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Procura por tecnologia devem estimular as vendas na Agrishow 2014

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As perspectivas de uma boa colheita da safra de verão no Brasil, somadas as vantagens que os financiamentos governamentais para aquisição de máquinas e implementos agrícolas oferecem, estão criando o ambiente ideal para sustentar um clima positivo em relação às vendas destes produtos durante a 21ª Agrishow, que acontece entre os dias 28 de abril a 2 de maio, em Ribeirão Preto, SP. A feira é considerada a vitrine do setor, onde todos os participantes buscam lançar novidades. Com a perspectiva de capitalização do produtor, depois da boa safra, os fabricantes acreditam que haverá uma forte procura por inovações tecnológicas, por isto apostam forte na apresentação do que de melhor possuem em seu portfólio, para atender a esta demanda. 

Por conta deste cenário bastante favorável o diretor comercial e de marketing da LS Mtron, André Rorato, empresa sulcoreana proprietária da marca de tratores LS Tractor, disse que a empresa vai apresentar, novamente, os seus diferenciais tecnológicos e, pela primeira vez, toda a linha de produtos já nacionalizados ou seja, aptos para financiamentos via Finame e Mais Alimentos. Os modelos destacados para a feira são os P100, P 90 e P80 cabinado, P100, P90 e P80 R, U60 cabinado, U60, R60, R50 e G40. Além disto, terá a presença dos sistemas de financiamento; a LS Finance e o Consórcio LS “e boa parte dos concessionários vão estar na Agrishow para atender aos produtores que querem conhecer os diferenciais dos nossos produtos”, conclui Rorato. 

Bom para a Pecuária – Outro setor que vem otimista para esta edição é o de máquinas para a pecuária. Cada vez mais, a competitividade na pecuária depende da preparação e distribuição de uma ração eficaz, tanto no aspecto nutricional como técnico e econômico. Fortalecida pela sua experiência na concepção e desenvolvimento de máquinas destinadas à alimentação animal, a Ipacol Máquinas Agrícolas, concebeu um novo misturador de ração agora em formato vertical, que veio ampliar o portfólio da família Tratomix, o Tratomix Vertical Ipacol – VFTM 9.0 produto que veio para atender a um segmento específico de mercado. O Diretor de Desenvolvimento de Produtos da Ipacol, Carlos A. Antoniolli, diz que a empresa lança este produto porque aposta em uma nova fase no trato animal com esta opção de misturador vertical, ainda muito pouco utilizado no Brasil e vastamente difundido no hemisfério norte.

Outro produto recém saído do forno é o Vagão Distribuidor de Biofertilizante, VDB 10.0 m³, equipamento que não tem similar no Brasil, que vem completar a linha de produtos da Ipacol, neste segmento, ampliando as opções de escolha do produtor. O VDB é uma máquina muito poderosa para distribuição precisa de fertilizantes orgânicos, podendo também se converter em vagão para transporte e descarga de silagens. Possui como novidade rotores e discos espalhadores balanceados standard localizados na parte traseira (saída) que são lançadoras do produto no solo. 

Biomassa -Os bons preços obtidos pela pecuária leiteira e de corte em 2013 estimularam a que o Grupo Bouwman acreditasse mais no potencial de mercado da região do planalto gaúcho em termos de investimento por parte do produtor. A conseqüência disto é o reforço na linha de equipamentos que serão expostos no estande. Os produtos escalados para este segmento são a Carreta Misturadora Trioliet Solomix 1-800, o Espalhador KW 4.62/4, o Enleirador Swadro 38, Empacotador Tanco E-100 AS e a Segadeira AM 243 CV. Todos os produtos de marcas mundialmente reconhecidas e representadas no Brasil, pelo Grupo. 

Mas o Grupo guardou um produto em especial para apresentar na Agrishow. Trata-se da Big Pack 1290 HDP II sugar cane. A Krone tem expertise é o de produção de fardos para biomassa, para queima em fornos e substituição da madeira. Em um trabalho já comprovado da sua eficiência, em uma usina paulista de cana, quatro máquinas modelo BiG Pack 1290 HDP XC equipadas com PreChop estão trabalhando para enfardar a palha da cana, resolvendo o problema de escassez e aumento do custo da matéria prima original, o bagaço, para geração de energia. Ao mesmo tempo, a usina livra-se do excesso de palhada no campo, fator causador de vários problemas na cultura. O projeto é o maior startado no Brasil, e prevê uma produção anual de mais de 70 mil toneladas de palha picada e enfardada. 

