilhão nas contratações paranaenses.
Atualmente, o BRDE mantém carteira ativa de R$ 24,6 bilhões e opera no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, estados controladores, além do Mato Grosso do Sul.
Para o superintendente do BRDE no Paraná, Paulo Starke, os resultados reforçam a relevância do Estado na estratégia do banco. “O Paraná tem se destacado pela diversidade de projetos e pela capacidade de absorver crédito em diferentes setores da economia. O BRDE está presente tanto no apoio ao pequeno empreendedor quanto em grandes investimentos estruturantes, sempre com foco no desenvolvimento regional”, destacou.
65 anos de desenvolvimento
Em 2026, o BRDE completa 65 anos de atuação. Ao longo de seis décadas e meia, acompanhou as mudanças no perfil produtivo da Região Sul, apoiou ciclos de industrialização, a modernização do agronegócio e a expansão da infraestrutura, direcionando sua atuação, mais recentemente, à inovação, à sustentabilidade e à inclusão social como eixos estratégicos, sem perder de vista o compromisso com um desenvolvimento regional equilibrado e duradouro.
De acordo com o diretor-administrativo do BRDE, Heraldo Neves, a solidez do banco está diretamente ligada à forma responsável de crescer. “O BRDE tem apresentado um crescimento robusto, consistente e controlado, com baixa inadimplência. Não se trata apenas de ampliar a carteira, mas de garantir resultados, rentabilidade e segurança, preservando a capacidade do banco de seguir apoiando o desenvolvimento regional no longo prazo”, afirmou.
Portfólio
O avanço nas contratações vem acompanhado de um portfólio diversificado de linhas de financiamento, que reforça o papel do BRDE como agente de desenvolvimento regional. O Meu Microcrédito atende microempreendedores individuais e profissionais autônomos, oferecendo recursos para capital de giro, reformas e aquisição de equipamentos em condições simplificadas. O Meu Negócio foi desenhado para pequenas empresas que buscam expansão e modernização, apoiando a consolidação de atividades em diferentes setores da economia.
O Crédito Simples BRDE garante agilidade e flexibilidade para empresas que necessitam de soluções rápidas, enquanto o Mais Turismo fortalece empreendimentos ligados à cadeia turística, incentivando hospedagem, lazer e serviços em regiões com potencial de atração de visitantes. Já o Jovem Empreendedor estimula iniciativas de quem está iniciando sua trajetória empresarial, com crédito acessível e condições especiais.
No campo, o Meu Agro oferece crédito subsidiado para projetos de modernização da produção, irrigação, aquisição de máquinas e equipamentos e geração de energia renovável. A linha contempla ainda projetos de biomassa e biogás, além de apoiar atividades ligadas à pecuária de leite e corte, piscicultura e turismo rural, sempre com condições diferenciadas que favorecem a inclusão produtiva e o equilíbrio ambiental.
Para conhecer as linhas e acessar os detalhes das possibilidades, basta visitar o site do BRDE ou procurar as agências da instituição.



