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Peixes

Produção aquícola em áreas privadas ganha regras próprias

Projeto diferencia tanques escavados e estruturas artificiais da atividade em rios e mares, reduz burocracias e amplia segurança jurídica para produtores.

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Foto: Jairo Zanatta

A produção aquícola desenvolvida em propriedades privadas, especialmente em tanques escavados e estruturas artificiais, poderá ser tratada de forma distinta da atividade realizada em mares, rios e lagos. Essa é a principal mudança prevista no Projeto de Lei 4.162/2024, relatado pelo deputado José Rocha (União-BA) e aprovado na quinta-feira (11) na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). A proposta, de autoria do ex-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) Sérgio Souza (MDB-PR), atualiza a Lei nº 11.959/2009 para corrigir definições consideradas amplas demais e ajustar o grau de controle estatal conforme o ambiente onde a produção ocorre.

Ex-presidente da FPA, Sérgio Souza: “Apresentamos este projeto para distinguir claramente a atividade desenvolvida em bem público daquela realizada em área privada, adequando os instrumentos de controle do Estado a cada realidade”

Segundo o texto, a legislação vigente utiliza um conceito excessivamente amplo de “atividade pesqueira”, submetendo produtores instalados em tanques escavados ou estruturas artificiais em áreas particulares às mesmas exigências aplicadas à exploração aquícola em mares, rios e lagos — que são bens públicos e, por isso, demandam autorização, concessão ou licença do Estado. Para Souza, a equiparação desconsidera a dinâmica da produção rural moderna. “Apresentamos este projeto para distinguir claramente a atividade desenvolvida em bem público daquela realizada em área privada, adequando os instrumentos de controle do Estado a cada realidade”, afirma.

O relatório deixa claro que a aquicultura praticada em águas públicas permanece sujeita ao regime de licenciamento e autorização já existente. Por outro lado, a produção em tanques e estruturas artificiais localizados em propriedades privadas deve ser regulada de forma mais adequada à sua natureza, com foco na preservação ambiental e na segurança alimentar, sem burocracias desnecessárias que travam investimentos e inovação no campo.

Deputado José Rocha: “Este parecer reafirma o compromisso com a modernização responsável do marco jurídico da aquicultura”

Relator da matéria e integrante da FPA, o deputado José Rocha destacou os avanços trazidos pela proposta. “Este parecer reafirma o compromisso com a modernização responsável do marco jurídico da aquicultura. Reconhecer as particularidades da produção em propriedade privada é avançar na segurança jurídica e no estímulo à atividade econômica sustentável.”

Se não houver recursos regimentais, o projeto segue para análise do Senado Federal.

Fonte: Assessoria FPA

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Produção de peixe avança na Bahia e reforça potencial da piscicultura

Dados do Anuário de Piscicultura Brasileiro PeixeBR 2026 indicam crescimento da atividade e demanda aquecida por pescado.

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Foto: Divulgação/CNA

A piscicultura na Bahia segue em expansão e apresenta condições favoráveis para ampliar a produção nos próximos anos. Em 2025, a atividade registrou crescimento de 3,70%, alcançando 36.700 toneladas de peixe de cultivo, volume superior às 35.616 toneladas produzidas em 2024.

A tilápia permanece como a principal espécie criada no estado, com produção estimada em 33.100 toneladas, o que representa cerca de 90% do volume total. As espécies nativas somaram aproximadamente 3.800 toneladas, enquanto outras espécies responderam por cerca de 150 toneladas.

De acordo com dados do Anuário de Piscicultura Brasileiro PeixeBR 2026, a cadeia produtiva baiana também se destaca pela participação de pequenos produtores, que desempenham papel importante no fortalecimento da atividade no estado.

O mercado consumidor em crescimento e a demanda aquecida por pescado têm incentivado investimentos em tecnologia de produção, genética, sanidade, nutrição e gestão nas propriedades. Esses fatores contribuem para aumentar a eficiência produtiva e melhorar os resultados da atividade.

Apesar do cenário positivo, ainda existem desafios para a expansão da piscicultura na Bahia, especialmente em relação à certificação e à ampliação do acesso ao mercado formal. Superar essas barreiras é apontado como um passo importante para que o setor continue avançando e ampliando sua participação na produção nacional de pescado.