Segundo o especialista de produto da Krone, o acessório PreChop utilizado é responsável por realizar uma picagem efetiva do material, antes do processo de enfardamento. “A granulometria média fica entre 50 e 70 mm, sendo o único processo que permite a queima simultânea do material, sem necessidade de rotores estacionários na Usina, explica o Diretor Comercial da marca no Brasil, Rafael Bouwman. 

Fonte: Agropress Marketing e Comunicação

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ABPA abre inscrições para prêmio de pesquisa aplicada durante o SIAVS 2026

Reconhecimento valoriza estudos com impacto prático na avicultura e suinocultura e prevê experiência internacional aos vencedores.

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Foto: Alf Ribeiro

Estão abertas as inscrições para o Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável, reconhecimento científico que a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) promoverá durante o SIAVS 2026 – Salão Internacional de Proteína Animal, maior evento da avicultura e da suinocultura do Brasil, que será realizado entre os dias 04 e 06 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP).

A iniciativa contempla duas distinções, voltadas à valorização de pesquisas com efetiva aplicabilidade prática para a cadeia produtiva da proteína animal:

  • Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável – Grandes Áreas, destinado a trabalhos científicos com impacto nas áreas de produção, manejo e ambiência; nutrição; tecnologia e processos; sanidade; sustentabilidade; e saúde pública.
  • Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável – RAM (Resistência aos Antimicrobianos), voltado exclusivamente a estudos que abordem estratégias, ferramentas, indicadores e práticas relacionadas ao uso responsável de antimicrobianos e ao enfrentamento da resistência microbiana na produção animal, tema estratégico para o setor e alinhado aos princípios internacionais de One Health – no âmbito da  campanha “Uso Consciente, Futuro Responsável”, mantida pela ABPA.

O objetivo do Mérito é estimular pesquisas que extrapolem o ambiente acadêmico e apresentem aplicabilidade concreta, contribuindo para ganhos de eficiência, segurança sanitária, sustentabilidade e competitividade internacional da avicultura e da suinocultura brasileiras.

Os trabalhos inscritos serão avaliados por comissão julgadora composta por especialistas com reconhecida atuação técnica e acadêmica. Entre os critérios considerados estão:

  • Relevância estratégica para o setor
  • Grau de inovação
  • Consistência metodológica
  • Aplicabilidade prática
  • Potencial de impacto na cadeia produtiva

Após a etapa de avaliação, os trabalhos selecionados serão apresentados durante a programação oficial do SIAVS, ampliando sua visibilidade junto a empresários, pesquisadores, autoridades sanitárias e representantes nacionais e internacionais.

Como forma de reconhecimento, o primeiro autor do trabalho vencedor em cada uma das duas distinções participará, com apoio da organização, de uma experiência internacional em uma das principais feiras globais de alimentos, podendo escolher entre a SIAL Paris 2026, em Paris, ou a Gulfood 2027, em Dubai. A iniciativa proporciona imersão no ambiente internacional de negócios e inovação, fortalecendo a formação estratégica dos pesquisadores.

As inscrições devem ser realizadas conforme as orientações disponíveis no site oficial do evento, onde também constam regulamento completo, prazos, formato de submissão e demais informações, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria ABPA
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Abertura de 525 mercados para o agro gera oportunidade histórica ou risco de expansão sem margem?

Diversificação de destinos pode gerar até US$ 375 bilhões em exportações, mas exige gestão de custos e precificação para garantir rentabilidade.

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Fotos: Claudio Neves

A abertura de 525 novos mercados internacionais para o agronegócio brasileiro, com potencial estimado de até US$ 375 bilhões por ano em exportações, consolida o país como um dos principais fornecedores globais de alimentos e reforça sua relevância estratégica no comércio internacional. Do ponto de vista institucional e geopolítico, trata-se de um avanço inegável. Do ponto de vista empresarial, no entanto, o aumento do acesso não pode ser confundido com geração automática de valor econômico.

A experiência mostra que expansão de mercado, quando não acompanhada por gestão rigorosa de custos e precificação adequada, tende a pressionar margens e aumentar a exposição financeira das empresas.

Exportar implica estruturas logísticas mais complexas, exigências sanitárias específicas, custos regulatórios adicionais, riscos cambiais, prazos de recebimento mais longos e maior dependência de capital de giro. Esses fatores alteram substancialmente o custo total da operação e não podem ser tratados como extensões do mercado doméstico.

Um dos erros mais recorrentes nas estratégias de internacionalização do agro é a ausência de segregação clara entre custos locais e custos de exportação. Quando a empresa utiliza uma estrutura de custos média para formar preços em diferentes mercados, acaba diluindo despesas específicas de cada canal e comprometendo a leitura real da rentabilidade por contrato, por produto e por país. O resultado é a celebração de volumes crescentes de vendas acompanhada por deterioração gradual das margens operacionais, muitas vezes percebida apenas quando o caixa

Foto: Divulgação

começa a ficar mais pressionado.