Fonte: O Presente Rural
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Peixes

Tilápia sustenta crescimento da piscicultura em Mato Grosso do Sul

Espécie segue como principal base produtiva, enquanto cultivo de peixes nativos ainda tem participação limitada.

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Foto: Shutterstock

A piscicultura de Mato Grosso do Sul registrou crescimento moderado em 2025. A produção alcançou 40.620 toneladas de peixe de cultivo, volume 0,30% maior em relação ao ano anterior, quando foram produzidas 40.500 toneladas.

A tilápia segue como a principal espécie cultivada no estado, respondendo pela maior parte do volume produzido. No entanto, a participação das espécies nativas ainda é pequena, cenário que reflete o perfil produtivo predominante nas propriedades.

De acordo com dados do Anuário de Piscicultura Brasileiro PeixeBR 2026, o resultado positivo da atividade é atribuído principalmente às iniciativas fiscais, melhorias logísticas e à adoção de tecnologias modernas, que têm contribuído para fortalecer a cadeia produtiva.

Mesmo com o avanço, especialistas avaliam que o setor ainda possui grande potencial de crescimento, especialmente com a ampliação do cultivo de espécies nativas e a incorporação de pequenos e médios produtores à atividade. Essas iniciativas podem ampliar a diversidade da produção e impulsionar o desenvolvimento da piscicultura no estado.

Fonte: O Presente Rural
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Peixes

Brasil avança em acordo internacional para barrar pescado de origem ilegal

Proposta prevê restrições em portos para embarcações suspeitas e tenta fechar portas ao comércio de captura irregular.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (11) o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 331/2025, que ratifica a adesão do Brasil ao Acordo sobre Medidas do Estado do Porto para Prevenir, Impedir e Eliminar a Pesca Ilegal, Não Declarada e Não Regulamentada. O tratado foi firmado durante a 36ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, realizada em 2009, em Roma.

A iniciativa busca impedir que embarcações envolvidas em atividades irregulares utilizem portos para desembarcar ou comercializar pescado obtido fora das regras. Na prática, o acordo estabelece um conjunto de procedimentos que os países signatários devem adotar ao autorizar a entrada de embarcações estrangeiras em seus portos ou ao fiscalizar navios já atracados.

Deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO): “A pesca mobiliza intensa mão de obra e tem importância socioeconômica significativa no Brasil, especialmente em áreas com grande potencial pesqueiro” – Foto: Divulgação/FPA

Relator da proposta, o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) afirmou que o mecanismo tem potencial para reduzir a circulação de pescado capturado ilegalmente nos mercados internacionais. Segundo ele, a estratégia aposta no controle portuário para enfraquecer economicamente esse tipo de operação. “Trata-se de um sistema global de baixo custo, eficiente e seguro para coibir a pesca ilegal. Ao impedir que embarcações suspeitas acessem portos e descarreguem suas capturas, bloqueia-se a entrada desses produtos no mercado”, afirmou o parlamentar no parecer apresentado à comissão.

O acordo também busca padronizar procedimentos entre os países e ampliar a cooperação internacional no combate à chamada pesca INDNR, sigla utilizada para designar atividades ilegais, não declaradas ou não regulamentadas. A expectativa é que a medida reduza a necessidade de fiscalização direta em alto-mar, uma operação considerada mais cara e complexa.

No relatório, Ayres argumenta que o tema ganha relevância diante do peso da pesca extrativa na geração de renda em regiões costeiras do país. “A pesca mobiliza intensa mão de obra e tem importância socioeconômica significativa no Brasil, especialmente em áreas com grande potencial pesqueiro”, declarou.

Para o deputado, a aprovação do acordo também contribui para alinhar a legislação brasileira aos compromissos internacionais de proteção dos recursos marinhos. “A medida fortalece o ordenamento jurídico nacional e amplia a efetividade das ações de proteção aos oceanos”, disse.

O projeto tramita em regime de urgência na Câmara e ainda precisa passar por outras etapas de análise antes de seguir para votação final no Congresso. A proposta integra um esforço internacional para reduzir a pressão sobre estoques pesqueiros e restringir a comercialização de pescado capturado fora das normas.

Fonte: O Presente Rural com FPA
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