Outro ponto crítico é a formação de preços em ambientes de maior volatilidade. Oscilações cambiais, variações nos custos de frete internacional, alterações em tarifas e mudanças nos prazos de pagamento impactam diretamente a margem final, especialmente em contratos de médio e longo prazo. Sem mecanismos de proteção financeira e sem modelos de precificação que incorporem cenários de risco, a empresa transfere parte significativa da incerteza para dentro do próprio resultado.

Também é preciso considerar o efeito financeiro do crescimento acelerado. A ampliação das exportações exige maior investimento em estoques, transporte, certificações e estrutura comercial, elevando a necessidade de capital de giro. Em um ambiente de juros estruturalmente mais altos, esse custo financeiro passa a ser componente relevante da margem e precisa ser tratado como parte integrante da estratégia de preço, não como despesa posterior absorvida pelo resultado.

Nesse contexto, cresce a importância da análise de margem real, e não apenas do faturamento ou da participação em novos mercados. Empresas que operam com foco exclusivo em volume tendem a mascarar ineficiências operacionais e decisões comerciais mal calibradas, sustentadas temporariamente por crescimento de receita, mas estruturalmente frágeis do ponto de vista financeiro. Crescer sem margem é, na prática, uma forma de destruição de valor em escala ampliada.

Para que a abertura de mercados se traduza em resultado sustentável, é indispensável avançar em três frentes: modelos de custeio mais precisos, que permitam identificar com clareza a rentabilidade por mercado e por canal; políticas de precificação que considerem riscos financeiros, fiscais e logísticos específicos de cada operação; e integração efetiva entre áreas comercial, financeira e operacional na tomada de decisão. Sem essa visão sistêmica, a empresa passa a competir apenas por preço, abrindo mão de margem para ganhar contratos que não se sustentam no médio prazo.

Foto: Divulgação/Porto de Santos

O ano de 2026 tende a ser decisivo nesse processo. A ampliação do acesso a mercados cria oportunidades relevantes, mas também eleva o grau de exigência na gestão. Empresas que dominarem seus custos, entenderem sua estrutura de margem e tomarem decisões baseadas em dados terão condições de transformar expansão em rentabilidade. As demais correm o risco de crescer em complexidade, exposição financeira e dependência de crédito, sem a correspondente geração de valor econômico.

A abertura de 525 mercados é, sem dúvida, uma conquista estratégica para o país. Para as empresas do agro, porém, o verdadeiro diferencial competitivo não estará apenas na capacidade de vender mais, mas na competência de vender com margem, previsibilidade e sustentabilidade financeira. Em um cenário global cada vez mais competitivo, não será o tamanho da operação que definirá a perenidade dos negócios, mas a qualidade das decisões econômicas que sustentam essa expansão.

Fonte: Artigo escrito por Fabiano Coelho, PhD em Ciências Contábeis.
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Exportações agropecuárias ganham alternativa para evitar gargalos no Golfo Pérsico

Exigência sanitária turca levou à criação de certificado específico para cargas em trânsito, permitindo passagem e armazenagem temporária de produtos de origem animal sem interrupção do fluxo ao Oriente Médio e à Ásia Central, mesmo com as restrições no Estreito de Ormuz.

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Foto: Claudio Neves

O Brasil garantiu a continuidade de uma rota alternativa via Turquia para o envio de exportações agropecuárias, diante das restrições no Estreito de Ormuz. A solução foi negociada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Com isso, a estrutura portuária turca segue como opção importante para cargas brasileiras com destino ao Oriente Médio e à Ásia Central, permitindo que as mercadorias sigam viagem sem a necessidade de passar pelo Golfo Pérsico.

Foto: Vosmar Rosa/MPOR

Essa rota já era utilizada por exportadores brasileiros. No entanto, a Turquia passou a exigir novas regras sanitárias para produtos sujeitos ao controle veterinário oficial, como os de origem animal. Para evitar prejuízos ao fluxo das exportações, foi negociado o Certificado Veterinário Sanitário para Produtos Sujeitos a Controles Veterinários em Trânsito Direto pela República da Turquia ou para Armazenamento Temporário com Destino à Expedição para outro País/Navio.

Na prática, o documento permite que mercadorias brasileiras, especialmente produtos de origem animal, atravessem o território turco ou fiquem armazenadas temporariamente no país antes de seguirem para o destino final.

A medida confere mais segurança e previsibilidade aos exportadores brasileiros em um momento de instabilidade nas rotas internacionais e reforça a atuação do Mapa para manter o comércio agropecuário brasileiro em funcionamento.

Fonte: Assessoria Mapa
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